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Guia de instalação

Red Hat Enterprise Linux 7

Instalando Red Hat Enterprise Linux 7 em todas as arquiteturas

Red Hat Engineering Content Services

Red Hat Engineering Content Services

Petr Bokoč

Red Hat Serviços de Conteúdo de Engenharia

Tomáš Čapek

Red Hat Serviços de Conteúdo de Engenharia

Barbora Ančincová

Red Hat Serviços de Conteúdo de Engenharia

Yoana Ruseva

Red Hat Serviços de Conteúdo de Engenharia

Brian Exelbierd

Red Hat Serviços de Conteúdo de Engenharia

Resumo

Este manual explica como inicializar o programa de instalação do Red Hat Enterprise Linux 7 (Anaconda) e como instalar Red Hat  Enterprise Linux 7 em sistemas AMD64 e Intel 64-bit, servidores Power Systems da IBM de 64 bits e IBM System z. Ele também abordará métodos avançados de instalação, tais como as instalações do Kickstart, as instalações do PXE e as instalações sobre VNC. Ele descreve as tarefas de pós-instalação comuns e explica como solucionar problemas de instalação.

Capítulo 1. Baixando o Red Hat Enterprise Linux

Se você possui uma subscrição da Red Hat, baixe os arquivos ISO image do DVD de instalação do Red Hat Enterprise Linux 7 na seção do Red Hat Customer Portal. Se você ainda não possui uma subscrição, compre uma ou obtenha uma subscrição de teste grátis a partir do Software & Download Center em https://access.redhat.com/site/downloads/.
Existem dois tipos básicos de mídia de instalação disponíveis nas arquiteturas AMD64 e Intel 64 (x86_64) e Sistemas IBM Power  (ppc64)
DVD Binário
Pode-se utilizar uma imagem de instalação completa para inicializar o programa de instalação e realizar um instalação completa sem repositórios de pacote adicionais.
boot.iso
Pode-se utilizar uma imagem de inicialização mínima para inicializar o programa de instalação, porém esta requer acesso aos repositórios de pacote adicionais dos softwares a serem instalados.

Nota

DVDs Binários também estão disponíveis para o IBM System z. Eles podem ser usados para inicializar o programa de instalação usando uma unidade de DVD SCSI ou como fontes de instalação.
A tabela a seguir indica os tipos de inicialização e mídia de instalação disponíveis para arquiteturas diferentes e aponta o arquivo de imagem que você precisa para produzir a mídia.

Tabela 1.1. Mídia de Instalação e Inicialização

ArquiteturaImagem de inicialização mínimaImagem de instalação completa
Substitua variant com sua variante de escolha do Red Hat Enterprise Linux (por exemplo, server ou workstation).
AMD64 e Intel 64rhel-variant-7.0-x86_64-boot.isorhel-variant-7.0-x86_64-dvd.iso
IBM Power Systemsrhel-variant-7.0-ppc64-boot.isorhel-variant-7.0-ppc64-dvd.iso
IBM System zNão está disponívelrhel-variant-7.0-s390x-dvd.iso
Se você possui uma subscrição ou uma subscrição de teste, siga estes passos para obter os arquivos de imagem ISO do Red Hat Enterprise Linux  7:

Procedimento 1.1. Baixando as Imagens ISO do Red Hat Enterprise Linux

  1. Visite o Portal do Cliente em https://access.redhat.com/home e clique em Log In no canto superior da direita. Insira suas credenciais de conta, quando solicitado.
  2. Vá até a página de Download de Software https://rhn.redhat.com/rhn/software/downloads/SupportedISOs.do. Você verá uma lista de todos os lançamentos de Red Hat Enterprise Linux disponíveis para download.
  3. Selecione um lançamento de Red Hat Enterprise Linux e clique no link deste lançamento. Certifique-se de que você selecionou a variante adequada para seu destino de instalação: as versões Client, Workstation, Server, ou Compute Node. IBM Power Systems e IBM System z também estão disponíveis para o lançamento do Server. Caso você não esteja certo de qual variante é mais adequada às suas necessidades, veja http://www.redhat.com/products/enterprise-linux/server/compare.html. Além disso, uma lista de pacotes disponível para cada variante estará disponível em Red Hat Enterprise Linux 7 Package Manifest.
    Cada entrada na lista de lançamentos disponíveis pode ser expandida clicando no botão + no lado esquerdo. Isto abrirá outra lista contendo variantes adicionais disponíveis para download.
  4. Será exibida uma lista de downloads disponíveis. Na maioria dos casos, haverá dois downloads disponíveis: uma imagem de inicialização mínima e um ISO de instalação completa. Estas imagens são descritas acima. Imagens adicionais podem estar disponíveis, tais como imagens de máquinas virtuais pré-configuradas; estas estão além do escopo deste documento.
    Escolha um arquivo de imagem que você deseja usar e clique em seu nome para começar a fazer o download para o seu computador.
  5. Como forma alternativa, você pode utilizar um utilitário do checksum como um md5sum ou sha256sum para verificar a integridade do arquivo de imagem após o download terminar. Todos os downloads na página Download Software são fornecidos com seus checksums para referência. Veja as páginas man md5sum(1) e sha256sum(1) para detalhes sobre como gerar checksums.
    Você também pode usar o programa de instalação para verificar o disco quando iniciar a instalação - veja Seção 20.2.2, “Verificando a Mídia de Inicialização” para mais detalhes.
Após baixar um arquivo de imagem ISO do Red Hat Customer Portal, você pode:

Capítulo 2. Criando Mídia

Este capítulo descreve como usar arquivos de imagem ISO obtidos seguindo os passos em Capítulo 1, Baixando o Red Hat Enterprise Linux para criar media física inicializável, como um DVD ou um flash drive de USB. Você pode então usar esses meios para iniciar o programa de instalação e iniciar a instalação. Estes passos se aplicam somente se você pretende instalar o Red Hat Enterprise Linux em um sistema AMD64 ou Intel 64 ou um servidor IBM Power Systems pela mídia física de inicialização. Para obter informações sobre a instalação do Red Hat Enterprise Linux em um servidor IBM System z, consulte Capítulo 14, Inicializando a Instalação em um Sistema IBM System z. Para obter instruções sobre como configurar um servidor Preboot Execution Environment (PXE) para executar uma instalação baseada em PXE em uma rede, consulte Capítulo 21, Preparando para uma instalação de Rede..

2.1. Criando um CD ou DVD de Instalação

Você pode criar um CD ou DVD de instalação utilizando a gravação de software em seu computador e um gravador de CD/DVD. A série de etapas exata que produz um disco óptico a partir de um arquivo de imagens ISO varia muito de um computador para o outro, dependendo do sistema operacional e do software de gravação de disco. Consulte sua documentação de gravação de software para obter as etapas exatas necessárias para gravar um CD ou DVD a partir de um arquivo de imagem ISO.

Nota

É possível utilizar discos ópticos (CDs e DVDs) para criar ambas mídia de inicialização mínima e mídia de instalação completa. No entanto, é importante notar que, devido ao tamanho grande da imagem de instalação completa ISO (entre 4 e 4,5  GB), pode-se utilizar somente um DVD para criar um disco de instalação completa. ISO de inicialização mínimo é de aproximadamente 300  MB, permitindo que ele seja gravado em um CD ou um DVD.
Certifique-se que seu software de gravação de disco é capaz de gravar discos de arquivos de imagem. Embora isto seja verdadeiro na maioria dos softwares de gravação de disco, existem exceções. Note especialmente que o recurso de gravação embutido no Windows XP e Windows Vista não gravam DVDs e que os sistemas operacionais do Windows anteriores não possuíam uma capacidade de gravação instalada por padrão. Portanto, se o seu computador possuir um sistema operacional Windows antes do Windows 7 instalado nele, você precisa separa uma parte do software para esta tarefa. Exemplos de software de gravação populares para o Windows que você pode já ter em seu computador incluem Nero Burning ROM e Roxio Creator. O software de gravação de disco utilizado amplamente em Linux, como Brasero e K3b, também possui a habilidade embutida de gravar discos de arquivos de imagem ISO.
Em alguns computadores, a opção de gravar um disco de um arquivo ISO é integrada com um menu de contexto no navegador do arquivo. Por exemplo, quando você clica com o botão da direita do mouse em um arquivo ISO em um computador com um sistema operacional Linux ou UNIX que execute o desktop GNOME, o navegador de arquivo Nautilus apresenta-lhe a opção Gravar em disco.

2.2. Criando mídia USB de instalação

Você pode utilizar uma unidade USB, ao invés de um CD ou DVD para criar uma mídia inicializável para a instalação do Red Hat Enterprise Linux em sistemas AMD64 e Intel 64 e servidores IBM Power Systems. O procedimento exato varia dependendo se você deseja executar em um sistema Linux ou Windows. Você pode criar uma mídia mínima de inicialização e mídia de instalação completa utilizando o mesmo procedimento; a única limitação é a capacidade da unidade USB, a qual precisará de espaço suficiente para conter toda a imagem, ou seja, cerca de 350 MB para a mídia de inicialização mínima e 4,5 GB para mídia de instalação completa.

2.2.1. Criando mídia USB de instalação em Linux

O procedimento a seguir assume que você está usando um sistema Linux e que você tenha baixado uma imagem ISO apropriada, conforme descrito no Capítulo 1, Baixando o Red Hat Enterprise Linux. Na maioria das distribuições Linux, funcionará sem a necessidade de instalar qualquer pacote adicional.

Atenção

Este procedimento é destrutivo. Quaisquer dados no flash drive USB será destruído, sem aviso. Certifique-se de que você especificou a unidade correta e certifique-se que esta unidade não contém quaisquer dados que você deseja preservar.
Muitas distribuições do Linux fornecem suas próprias ferramentas para criar mídia ativa de USB: O liveusb-creator no Fedora, usb-creator no Ubuntu e outros. A descrição destas ferramentas está além do escopo deste livro; este procedimento irá funcionar na maioria dos sistemas Linux.

Procedimento 2.1. Criando uma Mída de USB no Linux

  1. Conecte uma unidade flash USB ao sistema e execute o comando dmesg. Será exibido um log detalhando todos os eventos recentes. Na parte inferior deste log, você verá um conjunto de mensagens causados pelo flash drive USB que você acabou de conectar. Será algo como um conjunto de linhas semelhantes ao seguinte:
    [ 170.171135] sd 5:0:0:0: [sdb] Attached SCSI removable disk
    Note o nome do dispositivo conectado - no exemplo acima, é sdb.
  2. Autentique-se como usuário root:
    $ su -
    Forneça sua senha de usuário root ao ser solicitada.
  3. Certifique-se de que o dispositivo não está montado. Primeiro, use o comando findmnt device e o nome do dispositivo que você descobriu nas etapas anteriores. Por exemplo, se o nome do dispositivo é sdb , use o seguinte comando:
    # findmnt /dev/sdb
    Se o comando não exibir um resultado, você poderá seguir para a próxima etapa. No entanto, quando o comando não fornece um resultado significa que o dispositivo foi montado automaticamente e que você deve desmontá-lo antes de prosseguir. Um exemplo de resultado se parecerá com este a seguir:
    # findmnt /dev/sdb
    TARGET   SOURCE   FSTYPE  OPTIONS
    /mnt/iso /dev/sdb iso9660 ro,relatime
    
    Note a coluna TARGET. Depois, use o comando umount target para desmontar o dispositivo:
    # umount /mnt/iso
  4. Use o comando dd para gravar a imagem ISO de instalação diretamente no dispositivo USB:
    # dd if=/path/to/image.iso of=/dev/device bs=blocksize
    Substitua /path/to/image.iso pelo caminho completo do arquivo de imagem ISO que você baixou, device com o nome do dispositivo, conforme reportado pelo comando dmesg anteriormente blocksize com um tamanho de bloco razoável (por exemplo, 512k) para acelerar o processo de gravação. O parâmetro do bs é opcional, mas ele pode acelerar consideravelmente o processo.

    Importante

    Certifique-se de especificar a saída como o nome do dispositivo (por exemplo, /dev/sda), não como um nome de uma partição no dispositivo (por exemplo, /dev/sda1).
    Por exemplo, se a imagem ISO estiver localizada no /home/testuser/Downloads/rhel-server-7.0x86_64-boot.iso e o nome do dispositivo detectado for sdb, o comando se parecerá com o seguinte:
    # dd if=/home/testuser/Downloads/rhel-server-7.0x86_64-boot.iso of=/dev/sdb bs=512k
  5. Aguarde dd terminar de gravar a imagem no dispositivo. Note que não será exibida nenhuma barra de progresso; a transferência de dados é concluída quando o sinal # aparecer novamente. Após o sinal ser exibido, saia da conta root e desconecte a unidade USB.
A unidade USB estará pronta para ser usada como um dispositivo de inicialização. Você pode continuar com a Capítulo 5, Inicializando a Instalação nos Sistemas AMD64 e Intel 64. em sistemas AMD64 e Intel 64 ou Capítulo 10, Inicializando para Instalação no IBM Power Systems em servidores IBM Power Systems.

2.2.2. Criando mídia USB de instalação em Windows

O procedimento de criação de mídia USB inicializável no Windows depende de qual ferramenta você usa. Há muitos recursos diferentes que permitem que você grave uma imagem ISO em uma unidade USB. Red Hat recomenda utilizar o Fedora LiveUSB Creator, disponível para download em https://fedorahosted.org/liveusb-creator/.

Importante

A tranferência do arquivo de imagem ISO para a unidade USB utilizando o Explorer do Windows ou um gerenciador de arquivos semelhante não irá funcionar, você não poderá inicializar a partir do dispositivo.

Procedimento 2.2. Criando uma Mída de USB no Windows

  1. Baixe e instale o Fedora LiveUSB Creator.
  2. Faça o download do Red Hat Enterprise Linux Imagem ISO que você deseja usar para criar a mídia. (Veja Capítulo 1, Baixando o Red Hat Enterprise Linux as instruções sobre como obter imagens ISO.)
  3. Conecte a unidade USB que você irá utilizar para criar uma mídia inicializável
  4. Abra Fedora LiveUSB Creator.
  5. Na janela principal, clique no botão Browse e selecione a Red Hat Enterprise Linux imagem ISO que você baixou.
  6. Selecione a partir do menu suspenso de Dispositivo de destino, a unidade que deseja usar. Se a unidade não aparecer na lista, clique no botão de atualização no lado direito do menu e tente novamente.
  7. Clique em Criar USB Ativo . O processo de criação da mídia de inicialização começará. Não desligue a unidade até que a mensagem Completo! apareça na caixa de mensagem na parte inferior. O processo geralmente leva até 15 minutos, dependendo da velocidade de gravação da unidade, versão da especificação USB e o tamanho da imagem ISO que você usou.
    Fedora LiveUSB Creator

    Figura 2.1. Fedora LiveUSB Creator

  8. Ao terminar o processo de criação e a mensagem Completo! aparecer, desmonte a unidade USB usando o ícone Remover hardware com segurança na área de notificação do sistema.
A unidade USB estará pronta para ser usada como um dispositivo de inicialização. Você pode continuar com a Capítulo 5, Inicializando a Instalação nos Sistemas AMD64 e Intel 64. em sistemas AMD64 e Intel 64 ou Capítulo 10, Inicializando para Instalação no IBM Power Systems em servidores IBM Power Systems.

2.3. Preparando Fontes de Instalação

Como explicado no Capítulo 1, Baixando o Red Hat Enterprise Linux, dois tipos básicos de mídia estão disponíveis para Red Hat Enterprise Linux: a imagem de inicialização mínima (boot.iso) e uma imagem de instalação completa (DVD binário). Se você baixou o DVD binário e criou um DVD-ROM ou uma unidade USB de inicialização a partir dele, você pode prosseguir com a instalação imediatamente, pois esta imagem contém tudo que você precisa para instalar o sistema.
No entanto, se você utilizar a imagem de inicialização mínima, você também deve configurar uma fonte adicional de instalação. Isso ocorre porque a imagem de inicialização mínima contém apenas o próprio programa de instalação e as ferramentas necessárias para iniciar seu sistema e iniciar a instalação; não inclui os pacotes de software a serem instalados em seu sistema.
O DVD de instalação completa de imagem ISO pode ser utilizado como a fonte para a instalação. Se o seu sistema exigir um software adicional não fornecido pela Red Hat, você precisará configurar os repositórios adicionais e instalar esses pacotes depois que a instalação estiver concluída. Para obter informações sobre como configurar repositórios adicionais Yum em um sistema instalado, consulte Guia de administrador de sistemas Red Hat Enterprise Linux 7 .
A fonte de instalação pode ser qualquer uma destas a seguir:
  • DVD: Você pode gravar a imagem ISO de DVD binário em um DVD e configurar o programa de instalação para instalar pacotes a partir deste disco.
  • Hard drive: Você pode colocar a imagem ISO de DVD binário em um disco rígido e instalar pacotes a partir dele.
  • Local de Rede : Você pode copiar a imagem ISO de DVD binário ou a árvore de instalação (conteúdos extraídos da imagem ISO de DVD binário) para um local de rede acessível a partir do sistema de instalação e executar a instalação através da rede utilizando os seguintes protocolos:
    • NFS: A imagem ISO de DVD binário é colocada dentro de um compartilhamento Network File System (NFS).
    • HTTPS, HTTP ou FTP: A árvore de instalação é colocada em um local de rede acessível sobre HTTP, HTTPS, ou FTP.
Ao inicializar a instalação a partir da mídia de inicialização mínima, você sempre deve configurar uma fonte de instalação adicional. Ao inicializar a instalação do DVD binário completa, também é possível configurar uma outra fonte de instalação, mas não é necessário - a própria imagem ISO de DVD binário contém todos os pacotes que você precisa para instalar o sistema e o instalador irá configurar automaticamente o DVD binário como a fonte.
Você pode especificar a fonte de instalação de qualquer uma das seguintes maneiras:

2.3.1. Fonte de Instalação em um DVD

Você pode gravar a imagem ISO de DVD binário em um DVD e configurar o programa de instalação para instalar os pacotes a partir deste disco durante a inicialização da instalação de outra unidade (por exemplo, um ISO de inicialização mínimo em uma unidade flash USB). Este procedimento é o mesmo que criar meios óticos de inicialização - veja Seção 2.1, “Criando um CD ou DVD de Instalação” para mais informações.
Ao usar um DVD como fonte de instalação, verifique se o DVD está na unidade quando a instalação começar. O programa de instalação Anaconda não é capaz de detectar a mídia inserida após a instalação começar.

2.3.2. Fonte de Instalação em um Disco Rígido

Instalações no disco rígido usam uma imagem ISO do DVD de instalação do binário. Para usar um disco rígido como fonte de instalação, transfira a imagem ISO de DVD binário para a unidade e conecte-o ao sistema de instalação. Em seguida, inicie o programa de instalação Anaconda.
Você pode usar qualquer tipo de disco rígido acessível ao instalador, incluindo unidades flash USB. A imagem ISO binário pode estar em qualquer diretório do disco rígido e pode ter qualquer nome; no entanto, se a imagem ISO não estiver no diretório de nível superior da unidade, ou se houver mais de uma imagem no diretório de nível superior da unidade, será solicitado que você especifique a imagem a ser usada. Isto pode ser feito utilizando um opção de inicialização, uma entrada em um arquivo Kickstart, ou manualmente na tela Fonte de Instalação durante a instalação gráfica.
A limitação do uso de um disco rígido como a fonte de instalação é que a imagem ISO de DVD binário no disco rígido deve estar em uma partição com um sistema de arquivos que o Anaconda pode montar. Esses sistemas de arquivos são xfs , ext2 , ext3 , ext4 , e vfat ( FAT32 ). Note que em sistemas Microsoft Windows, o sistema de arquivos padrão usado ao formatar discos rígidos é NTFS , e o sistema de arquivo exFAT também está disponível; no entanto, nenhum desses sistemas de aquivos podem ser montados durante a instalação. Se você estiver criando um disco rígido ou uma unidade USB para ser utilizada como uma fonte de instalação no Microsoft Windows, certifique-se de formatar a unidade como FAT32.

Importante

O sistema de arquivo FAT32 não suporta arquivos maiores que 4 GiB (4.29 GB). Algumas mídia de instalação Red Hat Enterprise Linux  7 podem ser maiores do que isso, o que significa que você não poderá copiá-las para uma unidade com este sistema de arquivos.
Ao usar um disco rígido ou um USB flash drive como fonte de instalação, certifique-se de que está conectado ao sistema quando a instalação começar. O programa de instalação não é capaz de detectar a mídia inserida após o início da instalação.

2.3.3. Fonte de Instalação em uma Rede

Colocar a fonte de instalação em uma rede tem a vantagem de permitir a instalação de vários sistemas a partir de uma única fonte, sem ter que conectar e desconectar qualquer mídia física. Instalações baseadas em rede podem ser especialmente úteis quando usadas em conjunto com um servidor Preboot Execution Environment (PXE), que permite que você incie a instalação a partir da rede também. Esta abordagem elimina completamente a necessidade de criar uma mídia física, permitindo fácil implantação do Red Hat Enterprise Linux em vários sistemas ao mesmo tempo. Para obter informações sobre como configurar um servidor PXE, consulte Capítulo 21, Preparando para uma instalação de Rede...

2.3.3.1. Fonte de Instalação em um Servidor NFS

O método de instalação NFS usa uma imagem ISO do DVD binário do Red Hat Enterprise Linux colocado em um diretório exportado do servidor Network File System, o qual o sistema de instalação deve ser capaz de ler. Para realizar uma instalação baseada em NFS, você precisará de outro sistema em execução que agirá como o host NFS.
Para mais informações sobre os servidores NFS, veja Red Hat Enterprise Linux 7 Storage Administration Guide.

Nota

O procedimento a seguir serve apenas como um esquema básico do processo. As etapas exatas que você deve seguir para configurar um servidor NFS irão variar com base na arquitetura do sistema, sistema operacional, gerenciador de pacotes, gerenciador de serviço e outros fatores. Em sistemas Red Hat Enterprise Linux 7, o procedimento pode ser seguido exatamente como documentado. Para os procedimentos que descrevem o processo de criação de fonte de instalação em versões anteriores do Red Hat Enterprise Linux, consulte o Guia de Instalação adequado para aquele lançamento.

Procedimento 2.3. Preparando para uma Instalação baseada em NFS.

  1. Instalar o pacote nfs-utils. Execute o seguinte comando:
    # yum install nfs-utils
  2. Abra o arquivo /etc/exports usando um editor de texto como o Vim ou Gedit. Observe que o arquivo pode não existir ainda; ele não é criado quando o pacote nfs-utils é instalado. Se este for o caso, crie o arquivo.
  3. Adicione uma linha para o arquivo exports com a seguinte sintaxe:
    /path/to/exported/directory host(options)
    
    Substitua /path/to/exported/directory pelo caminho completo para o diretório que você desejar disponibilizar, o host com um endereço IP a partir do qual o diretório exportado estará acessível e as options com opções a serem usadas.
    Se você quiser permitir o acesso ao diretório exportado de todos os endereços IP, use o caractere * ao invés do host. Para uma lista de opções válidas, veja a página man nfs(5). Na maioria dos casos, usar a opção ro para tornar o diretório para somente leitura é suficiente.
    Esta é uma configuração básica que torna o diretório /mnt/nfs disponível como somente leitura para todos os clientes:
    /mnt/nfs *(ro)
    
  4. Salve o arquivo /etc/exports após terminar a configuração e sair do editor de texto.
  5. Transfira a imagem ISO do DVD binário para o diretório exportado da NFS que você especificou em hosts. Para fazer isto, execute o seguinte comando:
    $ mv /path/to/image.iso /nfs/exported/directory/
    Substitua o /path/to/image.iso pelo caminho para a imagem ISO de DVD binário e o /nfs/exported/directory/ pelo caminho para o diretório exportado que você especificou no arquivo de configuração do /etc/exports.
  6. Inicie o serviço nfs. Use o seguinte comando como root:
    # systemctl start nfs.service
    Se o serviço já estava sendo executado antes de você mudar o arquivo de configuração /etc/exports, reinicie-o para assegurar que o arquivo editado foi carregado. Para reiniciar, execute o seguinte comando como root:
    # systemctl restart nfs.service
Após concluir o procedimento acima, a imagem ISO de DVD binário é acessível sobre NFS e pronta para ser usada como uma fonte de instalação.
Ao configurar a fonte de instalação antes ou durante a instalação, especifique o protocolo NFS e o nome do host de servidor. Especificar o endereço IP do servidor não funciona com os compartilhamentos NFS. Se você copiou a árvore de instalação para um subdiretório do usuário root de compartilhamento, você precisa especificá-lo também. Por exemplo, se você copiou a árvore de instalação para o /mnt/nfs/rhel7-install/ no servidor e o nome de host de servidor é myserver.example.com, você precisa especificar o nfs:myserver.example.com:/rhel7-install como fonte de instalação.

2.3.3.2. A Fonte de Instalação em um servidor HTTPS, HTTP ou FTP

Este método de instalação também permite uma instalação baseada em rede. No entanto, ao contrário do método de NFS descrito acima, uma árvore de instalação, um diretório contendo o conteúdo extraído da imagem ISO de DVD binário e um arquivo .treeinfo válido, serão utilizados. A fonte de instalação é acessada sobre HTTPS, HTTP, ou FTP.
Para mais informações sobre servidores HTTP e FTP, veja Red Hat Enterprise Linux 7 System Administrator's Guide.

Nota

O procedimento a seguir serve apenas como um esquema básico do processo. As etapas exatas necessárias que você deve seguir para configurar um servidor FTP irão variar dependendo da arquitetura do sistema, sistema operacional, gerenciador de pacotes, gerenciador de serviço e outros fatores. Em sistemas Red Hat Enterprise Linux 7, o procedimento pode ser seguido exatamente como documentado. Para procedimentos que descrevem o processo de criação da fonte de instalação em lançamentos anteriores do Red Hat Enterprise Linux, veja o Guia de Instalação apropriado para este lançamento.

Procedimento 2.4. Preparando para uma Instalação baseada em FTP

  1. Instale o pacote vsftpd:
    # yum install vsftpd
  2. Como forma alternativa, abra o arquivo de configuração /etc/vsftpd/vsftpd.conf em um editor de texto como o Vim ou Gedit e edite qualquer opção que você deseja alterar. Para opções disponíveis, veja o capítulo adequado no Red Hat Enterprise Linux 7 System Administartor's Reference Guide e na página man vsftpd.conf(5).
    O restante deste procedimento assumirá que as opções padrão são utilizadas. Para seguir o restante do procedimento, usuários anônimos devem ser permitidos para ler arquivos.
  3. Copie a imagem ISO do DVD binário Red Hat Enterprise Linux completo para o servidor FTP.
  4. Monte a imagem ISO do DVD binário usando mount:
    # mount -o loop,ro -t iso9660 /path/to/image.iso /mnt/iso
    Substitua o /path/to/image.iso pelo caminho para a imagem ISO do DVD binário.
  5. Extraia todos os arquivos da imagem montada e mova-as para o diretório /var/ftp/:
    # cp -r /mnt/iso/ /var/ftp/
  6. Inicie o serviço vsftpd:
    # systemctl start vsftpd.service
    Se o serviço já estava sendo executado antes de você mudar o arquivo de configuração /etc/vsftpd/vsftpd.conf, reinicie-o para assegurar que o arquivo editado foi carregado. Para reiniciar, execute o seguinte comando:
    # systemctl restart vsftpd.service
Após concluir o procedimento acima, a árvore de instalação será acessível e pronta para ser usada como uma fonte de instalação.
Ao configurar a fonte de instalação antes ou durante a instalação, especifique o protocolo FTP e o nome do host de servidor ou endereço IP. Se você copiou a árvore de instalação para um subdiretório do diretório /var/ftp/ do servidor, você também precisa especificá-lo. Por exemplo, se você copiou a árvore de instalação para o /var/ftp/rhel7-install/ no servidor e o endereço IP é 192.168.100.100, você precisa especificar o ftp://192.168.100.100:rhel7-install/ como a fonte de instalação.

2.3.3.3. Considerações do Firewall para as Instalações baseadas em Rede

Ao usar uma fonte de instalação baseada em rede, você deve se certificar de que o firewall do servidor está configurado para aceitar conexões de entrada nas portas usadas pelo seu protocolo escolhido. A tabela a seguir mostra quais portas devem ser abertas para cada tipo de instalação baseada em rede.

Tabela 2.1. Portas utilizadas pelos Protocolos de Rede

Protocolo usadoPortas a serem abertas
NFS2049, 111, 20048
HTTP80
HTTPS443
FTP21
A maneira exata para abrir portas no seu sistema será diferente com base em seu sistema operacional e software de firewall. Consulte a documentação do firewall ou sistema para obter mais informações. Para obter informações sobre a abertura de portas de firewall específicas em sistemas Red Hat Enterprise Linux 7, consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 Security Guide.

Parte I. AMD64 e Intel 64 — Instalação e Inicialização

Esta parte do Guia de Instalação do Red Hat Enterprise Linux discute a instalação do Red Hat Enterprise Linux e algumas resoluções de problemas básicas. Para opções avançadas de instalação consulte o Parte IV, “Opções avançadas de instalação”.

Capítulo 3. Planejando para Instalação em Sistema AMD64 e Intel 64

Este capítulo explica as decições e preparações que você irá precisar tomar quando decidir como proceder com a instalação.

3.1. Atualizar ou Instalar?

Existem dois procedimentos disponíveis para atualizar seu sistema atual para a próxima grande versão do Red Hat Enterprise Linux. Para decidir qual procedimento é o caminho certo para o seu sistema, leia as seguintes descrições:
Instalação Limpa
Uma instalação limpa é realizada por meio de backup de todos os dados do sistema, formatando partições do disco, fazendo uma instalação de Red Hat Enterprise Linux a partir da mídia de instalação e, em seguida, restaurando todos os dados do usuário.

Nota

Este é o método recomendado para atualizar entre versões principais do Red Hat Enterprise Linux
Atualização In-Place
Uma atualização in-place é uma forma de atualizar o seu sistema sem remover a versão mais antiga primeiro. O procedimento requer a instalação dos utilitários de migração disponíveis para o seu sistema e executá-los como qualquer outro software. Em Red Hat Enterprise Linux, o preupgrade Assistant avalia seu sistema atual e identifica possíveis problemas que podem ocorrer durante e/ou após a atualização. Também executa pequenas correções e modificações no sistema. O recurso da Red Hat Ferramenta de Atualização baixa os pacotes e executa a atualização real. Uma atualização in-place requer uma grande quantidade de solução de problemas e planejamento e só deve ser feita se não houver nenhuma outra escolha. Para mais informações sobre o Preupgrade Assistant, veja Capítulo 25, Atualizando o seu Sistema Atual.

Atenção

Nunca realize uma atualização in-place em um sistema de produção sem primeiro testá-lo em uma cópia clonada de backup do sistema.

3.2. Seu hardware é compatível?

Red  Hat Enterprise  Linux  7 deve ser compatível com a maioria do hardware em sistemas montados por fábricas nos últimos dois anos. A compatibilidade do hardware é uma preocupação particularmente importante se você tem um sistema feito sob medida ou mais velho. Como as especificações de hardware mudam quase diariamente, recomenda-se que seja verificada a compatibilidade em todos os sistemas.
A lista mais recente de hardware suportado pode ser encontrada no Red Hat Hardware Compatibility List, disponível online em https://hardware.redhat.com. Veja também as Red Hat Enterprise Linux capacidades de tecnologias e limites.

3.3. Destino de instalação suportados

Um destino de instalação é um dispositivo de armazenamento que irá armazenar Red Hat Enterprise Linux e inicializar o sistema. Red  Hat Enterprise  Linux suporta os seguintes destinos de instalação para sistemas AMD64 e Intel  64:
  • Armazenamento conectados por uma interface interna padrão, tal como um SCSI, SATA ou SAS.
  • BIOS/Dispositivos Firmware RAID
  • Adaptadores Fibre Channel Host Bus e dispositivos multipath, alguns dos quais podem precisar drivers derivados de fabricantes.
  • Dispositivos de bloco Xen nos processadores Intel nas máquinas virtuais Xen.
  • Os dispositivos do bloco VirtIO nos processadores da Intel nas máquinas KVM.
A Red  Hat não suporta a instalação para drives USB ou cartões de memória SD. Para obter informações sobre o suporte para tecnologias de virtualização de terceiros, consulte o Red Hat Hardware Compatibility List , disponível online em https://hardware.redhat.com.

3.4. Listas de Especificações do Sistema

O programa de instalação detecta automaticamente e instala o hardware do seu computador e você não costuma precisar fornecer o programa de instalação com todos os detalhes específicos sobre seu sistema. No entanto, ao realizar certos tipos de instalação, pode ser necessário saber detalhes específicos sobre o hardware . Por esta razão, recomenda-se que você grave as seguintes especificações do sistema para referência durante a instalação, dependendo do tipo de instalação.
  • Se você planeja usar um layout de partição padronizada, grave:
    • O número de modelo, tamanhos, tipos e interfaces dos discos rígidos anexados ao sistema. Por exemplo, Seagate ST3320613AS 320 GB em SATA0, Western Digital WD7500AAKS 750 GB em SATA1. Isto permitirá que você identifique discos rígidos específicos durante o processo de particionamento.
  • Se você estiver instalando um Red  Hat Enterprise  Linux como um sistema operacional adicional em um sistema existente, grave:
    • As informações sobre as partições usadas no sistema. Esta informação pode incluir tipos de sistema de arquivos, nomes de nós de dispositivos, rótulos do sistema de arquivos e tamanhos. Isso permitirá que você identifique partições específicas durante o processo de particionamento. Lembre-se que diferentes sistemas operacionais identificam partições e unidades de forma diferente, por isso, mesmo que o outro sistema operacional seja um sistema operacional Unix, os nomes de dispositivos podem ser relatados pelo Red  Hat Enterprise  Linux de forma diferente. Esta informação pode ser encontrada executando o equivalente ao comando mount e comando blkid e no arquivo /etc/fstab.
      Se você tiver outro sistema operacional já instalado, o instalador Red Hat Enterprise Linux 7 tenta detectar automaticamente e configurar para inicializá-lo. Você deve configurar manualmente qualquer outro sistema operacional se não forem detectados adequadamente. Para mais informações, veja Seção 6.10.1, “Instalação do Carregador de Inicialização”.
  • Se você pretende instalar a partir de uma imagem em um disco rígido:
    • O disco rígido e diretório que possuem a imagem.
  • Se você pretende instalar a partir de uma localização de rede:
    • Os números de marca e modelo dos adaptadores de rede em seu sistema. Por exemplo Netgear GA311. Isto permitirá que você identifique os adaptadores ao configurar manualmente a rede.
    • endereços IP, DHCP, e BOOTP
    • Netmask
    • Endereço de IP do Gateway
    • Um ou mais endereços IP do servidor de nome (DNS)
    Se algum destes termos ou requisitos de rede não lhe são familiares, contate seu administrador de sistema para obter auxílio.
  • Se você pretende instalar a partir de uma localização de rede:
    • O local da imagem em um servidor FTP, HTTP (web), HTTPS (web) ou servidor NFS.
  • Se você planeja instalar em um iSCSI:
    • O local do destino iSCSI. Dependendo de sua rede, você pode também precisar de um nome de usuário e senha CHAP, talvez um nome de usuário e senha CHAP revertido.
  • Se seu computador é parte de um domínio:
    • Você deve verificar se o nome do domínio será fornecido pelo servidor DHCP. Caso contrário, você precisará inserir o nome do domínio manualmente durante a instalação.

3.5. Você possui espaço suficiente em disco?

Red Hat Enterprise Linux, como a maioria dos sistemas operacionais atuais, usa partições de disco . Quando você instalar o Red  Hat Enterprise  Linux, talvez você deva trabalhar com partições de disco. Para mais informações sobre partições de disco, veja Apêndice A, Introdução às Partições de Disco.
O espaço de disco utilizado pelo Red Hat Enterprise  Linux deve ser diferente do espaço de disco utilizado por quaisquer outros SOs que estejam instalados em seu sistema.

Nota

Para sistemas AMD64 e Intel 64 ao menos duas partições (/ e swap) devem ser dedicadas ao Red Hat Enterprise Linux.
Para instalar Red Hat Enterprise Linux você deve ter um mínimo de 7.5 GB de espaço em qualquer espaço em disco não particionado ou partições que podem ser suprimidas. Para mais informações sobre recomendações de partição e de espaço em disco, consulte os tamanhos de partições recomendados discutidos na Seção 6.10.4.5, “Esquema de Particionamento Recomendado”.

3.6. RAID e outros dispositivos de disco

Algumas tecnologias de armazenamento requerem uma consideração especial quando se utiliza Red Hat Enterprise Linux. Geralmente, é importante entender como essas tecnologias são configuradas, visíveis para Red Hat Enterprise Linux, e como suporte para elas pode ter mudado entre versões principais.

3.6.1. Hardware RAID

O RAID, Redundant Array of Independent Disks (Conjunto Redundante de discos Independentes), permite que um grupo de drives aja como um dispositivo único. Configure qualquer função de RAID fornecida pela placa principal do seu computador, ou anexado às placas de controller, antes de iniciar o processo de instalação. Cada conjunto de RAID ativo aparece como um drive dentro do Red  Hat Enterprise  Linux.

3.6.2. RAID por software

Em sistemas com mais de um disco rígido, você pode usar o programa de instalação do Red  Hat Enterprise  Linux para operar várias unidades como um software matriz RAID de Linux. Com um software matriz RAID, as funções RAID são controladas pelo sistema operacional ao invés de hardware dedicado. Estas funções são explicadas em detalhes no Seção 6.10.4, “Particionamento manual”.

3.6.3. USB Disks

Você pode conectar e configuar armazenamento de USB externo após a instalação. A maioria destes dispositivos são reconhecidos pelo kernel e disponível para uso naquele momento.
Alguns USB drives podem não ser reconhecidos pelo instalador. Se a configuração destes discos no momento da instalação não for vital, desconecte-os para evitar quaisquer problemas futuros.

3.6.4. Considerações para os Conjuntos Intel BIOS RAID

Red  Hat Enterprise  Linux 7 utiliza mdraid para instalação em conjuntos RAID Intel BIOS. Esses conjuntos são detectados automaticamente durante o processo de inicialização e os caminhos de nó de dispositivo podem mudar a cada inicialização. Por esta razão, as modificações locais para /etc/fstab , /etc/crypttab ou outros arquivos de configuração que se referem a dispositivos por seus caminhos de nó do dispositivo podem não funcionar no Red  Hat Enterprise  Linux 7. Portanto, você deve substituir os caminhos de nó de dispositivo (como / dev / sda ) por rótulos do sistema de arquivos ou UUIDs de dispositivos. Você pode encontrar os rótulos do sistema de arquivos e UUIDs de dispositivos usando o comando blkid.

3.6.5. Considerações para inicialização remota Intel BIOS iSCSI

Se você estiver instalando usando o Intel iSCSI Remote Boot, todos os dispositivos de armazenamento conectados iSCSI devem ser desativados, caso contrário, a instalação será bem-sucedida, mas o sistema instalado não irá inicializar.

3.7. Escolher um método de inicialização de instalação

Você pode usar vários métodos para iniciar o instalador Red Hat Enterprise Linux 7. O método escolhido depende da sua mídia de instalação.
Configurações de firmware (BIOS UEFI de) do seu sistema podem precisar ser alteradas para permitir a inicialização a partir de mídia removível, como um DVD ou uma unidade flash USB. Veja Seção 5.1.1, “Inicializando a Instalação nos Sistemas AMD64 e Intel 64 de Mídia Física.” para obter informações.
Instalação completa (DVD ou drive USB)
Você pode criar mídia de inicialização a partir da imagem ISO de DVD de instalação completa. Neste caso, uma única unidade de DVD ou USB pode ser usada para completar toda a instalação - a qual servirá tanto como um dispositivo de inicialização como uma fonte de instalação para a instalação de pacotes de software. Veja Capítulo 2, Criando Mídia para obter instruções sobre como fazer um DVD de instalação completa ou USB drive.
Inicialização mínima de CD, DVD ou USB Flash Drive
Um CD, DVD ou unidade flash USB de inicialização mínima é criado usando uma imagem ISO pequena, que só contém dados necessários para inicializar o sistema e iniciar o instalador. Se você usar essa mídia de inicialização, você precisará de uma fonte de instalação adicional a partir da qual os pacotes serão instalados. Veja Seção 2.2, “Criando mídia USB de instalação” para obter instruções sobre como fazer CDs de inicialização, DVDs e unidades flash USB.
Servidor PXE
Um ambiente de execução do servidor de pré-inicialização (PXE) permite que o programa de instalação inicialize através da rede. Depois de iniciar o sistema, você concluirá a instalação a partir de uma fonte de instalação diferente, como um disco rígido local ou um localização em uma rede. Para mais informações sobre servidores PXE, consulte Capítulo 21, Preparando para uma instalação de Rede..

3.8. Automatizando a Instalação com o Kickstart

Red Hat Enterprise Linux 7 oferecem um meio de automatizar o processo de instalação, quer parcial ou totalmente utilizando Kickstart file. Os arquivos de Kickstart contêm respostas para todas as perguntas normalmente feitas pelo programa de instalação, como o fuso horário que você deseja que o sistema use, a maneira como os drives devem ser particionados ou quais os pacotes que devem ser instalados. Ao fornecer um arquivo de Kickstart preparado para o instalador, portanto, permite que o instalador execute a instalação completa automaticamente (ou parte dela), sem a necessidade de qualquer intervenção do usuário. Isto é especialmente útil quando implantar o Red Hat Enterprise Linux em diversos sistemas de uma só vez.
Além de permitir que você automatize a instalação, os arquivos de Kickstart também oferecerão mais opções em relação à seleção de software. Ao instalar Red Hat Enterprise Linux manualmente usando o instalador gráfico, sua seleção de software é limitada a ambientes e complementos pré-definidos. Um arquivo de Kickstart permite também que você instale ou remova pacotes individuais.
Para obter instruções sobre a criação de um arquivo de Kickstart e usá-lo para automatizar a instalação, veja Capítulo 23, Instalações pelo Kickstart.

Capítulo 4. Atualizando drivers durante a instalação em sistemas AMD64 e Intel 64

Na maioria dos casos, o Red  Hat Enterprise  Linux já inclui os drivers para os dispositivos que constituem seu sistema. No entanto, se seu sistema contiver hardware que foi lançado recentemente, os drivers para este hardware talvez ainda não estejam incluídos. Às vezes, uma atualização de driver que fornece suporte para um novo dispositivo pode estar disponível na Red  Hat ou seu fornecedor de hardware em um disco de driver que contém pacotes RPM. Normalmente, o disco de driver está disponível para download como um arquivo de imagem ISO.

Importante

Atualizações de drivers devem ser executadas somente se um driver que estiver faltando o impedir de concluir a instalação com sucesso. Os drivers incluídos no kernel devem sempre ter preferência sobre drivers fornecidos por outros meios.
Geralmente, você não precisa de novo hardware durante o processo de instalação. Por exemplo, se você usar um DVD para instalar em um disco rígido local, a instalação será bem sucedida, mesmo se os drivers para sua placa de rede não estiverem disponíveis. Em situações como esta, conclua a instalação e adicione o suporte para o novo hardware depois — consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 System Administrator's Guide para detalhes sobre como adicionar este suporte.
Em outras situações, você pode querer adicionar drivers para um dispositivo durante o processo de instalação para suportar uma configuração em particular. Por exemplo, você pode querer instalar drivers para um dispositivo de rede ou uma placa de adaptador de armazenamento para dar acesso ao programa de instalação para os dispositivos de armazenamento que seu sistema utiliza. Você pode usar um disco de driver para atualizar este suporte durante a instalação em uma das seguintes duas formas:
  1. coloque o arquivo de imagem ISO do disco de driver em um local acessível para o programa de instalação, em um hard drive local, em um flash drive de USB ou em um CD ou DVD.
  2. crie um disco de driver extraindo o arquivo de imagem em um CD ou um DVD, ou uma unidade flash USB. Veja as instruções para fazer discos de instalação em Seção 2.1, “Criando um CD ou DVD de Instalação” para mais informações sobre como gravar arquivos de imagem ISO em um CD ou DVD e Seção 2.2, “Criando mídia USB de instalação” para mais instruções sobre como gravar imagens ISO em USB drives.
Se a Red Hat, seu fabricante de hardware, ou um terceiro de confiança lhe falar que você precisa de uma atualização de driver durante o processo de instalação, escolha o método para fornecer a atualização a partir dos métodos descritos neste capítulo e teste-o antes de iniciar a instalação. Não realize uma atualização de driver durante a instalação a menos que você esteja certo de que seu sistema necessite. A presença de um driver em um sistema para o qual não tenha sido necessário, pode complicar o suporte.

4.1. Limitações de atualizações de drivers durante a instalação

Você não pode usar uma atualização de driver para substituir aquela que o programa de instalação já carregou. Ao invés disso, conclua a instalação com os drivers que o programa de instalação carregou e atualize para os novos drivers após a instalação.
Em sistemas baseados em UEFI com a tecnologia de Inicialização Segura habilitada, todos os drivers sendo carregados devem ser assinados com um certificado válido, caso contrário o sistema irá recusá-los. Todos os drivers fornecidos pela Red Hat são assinados pelo certificado UEFI CA. Se você carregar qualquer outro driver (aqueles que não são fornecidos no DVD de instalação do Red Hat Enterprise Linux), você precisa certificar-se de que também sejam assinados.
Mais informações sobre como assinar drivers padronizados, podem ser encontradas no capítulo Trabalhando com Módulos do Kernel no Red Hat Enterprise Linux 7 System Administrator's Guide.

4.2. Preparando para uma atualização de driver durante a Instalação

Se uma atualização de driver for necessária e disponível em seu hardware, a Red Hat, seu fabricante de hardware, ou um fabricante terceirizado geralmente poderá fornecê-la em forma de um arquivo de imagem em formato ISO. Quando você obtiver a imagem ISO, você precisa decidir sobre o método que deseja utilizar para realizar a atualização do driver.
Os métodos disponiveis são:
Atualização de driver automática
Ao iniciar a instalação, o instalador tentará detectar todos os dispositivos de armazenamento conectados. Se houver um dispositivo de armazenamento rotulado OEMDRV presente quando a instalação começar, o Anaconda sempre irá tratá-lo como um disco de atualização de driver e tentará carregar os drivers presentes nele.
Atualização de driver assistida
Você pode especificar a opção de inicialização inst.dd quando iniciar a instalação. Se você usar esta opção, sem nenhum parâmetro, o Anaconda irá mostrar uma lista de todos os dispositivos de armazenamento conectados ao sistema, e ele irá pedir que você selecione um dispositivo que contém uma atualização de driver.
Atualização de driver manual
Você pode especificar a opção de inicialização inst.dd= location quando iniciar a instalação, onde location é o caminho para um disco de atualização de driver ou uma imagem ISO. Quando você especificar esta opção, o Anaconda tentará carregar as atualizações de drivers que se encontram no local especificado. Com atualizações de drivers manuais, você poderá especificar tanto os dispositivos disponíveis no local de armazenamento, quanto em um local de rede (um servidor HTTP, HTTPS or FTP).
Se você quiser usar o método de atualização de driver automático, você deve criar um dispositivo de armazenamento rotulado OEMDRV , e deve estar fisicamente ligado ao sistema de instalação. Para usar o método assistido, você pode usar qualquer dispositivo de armazenamento local qualquer rótulo que não seja OEMDRV . Para usar o método manual, você pode usar qualquer armazenamento local com uma etiqueta diferente, ou em um local acessível a partir do sistema de instalação de rede.

Importante

Certifique-se de inicializar a rede usando a opção ip = ao carregar uma atualização de driver a partir de um local de rede. Veja Seção 20.1, “Configurando o Sistema de Instalação no Menu de Inicialização” para mais detalhes.

4.2.1. Preparando para usar um arquivo de imagem de atualização de driver em um armazenamento local.

Se você utilizar um dispositivo de armazenamento local para fornecer o arquivo ISO, tal como um hard drive ou flash drive, você pode fazer com que o programa de instalação reconheça-o automaticamente rotulando adequadamente o dispositivo. Somente se não for possível, instale a atualização manualmente como descrito abaixo.
  • Para que o programa de instalação reconheça o disco de driver automaticamente, o rótulo do volume do dispositivo de armazenamento deve ser OEMDRV. Da mesma forma, você irá precisar extrair o conteúdo do arquivo de imagem ISO para o diretório root do dispositivo de armazenamento ao invés de copiar a própria imagem do ISO. Veja Seção 4.3.1, “Atualização de Driver Automática”. Note que a instalação de um driver de um dispositivo rotulado como OEMDRV é sempre recomendada ou preferida ao invés da instalação manual.
  • Para instalações manuais, simplesmente copie a imagem ISO, como um arquivo, para o dispositivo de armazenamento. Você pode renomear o arquivo se desejar, mas não é necessário mudar a extensão do nome de arquivo, o qual pode ficar como .iso, por exemplo dd.iso. Veja Seção 4.3.3, “Atualização de Driver Manual” para aprender a selecionar a atualização do driver manualmente durante a instalação.

4.2.2. Preparando um disco de driver.

Você pode criar um disco de atualização de driver no CD ou DVD. Veja Seção 2.1, “Criando um CD ou DVD de Instalação” para saber mais sobre gravar discos a partir de arquivos de imagens.
Depois que você gravar um disco de CD ou DVD de atualização de driver, verifique se o disco foi criado com sucesso ao inserí-lo em seu sistema e navegar nele usando o gerente de arquivo. Deverá aparecer um arquivo único com o nome de rhdd3, que é um arquivo de assinatura que contém a descrição do disco do driver e um diretório rpms, que contém os pacotes RPM com os drivers para diversas arquiteturas.
Se você vir somente um arquivo finalizado em .iso, então você não criou o disco corretamente e deve tentar novamente. Certifique-se que escolheu uma opção semelhante à Copiar a partir da imagem se você usar um desktop Linux ao invés de um GNOME ou se você usar um sistema operacional diferente.

4.3. Executando uma atualização de driver durante a instalação

No início do processo da instalação, você pode realizar uma atualização de driver das seguinets formas:
  • deixe o programa de instalação encontrar e oferecer uma atualização de driver automaticamente para a instalação,
  • deixe que o programa de instalação solicite que você localize uma atualização de driver,
  • especifique manualmente um caminho para a imagem de atualização do driver ou um pacote de RPM.

Importante

Sempre certifique-se de colocar seus discos de atualização de driver em uma partição de disco padrão. Armazenamento avançado, como um RAID ou volumes LVM, podem não ser acessíveis durante o estágio inicial da instalação quando você realizar atualizações de driver.

4.3.1. Atualização de Driver Automática

Para que o programa de instalação reconheça automaticamente um disco de atualização de driver, conecte um dispositivo de bloco com o rótulo de volume OEMDRV ao seu computador antes de iniciar o processo de instalação.
Quando a instalação for iniciada, ele detectará todos os armazenamento disponíveis ligados ao sistema. Se ele encontrar um dispositivo de armazenamento rotulado OEMDRV , ele irá tratá-lo como um disco de atualização de driver e tentará carregar atualizações de drivers deste dispositivo. Você será solicitado a selecionar quais drivers carregar:
Selecionando um Driver

Figura 4.1. Selecionando um Driver

Pressione teclas de número para alternar a seleção em drivers individuais. Quando estiver pronto, pressione c para instalar os drivers selecionados e proceder com a interface de usuário gráfico Anaconda.

4.3.2. Atualização de Driver Assistida

É sempre recomendável ter um dispositivo de bloco com o rótulo de volume OEMDRV disponível para instalar um driver durante a instalação. No entanto, se tal dispositivo for detectado e a opção inst.dd for especificada na linha de comando de boot, o programa de instalação permitirá que você encontre o disco de driver no modo interativo. Na primeira etapa, selecione uma partição de disco local a partir da lista para Anaconda verificar os arquivos ISO. Em seguida, selecione um dos arquivos ISO detectados. Finalmente, selecione um ou mais drivers disponíveis. A imagem abaixo demonstra o processo na interface do usuário de texto com etapas individuais destacadas.
Selecionando um Driver de forma Interativa

Figura 4.2. Selecionando um Driver de forma Interativa

Nota

Se você extraiu o arquivo de imagem ISO e o gravou em um CD ou DVD, mas a mídia não tem o rótulo de volume OEMDRV, use o inst.dd sem argumentos e use o menu para selecionar o dispositivo ou use a seguinte opção de inicialização para o programa de instalação para fazer a varredura da mídia para os drivers:
inst.dd=/dev/sr0
Pressione teclas de número para alternar a seleção em drivers individuais. Quando estiver pronto, pressione c para instalar os drivers selecionados e proceder com a interface de usuário gráfico Anaconda.

4.3.3. Atualização de Driver Manual

Para a instalação do driver manual, prepare um arquivo de imagem ISO contendo os seus drivers para um local acessível, como um flash drive de USB ou um servidor da Web, e o conecte ao seu computador. Na tela de boas-vindas, pressione Tab para exibir a linha de comando de inicialização e anexe a opção inst.dd= localização à ele, onde localização é um caminho para o disco de atualização do driver:
Especificando um Caminho para uma Atualização de Driver

Figura 4.3. Especificando um Caminho para uma Atualização de Driver

Geralmente, o arquivo de imagem é localizado em um servidor da Web (por exemplo, http://server.example.com/dd.iso) ou em um USB flash drive (por exemplo, /dev/sdb1). É também possível especificar um pacote RPM contendo uma atualização de driver (por exemplo, http://server.example.com/dd.rpm).
Quando estiver pronto, pressione Enter para executar o comando de inicialização. Depois, seus drivers selecionados serão carregados e o processo de instalação irá proceder normalmente.

4.3.4. Fazendo um blacklist em um Driver

Um driver com defeito pode impedir que um sistema inicialize normalmente durante a instalação. Quando isso acontece, você pode desativar o driver (ou fazer um blacklist), personalizando a linha de comando de inicialização. No menu de inicialização, exiba a linha de comando de inicialização pressionando a tecla Tab. Em seguida, acrescente a opção modprobe.blacklist=driver_name. Substitua driver_name por nomes de um driver ou drivers que você deseja desativar, por exemplo:
modprobe.blacklist=ahci
Observe que os drivers que foram colocados na lista negra durante a instalação usando a opção de inicialização modprobe.blacklist= permanecerão desativados no sistema instalado e aparecerão na /etc/modprobe.d/anaconda-blacklist.conf. Para mais informações sobre a lista negra de drivers e outras opções de inicialização, veja Capítulo 20, Opções de Inicialização.

Capítulo 5. Inicializando a Instalação nos Sistemas AMD64 e Intel 64.

Você pode instalar o Red Hat Enterprise Linux a partir das imagens ISO guardadas no disco rígido, ou a partir de uma rede usando NFS, FTP, HTTP, ou métodos HTTPS. Iniciar e instalar a partir do DVD de instalação completa é o método mais fácil de começar a usar. Outros métodos exigem alguma configuração adicional, mas oferecem vantagens diferentes que podem atender às suas necessidades melhor. Por exemplo, ao instalar um Red Hat Enterprise Linux em um grande número de máquinas ao mesmo tempo, deve-se inicializar a partir de um servidor PXE e instalar de uma fonte em um local de rede compartilhado.
A seguinte tabela resume os diferentes métodos de inicialização e os métodos de instalação recomendados para usar com cada um:

Tabela 5.1. Métodos de Inicialização e Fontes de Instalação

Método de InicializaçãoFonte de instalação
Mídia de Instalação completa (DVD ou USB)A própria mídia de inicialização
A mídia de inicialização mínima (CD ou USB)Instalação completa da imagem ISO de DVD ou árvore de instalação extraída desta imagem, colocada em um local de rede ou em um disco rígido.
Inicialização de Rede (PXE)Imagem ISO de DVD de instalação completa ou árvore de instalação extraída desta imagem, colocada em um local de rede.
Para criar um CD-ROM de inicialização ou preparar o seu pen drive USB para a instalação, consulte a Seção 2.2, “Criando mídia USB de instalação”.
Este capítulo cobre os seguintes tópicos:

5.1. Iniciando o programa de instalação

Para começar, primeiro certifique-se de que você tem todos os recursos necessários para a instalação. Se você já leu e seguiu as instruções em Capítulo 3, Planejando para Instalação em Sistema AMD64 e Intel 64, você deve estar pronto para iniciar o processo de instalação. Quando você tiver verificado que você está pronto para começar, inicie o programa de instalação usando o Red Hat Enterprise Linux DVD ou qualquer outra mídia de inicialização que você criou.

Nota

Ocasionalmente, alguns componentes de hardware precisam de um atualização do driver durante a instalação. Uma atualização do driver adiciona suporte para o hardware que não é suportado pelo programa de instalação. Consulte o Capítulo 4, Atualizando drivers durante a instalação em sistemas AMD64 e Intel 64 para maiores informações.

5.1.1. Inicializando a Instalação nos Sistemas AMD64 e Intel 64 de Mídia Física.

Para iniciar o programa de instalação de um Red Hat Enterprise Linux DVD ou de uma mídia de inicialização mínima, siga este procedimento:

Procedimento 5.1. Inicializando a Instalação da Mídia Física

  1. Desconecte qualquer drive que você não precisa para instalação. Consulte a Seção 3.6.3, “USB Disks” para mais informações.
  2. Ligue seu sistema de computador.
  3. Insira a mída em seu computador.
  4. Desligue seu computador com a mída de inicialização ainda dentro dele.
  5. Ligue seu computador. Note que você deve precisar pressionar uma chave específica ou combinação de teclas para inicializar a mídia ou configurar seu BIOS -- Basic Input/Output System, para inicializar a partir da mídia. Para mais informações, veja a documentação que acompanha seu sistema.
Após um pequeno atraso, a tela de inicialização aparece, a qual contém informações sobre uma variedade de opções de inicialização. O programa de instalação automaticamente inicia se você não tomar nenhuma providência dentro do primeiro minuto. Para uma descrição de opções disponíveis nesta tela, consulte o Seção 5.2, “O menu de Inicialização”.

5.1.2. Inicializando a instalação nos sistemas AMD64 e Intel 64 a partir da rede usando PXE

Para inicializar com o PXE , você precisa de um servidor configurado adequadamente, e uma interface de rede em seu computador que suporte o PXE. Para informações sobre como configurar um servidor PXE, consulte o Capítulo 21, Preparando para uma instalação de Rede..
Configure o computador para inicializar a partir da interface de rede. Esta opção está no BIOS, e pode ser rotulada como Inicialização de Rede ou Serviços de Inicialização. Além disso, verifique se o BIOS está configurado para inicializar primeiro a partir da interface de rede correta. Alguns sistemas BIOS indicam a interface de rede como um possível dispositivo de inicialização, mas não suportam o padrão PXE. Consulte a documentação do hardware para obter mais informações. Depois de ativar corretamente o PXE, o computador pode inicializar o sistema de instalação do Red Hat Enterprise Linux, sem qualquer outra mídia.
Siga o procedimento a seguir para iniciar o programa de instalação a partir de um servidor PXE. Note que este processo requer o uso de uma conexão de rede física, por exemplo Ethernet. Não irá funcionar com uma conexão sem fio.

Procedimento 5.2. Inicializando a instalação a partir da rede usando PXE

  1. Certifique-se de que o cabo de rede esteja conectado. A luz indicadora de ligação no soquete de rede deve estar acesa, mesmo que o computador não esteja ligado.
  2. Ligue o computador.
  3. Dependendo do seu hardware, a configuração de rede e algumas informações de diagnóstico podem ser exibidas antes do computador se conectar a um servidor PXE. Uma vez que ele se conectar, um menu será exibido de acordo com a configuração do servidor PXE. Pressione a tecla do número que corresponde à opção desejada. Se você não tem certeza de qual opção escolher, pergunte ao seu administrador do servidor.
Neste ponto, o programa de instalação foi iniciado com êxito e a tela de inicialização aparecerá, a qual contém informações sobre uma variedade de opções de inicialização. O programa de instalação começará automaticamente se você não tomar nenhuma ação no primeiro minuto. Para uma descrição das opções disponíveis nesta tela, consulte Seção 5.2, “O menu de Inicialização”.

5.2. O menu de Inicialização

Depois que seu sistema tiver concluído a inicialização, utilizando a mídia de inicialização, o menu de inicialização será exibido. O menu de inicialização fornece várias opções, além de lançar o instalador. Se nenhuma tecla for pressionada dentro de 60 segundos, a opção de inicialização padrão (aquela em destaque na branco) será executada. Para escolher o padrão, espere um pouco ou pressione Enter.
A tela de inicialização

Figura 5.1. A tela de inicialização

Para selecionar uma opção diferente da padrão, use as teclas de setas no seu teclado e pressione Enter quando estiver selecionada a opção correta.
Para padronizar as opções de inicialização para uma entrada de menu específica:
  • Em sistemas baseados em BIOS, o modo preferido é pressionar a tecla Tab e adicionar opções de inicialização personalizadas para a linha de comando. Você também pode acessar boot:, pressionando a tecla Esc, mas não haverá nenhuma opção de inicialização pré-definida. Nesse caso, você deve sempre especificar a opção linux antes de usar quaisquer outras opções de inicialização.
  • Em sistemas baseados em UEFI, pressione a tecla e para adicionar opções de inicialização personalizadas à linha de comando. Quando estiver pronto, pressione Ctrl+ X para iniciar a opção modificada.
Veja Capítulo 20, Opções de Inicialização para obter mais informações sobre opções de inicialização adicional:
As opções de boot são:
Instalar Red Hat Enterprise Linux 7.0
Escolha esta opção para instalar o Red Hat Enterprise Linux no seu computador, usando o programa de instalação gráfico.
Teste esta mídia & instale Red Hat Enterprise Linux 7.0
Esta opção é padrão. Antes de iniciar o programa de instalação, o utilitário é lançado para verificar a integridade da mídia de instalação.
Troubleshooting >
Este artigo é um menu separado contendo opções que ajudam a resolver vários problemas de instalação. Quando destacado, pressione Enter para exibir seu conteúdo.
O Menu Troubleshooting

Figura 5.2. O Menu Troubleshooting

Instalar Red Hat Enterprise Linux 7.0 no modo gráfico básico
Esta opção permite que você instale o Red Hat Enterprise Linux em modo gráfico, até mesmo se o programa de instalação estiver desativado para carregar o driver correto para sua placa de vídeo. Se sua tela aparecer distorcida ou ficar em branco ao usar a opção Install Red Hat Enterprise Linux 7.0, reinicie seu computador e tente esta opção.
Recupere um sistema Red Hat Enterprise Linux
Escolha esta opção para reparar um problema com o seu sistema Red Hat Enterprise Linux instalado que o impeça de inicializar normalmente. O ambiente de recuperação contém programas utilitários que lhe permitem resolver uma grande variedade destes problemas.
Execute um teste de memória
Esta opção executa um teste de memória em seu sistema. Para mais informações, veja Seção 20.2.1, “Modo Teste de Carregamento de Memória (RAM)”.
Inicializar a partir de um disco local
Esta opção inicializa o sistema a partir do primeiro disco instalado. Se você iniciou este disco acidentalmente, use esta opção para inicializar do disco rígido imediatamente sem iniciar o programa de instalação.

Capítulo 6. Instalando Red Hat Enterprise Linux nos sistemas AMD64 e Intel 64

Este capítulo descreve o processo de instalação com o programa de instalação Anaconda . No Red Hat Enterprise Linux 7, o programa de instalação permite que você configure as etapas de instalação individuais na ordem que você escolher, ao contrário de uma instalação fixa tradicional passo-a-passo. Durante a configuração, antes de iniciar a instalação real, você pode inserir várias seções da interface do usuário a partir de um menu central. Nessas seções, você pode configurar o suporte ao idioma em seu sistema, configurar a rede e dispositivos de armazenamento, ou selecionar os pacotes para instalação. Mais tarde você poderá voltar a cada seção para revisar as configurações antes de prosseguir com a instalação.

6.1. Opções de Modo de Instalação

Você pode instalar o Red Hat Enterprise Linux 7 em modo gráfico ou em modo texto. Embora o modo gráfico seja recomendado e preferível para a instalação e contenha todas as opções para configurar, ambos os modos seguem o layout de um menu resumido com várias seções que podem ser inseridas e reinseridas de acordo com sua necessidade, como demonstrado nas imagens abaixo.
A tela Installation Summary

Figura 6.1. A tela Installation Summary

A tela Sumário de Instalação em Modo Texto

Figura 6.2. A tela Sumário de Instalação em Modo Texto

Embora as instalações de modo texto não sejam documentadas explicitamente, aquelas que utilizam o programa de instalação em modo texto podem seguir facilmente as instruções de instalação do GUI. Veja Seção 6.1.2, “Instalação em Modo Texto” também. Note que algumas opções de instalação, como o particionamento padronizado, não estão disponíveis no modo texto.

6.1.1. Modo Gráfico de Instalação

Se você já usou uma interface gráfica de usuário (GUI) antes, está familiarizado com este processo. Use seu mouse para navegar pelas telas, clicar em botões ou digite o texto nos campos apresentados.
Você pode navegar pela instalação utilizando seu teclado. Use as teclas Tab e Shift+Tab para passar pelos elementos de controle ativos na tela, as teclas de setas Upe Down para rolar pelas listas, e as chaves de seta Left e Right para rolar pela barra de ferramentas horizontal ou entradas de tabela. Use as teclas Space e Enter para selecionar ou remover um item da seleção, ou para expandir e diminuir as listas suspensas. Você também poderá usar a combinação de comando da tecla Alt+X como forma de clicar nos botões ou fazer outras seleções de tela, onde X é substituído por qualquer letra sublinhada dentro da tela depois que você pressionar Alt.

6.1.1.1. Screenshots Durante a Instalação

Anaconda permite que você tire screenshots durante o processo de instalação. A qualquer momento durante a instalação, pressione Shift+Print Screen e Anaconda irá salvar um screenshot /tmp/anaconda-screenshots.
Se você estiver realizando uma instalação do Kickstart, use a opção autostep --autoscreenshot para gerar um screenshot de cada passo da instalação automaticamente.Veja a Seção 23.3, “Referência de Sintaxe do Kickstart” para mais detalhes sobre como configurar um arquivo Kickstart.

6.1.1.2. Consoles Virtuais

O programa de instalação do Red Hat Enterprise Linux oferece mais do que a interface de usuário gráfica. Há diversas mensagens de diagnóstico disponíveis, além de oferecer um meio de inserir comandos em uma janela do prompt. Estes recursos adicionais são fornecidos no chamado consoles virtuais, que podem ser acessados através de combinações de teclas descritas abaixo.
Um console virtual é uma janela de comandos em um ambiente não-gráfico, acessado fisicamente pela máquina e não remotamente. Diversos consoles virtuais estão disponíveis simultaneamente.
Estes consoles virtuais são úteis caso você encontre um problema durante a instalação do Red Hat Enterprise Linux. As mensagens exibidas nos consoles de instalação ou do sistema podem ajudar a identificar um problema. Consulte a tabela abaixo para uma listagem dos consoles virtuais, sequências de teclas usadas pra alternar entre eles, assim como o seu conteúdo.

Nota

Em geral, não há nenhuma razão para deixar o ambiente de instalação gráfico padrão a menos que você precise diagnosticar um problema de instalação.

Tabela 6.1. Descrição dos Consoles Virtuais

ConsoleAtalho de TecladoConteúdo
1Ctrl+Alt+F1console do programa de instalação principal– contém informações de depuração a partir do programa de instalação.
2Ctrl+Alt+F2solicitação de shell com acesso root
3Ctrl+Alt+F3log de instalação – exibe mensagens armazenadas em /tmp/anaconda.log
4Ctrl+Alt+F4log de armazenamento – exibe mensagens relacionadas ao dispositivos de armazenamento do kernel e serviços de sistema, armazenado no /tmp/storage.log
5Ctrl+Alt+F5log de programa – exibe mensagens de outros utilitários de sistema, armazenados em /tmp/program.log
6Ctrl+Alt+F6o console padrão com o GUI
Além de consoles virtuais, você também pode usar o multiplexador de terminal tmux em execução no primeiro console virtual para exibir informações sobre o sistema ou para acessar um prompt de comando. Para obter informações sobre como alternar entre as janelas tmux veja Seção 11.1.1.1, “Consoles Virtuais e tmux Windows”.

6.1.1.3. Instalação usando VNC

Se você quiser executar uma instalação gráfica com um sistema que não tem capacidade de visualização gráfica ou não está disponível de forma interativa, você pode usar o VNC. Para mais informações sobre como executar uma instalação gráfica usando o VNC, consulte Capítulo 22, Instalação com um VNC..

6.1.2. Instalação em Modo Texto

Além do modo gráfico, Anaconda também inclui um instalador baseado em texto.
Se uma das seguintes situações ocorrer, a instalação usa o modo texto:
  • O sistema de instalação falha ao identificar o hardware de exibição em seu computador,
  • Você escolhe a instalação do modo texto, adicionando a opção inst.text na linha de comando de inicialização.
  • Você usava um arquivo do Kickstart para automatizar a instalação, e o arquivo que você forneceu contém o comando text.
A tela Sumário de Instalação em Modo Texto

Figura 6.3. A tela Sumário de Instalação em Modo Texto

Importante

A Red Hat recomenda que você instale o Red  Hat Enterprise Linux utilizando uma interface gráfica. Se você estiver instalando um Red Hat Enterprise Linux em um sistema que não possui uma exibição gráfica, considere realizar a instalação em uma conexão VNC – veja Capítulo 22, Instalação com um VNC.. O programa de instalação de modo texto solicitará que você confirme o uso do modo texto se ele detectar que é possível uma instalação baseada em VNC.
Se seu sistema possuir uma exibição gráfica, mas a instalação gráfica falhar, tente inicializar com a opção inst.xdriver=vesa – veja Capítulo 20, Opções de Inicialização.
Como forma alternativa, considere uma instalação do Kickstart. Veja Capítulo 23, Instalações pelo Kickstart para mais informações.
O modo texto apresenta um processo de instalação mais simples e certas opções que estão disponíveis no modo gráfico não estão também disponíveis no modo texto. Estas diferenças são anotadas na descrição do processo de instalação deste guia, e incluem:
  • configurando métodos de armazenamento avançados tais como LVM, RAID, FCoE, zFCP, e iSCSI.
  • padronizando o layout da partição,
  • padronizando o layout do carregador de inicialização,
  • selecionando os pacotes de complemento durante a instalação
  • configurando o sistema instalado com o utilitário Configuração Inicial
  • idioma e configuração de teclado

Nota

Quando as tarefas de segundo plano relacionadas estiverem sendo executadas, alguns itens podem ficar temporariamente indisponíveis ou exibir o rótulo Processing.... Para atualizar o estado atual dos itens de menu de texto, use a opção r no prompt do modo texto.
Se você escolher instalar Red Hat Enterprise Linux em modo texto, você pode ainda configurar seu sistema para usar uma interface gráfica após a instalação. Veja Red Hat Enterprise Linux 7 System Administrator's Guide para obter instruções.
Para configurar opções não disponíveis no modo texto, considere o uso de uma opção de inicialização. Por exemplo, a opção ip pode ser usada para configurar a rede. Consulte Seção 20.1, “Configurando o Sistema de Instalação no Menu de Inicialização” para obter instruções.

6.2. Tela de boas-vindas e seleção de idiomas

A primeira tela do programa de instalação é a Bem-vindo ao Red  Hat Enterprise  Linux  7.0 . Aqui você seleciona o idioma que o Anaconda irá usar para o resto da instalação. Esta seleção também se tornará o padrão para o sistema instalado, a não ser se alterado posteriormente. No painel esquerdo, selecione o idioma de escolha, por exemplo Inglês . Depois, você pode selecionar um local específico para sua região no painel direito, por exemplo Inglês (Estados Unidos) .

Nota

Uma língua é pré-selecionada por padrão no topo da lista. Se o acesso à rede estiver configurado neste momento (por exemplo, se você iniciou a partir de um servidor de rede, em vez de uma mídia local), o idioma pré-selecionado será determinado com base na detecção de localização automática, utilizando o módulo GeoIP.
Como forma alternativa, digite seu idioma preferido na caixa de seleção como exibido abaixo.
Depois que você fez sua seleção, clique em Continuar para continuar com a tela Sumário de Instalação
Configuração do Idioma

Figura 6.4. Configuração do Idioma

6.3. A Tela do Sumário de Instalação

A tela do menu de Sumário de Instalação é o local central para configurar uma instalação.
A tela Installation Summary

Figura 6.5. A tela Installation Summary

Ao invés de direcioná-lo através das telas consecutivas, o programa de instalação Red Hat Enterprise Linux permite que você configure sua instalação na ordem de sua escolha.
Use o mouse para selecionar um item de menu para configurar uma seção da instalação. Quando você tiver concluído a configuração de uma seção, ou se você quiser completar essa seção mais tarde, clique no botão Done localizado no canto superior esquerdo na tela.
Somente as seções marcadas com um símbolo de aviso são obrigatórias. Uma nota na parte inferior da tela avisa que estas seções devem ser concluídas antes da instalação começar. As seções restantes são opcionais. A configuração atual é resumida abaixo do título de cada seção. Usando isso, você poderá determinar se você precisa visitar a seção para configurá-lo depois.
Depois que todas as seções necessárias estiverem completas, clique em Iniciar Instalação. Também veja Seção 6.12, “Iniciar Instalação”.
Para cancelar a instalação, clique em Quit.

Nota

Quando as tarefas de segundo plano relacionadas estiverem sendo executadas, alguns itens podem ficar temporariamente indisponíveis.
Se você usou uma opção de Kickstart ou uma opção de linha de comando de inicialização para especificar um repositório de instalação em uma rede, mas nenhuma rede está disponível no início da instalação, o programa de instalação exibirá a tela de configuração para que você possa configurar uma conexão de rede antes de exibir a tela resumo da instalação.
Tela de Configuração de Rede Quando Não Há Rede Detectada

Figura 6.6. Tela de Configuração de Rede Quando Não Há Rede Detectada

Você pode pular esta etapa se você estiver instalando a partir de um DVD de instalação ou outra mídia local acessível, e você está certo que você não vai precisar de rede para concluir a instalação. No entanto, a conexão de rede é necessária para instalações da rede (veja Seção 6.7, “Fonte de Instalação” ) ou para a criação de dispositivos de armazenamento avançados (veja Seção 6.11, “Dispositivos de Armazenamento”). Para mais detalhes sobre como configurar uma rede no programa de instalação, consulte Seção 6.8, “Rede & Hostname”.

6.4. Data & Hora

Para configurar a área, data e configurações opcionais para o tempo de rede, selecione Date & Time no Sumário de Instalação
Existem três formas para você selecionar uma área:
  • Usando seu mouse no mapa interativo, você pode selecionar uma cidade específica Um ponto vermelho aparece indicando sua seleção.
  • Você também pode descer até os menus suspensos Região e Cidade no topo da tela para selecionar seu fuso horário.
  • Selecione Etc no final do menu suspenso Region e selecione seu fuso horário no próximo menu ajustado para GMT/UTC, por exemplo GMT+1.
Se sua cidade não estiver disponível no mapa ou no menu suspenso, selecione uma cidade grande mais próxima que esteja no mesmo fuso horário.

Nota

A lista de cidades e regiões disponíveis vem do domínio público Time Zone Database (tzdata), o qual é mantido pelo Internet Assigned Numbers Authority (IANA). A Red Hat não pode adicionar cidades e regiões neste banco de dados. Você pode encontrar mais informações no website oficial, disponível em http://www.iana.org/time-zones.
Especifique a zona de horário até mesmo se você planeja usar o NTP (Network Time Protocol) para manter a consistência do relógio do sistema.
Tela de configuração do fuso horário

Figura 6.7. Tela de configuração do fuso horário

Se você estiver conectado à rede, o interruptor Network Time será habilitado. Para definir a data e a hora com NTP, deixe o interruptor Network Time na posição ON e clique no ícone de configuração para selecionar quais servidores NTP o Red  Hat Enterprise  Linux deve usar . Para definir a data e a hora manualmente, mova o interruptor para a posição OFF . O relógio do sistema deverá usar sua seleção de fuso horário para exibir a data e hora correta na parte inferior da tela. Se ainda estiverem incorretos, ajuste-os manualmente.
Note que os servidores NTP devem ser indisponíveis durante a instalação. Neste caso, possibilitá-lo não definirá o tempo automaticamente. Quando os servidores estiverem disponíveis, a data e hora será atualizada.
Depois que você fez a seleção, clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

Nota

Para mudar sua configuração de fuso horário após ter concluído a instalação, visite a seção Fuso Horário da janela de diálogo do Settings.

6.5. Suporte de Idiomas

Para instalar suporte para locais e dialetos de idiomas adicionais, selecione o Language Support a partir do Installation Summary.
Use o mouse para selecionar o idioma para o qual você gostaria de instalar suporte. No painel esquerdo, selecione o idioma de escolha, por exemplo Español. Depois, você pode selecionar um local específico para sua região no painel direito, por exemplo Español (Costa Rica) . Você pode selecionar vários idiomas e várias localidades. Os idiomas selecionados são destacados em negrito no painel à esquerda.
Configurando Suporte de Idiomas

Figura 6.8. Configurando Suporte de Idiomas

Depois que você fez a seleção, clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

Nota

Para mudar sua configuração de suporte de idioma após ter concluído a instalação, visite a seção Idioma da janela de diálogo do Settings.

6.6. Configuração do Teclado

Para adicionar vários layouts de teclado para o seu sistema, selecione Keyboard a partir da tela Resumo da Instalação. Após salvar, os layouts de teclado estarão disponíveis imediatamente no programa de instalação e você poderá alternar entre eles usando o ícone do teclado localizado em todos os momentos, no canto superior direito da tela.
Inicialmente, apenas o idioma selecionado na tela de boas-vindas é listado como o layout do teclado no painel esquerdo. Você pode substituir o layout inicial ou adicionar mais layouts. No entanto, se o seu idioma não usa caracteres ASCII, pode precisar adicionar um layout de teclado que utilize, para ser capaz de definir corretamente uma senha para uma partição de disco criptografada ou o usuário root, entre outras coisas.
Configuração do Teclado

Figura 6.9. Configuração do Teclado

Para adicionar layout adicionais, clique no botão +, selecione-o na lista e clique em Adicionar. Para excluir um layout, selecione-o e clique no botão -. Use os botões de seta para organizar os layouts em ordem de preferência. Para uma visualização do layout do teclado, selecione-o e clique no botão do teclado.
Para testar um layout, use o mouse para clicar dentro da caixa de seleção à direita. Digite algum texto para confirmar que suas seleções funcionam corretamente.
Para testar layouts adicionais, você pode clicar no seletor de línguas no topo da tela para mudá-los. No entanto, recomenda-se a criação de uma combinação de teclado para alternar o layout. Clique em Opções à direita para abrir o layout Opções para Alternar o Layout e escolher uma combinação da lista, selecionando a caixa de seleção. A combinação será exibida acima das Opções. Esta combinação se aplica tanto durante o programa de instalação quanto no sistema instalado, então você deve configurar uma combinação aqui para usar uma após a instalação. Você também pode selecionar mais de uma combinação para alternar entre layouts.

Importante

Se você usar um layout que não pode aceitar caracteres latinos, como russo , aconselha-se adicionar também o layout do English (United States) e configurar uma combinação de teclado para alternar entre os dois layouts. Se você selecionar apenas um layout sem caracteres latinos, você pode não ser capaz de inserir credenciais de senha root e de usuário válidas no final do processo de instalação. Isso pode impedir a conclusão da instalação.
Depois que você fez a seleção, clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

Nota

Para mudar sua configuração de teclado após ter concluído a instalação, visite a seção Keyboard da janela de diálogo do Settings.

6.7. Fonte de Instalação

Para especificar um arquivo ou um local de onde instalar o Red Hat Enterprise Linux, selecione Fonte de Instalação a partir da tela Installation Summary. Nesta tela, você pode escolher entre os meios disponíveis no local de instalação, como um DVD ou arquivo ISO, ou um local de rede.
Tela de Fonte de Instalação

Figura 6.10. Tela de Fonte de Instalação

Selecione uma das seguintes opções:
Mídia de instalação auto-detectada.
Se você iniciou a instalação usando o DVD de instalação completa ou drive USB, o programa de instalação irá detectá-lo e exibir informações básicas nesta opção. Clique no botão Verifique para garantir que os meios de comunicação são adequado para a instalação. Este teste de integridade é o mesmo que o realizado se você selecionou Teste esta mídia & instale o Red Hat Enterprise Linux 7.0 no menu de boot, ou se você usou a opção de inicialização rd.live.check.
Arquivo ISO
Esta opção irá aparecer se o instalador detectou um disco rígido particionado com sistemas de arquivos montáveis. Selecione esta opção, clique no botão Escolha uma ISO , e navegue até a localização do arquivo ISO de instalação em seu sistema. Em seguida, clique Verifique para garantir que o arquivo é adequado para a instalação.
Na rede
Para especificar um local de rede, selecione esta opção e escolha a partir destas opções a seguir no menu suspenso:
  • http://
  • https://
  • ftp://
  • nfs
Usando sua seleção como início da URL do local, digite o restante na caixa de endereço. Se você escolher o NFS, outra caixa aparecerá para você especificar qualquer opção de montagem de NFS.

Importante

Ao selecionar uma fonte de instalação baseada em NFS, você deve especificar o endereço com dois pontos (:) caracteres que separam o nome do host do caminho. Por exemplo:
server.example.com:/path/to/directory
Para configurar um proxy para um servidor HTTP ou HTTPS fonte, clique na configuração de proxy. Verifique Ativar proxy HTTP e digite a URL para o Proxy URL . Se seu proxy requer autenticação, verifique Usar autenticação e digite um nome de usuário e senha. Clique Adicionar .
Se o seu servidor HTTP ou URL HTTP encaminhar para uma lista de espelhos de repositório, marque a caixa de seleção na área para inserir.
Você pode também especificar repositórios adicionais para ganhar acesso à mais ambientes de instalações e complementos de software. Veja Seção 6.9, “Seleção de Software” para obter mais informações.
Para adicionar um repositório, clique no botão + . Para excluir um repositório, clique no - . Clique no ícone de seta para reverter para a lista anterior de repositórios, ou seja, para substituir entradas atuais com os que estavam presentes no momento em que entrou na tela Fonte de Instalação. Para ativar ou desativar um repositório, clique na caixa de seleção na coluna Ativado em cada entrada na lista.
Na parte da direita do formulário, você pode nomear seu repositório adicional e configurá-lo da mesma forma que o repositório primário na rede.
Depois que você selecionou sua fonte de instalação, clique em Done para retornar para a tela Installation Summary.

6.8. Rede & Hostname

Para configurar recursos de rede essenciais para seu sistema, selecione Network & Hostname no Installation Summary.

Importante

Quando uma instalação do Red  Hat Enterprise  Linux 7 é concluída e o sistema inicializa pela primeira vez, qualquer interface de rede que você configurou durante a instalação será ativada. No entanto, a instalação não lhe solicita que configure as interfaces de rede em alguns caminhos de instalação comuns , por exemplo, quando você instalar o Red  Hat Enterprise  Linux a partir de um DVD para um disco rígido local.
Quando você instalar o Red  Hat Enterprise  Linux 7 de uma fonte de instalação local para um dispositivo de armazenamento local, certifique-se que há ao menos uma interface de rede manual se você precisar acessar a rede quando o sistema inicializar pela primeira vez. Você também precisará definir a conexão para se conectar automaticamente após a inicialização ao editar a configuração.
Interfaces acessíveis localmente são detectadas automaticamente pelo programa de instalação e não podem ser adicionadas manualmente ou excluídas. As interfaces detectadas são listadas no painel à esquerda. Clique numa interface na lista para exibir mais detalhes sobre ela à direita. Para ativar ou desativar uma interface de rede, mova o interruptor no canto superior direito da tela, para ON ou OFF.
Tela de Configuração do Network & Hostname

Figura 6.11. Tela de Configuração do Network & Hostname

Abaixo da lista de conexões, insira um nome de host para este computador no campo de entrada Hostname. O nome de host pode ser um fully-qualified domain name (FQDN), no formato hostname.domainname ou short host name no formato de hostname. Muitas redes possuem o serviço DHCP Dynamic Host Configuration Protocol que automaticamente fornece sistemas conectados com um nome de domínio. Para permitir que o DHCP atribua um nome de domínio à esta máquina, especifique somente o short host name.

Importante

Se você quiser atribuir manualmente o nome da máquina, certifique-se de não usar um nome de domínio que não seja delegado a você, pois isso pode resultar em recursos de rede indisponível. Para mais informações, consulte as práticas de nomeação recomendadas no Red Hat Enterprise Linux 7 Networking Guide.

Nota

Você pode usar a seção de Rede do sistema de diálogo Configurações para mudar a sua configuração de rede após completar a instalação.
Depois que você terminou a configuração de rede, clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

6.8.1. Editar as Conexões de Rede

Esta seção apenas detalha as configurações mais importantes para uma conexão com fio típica usada durante a instalação. Muitas das opções disponíveis não precisam ser mudadas na maioria dos cenários de instalação e não são transferidas para o sistema instalado. Configuração de outros tipos de rede é bastante semelhante, apesar de os parâmetros de configuração específicos serem necessariamente diferentes. Para saber mais sobre a configuração de rede após a instalação, consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 Networking Guide.
Para configurar uma conexão de rede manualmente, clique em Configurar no canto direito inferior da tela. Um diálogo aparecerá, que permitirá que você configure a conexão selecionada. As opções de configuração apresentadas dependem de se a conexão for com fio ou sem fio, rede de banda larga móvel, VPN ou DSL. Uma descrição completa de todas as configurações possíveis na seção do Network do diálogo do sistema Settings está além do escopo deste guia.
As opções de configuração mais úteis a se considerar durante a instalação são:
  • Marque a caixa de seleção Automaticamente conecta a essa rede quando ela estiver disponível se você quiser usar a conexão toda vez que o sistema é inicializado. Você pode usar mais de uma conexão que se conectará automaticamente. Esta configuração será transferida para o sistema instalado.
    Recurso de Auto Conexão de Rede

    Figura 6.12. Recurso de Auto Conexão de Rede

  • Por padrão, os parâmetros de IPv4 são configurados automaticamente pelo serviço DHCP na rede. Ao mesmo tempo, a configuração IPv6 é definida como o método automático . Esta combinação é adequada para a maioria dos cenários de instalação e, geralmente, não requer quaisquer alterações.
    Configurações de Protocolo IP

    Figura 6.13. Configurações de Protocolo IP

  • Selecione Use esta conexão somente para recursos em sua rede para restringir conexões somente à rede local. Esta configuração vai ser transferida para o sistema instalado e aplica-se a toda a conexão. Ela pode ser selecionada, mesmo se nenhuma rota adicional for configurada.
    Configuração de Rotas de IPv4

    Figura 6.14. Configuração de Rotas de IPv4

Depois que você terminar de editar as configurações de rede, clique em Salvar para salvar a nova configuração. Se você reconfigurar um dispositivo que já foi ativado antes durante a instalação, você precisa reiniciar para usar a nova configuração no ambiente de instalação. Use o interruptor ON/OFF na tela Network & Hostname para reiniciar o dispositivo.

6.8.2. Interfaces de Rede Avançada

Interfaces de rede avançadas também estão disponíveis para instalação. Isso inclui redes locais virtuais ( VLAN s) e dois métodos para usar links agregados. A descrição detalhada dessas interfaces está além do escopo deste documento; leia a Networking Guide para mais informações.
Para criar uma interface de rede avançada, clique no botão + no canto inferior esquerdo da tela Network & Hostname .
Tela de Configuração do Network & Hostname

Figura 6.15. Tela de Configuração do Network & Hostname

O diálogo aparece com um menu suspenso com as seguintes opções:
  • Bond – representa o NIC (Network Interface Controller) Bonding, um método de conexão de interfaces de rede múltiplas juntas em um único canal conectado.
  • Team – representa NIC Teaming, uma nova implementação para agregar links, criado para fornecer um driver pequeno de kernel para implementar o manuseio rápido de fluxo de pacotes e diversos aplicativos para fazer todo o restante no espaço do usuário.
  • VLAN – representa um método para criar domínios de broadcast distintos múltiplos, que são isolados mutuamente.
Diálogo de Interface de Rede Avançado

Figura 6.16. Diálogo de Interface de Rede Avançado

Nota

Note que as interfaces localmente acessíveis, com ou sem fio, são detectadas automaticamente pelo programa de instalação e não podem ser adicionadas ou excluídas manualmente usando esses controles.
Depois de ter selecionado uma opção e clicar no botão Adicionar, outra caixa de diálogo aparecerá para que você possa configurar a nova interface. Veja os respectivos capítulos do Guia de Networking para obter instruções detalhadas. Para editar a configuração de uma interface avançada existente, clique no botão Configurar, no canto inferior direito da tela. Você também pode remover uma interface manualmente adicionada clicando em - .

6.9. Seleção de Software

Para especificar quais pacotes serão instalados, selecione Seleção de Software no Resumo da Instalação . Os grupos de pacotes são organizados em Ambientes de Base . Estes ambientes são conjuntos pré-definidos de pacotes com uma finalidade específica; por exemplo, o ambiente Host de Virtualização contém um conjunto de pacotes de software necessários para a execução de máquinas virtuais no sistema. Somente um ambiente de software pode ser selecionado no momento da instalação.
Para cada ambiente, há pacotes adicionais disponíveis na forma de Add-ons . Complementos são apresentados na parte direita da tela e a lista deles é atualizada quando um novo ambiente é selecionado. Você pode selecionar vários add-ons para o seu ambiente de instalação.
Uma linha horizontal separa a lista de complementos em duas áreas:
  • Complementos listados acima da linha horizontal são específicos para o ambiente selecionado. Se você selecionar qualquer complemento (add-ons) nesta parte da lista e, em seguida, selecionar um ambiente diferente, a seleção será perdida.
  • Complementos listados abaixo da linha horizontal estão disponíveis para todos os ambientes. A seleção de um ambiente diferente não terá impacto sobre as seleções feitas nesta parte da lista.
Exemplo de Seleção de Software para uma Instalação de Servidor

Figura 6.17. Exemplo de Seleção de Software para uma Instalação de Servidor

A disponibilidade de ambientes de base e complementos depende da variante da Imagem ISO de Instalação Red Hat Enterprise Linux 7 que você está usando como fonte de instalação. Por exemplo, a variante do servidor fornece ambientes projetados para servidores, enquanto a variante da estação de trabalho tem várias opções para a implantação como uma estação de trabalho do desenvolvedor, etc
O instalador não mostra quais pacotes estão contidos nos ambientes disponíveis. Para ver quais os pacotes contidos em um ambiente específico ou complemento, consulte o arquivo repodata/*-comps-variant.architecture.xml no DVD de instalação do Red  Hat Enterprise  Linux  7, que você está usando como fonte de instalação. Este arquivo contém uma estrutura que descreve ambientes disponíveis (marcados por <environment> ) e complementos (marcação <group>).
Os ambientes pré-definidos e complementos permitem que você personalize o seu sistema, mas em uma instalação manual, não há nenhuma maneira de selecionar pacotes individuais a serem instalados. Para personalizar totalmente seu sistema instalado, você pode selecionar o ambiente Minimal Install, que só instala uma versão básica do Red Hat Enterprise Linux  7 com apenas uma quantidade mínima de software adicional. Então, depois de concluir a instalação do sistema e efetuar login pela primeira vez, você pode usar o gerenciador de pacotes Yum para instalar qualquer software adicional que você precisa.
Como forma alternativa, automatizar a instalação com um arquivo de Kickstart permite um grau muito maior de controle sobre os pacotes instalados. Você pode especificar ambientes, grupos e pacotes individuais na seção de %packages do arquivo Kickstart. Veja Seção 23.3.3, “Seleção de Pacotes” para obter instruções sobre como selecionar pacotes para instalar em um arquivo de Kickstart, e Capítulo 23, Instalações pelo Kickstart para obter informações gerais sobre como automatizar a instalação com Kickstart.
Depois que você selecionou um ambiente e complementos a serem instalados, clique em Done para retornar para a tela Installation Summary.

6.9.1. Serviços de Rede Central

Todas as instalações do Red Hat Enterprise Linux incluem os seguintes serviços de rede:
  • Autenticação centralizada através do utilitário do syslog
  • email através de SMTP (Simple Mail Transfer Protocol)
  • compartilhamento de arquivos em rede através de NFS (Network File System)
  • acesso remoto através de SSH (Secure Shell)
  • recursos através do mDNS (multicast DNS)
Alguns processos automatizados em seu sistema Red Hat Enterprise Linux usam o serviço de email para enviar relatórios e mensagens ao administrador de sistema. Por padrão, o email, login e serviços de impressão não aceitam as conexões de outros sistemas.
Você pode configurar seu Red Hat Enterprise Linux após instalar para oferecer email, compartilhamento de arquivos, loggin, impressão e serviços de acesso remoto de desktop. O serviço SSH é ativado por padrão. Você pode também usar o NFS para acessar arquivos em outros sistemas sem ativar o serviço de compartilhamento do NFS.

6.10. Destino da Instalação

Para selecionar os discos e particionar o espaço de armazenamento, no qual você irá instalar o Red Hat Enterprise Linux, selecione o Installation Destination na tela Sumário de Instalação. Se você não estiver familiarizado com as partições de disco, veja Apêndice A, Introdução às Partições de Disco para mais informações.

Atenção

A Red Hat recomenda fazer o backup de todos os dados contidos nos seus sistemas. Por exemplo, se você estiver atualizando ou criando um sistema de inicialização dupla, deverá fazer back up de todos os dados que queira guardar em seu(s) disco(s) rígido(s). Circunstâncias imprevisíveis podem resultar na perda de todos os seus dados.

Importante

Se você instalar o Red Hat Enterprise Linux em modo texto, você poderá usar somente os esquemas de particionamento padrão descritos nesta seção. Você não poderá adicionar ou remover partições ou sistemas de arquivo além daqueles que o programa de instalação adiciona ou remove automaticamente.

Importante

Se você tem uma placa RAID, esteja ciente de que alguns BIO tipos não suportam a inicialização a partir da placa RAID. Em casos como este, a partição/boot deve ser criada em uma partição fora do conjunto RAID, como em um dispositivo separado. É necessário o uso de um disco rígido interno para a criação de partições com placas RAID problemáticas. Uma partição /boot também é necessária para a configurações do software RAID.
Se você escolheu particionar seu sistema automaticamente, você precisa editar manualmente sua partição /boot; veja Seção 6.10.4, “Particionamento manual” para obter mais detalhes.
Visão Geral de Espaço de Armazenamento

Figura 6.18. Visão Geral de Espaço de Armazenamento

Importante

Para configurar o carregador de inicialização do Red Hat Enterprise Linux para a carregamento em cadeia de um carregador diferente, você precisa especificar o drive de inicialização manualmente, clicando no link Sumário completo de disco e carregador de inicialização a partir da tela Destino de Instalação. Veja Seção 6.10.1, “Instalação do Carregador de Inicialização” para obter instruções ao especificar um drive de inicialização.
Nesta tela, você poderá ver os dispositivos disponíveis localmente em seu computador. Você poderá também adicionar dispositivos extras especializados ou redes, clicando em Adicionar um disco. Para aprender mais sobre estes dispositivos veja Seção 6.11, “Dispositivos de Armazenamento”.
Escolha os discos para instalar o Red Hat Enterprise Linux, clicando em seus icones no painel no topo da tela. cada disco é marcado com seu rótulo, tamanho e espaço disponível. Os discos deixados sem seleção na tela não serão tocados quando a instalação começar.
Abaixo dos painéis para dispositivos de armazenamento se encontra um formulário de controles adicionais rotulados como Outras Opções de Armazenamento:
  • Na seção Partitioning , você pode selecionar como seus dispositivos de armazenamento serão particionados. Você pode configurar as partições manualmente ou permitir que o programa de instalação faça isso automaticamente.
    O particionamento automático é recomendado se você estiver fazendo uma instalação limpa no armazenamento anteriormente não utilizado ou se você não precisa manter qualquer dado que possa estar presente no armazenamento. Para continuar desta forma, deixe a seleção padrão do botão de seleção Configurar automaticamente o particionamento para permitir que o programa de instalação crie partições necessárias sobre o espaço de armazenamento para você.
    Para o particionamento automático, você também pode selecionar a caixa Eu gostaria de disponibilizar espaço adicional para escolher a forma de realocar o espaço de outros sistemas de arquivos para esta instalação. Se você selecionou o particionamento automático, mas não há espaço de armazenamento suficiente para concluir a instalação, ao clicar Concluído , irá aparecer uma janela:
    Diálogo de Opções com a Opção de Recuperar Espaço

    Figura 6.19. Diálogo de Opções com a Opção de Recuperar Espaço

    Clique em Cancel & adicionar mais discos para adicionar mais espaço de armazenamento. Clique em Reclaim space para liberar algum espaço de armazenamento das partições existentes. Veja Seção 6.10.3, “Recuperar Espaço de Disco” para obter detalhes.
    Se você selecionar o botão de opção Desejo configurar particionamento para configuração manual, você verá a tela Particionamento Manual após clicar em Concluído. Veja Seção 6.10.4, “Particionamento manual” para mais detalhes.
  • Na seção Encryption você pode selecionar a caixa de seleção Encrypt my data para criptografar todas as partições, exceto a partição /boot . Veja Red Hat Enterprise Linux 7 Security Guide para obter mais informações.
No final da tela se encontra o botão Sumário de disco completo e carregador de inicialização para que você configure um disco, no qual um carregador de inicialização será instalado.
Clique em Done depois que você fizer suas seleções para retornar a tela Installation Summary ou para continuar na tela Particionamento Manual .

Importante

Quando você instalar o Red  Hat Enterprise  Linux em um sistema com dispositivos de armazenamento multipath e não-multipath, o layout do particionamento automático no programa de instalação deve criar grupos de volume que contenham uma combinação de dispositivos. Isto invalida o propósito do armazenamento multipath.
Recomendamos que você selecione somente o multipath ou somente o não multipath como dispositivo na tela Installation Destination. Como forma alternativa, proceda com o particionamento manual.

6.10.1. Instalação do Carregador de Inicialização

Red  Hat  Enterprise  Linux 7 utiliza GRUB2 (Grand Unified Bootloader version 2) como seu gerenciador de inicialização. O gerenciador de inicialização é o primeiro programa que é executado quando o computador é iniciado e é responsável por carregar e transferir controle para um sistema operacional. O GRUB2 pode iniciar qualquer sistema operacional compatível e também pode usar carregamento em cadeia para transferir o controle para outros gerenciadores de inicialização para sistemas operacionais não suportados.

Atenção

Instalar o GRUB pode vir a sobrescrever o seu gerenciador de inicialização existente.
Se você tiver outro sistema operacional já instalado, O Red Hat Enterprise Linux tenta detectar automaticamente e configurar o GRUB para inicializá-lo. Você pode configurar manualmente qualquer outro sistema operacional se não forem detectados adequadamente.
Para especificar qual dispositivo o gerenciador de inicialização deve ser instalado, clique no link Resumo de disco completo e carregador de inicialização na parte inferior da tela Destino da Instalação. O diálogo Discos Selecionados aparecerá. Se você estiver dividindo a unidade manualmente, este diálogo pode ser acessado clicando em Dispositivo de Armazenamento(s) Selecionado(s) na tela Particionamento Manual .
Resumo dos Discos Selecionados

Figura 6.20. Resumo dos Discos Selecionados

Na coluna Boot , um ícone de marca verde marca um dos dispositivos como o dispositivo de inicialização desejado. Para alterar o dispositivo de inicialização, selecione um dispositivo na lista e clique no botão Definir como dispositivo de inicialização para instalar o gerenciador de inicialização.
Para recusar a instalação de um novo gerenciador de inicialização, selecione o dispositivo marcado e clique no Não instalar bootloader . Isto irá remover o tick e confirmará que o GRUB2 não está instalado em nenhum dispositivo.

Atenção

Se você optar por não instalar um carregador de inicialização por alguma razão, não será possível inicializar seu sistema diretamente e, portanto, você precisa de outro método de inicialização (tal como um carregador de inicialização comercial). Use esta opção somente se você tiver certeza que tem outra maneira de inicializar seu sistema!

6.10.1.1. Considerações de MBR e GPT

O programa de instalação instala o GRUB2 tanto num master boot record (MBR) quanto em um GUID partition table (GPT) do dispositivo para o sistema de arquivo root. Para determinar qual destes métodos utilizar, o programa de instalação considera as seguintes variações:
Sistemas BIOS e sistemas UEFI no modo de compatibilidade de BIOS
Se o disco já está formatado, o esquema de particionamento é retido
Se o disco não for formatado, ou o usuário for apagado do disco, o Anaconda irá utilizar:
  • MBR se o tamanho dos discos for menor do que 2 TB.
  • GPT se o tamanho do disco for maior do que 2 TB.

    Nota

    Adicione a opção inst.gpt para a linha de comando de inicialização para sobrepor o comportamento padrão e usar o GPT em um disco menor do que 2 TB de tamanho. Note que você não poderá sobrepor manualmente o Anaconda para usar o MBR em um disco maior do que 2 TB.
Você precisa criar uma partição do BIOS Boot (biosboot) para instalar em um sistema BIOS onde o disco que contém um carregador de inicialização utiliza o GPT. A biosboot deve ter 1 MB de tamanho. No entanto você não precisa da partição biosboot se o disco contendo o carregador de inicialização utilizar o MBR.
Sistemas UEFI
Somente GPT é permitido em sistemas UEFI. Para instalar em um disco formatado com um MBR, você precisa primeiro reformatá-lo.
Você precisa criar uma EFI System Partition (efi), não importando o esquema de particionamento. A partição efi deve ser ao menos de 50 MB em tamanho; seu tamanho recomendado é de 200 MB.

Nota

Nem a partição biosboot ou efi podem ficar no volume LVM. Use as partições físicas padrão para estas.

6.10.2. Criptografar Partições

Se você selecionou a opção Encrypt my data, quando você clicar para continuar na próxima tela, o programa de instalação irá lhe solicitar uma frase-senha com a qual irá criptografar as partições no sistema.
As partições são criptografadas usando o Linux Unified Key Setup – consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 Security Guide para mais informações.
Inserir Frases-senha para Partição Criptografada

Figura 6.21. Inserir Frases-senha para Partição Criptografada

Escolha uma senha e digite-a em cada um dos dois campos na caixa de diálogo. Note que você irá precisa para usar o mesmo layout de teclado para configurar esta senha que você vai usar para desbloquear partições mais tarde. Use o ícone de esquema de idioma para garantir que o layout correto está selecionado. Você deve fornecer essa senha toda vez que o sistema é inicializado. Pressione Tab enquanto estiver no campo de entrada do Passphrase para digitá-lo novamente. Se a senha for muito fraca, um ícone de aviso aparecerá no campo e você não terá permissão para digitar o segundo campo. Passe o cursor do mouse sobre o ícone de aviso para aprender a melhorar a senha.

Atenção

Se você perder esta senha, qualquer partição criptografada e dados nelas serão totalmente bloqueados. Não existe uma forma de recuperar uma senha perdida.
Observe que se você realizar uma instalação do Kickstart do Red Hat Enterprise Linux, você pode salvar senhas criptografadas e criar senhas criptografadas de backup durante a instalação. Consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 Security Guide para mais informações sobre a criptografia do disco.

6.10.3. Recuperar Espaço de Disco

Se houver espaço suficiente para instalar Red Hat Enterprise Linux nos discos selecionados no Installation Destination e você selecionou Reclaim Space no diálogo Installation Options, o dialogo de Reclaim Disk Space aparecerá.

Atenção

A não ser que você selecione diminuir uma partição, recuperar espaço em uma partição envolve remover todos os dados e você deve sempre verificar se algum dado que você precise foi salvo.
Recuperar Espaço de Disco a partir dos Sistemas de Arquivos Existentes

Figura 6.22. Recuperar Espaço de Disco a partir dos Sistemas de Arquivos Existentes

Os sistemas de arquivos existentes Red Hat Enterprise Linux tem detectados são listados em uma tabela como parte de seus respectivos discos. A coluna Espaço Recuperável lista o espaço que poderia ser transferido para esta instalação. A coluna Ação lista que medidas serão tomadas com o sistema de arquivos para recuperar espaço.
Embaixo da tabela existem quatro botões:
  • Preserve – deixa seu sistema de arquivo intocado e nenhum dado é removido. Esta é a ação padrão.
  • Delete – remove o sistema de arquivos totalmente. Todo o espaço que ele ocupa no disco estará disponível para a instalação.
  • Shrink – recupera espaço livre no sistema de arquivos e torna disponível para esta instalação. Use o controle deslizante para definir um novo tamanho para a partição selecionada. Só pode ser usado em partições redimensionáveis ​​onde LVM ou RAID não é utilizado.
  • Delete all/Preserve all – este botão, localizado à direita, marca todos os sistemas de arquivos para exclusão por padrão. Ao clicá-lo, ele muda o rótulo e permite que você marque todos os sistemas de arquivos a serem preservados novamente.
Selecione um sistema de arquivos ou um disco inteiro na tabela com o mouse e clique em um dos botões. A etiqueta na coluna Ação será alterada para corresponder à sua seleção e a quantidade de Área total selecionada para recuperar exibida abaixo a tabela será ajustada de acordo com a necessidade. Abaixo deste valor é a quantidade de espaço que a instalação requer com base nos pacotes que você selecionou para instalar.
Quando houver recuperado espaço suficiente para que a instalação proceda, o botão Reclaim Space se tornará disponível. Clique neste botão para retornar à tela de Sumário de Instalação e proceda com a instalação.

6.10.4. Particionamento manual

A tela Particionamento Manual é exibida quando você clica em Concluído a partir da instalação de destino se você selecionou a opção Eu vou configurar o particionamento . Nesta tela você configura as suas partições de disco e pontos de montagem. Isso define o sistema de arquivos onde o Red Hat Enterprise Linux 7 será instalado.

Atenção

A Red Hat recomenda fazer o backup de todos os dados contidos nos seus sistemas. Por exemplo, se você estiver atualizando ou criando um sistema de inicialização dupla, deverá fazer back up de todos os dados que queira guardar em seu(s) disco(s) rígido(s). Circunstâncias imprevisíveis podem resultar na perda de todos os seus dados.
A tela do particionamento manual

Figura 6.23. A tela do particionamento manual

A tela Particionamento Manual inicialmente apresenta um único painel à esquerda para os pontos de montagem. O painel está vazio, exceto para obter informações sobre a criação de pontos de montagem, ou ele exibe existente pontos de montagem que o programa de instalação detectou. Estes pontos de montagem são organizados pelas instalações do sistema operacional detectadas. Portanto, alguns sistemas de arquivo podem ser exibidos diversas vezes se uma partição é compartilhada entre as diversas instalações. O espaço total e espaço disponível nos dispositivos de armazenamento selecionado são exibidos abaixo deste painel.
Se o seu sistema contém sistemas de arquivos existentes, garanta que o espaço suficiente estará disponível para a instalação. Use o - para remover partições desnecessárias.

Nota

Para recomendação e informações adicionais sobre o disco, partições, consulte o Apêndice A, Introdução às Partições de Disco e Seção 6.10.4.5, “Esquema de Particionamento Recomendado”. Você precisa de pelo menos uma partição root de tamanho adequado e uma partição swap com um tamanho duas vezes maior do que a quantidade de RAM disponível no sistema.

6.10.4.1. Adicionando Sistemas de Arquivo e Partições de Configuração

Uma instalação do Red Hat Enterprise Linux 7 requer um mínimo de uma partição mas a Red Hat recomenda ao menos quatro: /, /home, /boot, e swap. Você também deve criar partições adicionais se necessário. Veja Seção 6.10.4.5, “Esquema de Particionamento Recomendado” para mais detalhes.
A adição de um sistema de arquivo é um processo de duas etapas. Primeiro você cria um ponto de montagem em um certo esquema de particionamento. O ponto de montagem é exibido no painel esquerdo. Em seguida, você pode personalizá-lo usando as opções no painel da direita, onde você pode escolher um nome, tipo de dispositivo, tipo de sistema de arquivo, rótulo, e se para criptografar ou reformatar a partição correspondente.
Se você não tem sistemas de arquivos existentes e deseja que o programa de instalação crie as partições necessárias e os seus pontos de montagem para você, escolha o seu esquema de particionamento preferido no menu suspenso no painel esquerdo (padrão para o Red  Hat Enterprise  Linux é LVM ) e clique no link do topo do painel para criar pontos de montagem automaticamente. Isso irá gerar uma partição / boot , uma / (root) da partição, e uma partição swap proporcional ao tamanho do armazenamento disponível. Estas são as partições recomendados para uma instalação típica, mas você pode adicionar partições adicionais, se você precisar.
Como alternativa, crie pontos de montagem individuais usando o botão de + localizado na parte inferior do painel. O diálogo Adicionar um Novo Ponto de Montagem , em seguida, se abrirá. Ou selecione um dos caminhos predefinidos do menu suspenso de Ponto de Montagem ou digite o seu próprio – por exemplo, selecione / para a partição raiz ou / boot para a partição de inicialização. Em seguida, digite o tamanho da partição, usando unidades de tamanho comuns, como megabytes, gigabytes, ou terabytes, ao campo de texto Capacidade Desejada – por exemplo, digite 2GB para criar uma partição de 2 gigabytes. Se você deixar o campo vazio ou se você especificar um tamanho maior do que o espaço disponível, todo espaço livre restante será utilizado em seu lugar. Depois de inserir essas informações, clique no botão Adicionar ponto de montagem para criar a partição.
Para cada novo ponto de montagem que você criar manualmente, você pode definir o seu esquema de particionamento a partir do menu suspenso localizado no painel esquerdo. As opções disponíveis são Standard Partition, BTRFS , LVM e LVM Thin Provisioning . Note que a partição /boot será sempre localizada em uma partição padrão, independentemente do valor selecionado neste menu.
Para alterar os dispositivos em que um único ponto de montagem sem LVM deve ser localizado, selecione o ponto de montagem e clique no botão de configuração na parte inferior do painel para abrir o dialogo Configure Ponto de Montagem . Selecione um ou mais dispositivos e clique Selecionar . Após o fechamento de diálogo, note que você também precisa confirmar essa configuração, clicando no botão Atualizar configurações , no lado direito da tela de Particionamento Manual.
Configurando Pontos de Montagem

Figura 6.24. Configurando Pontos de Montagem

Para atualizar informações sobre todos os discos locais e partições nos mesmos, clique no botão rescan (com o ícone de seta sobre ele) na barra de ferramentas. Você só precisa fazer esta ação após a realização de configuração da partição avançada fora do programa de instalação. Note que, se você clicar no botão Examinar discos novamente , todas as alterações de configuração feitas anteriormente no programa de instalação serão perdidas.
Examinando Discos novamente

Figura 6.25. Examinando Discos novamente

Na parte inferior da tela, um link mostra quantos dispositivos de armazenamento foram selecionados em Destino de Instalação (veja Seção 6.10, “Destino da Instalação”). Ao clicar nesse link se abrirá o diálogo Discos Selecionado, onde você revisará as informações sobre os discos. Veja Seção 6.10.1, “Instalação do Carregador de Inicialização” para mais informações.
Para padronizar uma partição ou um volume, selecione seu ponto de montagem no painel da esquerda e os recursos padronizáveis a seguir aparecerão à direita:
Padronizando Partições

Figura 6.26. Padronizando Partições

  • Name – atribui um nome ao LVM ou volume Btrfs. Note que as partições padrão são nomeadas automaticamente quando são criadas e seus nomes não podem ser editados, tal como /home sendo atribuído o nome sda1.
  • Mount point – insira o ponto de montagem da partição. Por exemplo, se a partição deve ser a partição root, insira /; insira /boot para a partição /boot e assim por diante. Para uma partição swap o ponto de montagem não deve ser definido – é suficiente definir o tipo de sistema de arquivo para swap.
  • Label – atribui um rótulo à partição. Rótulos sãoutilizados para que você reconheça facilmente partições individuais.
  • Desired capacity – insere um tamanho desejado de partições. Você pode utilizar unidades de tamanho em comum tal como kilobytes, megabytes, gigabytes, ou terabytes. Megabytes são opções padrão se você não especificar nenhuma unidade.
  • Device type – escolha entre Standard Partition, BTRFS, LVM, ou LVM Thin Provisioning. Se dois ou mais discos forem selecionados para particionamento, o RAID também estará disponível . Verifique a caixa adjacente Encrypt para criptografar a partição. Você receberá uma solicitação para definir uma senha mais tarde.
  • File system – no menu suspenso, seleicone o tipo de sistema de arquivo adequado para esta partição. Verifique a caixa adjacente Reformat para formatar uma partição existente ou deixe-a sem selecionar para manter seus dados.
See Seção 6.10.4.1.1, “Tipos de Sistema de Arquivos” para mais informações sobre o sistema de arquivo e tipos de dispositivos.
Clique no botão Configurações de Atualização para salvar as suas alterações e selecionar outra partição para personalizar. Note que as alterações não serão aplicadas até que você realmente comece a instalação a partir da página de resumo de instalação. Clique no botão Reset All para descartar todas as alterações em todas as partições e começar de novo.
Quando todos os sistemas de arquivos e pontos de montagem forem criados e personalizados, clique no Concluído . Se você optar por criptografar qualquer sistema de arquivos, você precisará criar uma senha. Em seguida, uma caixa de diálogo aparecerá mostrando um resumo de todas as ações relacionadas com o armazenamento que o programa de instalação irá tomar. Isso inclui a criação, redimensionamento ou excluir partições e sistemas de arquivos. Você pode rever todas as alterações e clicar em Cancelar& Retornar para Particionamento Personalizado para voltar. Para confirmar o resumo, clique Aceitar alterações para retornar à página Resumo da instalação. Para particionar quaisquer outros dispositivos, selecione-os Destino de Instalação , volte para a tela Manual Partitioning, e siga o mesmo processo descrito nesta seção.
6.10.4.1.1. Tipos de Sistema de Arquivos
O Red Hat Enterprise Linux permite que você crie tipos diferentes de dispositivos baseadas no sistema de arquivos que elas utilizarão. A seguir, veja uma breve descrição dos tipos diferentes de dispositivos e sistemas de arquivos disponíveis e como eles podem ser utilizados.

Tipos de Dispositivo

  • standard partition – Uma partição padrão pode conter um sistema de arquivo ou espaço swap, ou ele pode fornecer um container para RAID por software ou um volume físico LVM.
  • volume lógico (LVM) – Criar uma partição LVM gera automaticamente um volume lógico LVM. O LVM pode melhorar o desempenho de discos físicos. Para obter informações sobre como criar um volume lógico, veja Seção 6.10.4.3, “Criar Volume Lógico LVM”. Para mais informações sobre o LVM, consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 Logical Volume Manager Administration .
  • LVM thin provisioning – Ao utilizar o thin provisioning, você poderá gerenciar um pool de armazenamento de espaço livre, conhecido como um thin pool, o que pode ser atribuído a um número arbitrário de dispositivos quando necessário pelos aplicativos.O thin pool pode ser expandido dinamicamente quando necessário para a alocação de custo-benefício de espaço de armazenamento.
  • BTRFS – Btrfs é um sistema de arquivos com vários recursos do dispositivo semelhantes. Ele é capaz de endereçar e gerenciar mais arquivos, arquivos maiores, e volumes maiores do que os sistemas ext2, ext3 e ext4. Para criar um volume Btrfs e obter mais informações, consulte Seção 6.10.4.4, “Crie um Subvolume de Btrfs”.
  • software RAID – A criação de duas ou mais partições de RAID por software permite que você crie um dispositivo RAID. Uma partição RAID é atribuída a cada disco no sistema. Para criar um dispositivo RAID, veja Seção 6.10.4.2, “Criar RAID por Software”. Para mais informações sobre RAID, consulte o Red Hat Guia Enterprise Linux 7 Armazenamento Administração .

Sistemas de Arquivos

  • xfs – XFS é um sistema de arquivo altamente escalável e de alto desempenho que suporta os sistemas de arquivo até 16 exabytes (aproximadamente 16 milhões de terabytes), arquivos com até 8 exabytes (aproximadamente 8 milhões de terabytes) e estruturas de diretórios contendo dezenas de milhares de entradas. O XFS suporta o agendamento de metadados, o qual facilita a recuperação de travamento mais rapidamente. O sistema de arquivo XFS também pode ser desfragmentado e reajustado em tamanho enquanto montado e ativo. Este sistema de arquivo é selecionado por padrão e é altamente recomendado. Para mais informações sobre como traduzir comandos comuns de sistemas de arquivo ext4 utilizados anteriormente em XFS, veja Apêndice E, Tabela de Referência para ext4 e Comandos XFS.
    O tamanho máximo suportado de uma partição XFS é 500 TB.
  • ext4 – O sistema de arquivos ext4 é baseado no sistema de arquivos ext3 e tem inúmeras melhorias. Entre elas se encontra o suporte para sistema de arquivos maiores e alocação de espaço de disco de arquivos maiores, mais rápido e mais eficiente, sem limite no número de subdiretórios dentro de um diretório, verificação de sistema de arquivos mais rápida e um agendamento mais robusto.
    O tamanho máximo suportado de um sistema de arquivo ext4 no Red Hat Enterprise Linux 7é atualmente de 50 TB.
  • ext3 – O sistema de arquivos ext3 é baseado no sistema de arquivos ext2 e tem uma vantagem principal – o journaling. O uso de um sistema de arquivos com journaling reduz o tempo gasto com sua recuperação após ele travar, já que não é necessário usar para verificar o sistema de arquivo para consistência de metadados executando o utilitário fsck todas as vezes que ocorrer um travamento.
  • ext2 – Um sistema de arquivos ext2 suporta arquivos do tipo Unix, incluindo arquivos normais, diretórios ou links simbólicos. Possibilita a atribuição de nomes longos para arquivos, de até 255 caracteres.
  • vfat – O sistema de arquivos VFAT é um sistema de arquivos do Linux compatível com os nomes de arquivos longos do Microsoft Windows no sistema de arquivos FAT.
  • swap – Partições Swap são usadas para suportar a memória virtual. Em outras palavras, os dados são gravados numa partição swap quando não há memória RAM suficiente para armazenar os dados que seu sistema está porocessando.
  • BIOS Boot – É necessário uma partição pequena para inicializar um dispositivo com uma tabela de partição GUID (GPT) em um sistema BIOS. Veja Seção 6.10.1, “Instalação do Carregador de Inicialização” para obter mais detalhes.
  • EFI System Partition – É necessária uma partição pequena para inicializar um dispositivo com uma tabela de partição GUID (GPT) em um sistema UEFI. Veja Seção 6.10.1, “Instalação do Carregador de Inicialização” para obter mais detalhes.
Cada sistema de arquivos possui diferentes limites de tamanho para o próprio sistema de arquivos, bem como arquivos individuais contidos. Para uma lista de tamanho máximo de arquivos e sistemas de arquivos suportados , consulte os recursos de tecnologia Red Hat Enterprise Linux e página de limites, disponível no Portal do Cliente em: https://access.redhat.com/site/articles/rhel-limits.

6.10.4.2. Criar RAID por Software

Conjunto redundante de discos independentes (RAIDs) são construídos de dispositivos de armazenamento múltiplo, arranjados para prover alto desempenho e, em algumas configurações, maior tolerância à falhas. Consulte abaixo para uma descrição de tipos diferentes de RAIDs.
Um dispositivo RAID é criado em uma única etapa e os discos são adicionados ou removidos, se necessário. Uma partição de RAID por disco é permitido para cada dispositivo, de modo que o número de discos disponíveis para o programa de instalação determina que níveis de dispositivo RAID estão disponíveis para você.
Criando um Software RAID Partition – O Menu Expandido do Tipo de Dispositivo

Figura 6.27. Criando um Software RAID Partition – O Menu Expandido do Tipo de Dispositivo

As opções de configuração do RAID estão disponíveis se você selecionou dois ou mais dispositivos de armazenamentos para instalação. Ao menos dois discos são necessários para criar um dispositivo RAID.
Para criar um dispositivo de RAID:
  1. Cria um ponto de montagem como descrito em Seção 6.10.4.1, “Adicionando Sistemas de Arquivo e Partições de Configuração”. Ao configurar este ponto de montagem, você configura o dispositivo RAID.
  2. Mantendo a partição selecionada no painel à esquerda, selecione o botão de configuração abaixo do painel para abrir o Configurar Ponto de Montagem . Selecione quais discos serão incluídos no dispositivo RAID e clique Selecione .
  3. Clique no menu suspenso Device Type e selecione RAID.
  4. Clique no menu suspenso File System e selecione seu tipo de sistema de arquivo preferido (veja Seção 6.10.4.1.1, “Tipos de Sistema de Arquivos”.
  5. Clique no menu suspenso RAID Level e selecione seu nível preferido do RAID.
    Os níveis de RAID disponíveis são:
    RAID0 – Optimized performance (stripe)
    Distribui dados para os dispositivos de armazenamento múltiplo. Os RAIDs de nível 0 oferecem alto desempenho para as partições padrão, e podem ser usados para unir o armazenamento de dispositivos múltiplos em um dipositivo virtual grande. Observe que os RAIDs de nível 0 não apresentam redundância e a falha de um dispositivo na matriz destruirá toda a matriz. O RAID 0 requer ao menos duas partições RAID.
    RAID1 – Redundancy (mirror)
    Espelha os dados em um dispositivo de armazenamento em um ou mais dispositivos de armazenamento. Dispositivos adicionais na matriz fornecem níveis altos de redundância. O RAID 1 requer ao menos duas partições RAID.
    RAID4 – Error detection (parity)
    Distribui dados pelos dispositivos de armazenamentos múltiplos, mas usa um dispositivo na matriz para armazenar informações de paridade que assegura a matriz no caso de qualquer dispositivo dentro da matriz, cair. Como todas as informações de paridade são armazenadas em um dispositivo, o acesso à este cria um obstáculo no desempenho da matriz. O RAID 4 requer ao menos três partições RAID.
    RAID5 – Detecção de erro distribuído
    Distribui dados e informações de paridade pelos dispositivos de armazenamento múltiplos. Os RAIDs de nível 5 portanto, oferecem vantagens de desempenho de distribuição de dados pelos dispositivos múltiplos, mas não compartilham o obstáculo de desempenho de RAIDs de nível 4 pois as informações de paridade também são distribuídas através da matriz. O RAID 5 requer ao menos três partições de RAID.
    RAID6 – Redundante
    Os RAIDs de nível 6 são semelhantes aos RAIDs de nível 5, mas ao invés de armazenar um conjunto de dados de paridade, eles armazenam dois conjuntos. O RAID 6 requer ao menos quatro partições de RAID.
    RAID10 – Redundancy (mirror) e Optimized performance (stripe)
    Os RAIDs de nível 10 são RAIDs agrupados ou RAIDs híbridos. Os RAIDs de nível 10 são construídos pela distribuição de dados em conjuntos espelhados de dispositivos de armazenamento. Por exemplo, um RAID de nível 10 construído a partir de partições de RAID consiste de dois pares de partições nos quais uma partição espelha a outra. Os dados são então distribuídos por ambos os pares de dispositivos de armazenamento, como em um RAID de nível 0. O RAID 10 requer ao menos quatro partições de RAID.
  6. Clique em Update Settings para salvar suas mudanças, e continue com outra partição ou clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.
Se menos discos estiverem incluídos do que requer o nível de RAID especificado, será exibida uma mensagem na parte inferior da janela, informando quantos discos são realmente necessários para a configuração selecionada.

6.10.4.3. Criar Volume Lógico LVM

Gerenciamento de Volume Lógico (LVM), apresenta uma visualização lógica simples de espaço de armazenamento físico adjacente, tal como discos rígidos ou LUNs. As partições em armazenamento físico são representadas como volume físico as quais podem ser agrupadas em grupo de volume. Cada grupo de volume pode ser dividido em volumes lógicos múltiplos, cada qual análogo à uma partição de disco padrão. Por isso, a função dos volumes lógicos LVM é de partição que pode gerar discos físicos múltiplos.
Para aprender mais sobre o LVM, consulte Apêndice C, Entender o LVM ou leia Red Hat Enterprise Linux 7 Logical Volume Manager Administration. Note que a configuração do LVM está disponível somente no programa de instalação gráfica.

Importante

Durante a instalação de modo texto, a configuração do LVM não está disponível. Se você precisar criar uma configuração de LVM desde o início, pressione Ctrl+Alt+F2 para usar o terminal e execute o comando lvm. Para retornar à instalação de modo texto, pressione Ctrl+Alt+F1.
Configurando um Volume Lógico

Figura 6.28. Configurando um Volume Lógico

Para criar um volume lógico e adicioná-lo à um grupo de volume novo ou existente:
  1. Cria um ponto de montagem para o volume LVM como descrito em Seção 6.10.4.1, “Adicionando Sistemas de Arquivo e Partições de Configuração”.
  2. Clique no menu suspenso Tipo de Dispositivo e selecione LVM . O menu suspenso de Grupo de Volume aparecerá e exibirá o nome do grupo de volume recém-criado.
  3. Como forma alternativa, tanto clique no menu e selecione Criar um novo grupo de volume ou clique em Modificar para configurar o grupo de volume recentemente criado, caso você necessite. Ambas opções Criar um novo grupo de volume e o botão Modificar levam ao diálogo Configurar Grupo de Volume, onde você pode renomear o grupo de volume lógico e selecionar quais discos devem ser incluídos.
    Padronizando um Grupo de Volume LVM

    Figura 6.29. Padronizando um Grupo de Volume LVM

    Os nívels do RAID são o mesmo que com os dispositivos RAID atuais. Veja Seção 6.10.4.2, “Criar RAID por Software” para mais informações. Você pode também marcar o grupo de volume para criptografia e definir a política de tamanho para ele. As opções de política disponíveis são:
    • Automatic – o tamanho do grupo de volume é ajustado automaticamente de modo que seja grande o suficiente para conter os volumes lógicos configurados. Isso é ótimo se você não precisa de espaço livre no interior do grupo de volume.
    • As large as possible – o grupo de volume é criado com o tamanho máximo, independentemente do tamanho dos volumes lógicos configurados que ele contém. Isso é ideal se você pretende manter a maioria de seus dados no LVM e mais tarde precise aumentar o tamanho de alguns volumes lógicos existentes, ou se você precisar criar volumes lógicos adicionais dentro deste grupo.
    • Fixed – Com esta opção, você poderá definir um tamanho exato do grupo de volume. Quaisquer volumes lógicos configurados devem então caber dentro deste tamanho fixo. Isto é útil se você sabe exatamente o tamanho você deseja que o grupo de volume seja.
    Clique em Save quando o grupo for configurado.
  4. Clique em Update Settings para salvar suas mudanças, e continue com outra partição ou clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

Atenção

Colocar a partição /boot em um volume LVM não é suportado.

6.10.4.4. Crie um Subvolume de Btrfs

Btrfs é um tipo de sistema de arquivos, mas possui vários recursos característicos de um dispositivo de armazenamento. Ele é projetado para tornar o sistema de arquivos tolerante a erros e facilitar a detecção e reparo de erros quando eles ocorrerem. Ele usa somas de verificação para garantir a validade dos dados e metadados, e mantém snapshots do sistema de arquivos que pode ser usado para backup ou reparos.
Durante o particionamento manual, você cria subvolumes Btrfs, em vez de volumes. O programa de instalação, em seguida, cria automaticamente um volume Btrfs para conter esses subvolumes. Os tamanhos reportados para cada Btrfs ponto de montagem no painel esquerdo da tela Particionamento Manual são idênticos porque refletem o tamanho total do volume, em vez de cada subvolume individual.
Configurando um Subvolume de Btrfs

Figura 6.30. Configurando um Subvolume de Btrfs

Para criar um subvolume de Btrfs:
  1. Cria um ponto de montagem como descrito em Seção 6.10.4.1, “Adicionando Sistemas de Arquivo e Partições de Configuração”. Ao configurar este ponto de montagem, você configura o volume Btrfs.
  2. Clique no menu suspenso Tipo de Dispositivo e selecione BTRFS . O menu suspenso de Sistema de Arquivo será acinzentado automaticamente para Btrfs . O menu suspenso do Volume aparece e exibe o nome do volume recém-criado.
  3. Como forma alternativa, tanto clique no menu e selecione Criar um novo volume ou clique em Modificar para configurar o volume recentemente criado, caso você necessite. Ambas opções Criar um novo volume e o botão Modificar levam ao diálogo Configurar Volume, onde você pode renomear o subvolume e adicionar um nível RAID à ele.
    Padronizando o Volume Btrfs.

    Figura 6.31. Padronizando o Volume Btrfs.

    Os níveis de RAID disponíveis são:
    RAID0 (Desempenho)
    Distribui dados para os dispositivos de armazenamento múltiplo. Os RAIDs de nível 0 oferecem alto desempenho para as partições padrão, e podem ser usados para unir o armazenamento de dispositivos múltiplos em um dipositivo virtual grande. Observe que os RAIDs de nível 0 não apresentam redundância e a falha de um dispositivo na matriz destruirá toda a matriz. O RAID 0 requer ao menos duas partições RAID.
    RAID1 (Redundância)
    Espelha os dados em um dispositivo de armazenamento em um ou mais dispositivos de armazenamento. Dispositivos adicionais na matriz fornecem níveis altos de redundância. O RAID 1 requer ao menos duas partições RAID.
    RAID10 (Desempenho, Redundância)
    Combina RAID0 e RAID1, e fornece maior desempenho e redundância ao mesmo tempo. Os dados são espalhados em matrizes RAID1 proporcionando redundância (espelhamento), e essas matrizes são depois distribuídas (RAID 0), proporcionando desempenho (distribuição). Requer pelo menos quatro partições de RAID.
    Você pode também marcar o volume para criptografia e definir a política de tamanho para ele. As opções de política disponíveis são:
    • Automatic – o tamanho do volume é ajustado automaticamente de modo que seja grande o suficiente para conter os subvolumes configurados. Isso é ótimo se você não precisa de espaço livre no interior do volume.
    • As large as possible – o volume é criado com o tamanho máximo, independentemente do tamanho das subvolumes configurados que ele contém. Isso é ótimo se você pretende manter a maioria de seus dados sobre o Btrfs e mais tarde precise aumentar o tamanho de alguns subvolumes existentes, ou se você precisar criar subvolumes adicionais dentro deste volume.
    • Fixed – Com esta opção, você poderá definir um tamanho exato do volume. Quaisquer subvolumes configurados devem então caber dentro deste tamanho fixo. Isto é útil se você sabe exatamente o tamanho você deseja que o volume seja.
    Clique em Save quando o volume for configurado.
  4. Clique em Update Settings para salvar suas mudanças, e continue com outra partição ou clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.
Se menos discos estiverem incluídos do que requer o nível de RAID especificado, será exibida uma mensagem na parte inferior da janela, informando quantos discos são realmente necessários para a configuração selecionada.

Atenção

Colocar a partição /boot em um volume Btrfs não é suportado.

6.11. Dispositivos de Armazenamento

Você pode instalar o Red Hat Enterprise Linux em uma grande variedade de dispositivos de armazenamento. Você pode ver os dispositivos básicos, localmente acessíveis, de armazenamento na página Destino de Instalação, como descrito em Seção 6.10, “Destino da Instalação”. Para adicionar um dispositivo de armazenamento especializado, clique no botão Adicione um disco na seção da tela Specialized & Network Disks.
Visão Geral de Espaço de Armazenamento

Figura 6.32. Visão Geral de Espaço de Armazenamento

Nota

Monitorar LVM e dispositivos RAID de software pelo daemon mdeventd não é realizado durante a instalação.

6.11.1. A Tela de Seleção dos Dispositivos de Armazenamento

A tela de dispositivos de armazenamento exibe todos os dispositivos de armazenamento com o qual o programa de instalação Anaconda tem acesso.
Os dispositivos são agrupados sob as seguintes abas:
Dispositivos Multipath
Dispositivos de armazenamento acessíveis por mais de um caminho, tal como pelos controllers SCSI múltiplos ou portas de Canal de Fibra no mesmo sistema.
O programa de instalação detecta somente dispositivos de armazenamento de multipath com números em série com 16 ou 32 caracteres.
Outros Dispositivos SAN
Os dispositivos disponíveis em uma Rede de Área de Armazenamento (SAN).
Firmware RAID
Dispositivo de armazenamento anexado ao controller do firmware RAID
Visão Geral tabulada de dispositivos de armazenamento especializados

Figura 6.33. Visão Geral tabulada de dispositivos de armazenamento especializados

Para configurar um dispositivo iSCSI, clique em Add iSCSI Target. Para configurar um dispositivo FCoE (Fibre Channel over Ethernet), clique em Add FCoE SAN. Ambos botões estão localizados no canto inferior do lado direito da tela.
A página de visão geral também contém uma aba Search que permite que você filtre os dispositivos de armazenamento pelo seu World Wide Identifier (WWID) ou pela porta, alvo, ou logical unit number (LUN) no qual eles serão acessados.
Aba de Pesquisa de Dispositivo de Armazenamento

Figura 6.34. Aba de Pesquisa de Dispositivo de Armazenamento

A aba de pequisa contém um menu suspenso Search By para selecionar a procura por porta, alvo, WWID, ou LUN. A busca por WWID ou LUN requer valores adicionais nos campos de texto de entrada correspondente. Clique em Find para iniciar a busca.
Cada dispositivo é apresentado em uma linha separada, com a caixa de seleção à sua esquerda. Clique na caixa de seleção para tornar um dispositivo disponível durante o processo de instalação. Mais tarde, no processo de instalação, você pode escolher instalar o Red  Hat Enterprise  Linux em qualquer dispositivo selecionado aqui, e pode escolher montar automaticamente qualquer um dos outros dispositivos selecionados aqui como parte do sistema instalado.
Observe que os dispositivos que você seleciona aqui não são removidos automaticamente pelo processo de instalação. Selecionar um dispositivo nesta tela não colocará em risco os dados armazenados no dispositivo. Observe também que qualquer dispositivo que você não selecionar aqui fazer parte do sistema instalado, pode ser adicionado ao sistema após instalação, modificando o arquivo /etc/fstab.

Importante

Qualquer dispositivo de armazenamento que você não selecione nesta tela, é totalmente oculto para Anaconda. Para Carregar em cadeia o carregador de inicialização do Red Hat Enterprise Linux utilizando um carregador diferente, selecione todos os dispositivos apresentados nesta tela.
Depois que você selecionou os dispositivos de armazenamento para disponibilizar durante a instalação, clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

6.11.1.1. Opções Avançadas de Armazenamento

Para usar um dispositivo de armazenamento avançado, você pode configurar um alvo iSCSI (SCSI over TCP/IP) ou FCoE (Fibre Channel over Ethernet) SAN (Storage Area Network) clicando no botão apropriado no canto inferior da direita na tela de Destino de Instalação. Consulte Apêndice B, Discos iSCSI para uma apresentação do iSCSI
Opções Avançadas de Armazenamento

Figura 6.35. Opções Avançadas de Armazenamento

6.11.1.1.1. Configurando Parâmetros de iSCSI
Depois que você clicou em Add iSCSI target... o diálogo Add iSCSI Storage Target aparecerá.
O Diálogo de Detalhes da Descoberta do iSCSI

Figura 6.36. O Diálogo de Detalhes da Descoberta do iSCSI

Para usar os dispositivos de armazenamento do iSCSI para a instalação, o Anaconda deve conseguir descoberta como os alvos em iSCSI e ser capaz de criar uma sessão iSCSI para acessá-los. Cada um destes passos pode precisar de um nome de usuário e senha para a autenticação CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol). Além disso, você pode configurar um alvo iSCSI para autenticar o iniciador do iSCSI no sistema para o qual o alvo é anexado (reverse CHAP), ambos para descoberta e para sessão. Utilizados em conjunto, o CHAP e o reverse CHAP são chamados de CHAP mútuo ou CHAP de duas vias. O CHAP mútuo fornece o maior nível de segurança para as conexões do iSCSI, especialmente se o nome de usuário e senha são diferentes para a autenticação do CHAP e autenticação do reverse CHAP.

Nota

Repita a descoberta do iSCSI e os passos de login do iSCSI quantas vezes for necessário para adicionar todo o armazenamento do iSCSI requerido. No entanto, você não pode mudar o nome do iniciador do iSCSI após tentar descobrir pela primeira vez. Para mudar o nome do iniciador do iSCSI, você precisa reiniciar a instalação.

Procedimento 6.1. iSCSI Discovery e início de uma sessão iSCSI

Use o diálogo Adicionar o Alvo de Armazenamento do iSCSI para fornecer ao Anaconda informações necessárias para a descoberta do alvo SCSI .
  1. Insira o endereço IP do alvo iSCSI no campo Target IP Address.
  2. Forneça um nome no campo iSCSI Initiator Name para o iniciador do iSCSI em formato iSCSI qualified name (IQN). Uma entrada IQN válida contém:
    • a faixa iqn. (note o período)
    • um código de dados que especifica o ano e mês no qual o domínio da Internet ou nome do subdomínio de sua empresa foi registrado, representado em quatro dígitos para o ano, um traço, e dois dígitos para o mês, seguido de um ponto. Por exemplo, Setembro, 2010 representa-se como 2010-09.
    • o nome de domínio ou subdomínio de internet de sua organização, apresentado em ordem contrária com o domínio de topo primeiro. Por exemplo, representa o subdomínio storage.example.com como com.example.storage
    • dois pontos, seguido de uma cadeia que identifica de forma única este iniciador iSCSI específico dentro de seu domínio ou subdomínio. Por exemplo, :diskarrays-sn-a8675309
    Um IQN completo pode portanto se parecer com: iqn.2010-09.storage.example.com:diskarrays-sn-a8675309. O Anaconda preenche previamente o campo iSCSI Initiator Name com um nome neste formato para ajudá-lo com a estrutura.
    Para mais informações sobre os IQNs, consulte o 3.2.6. iSCSI Names no RFC 3720 – Internet Small Computer Systems Interface (iSCSI) disponível em http://tools.ietf.org/html/rfc3720#section-3.2.6 e 1. iSCSI Names and Addresses em RFC 3721– Internet Small Computer Systems Interface (iSCSI) Naming and Discovery disponível em http://tools.ietf.org/html/rfc3721#section-1.
  3. Utilize o menu suspenso Discovery Authentication Type para especificar o tipo de autenticação que se deve usar para a descoberta da sessão iSCSI. As seguintes opções estão disponíveis:
    • sem credenciais
    • CHAP pair
    • CHAP pair e um reverse pair
    • Se você selecionou o CHAP pair como o tipo de autenticação, forneça o username e senha para o alvo iSCSI nos campos CHAP Username e CHAP Password.
    • Se você selecionou CHAP pair e um reverse pair como o tipo de autenticação, forneça o username e senha para o alvo iSCSI nos campos CHAP Username e CHAP Password e o username e senha para o iniciador do iSCSI nos campos Reverse CHAP Username e Reverse CHAP Password.
  4. Como forma alternativa, selecione a caixa com rótulo Bind targets to network interfaces.
  5. Clique em Start Discovery. O Anaconda tenta descobrir um alvo iSCSI baseado nas informações que você forneceu. Se o discovery for bem sucedido, o diálogo apresentará uma lista de todos os nós iSCSI descobertos no alvo.
  6. Cada nó é apresentado com uma caixa de seleção ao lado. Clique nesta caixa para selecionar os nós para serem utilizados para a instalação.
    O Diálogo de Nós iSCSI Descobertos

    Figura 6.37. O Diálogo de Nós iSCSI Descobertos

  7. O menu tipo de autenticação da conexão ao nó oferece as mesmas opções que o menu Tipo de autenticação do Discovery descrito no passo 3. No entanto, se você precisou de credenciais para autenticação do discovery, é comum usar as mesmas credenciais para fazer login em um nó descoberto. Para isso, use a opção adicional Use as credenciais a partir do Discovery no menu. Quando as credenciais adequadas forem fornecidas, o botão Log in (conectar-se) se tornará disponível.
  8. Clique em Log In para iniciar uma sessão do iSCSI.
6.11.1.1.2. Configurando Parâmetros de FCoE
Depois que você clicou no botão Add FCoE SAN..., um diálogo aparecerá para que você configure as interfaces de rede para descobrir os dispositivos de armazenamento do FCoE.
Primeiro, selecione uma interface de rede que seja conectada ao interruptor FCoE no menu suspenso do NIC e clique em Add FCoE disk(s) para escanear a rede em busca de dispositivos SAN.
Configure os Parâmetros FCoE

Figura 6.38. Configure os Parâmetros FCoE

Existem caixas de seleção com opções adicionais para considerar:
Use DCB
Data Center Bridging (DCB) é um conjunto de melhorias aos protocolos de Ethernet criados para aumentar a eficiência de conexões de Ethernet na rede de armazenamento e clusters. Habilita ou desabilita o reconhecimento do programa de instalação quanto ao DCB com a caixa de seleção neste diálogo. Esta opção deveria ser habilitada somente para interfaces de rede que requerem um cliente baseado em host DCBX. As configurações em interfaces que implementam um cliente de hardware DCBX não devem selecionar esta opção.
Use auto vlan
Auto VLAN indica se a descoberta do VLAN deve ser realizada. Se esta caixa é selecionada, então o protocolo da descoberta do FIP (FCoE Initiation Protocol) VLAN será executada na Interface da Ethernet uma vez que a configuração do link tenha sido validada. Se já não estiverem configuradas, as interfaces de rede para qualquer FCoE VLANs descobertas serão criadas automaticamente e as instâncias do FCoE serão criadas nas interfaces do VLAN. Esta opção está habilitada por padrão.
Dispositivos FCoE descobertos serão exibidos sob a aba Other SAN Devices na tela de Destino de Instalação.

6.12. Iniciar Instalação

Quando todas as seções necessárias da tela Sumário de Instalação forem concluídas, a advertência na parte de baixo da tela de menu desaparece e o botão Iniciar Instalação se tornará disponível.
Pronto para Instalar

Figura 6.39. Pronto para Instalar

Atenção

Até este ponto do processo de instalação, nenhuma mudança foi realizada em seu computador. Quando você clicar em Iniciar Instalação, o programa de instalação irá alocar espaço em seu disco rígido e iniciar a transferências do Red  Hat Enterprise  Linux para este espaço. Dependendo da opção de particionamento que você tenha escolhido, este processo pode incluir remoção de dados que já existam em seu computador.
Para revisar qualquer uma das escolhas que você fez até este ponto, retorne para a seção relevante da tela do Installation Summary. Para cancelar a instalação completamente, clique em Quit ou desligue seu computador. Para desligar a maioria dos computadores neste estágio, pressione o botão de energia e segure-o por alguns segundos.
Se você terminou de padronizar sua instalação e está certo de que deseja continuar, clique em Iniciar Instalação.
Depois que você clicar em Iniciar Instalação, permita que o processo de instalação seja concluído. Se o processo for interrompido, por exemplo, porque você desligou ou redefiniu o computador, ou por causa de uma queda de energia, você provavelmente não conseguirá usar o seu computador até que você reinicie e conclua o processo de instalação do Red  Hat Enterprise  Linux, ou instale um sistema operacional diferente.

6.13. O menu de configuração e tela de progresso

Depois de clicar em Iniciar Instalação na tela do Sumário de Instalação, você será direcionado para a tela de progresso. Red Hat Enterprise Linux relata o progresso da instalação na tela enquanto grava os pacotes selecionados para o seu sistema.
Instalando Pacotes

Figura 6.40. Instalando Pacotes

Para sua referência, um log completo da sua instalação poderá ser encontrado em /var/log/anaconda/anaconda.packaging.log depois que você reiniciar seu sistema.
Enquanto os pacotes estiverem sendo instalados, será necessário realizar mais configuração. Acima da barra de progresso de instalação se encontram os itens de menu Root Password e User Creation
O item de menu Senha Root é usado para definir a senha para a conta root. A conta root é usada para executar tarefas críticas de gestão e administração do sistema. A senha pode ser configurada tanto enquanto os pacotes estão sendo instalados ou mais tarde, mas você não será capaz de completar o processo de instalação até que ele seja configurado.
Criar uma conta de usuário é opcional e pode ser feita após a instalação, mas recomenda-se a fazê-la nesta tela. Uma conta de usuário é usada para o trabalho normal e para acessar o sistema. As melhores práticas sugerem que você sempre acesse o sistema através de uma conta de usuário e não a conta root.

6.13.1. Configure a Senha Root

Definir uma conta e senha root é um passo importante durante a sua instalação. A conta root (também conhecido como o superusuário) é usada para instalar pacotes, atualizar pacotes RPM, e realizar mais manutenção do sistema. A conta de root lhe fornece total controle sobre seu sistema. Por esta razão, a conta root é melhor utilizada somente para executar manutenção ou administração do sistema. Consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 System Administrator's Guide para mais informações sobre como se tornar usuário root.
Tela da Senha root

Figura 6.41. Tela da Senha root

Clique no item do menu Senha de Root e insira sua nova senha no campo Senha de Root. Por motivos de segurança o Red Hat Enterprise  Linux mostra os caracteres como asteriscos. Insira a mesma senha no campo Confirmação para garantir que está definida corretamente. Depois de definir a senha de root, clique em Done para retornar à tela Configurações de Usuário.
Estes são os requerimentos e recomendações para criar uma senha root forte:
  • deve ter ao menos oito caracteres
  • deve conter números, letras (Maiúscula e Minúscula) e símbolos
  • é sensível ao tamanho da letra e deve conter uma combinação dos dois.
  • Algo que possa lembrar mas não pode ser adivinhado facilmente
  • deve ser uma palavra, abreviação ou número associado à você, à sua empresa ou encontrado em um dicionário (incluindo os idiomas estrangeiros)
  • Você não deve escrevê-la; caso precise escrever, mantenha-a segura

Nota

Para mudar sua senha root depois de concluir a instalação, use a Ferramenta de Senha Root.

6.13.2. Cria uma Conta de Usuário

Para criar uma conta de usuário comum (não-root) durante a instalação, clique em Configurações do usuário na tela de progresso. A tela Criar Usuário será exibida, permitindo que você configure a conta de usuário regular e configure seus parâmetros. Embora seja recomendado fazer durante a instalação, este passo é opcional e pode ser realizado após a conclusão da instalação.
Para deixar a tela de criação de usuário depois de ter entrado, sem a criação de um usuário, deixe todos os campos em branco e clique em Concluído .
Tela de Configuração de Conta de Usuário

Figura 6.42. Tela de Configuração de Conta de Usuário

Insira o nome completo e o nome do usuário em seus campos respectivos. Note que o nome de usuário do sistema deve ser mais curto do que 32 caracteres e não pode conter espaços. É altamente recomendável configurar uma senha para a nova conta.
Ao configurar uma senha forte, até para um usuário root, siga estas diretrizes descritas em Seção 6.13.1, “Configure a Senha Root ”.
Clique no botão Advanced para abrir um novo diálogo com configurações adicionais.
Configuração de Conta de Usuário Avançada

Figura 6.43. Configuração de Conta de Usuário Avançada

Por padrão, cada usuário obtém um diretório home correspondente aos seus nomes de usuários. Na maioria dos casos, não há necessidade de mudança desta configuração.
Você também pode definir manualmente um número de identificação do sistema para o novo usuário e seu grupo padrão, selecionando as caixas de seleção. O intervalo para IDs de usuário regular começa no número 1000 . Na parte inferior da caixa de diálogo, você pode entrar na lista de grupos adicionais, separados por vírgulas, ao qual o novo usuário deve pertencer. Os novos grupos serão criados no sistema. Para personalizar IDs de grupo, especifique os números entre parênteses.
Depois de padronizar a conta de usuário, clique em Save Changes para retornar à tela User Settings.

6.14. Instalação Concluída

Parabéns! Sua instalação do Red  Hat Enterprise Linux foi concluída!
Clique em Reinicializar para reinicializar seu sistema e começar a utilizar o Red Hat Enterprise Linux. Lembre-se de remover qualquer mídia de instalação caso não seja ejetada automaticamente na reinicialização.
Após a sequência de inicialização normal de seu computador for completada, o Red Hat Enterprise Linux será carregado e iniciará. Por padrão, o processo de inicialização é oculto atrás de uma tela gráfica que exibe uma barra de progresso. Eventualmente, aparecerá uma tela gráfica de autenticação (ou caso o Sistema X Window não estiver instalado, aparecerá um prompt de login:).
Se o seu sistema foi instalado com o X Window System durante este processo de instalação, a primeira vez que iniciar o seu sistema Red  Hat Enterprise  Linux, serão lançados aplicativos para configurar seu sistema. Estes aplicativos irão guiá-lo através da configuração inicial do Red  Hat Enterprise  Linux e permitirão que você defina a hora e a data do sistema, registre sua máquina na Red  Hat Network e muito mais.
See Capítulo 26, Configuração inicial e Firstboot para informações sobre o processo de configuração.

Capítulo 7. A Instalação de Troubleshooting em Sistema AMD64 e Intel 64

Esse capítulo aborda alguns problemas comuns na instalação e suas soluções.
Para propósitos de depuração, o Anaconda registra ações de instalação em arquivos no diretório /tmp. Estes arquivos se encontram listados da seguinte tabela:

Tabela 7.1. Arquivos de Log Gerados Durante a Instalação

Arquivo do LogConteúdo
/tmp/anaconda.logmensagens gerais do Anaconda
/tmp/program.logtodos os programas externos executados durante a instalação
/tmp/storage.loginformações de módulo de armazenamento extensivo
/tmp/packaging.logmensagens de instalação dos pacotes yum e rpm
/tmp/syslogmensagens de sistema relacionados ao hardware
Se a instalação falhar, as mensagens destes arquivos serão consolidadas no/tmp/anaconda-tb-identifier, onde identifier é uma cadeia aleatória.
Todos os arquivos listados acima se encontram no disco RAM do programa de instalação, o que siginifica que não são salvos permanentemente e serão perdidos depois que o sistema for fechado. Para armazená-los de forma permanente, copie estes arquivos para outros sistema na rede usando o scp no sistema executando o instalador, ou copie-os para um dispositivo de armazenamento montado (como um flash drive de USB). Detalhes sobre como transferir os arquivos log estão abaixo. Note que se você utilizar um USB flash Drive ou outra mídia removível, você precisa ter certeza de fazer um backup de qualquer dado nele antes de iniciar o procedimento.

Procedimento 7.1. Transferir os Arquivos Log para um Drive USB

  1. No sistema que você está instalando, pressione Ctrl+Alt+F2 para acessar uma solicitação de shell. Você será autenticado em uma conta root e terá acesso ao sistema de arquivo temporário do programa de instalação.
  2. Conecte uma unidade flash USB no sistema e execute o comando dmesg. Será exibido um log detalhando todos os eventos recentes. Na parte inferior deste log, você verá um conjunto de mensagens causados pelo flash drive USB que você acabou de conectar. Será algo como um conjunto de linhas semelhantes ao seguinte:
    [ 170.171135] sd 5:0:0:0: [sdb] Attached SCSI removable disk
    Note o nome do dispositivo conectado, no exemplo acima é sdb.
  3. Vá para o diretório /mnt e uma vez lá, crie um novo diretório que servirá como o alvo de montagem para a unidade USB. O nome do diretório não importa; este exemplo usa o nome usb .
    # mkdir usb
  4. Monte a unidade flash USB para o diretório recém criado. Note que na maioria dos casos, você não deseja montar toda a unidade, mas uma partição nele. Portanto, não use o nome sdb , use o nome da partição que você deseja gravar os arquivos de log. Neste exemplo, o nome sdb1 é utilizado.
    # mount /dev/sdb1 /mnt/usb
    Agora você pode verificar se você montou a partição e dispositivo corretos, acessando-o e listando seu conteúdo - a lista deve corresponder ao que você espera estar na unidade.
    # cd /mnt/usb
    # ls
  5. Copie os arquivos de log para o dispositivo montado.
    # cp /tmp/*log /mnt/usb
  6. Desmonte a unidade flash USB. Se você receber uma mensagem de erro dizendo que o alvo está ocupado, mude seu diretório de trabalho para fora da montagem (por exemplo, /).
    # umount /mnt/usb
Os arquivos log da instalação estão agora salvos no flash drive USB.

Procedimento 7.2. Transferindo os Arquivos de Log Sobre a Rede

  1. No sistema que você está instalando, pressione Ctrl+Alt+F2 para acessar uma solicitação de shell. Você será autenticado em uma conta root e terá acesso ao sistema de arquivo temporário do programa de instalação.
  2. Mude para o diretório /tmp onde os arquivos de log estão localizados:
    # cd /tmp
  3. Copie os arquivos de log para outro sistema na rede utilizando o comando scp:
    # scp *log user@address:path
    Substitua o user por um nome de usuário válido no sistema de alvo, address por um endereço do sistema ou nome de host, e path por um caminho para o diretório onde você deseja salvar os arquivos de log. Por exemplo, se você deseja autenticar como john em um sistema com um endereço IP de 192.168.0.122 e colocar os arquivos de log no diretório /home/john/logs/ neste sistema, o comando terá a seguinte forma:
    # scp *log john@192.168.0.122:/home/john/logs/
    Ao conectar o sistema de alvo pela primeira vez, você pode encontrar uma mensagem parecida com esta a seguir:
    The authenticity of host '192.168.0.122 (192.168.0.122)' can't be established.
    ECDSA key fingerprint is a4:60:76:eb:b2:d0:aa:23:af:3d:59:5c:de:bb:c4:42.
    Are you sure you want to continue connecting (yes/no)?
    Digite yes e pressione Enter para continuar. Depois forneça uma senha válida ao ser solicitado. Os arquivos começarão a transferência para o diretório especificado no sistema alvo.
Os arquivos de log a partir da instalação são agora salvos de forma permanente no sistema alvo e disponivel para revisão.

7.1. Problemas no Início da Instalação

7.1.1. Problemas ao Inicializar a Instalação Gráfica

Sistemas com algumas placas de vídeo apresentam problemas ao iniciar o programa de instalação gráfico. Se o programa de instalação não roda usando sua configuração padrão, tenta rodar num modo de resolução mais baixo. Se isso também falhar, o programa de instalação tenta rodar no modo texto.
Existem diversas soluções possíveis para exibir problemas, a maioria deles involve especificar opções de inicialização de padronização. Para mais informações veja Seção 20.1, “Configurando o Sistema de Instalação no Menu de Inicialização”.
Use o modo gráfico básico
Você pode tentar realizar a instalação utilizando o driver de gráficos básicos, Para fazer isto, selecione o Troubleshooting > Instalar Red Hat Enterprise Linux 7.0 no modo de gráficos básico no menu de inicialização, ou edite as opções de inicialização do programa e adicione inst.xdriver=vesa ao final da linha de comando.
Especifique a resolução de exibição manualmente
Se o programa de instalação falhar na detecção de sua resolução de tela, você poderá sobrescrever a detecção automática e especificá-lo manualmente. Para fazer isto, adicione a opção inst.resolution=x no menu de inicialização, onde x é a resolução da exibição (por exemplo 1024x768).
Use um driver de vídeo alternado
Você também pode tentar especificar um driver de vídeo personalizado, substituindo a detecção automática do programa de instalação. Para especificar um driver, use a opção inst.xdriver=x, onde x é o driver do dispositivo que você deseja utilizar (por exemplo, nouveau).

Nota

Se especificar um driver de vídeo personalizado resolve o seu problema, você deve relatar isso como um bug em https://bugzilla.redhat.com sob um componente Anaconda. Anaconda deve ser capaz de detectar seu hardware automaticamente e usar o driver apropriado, sem a sua intervenção.
Realizar a instalação usando o VNC
Se as opções acima falharem, você pode usar um sistema separado para acessar a instalação gráfica através da rede, usando o protocolo do Virtual Network Computing (VNC). Para mais detalhes sobre a instalação usando o VNC, consulte Capítulo 22, Instalação com um VNC..

7.1.2. Console em série não detectado

Em alguns casos, a tentativa de instalar em modo texto usando um console serial resultará em uma saída no console. Isso acontece em sistemas que têm uma placa de vídeo, mas nenhum monitor ligado. Se Anaconda detectar uma placa de vídeo, ele tentará usá-la para uma exposição, mesmo que nenhum monitor esteja conectado.
Se você quiser executar uma instalação baseada em texto em um console serial, utilize as opções de inicialização do inst.text console=. Veja Capítulo 20, Opções de Inicialização para mais detalhes.

7.2. Problemas durante a Instalação

7.2.1. Nenhum disco detectado

Quando a instalação se inicia, você pode receber a seguinte mensagem de erro:
Nenhum disco detectado. Por favor encerre o computador, conecte pelo menos um disco, e reinicie para completar a instalação.
A mensagem indica que Anaconda não encontrou nenhum dispositivo de armazenamento para ser instalado. Nesse caso, certifique-se de que seu sistema tem pelo menos um dispositivo de armazenamento conectado.
Se o seu sistema usa um controlador RAID de hardware, verifique se o controlador está configurado corretamente e funcionando. Consulte a documentação do controlador para obter instruções.
Se você estiver instalando um ou mais dispositivos iSCSI e não houver um armazenamento local presente no sistema, assegure-se de que todos os LUNs necessários (Logical Unit Numbers) estejam sendo apresentados ao HBA apropriado (Host Bus Adapter). Para informações adicionais sobre o iSCSI, veja Apêndice B, Discos iSCSI.
Se você tem certeza de que possui um dispositivo de armazenamento conectado e configurado adequadamente e a mensagem ainda aparece depois que você reinicia o sistema e começa a instalação novamente, isso significa que o instalador não conseguiu detectar o armazenamento. Na maioria dos casos essa mensagem aparece quando você tenta instalar em um dispositivo SCSI que não tenha sido reconhecido pelo programa de instalação.
Nesse caso, você terá que executar uma atualização de driver antes de iniciar a instalação. Verifique no site do seu fornecedor de hardware para determinar uma atualização de driver que conserte o problema. Para mais informações gerais sobre atualizações de drivers, consulte Capítulo 4, Atualizando drivers durante a instalação em sistemas AMD64 e Intel 64.
Você também pode consultar o Red Hat Hardware Compatibility List, disponível online em https://hardware.redhat.com.

7.2.2. Reportando Mensagens Traceback

Se o programa de instalação gráfico encontrar um erro, ele apresentará uma caixa de diálogo relatando o problema. Você pode então optar por enviar informações sobre o problema que você encontrou à Red Hat. Para enviar um relatório de falha, você precisará inserir suas credenciais do Portal do Cliente. Se você não tem uma conta no Portal do Cliente, você pode se cadastrar no https://www.redhat.com/wapps/ugc/register.html. Relatórios de falhas automatizados também requerem uma conexão de rede.
A Caixa de Diálogos de Relatório de Travamentos

Figura 7.1. A Caixa de Diálogos de Relatório de Travamentos

Quando o diálogo aparecer, selecione Report Bug para reportar o problema, ou Quit para sair da instalação.
Opcionalmente, clique em Mais informações para exibir a saída detalhada que poderá ajudar a determinar a causa do erro. Se você estiver familiarizado com a depuração, clique em Debug . Isto irá levá-lo ao terminal virtual tty1 , onde você poderá solicitar informações mais precisas que irão reforçar o relatório de bug. Para voltar à interface gráfica de tty1 , use o comando continuar .
A caixa de diálogos de relatório de travamento expandido

Figura 7.2. A caixa de diálogos de relatório de travamento expandido

Se você quiser relatar o bug para o Portal do Cliente, siga o procedimento abaixo.

Procedimento 7.3. Relatando Erros para o Suporte da Red Hat

  1. No menu que aparecer, selecione Report a bug to Red Hat Customer Portal.
  2. Para relatar um erro para a Red Hat, você primeiro precisa fornecer suas credenciais do Portal do Cliente. Clique em Configure Red Hat Customer Support.
    Credenciais do Portal do Cliente

    Figura 7.3. Credenciais do Portal do Cliente

  3. Uma nova janela será agora aberta, solicitando que você digite o seu nome de usuário e senha do Portal do Cliente. Introduza as suas credenciais Portal do Cliente da Red Hat.
    Configure Red Hat Customer Support

    Figura 7.4. Configure Red Hat Customer Support

    Caso suas configurações de rede lhe solicitem que você use um proxy HTTP ou HTTPS você poderá configurá-lo expandindo o menu Advanced e inserindo o endereço do servidor proxy.
    Quando você insere todas as credenciais necessárias, clique em OK para continuar.
  4. Uma nova janela será exibida, contendo um campo de texto. Anote todas as informações úteis e comentários aqui. Descreva como o erro pode ser reproduzido, explicando cada passo que você tomou antes de aparecer o diálogo de relatórios de falhas. Forneça o máximo de detalhes relevantes possível, incluindo qualquer informação que você adquiriu durante a depuração. Esteja ciente de que as informações fornecidas aqui podem se tornar visíveis publicamente no Portal do Cliente.
    Se você não sabe o que causou o erro, selecione a caixa Eu não sei o que causou este problema na parte inferior da caixa de diálogo.
    Depois, clique em Forward.
    Descreva o Problema

    Figura 7.5. Descreva o Problema

  5. Em seguida, verifique as informações que serão enviadas para o Portal do Cliente. A explicação que forneceu se encontra no comentário . Outros guias incluem informações como o nome do host do seu sistema e outros detalhes sobre o ambiente de instalação. Você pode remover todos os itens que você não quer que sejam enviados para Red Hat, mas esteja ciente de que o fornecimento de menos detalhe pode afetar a investigação do problema.
    Clique no botão Forward quando houver terminado a revisão das informações a serem enviadas.
    Reveja os Dados a Serem Enviados

    Figura 7.6. Reveja os Dados a Serem Enviados

  6. Reveja a lista de arquivos que serão enviados e incluídos no relatório de bug como anexos individuais. Esses arquivos fornecem informações sobre o sistema que vai ajudar a investigação. Se você não deseja enviar determinados arquivos, desmarque a caixa ao lado de cada um. Para fornecer arquivos adicionais que podem ajudar a resolver o problema, clique em Anexar um arquivo .
    Depois de ter revisto os arquivos a serem enviados, marque a caixa Eu revi os dados e concordo em enviá-los . Em seguida, clique Forward para enviar o relatório e anexos para o Portal do Cliente.
    Reveja os Arquivos a serem Enviados

    Figura 7.7. Reveja os Arquivos a serem Enviados

  7. Quando o diálogo relatar que o processamento foi concluído, você pode clicar em Mostrar Log para ver os detalhes do processo de comunicação ou Fechar para voltar à caixa de diálogo de relatório de travamento inicial. Lá, clique em Sair para sair da instalação.

7.3. Problemas após a Instalação

7.3.1. Você não Consegue Inicializar com sua Placa RAID?

Se você executou a instalação e não consegue inicializar seu sistema corretamente, talvez precise reinstalar e particionar seu armazenamento de sistema de maneira diferente.
Alguns tipos de BIOS não suportam a inicialização a partir de placas RAID. Depois de concluir a instalação e reiniciar o sistema pela primeira vez, uma tela baseada em texto exibindo o prompt do carregador de inicialização (por exemplo, o grub>) e um cursor piscando pode ser tudo o que irá aparecer. Se este for o caso, você terá que reparticionar seu sistema e retirar a partição /boot e o carregador de inicialização fora do conjunto RAID. A partição /boot e o carregador de inicialização devem estar no mesmo drive.
Uma vez executadas estas alterações, você deve finalizar sua instalação e inicializar seu sistema corretamente. para mais informações sobre particionamento, veja Seção 6.10, “Destino da Instalação”.

7.3.2. Problemas com a Sequência de Inicialização Gráfica

Depois de concluir a instalação e reiniciar o sistema pela primeira vez, é possível que o sistema pare de responder durante a seqüência de inicialização gráfica, exigindo uma redefinição. Neste caso, o carregador de inicialização é exibido com sucesso, mas ao selecionar qualquer entrada e tentar inicializar o sistema resultará em uma interrupção. Isso geralmente significa um problema com a seqüência de inicialização gráfica; para resolver este problema, você deve desativar a inicialização gráfica. Para fazer isso, altere temporariamente a configuração durante a inicialização antes de mudá-la permanentemente.

Procedimento 7.4. Desabilitar Inicialização Gráfica Temporariamente

  1. Inicie seu computador e espere até que o menu do carregador de inicialização apareça. Se você definir o período do timeout do seu carregador de inicialização para 0, segure a tecla Esc para acessá-lo.
  2. Quando o menu do carregador de inicialização aparecer, use as teclas de cursor para realçar a entrada que você deseja inicializar e pressione a tecla e para editar as opções desta entrada.
  3. Na lista de opções, encontre a linha do kernel, ou seja, a linha que começa com a palavra-chave linux (ou, em alguns casos, linux16 ou linuxefi). Nesta linha, localize a opção rhgb e a exclua. A opção pode não ser imediatamente visível; use as teclas do cursor para se deslocar para cima e para baixo.
  4. Pressione F10 ou Ctrl+X para inicializar seu sistema com as opções editadas.
Se o sistema foi iniciado com êxito, você poderá se autenticar normalmente. Depois, você vai precisar desativar a inicialização gráfica permanentemente - caso contrário você terá que executar o procedimento anterior cada vez que o sistema for inicializado. Para alterar permanentemente as opções de inicialização, faça o seguinte:

Procedimento 7.5. Desabilite Inicialização Gráfica Permanentemente

  1. Autentique-se na conta de usuário root utilizando o comando su -:
    $ su -
  2. Abra o arquivo de configuração do /etc/default/grub utilizando um editor de texto simples como o vim.
  3. Dentro do arquivo grub localize a linha iniciando com GRUB_CMDLINE_LINUX. A linha deve se parecer com esta:
    GRUB_CMDLINE_LINUX="rd.lvm.lv=rhel/root rd.md=0 rd.dm=0 vconsole.keymap=us $([ -x /usr/sbin/rhcrashkernel-param ] && /usr/sbin/rhcrashkernel-param || :) rd.luks=0 vconsole.font=latarcyrheb-sun16 rd.lvm.lv=vg_rhel/swap rhgb quiet"
    
    Nesta linha remova a opção rhgb.
  4. Salve o arquivo da configuração editado.
  5. Atualize a configuração do gerenciador de inicialização, executando o seguinte comando:
    # grub2-mkconfig --output=/boot/grub2/grub.cfg
Depois de concluir este procedimento, você poderá reiniciar o computador. Red Hat Enterprise Linux não irá mais usar a sequência de inicialização gráfica. Se você deseja habilitar a inicialização gráfica, siga o mesmo procedimento, adicione a opção rhgb à linha GRUB_CMDLINE_LINUX no arquivo /etc/default/grub e atualize a configuração do carregador de inicialização novamente usando o grub2-mkconfig .
Veja Red Hat Enterprise Linux 7 System Administrator's Guide para obter mais informações sobre o carregador de inicialização do GRUB2.

7.3.3. Iniciando em Ambiente Gráfico

Se você houver instalado o X Window System , mas não estiver vendo um ambiente de desktop gráfico, uma vez que você entrar em seu sistema, você poderá iniciá-lo manualmente usando o startx . Note, entretanto, que esta é apenas uma correção e não altera o processo para autenticações futuras de registro.
Para configurar o sistema de modo que você possa entrar em uma tela de login gráfica, você deve alterar o alvo padrão systemd para graphical.target . Quando terminar, reinicie o computador. Você verá um prompt de login gráfico após a reinicialização do sistema.

Procedimento 7.6. Configurando um Login Gráfico como Padrão

  1. Abra uma janela de comandos. Se você estiver na sua conta de usuário, mude para root, digitando o comando su.
  2. Mude o alvo padrão para graphical.target. Para fazer isto, execute o seguinte comando:
    # systemctl set-default graphical.target
O login gráfico agora é ativado por padrão - você verá um prompt de login gráfico após a próxima reinicialização. Se você quiser reverter essa mudança e continuar usando o prompt de login baseado em texto, execute o seguinte comando como root :
# systemctl set-default multi-user.target
Para mais informações sobre os alvos em systemd, veja Red Hat Enterprise Linux 7 System Administrator's Guide.

7.3.4. Nenhuma Interface de Usuário Gráfica Presente

Se você estiver com problemas para que o X (o X Window System ) inicie, é possível que ele não tenha sido instalado. Alguns dos ambientes de base pré-definidos que podem ser selecionados durante a instalação, como Minimal install ou Web Server, não incluem uma interface gráfica, é necessário que sejam instalados manualmente .
Se você quiser X, você pode instalar os pacotes necessários depois. Veja o artigo de Base de Conhecimento em https://access.redhat.com/site/solutions/5238 para obter informações sobre como instalar um ambiente de desktop gráfico.

7.3.5. Travamento do servidor x após o log in de usuário

Se você está tendo problemas com o servidor X travando quando um usuário fizer um login, um ou mais de seus sistemas de arquivos podem estar cheios (ou quase cheios). Para verificar se esse é o problema que você está enfrentando, execute o seguinte comando:
$ df -h
O resultado irá ajudar a diagnosticar qual partição está cheia, na maioria dos casos o problema será na partição /home . Um exemplo de resultado do df pode ser semelhante ao seguinte:
Filesystem                                  Size  Used Avail Use% Mounted on
/dev/mapper/vg_rhel-root                     20G  6.0G   13G  32% /
devtmpfs                                    1.8G     0  1.8G   0% /dev
tmpfs                                       1.8G  2.7M  1.8G   1% /dev/shm
tmpfs                                       1.8G 1012K  1.8G   1% /run
tmpfs                                       1.8G     0  1.8G   0% /sys/fs/cgroup
tmpfs                                       1.8G  2.6M  1.8G   1% /tmp
/dev/sda1                                   976M  150M  760M  17% /boot
/dev/dm-4                                    90G   90G     0 100% /home
No exemplo acima, você poderá ver que a partição /home está cheia, o que provoca o travamento. Você pode criar algum espaço na partição removendo arquivos desnecessários. Depois de liberar algum espaço em disco, inicie X usando o startx .
Para informações adicionais sobre df e uma explicação das opções disponíveis (como o -h usado neste exemplo ), consulte a página man df(1) .

7.3.6. Sua memória RAM não está sendo reconhecida?

Em alguns casos, o kernel não reconhece toda a sua memória (RAM), o que faz com que o sistema use menos memória do que está instalado. Você pode descobrir quanto de memória RAM está sendo utilizado usando o comando free-m . Se o valor total apresentado de memória não corresponder as suas expectativas, é provável que pelo menos um dos seus módulos de memória está com defeito. Em sistemas baseados em BIOS, você pode usar o utilitário Memtest86 + para testar a memória do seu sistema - veja Seção 20.2.1, “Modo Teste de Carregamento de Memória (RAM)” para mais detalhes.

Nota

Algumas configurações de hardware têm uma parte da memória RAM do sistema reservada e não está disponível para o sistema principal. Notavelmente, os computadores portáteis com placas gráficas integradas irão reservar alguma memória para a GPU. Por exemplo, um computador portátil com 4 GB de RAM e uma placa gráfica integrada Intel irá mostrar apenas cerca de 3.7 GB de memória disponível.
Além disso, o mecanismo de despejo kdump do kernel de travamento, que é ativado por padrão na maioria dos sistemas Red  Hat Enterprise  Linux, reserva um pouco de memória para o kernel secundário utilizado no caso de o kernel principal falhar. Esta memória reservada também não será exibida como disponível ao usar o comando free. Para obter detalhes sobre kdump e seus requisitos de memória, consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 Kernel Crash Dump Guide.
Se você tem certeza de que sua memória não tem qualquer problema, você pode tentar e definir a quantidade de memória manualmente usando o kernel mem = .

Procedimento 7.7. Configurando a Memória Manualmente

  1. Inicie seu computador e espere até que o menu do carregador de inicialização apareça. Se você definir o período do timeout do seu carregador de inicialização para 0, segure a tecla Esc para acessá-lo.
  2. Quando o menu do carregador de inicialização aparecer, use as teclas de cursor para realçar a entrada que você deseja inicializar e pressione a tecla e para editar as opções desta entrada.
  3. Na lista de opções, encontre a linha do kernel, ou seja, a linha que começa com a palavra chave linux ( ou em alguns casos, linux16). Adicione a seguinte opção ao final desta linha:
    mem=xxM
    
    Substitua xx pela quantidade de memória RAM que você tem, em megabytes.
  4. Pressione F10 ou Ctrl+X para inicializar seu sistema com as opções editadas.
  5. Aguarde o sistema iniciar e se autenticar. Em seguida, abra uma linha de comando e execute o free-m novamente. Se a quantia total de RAM exibida pelo comando corresponder às suas expectativas, acrescente o seguinte à linha que começa com GRUB_CMDLINE_LINUX no / etc / default / grub para fazer a mudança permanente :
    mem=xxM
    
    Substitua xx pela quantidade de memória RAM que você tem, em megabytes.
  6. Depois de atualizar o arquivo e salvá-lo, atualize a configuração do carregador de inicialização para que a mudança tenha efeito. Execute o seguinte comando com privilégios de root:
    # grub2-mkconfig --output=/boot/grub2/grub.cfg
Em /etc/default/grub, o exemplo acima se pareceria com o seguinte:
GRUB_TIMEOUT=5
GRUB_DISTRIBUTOR="$(sed 's, release.*$,,g' /etc/system-release)"
GRUB_DEFAULT=saved
GRUB_DISABLE_SUBMENU=true
GRUB_TERMINAL_OUTPUT="console"
GRUB_CMDLINE_LINUX="rd.lvm.lv=rhel/root vconsole.font=latarcyrheb-sun16 rd.lvm.lv=rhel/swap $([ -x /usr/sbin/rhcrashkernel.param ] && /usr/sbin/rhcrashkernel-param || :) vconsole.keymap=us rhgb quiet mem=1024M"
GRUB_DISABLE_RECOVERY="true"
Veja Red Hat Enterprise Linux 7 System Administrator's Guide para obter mais informações sobre o carregador de inicialização do GRUB2.

7.3.7. Seu sistema está exibindo erros 'Signal 11'?

Um erro signal 11, normalmente chamado de falha de segmentação, significa que um programa acessou uma localidade de memória que não foi atribuída a ele. Um erro signal 11 pode ocorrer devido a um erro em um dos programas instalados, ou devido a hardware defeituoso.
Se você receber um erro fatal signal 11 durante a instalação, certifique-se de que você está usando as imagens de instalação mais recentes, e deixe Anaconda verificá-los para se certificar que não estão corrompidos. Mídia de instalação ruins (como um disco ótico indevidamente gravado ou riscado) são uma causa comum de erros signal 11. É recomendado verificar a integridade da mídia de instalação antes de cada instalação.
Para obter informações sobre como obter a mídia de instalação mais recente, veja Capítulo 1, Baixando o Red Hat Enterprise Linux. Para executar uma verificação de mídia antes de iniciar a instalação, anexe a opção de inicialização rd.live.check no menu de inicialização. Veja Seção 20.2.2, “Verificando a Mídia de Inicialização” para mais detalhes.
Se você executou uma verificação de mídia sem erros e você ainda tiver problemas com falhas de segmentação, isso normalmente significa que o sistema encontrou um erro de hardware. Neste caso, o problema é mais provável que seja na memória do sistema (RAM). Isso pode ser um problema, mesmo que você tenha usado anteriormente um sistema operacional diferente no mesmo computador sem erros. Em sistemas baseados em BIOS, você pode usar o módulo de teste de memória Memtest86 + incluído na mídia de instalação para realizar um teste completo da memória do seu sistema. Veja Seção 20.2.1, “Modo Teste de Carregamento de Memória (RAM)” para mais detalhes.
Outras possíveis causas estão além do escopo deste documento. Consulte a documentação do fabricante do hardware e também veja o Red Hat Hardware Compatibility List, disponível online em https://hardware.redhat.com.

Parte II. IBM Power Systems — instalação e inicialização

Esta parte do Red Hat Enterprise Linux Installation Guide inclui informações sobre instalações e soluções de problemas pós-instalação básicos para os servidores IBM Power Systems. Os servidores IBM Power Systems incluem os servidores IBM PowerLinux e POWER7 Power Systems executando em Linux. Para opções de instalação avançada, consulte Parte IV, “Opções avançadas de instalação”..

Importante

Lançamentos anteriores do Red Hat Enterprise Linux suportavam as arquiteturas 32 bits e 64 bits Power Systems (ppc e ppc64 respectivamente). O Red Hat Enterprise Linux 7 suporta somente servidores 64 bits Power Systems (ppc64).

Capítulo 8. Planejando para Instalação no IBM Power Systems

Este capítulo explica as decições e preparações que você irá precisar tomar quando decidir como proceder com a instalação.

8.1. Atualizar ou Instalar?

Embora as atualizações automáticas no local agora são suportadas, o suporte está atualmente limitado a sistemas AMD64 e Intel 64. Se você tiver uma instalação existente de uma versão anterior do Red Hat Enterprise Linux em um servidor IBM Power Systems, você deve executar uma instalação limpa a migrar para Red Hat Enterprise Linux  7. Uma instalação limpa é realizada por meio de backup de todos os dados do sistema, formatando partições do disco, fazendo uma instalação de Red Hat Enterprise Linux a partir da mídia de instalação e, em seguida, restaurando todos os dados do usuário.

8.2. Seu hardware é compatível?

Red Hat Enterprise Linux 7 é compatível com os servidores IBM Power Systems que usam as séries do processador POWER6 e POWER7 . Os processadores POWER5 e mais antigos não são mais suportados. A lista mais recente de hardware suportado pode ser encontrada no Red Hat Hardware Compatibility List, disponível online em https://hardware.redhat.com. Veja também as Red Hat Enterprise Linux capacidades de tecnologias e limites

8.3. Ferramentas de instalação IBM

IBM Installation Toolkit é um recurso opcional que acelera a instalação do Linux em IBM Power Systems e é útil especialmente para aqueles que não possuem conhecimento do Linux. Você pode usar o IBM Installation Toolkit para: [1]
  • Instalar e configurar o Linux em um servidor não virtualizado IBM Power Systems
  • Instalar e configurar o Linux em servidores com partições lógicas anteriormente configuradas (LPARs, também conhecidas como servidores virtualizados).
  • Instalar o serviço IBM e ferramentas de produtividade em um sistema Linux novo ou instalado anteriormente. O serviço da IBM e ferramentas de produtividade incluem utilitários de partições lógicas dinâmicas (DLPAR).
  • Atualizar o nível de firmware do sistema no servidor IBM Power Systems
  • Efetuar o diagnóstico ou operações de manutenção em sistemas instalados anteriormente.
  • Migrar um servidor LAMP (pilha de software) e dados de aplicativo de um sistema x para um sistema p. Um servidor LAMP é um conjunto de softwares open source. O LAMP é um acrônimo para Linux, Apache HTTP Server, o banco de dados relacional MySQL e a linguagem PHP (as vezes Perl ou Python).
A documentação para IBM Installation Toolkit para PowerLinux está disponível no Centro de Informações do Linux em http://publib.boulder.ibm.com/infocenter/lnxinfo/v3r0m0/topic/liaan/powerpack.htm
O serviço PowerLinux e ferramentas de produtividade é um conjunto opcional de ferramentas que incluem avisos de diagnósticos de serviços de hardware, ferrametas de produtividade e aviso de instalação para o sistema operacional Linux em servidores da IBM baseados na tecnologia POWER7, POWER6, POWER5, e POWER4.
A documentação para o serviço e ferramentas de produtividade está disponível no Centro de Informações do Linux em http://publib.boulder.ibm.com/infocenter/lnxinfo/v3r0m0/topic/liaau/liaauraskickoff.htm

8.4. Preparação para os Servidores IBM Power Systems

Importante

Assegure-se que o parâmetro de inicialização de base real está definido para c00000, caso contrário você pode encontrar erros como:
DEFAULT CATCH!, exception-handler=fff00300
Servidores de Sistemas IBM Power  oferecem muitas opções para particionamento, dispositivos virtuais ou nativos e consoles.
Se você está usando um sistema System p não-particionado, não precisa de nenhuma configuração pré-instalação. Para sistemas usando o console serial HVSI, conecte seu console à porta serial T2.
Se usar um sistema particionado, seja um IBM System p, os passos para criar a partição e iniciar a instalação são praticamente os mesmos. Você deve criar a partição no HMC e atribuir alguns recursos da CPU e memória, assim como recursos SCSI e Ethernet, que podem ser virtuais ou nativos. O HMC cria passos de assistência que te guiam através da criação.
Para maiores informações sobre a criação de partições, veja o PDF Particionando para Linux com um HMC no Centro de Informações de Sistemas de Hardware da IBM em: http://publib.boulder.ibm.com/infocenter/powersys/v3r1m5/topic/iphbi_p5/iphbibook.pdf
Se você está usando recursos SCSI virtuais, ao invés de SCSI nativos, deve configurar um 'link' para o SCSI virtual servindo a partição, e então configurar o próprio SCSI virtual. Você cria um 'link' entre o SCSI virtual cliente e os slots do servidor usando o HMC. Você pode configurar um servidor SCSI virtual no Virtual I/O Server (VIOS) ou IBM i , dependendo do modelo e opções disponíveis.
Se você estiver instalando usando o Intel iSCSI Remote Boot, todos os dispositivos de armazenamento conectados iSCSI devem ser desativados, caso contrário, a instalação será bem-sucedida, mas o sistema instalado não irá inicializar.
Para mais informações sobre dispositivos virtuais, veja a publicação do IBM Redbook Virtualizing an Infrastructure with System p and Linux em: http://publib-b.boulder.ibm.com/abstracts/sg247499.html
Uma vez configurado o sistema, você precisa ativar a partir do HMC ou ligá-lo. Dependendo do tipo de instalação sendo efetuada, talvez seja necessário configurar o SMS para inicializar o sistema corretamente no programa de instalação.

8.5. Destino de instalação suportados

Um destino de instalação é um dispositivo de armazenamento que irá armazenar Red Hat Enterprise Linux e inicializar o sistema. Red  Hat Enterprise  Linux suporta os seguintes destinos de instalação para sistemas AMD64 e Intel  64:
  • Armazenamento conectados por uma interface interna padrão, tal como um SCSI, SATA ou SAS.
  • Adaptadores Fibre Channel Host Bus e dispositivos multipath, alguns dos quais podem precisar drivers derivados de fabricantes.
  • Instalação Virtualizada em servidores de sistemas IBM Power Systems também é suportada ao utilizar os adaptadores Virtual SCSI (vSCSI) em clientes virtuais LPARs.
A Red  Hat não suporta a instalação para drives USB ou cartões de memória SD. Para obter informações sobre o suporte para tecnologias de virtualização de terceiros, consulte o Red Hat Hardware Compatibility List , disponível online em https://hardware.redhat.com.

Importante

Nos servidores IBM Power Systems, o módulo eHEA falha ao inicializar se huge pages de 16GB estiverem atribuídas ao sistema ou à partição e a linha de comando do kernel não contiver os parâmetros de páginas enormes. Portanto, quando você realizar uma instalação de rede através de um adaptador de ethernet eHEA IBM, você não poderá atribuir as páginas grandes ao sistema ou partição durante a instalação. Use large pages como alternativa.

8.6. Listas de Especificações do Sistema

O programa de instalação detecta automaticamente e instala o hardware do seu computador e você não costuma precisar fornecer o programa de instalação com todos os detalhes específicos sobre seu sistema. No entanto, ao realizar certos tipos de instalação, pode ser necessário saber detalhes específicos sobre o hardware . Por esta razão, recomenda-se que você grave as seguintes especificações do sistema para referência durante a instalação, dependendo do tipo de instalação.
  • Se você planeja usar um layout de partição padronizada, grave:
    • O número de modelo, tamanhos, tipos e interfaces dos discos rígidos anexados ao sistema. Por exemplo, Seagate ST3320613AS 320 GB em SATA0, Western Digital WD7500AAKS 750 GB em SATA1. Isto permitirá que você identifique discos rígidos específicos durante o processo de particionamento.
  • Se você estiver instalando um Red  Hat Enterprise  Linux como um sistema operacional adicional em um sistema existente, grave:
    • As informações sobre as partições usadas no sistema. Esta informação pode incluir tipos de sistema de arquivos, nomes de nós de dispositivos, etiquetas do sistema de arquivos e tamanhos. Isso permitirá que você identifique partições específicas durante o processo de particionamento. Lembre-se que diferentes sistemas operacionais identificam partições e unidades de forma diferente, por isso mesmo que o outro sistema operacional seja um sistema operacional Unix, os nomes de dispositivos podem ser relatados pelo Red  Hat Enterprise  Linux de forma diferente. Esta informação pode ser encontrada executando o equivalente ao comando mount e blkid e no arquivo /etc/fstab.
      Se você tiver outro sistema operacional já instalado, o instalador Red Hat Enterprise Linux 7 tenta detectar automaticamente e configurar o GRUB2 para inicializá-lo. Você pode configurar manualmente qualquer outro sistema operacional adicional se não for detectado adequadamente. Para mais informações, veja Seção 11.10.1, “Instalação do Carregador de Inicialização”.
  • Se você pretende instalar a partir de uma imagem em um disco rígido:
    • O disco rígido e diretório que possuem a imagem.
  • Se você pretende instalar a partir de uma localização de rede:
    • Os números de marca e modelo dos adaptadores de rede em seu sistema. Por exemplo Netgear GA311. Isto permitirá que você identifique os adaptadores ao configurar manualmente a rede.
    • endereços IP, DHCP, e BOOTP
    • Netmask
    • Endereço de IP do Gateway
    • Um ou mais endereços IP do servidor de nome (DNS)
    Se algum destes termos ou requisitos de rede não lhe são familiares, contate seu administrador de sistema para obter auxílio.
  • Se você pretende instalar a partir de uma localização de rede:
    • O local da imagem em um servidor FTP, HTTP (web), HTTPS (web) ou servidor NFS.
  • Se você planeja instalar em um iSCSI:
    • O local do alvo iSCSI. Dependendo de sua rede, você pode também precisar de um nome de usuário e senha CHAP e talvez um nome de usuário e senha CHAP revertido.
  • Se seu computador é parte de um domínio:
    • Você deve verificar se o nome do domínio será fornecido pelo servidor DHCP. Caso contrário, você precisará inserir o nome do domínio manualmente durante a instalação.

8.7. Você possui espaço suficiente em disco?

Red Hat Enterprise Linux, como a maioria dos sistemas operacionais atuais, usa partições de disco . Quando você instalar o Red  Hat Enterprise  Linux, você pode que trabalhar com partições de disco. Para mais informações sobre partições de disco, veja Apêndice A, Introdução às Partições de Disco.
O espaço de disco utilizado pelo Red Hat Enterprise  Linux deve ser diferente do espaço de disco utilizado por quaisquer outros SOs que estejam instalados em seu sistema.

Nota

Para servidores de Sistemas IBM Power  ao menos três partições (/, swap e uma partição de inicialização PReP) devem ser dedicadas ao Red Hat Enterprise Linux.
Para instalar Red Hat Enterprise Linux você deve ter um mínimo de 7.5 GB de espaço em qualquer espaço em disco não particionado ou partições que podem ser suprimidas. Para mais informações sobre recomendações de partição e de espaço em disco, consulte os tamanhos de partições recomendados discutidos na Seção 11.10.4.5, “Esquema de Particionamento Recomendado”.

8.8. RAID e outros dispositivos de disco

Algumas tecnologias de armazenamento requerem uma consideração especial quando se utiliza Red Hat Enterprise Linux. Geralmente, é importante entender como essas tecnologias são configuradas, visíveis para Red Hat Enterprise Linux, e como suporte para elas pode ter mudado entre versões principais.

8.8.1. Hardware RAID

O RAID, Redundant Array of Independent Disks (Conjunto Redundante de Discos Independentes), permite que um grupo de drives aja como um dispositivo único. Configure qualquer função de RAID fornecida pela placa principal do seu computador, ou anexado às placas de controller, antes de iniciar o processo de instalação. Cada conjunto de RAID ativo aparece como um drive dentro do Red  Hat Enterprise  Linux.

8.8.2. RAID por software

Em sistemas com mais de um disco rígido, você pode usar o programa de instalação do Red  Hat Enterprise  Linux para operar várias unidades como uma matriz de RAID software Linux. Com uma matriz RAID software, funções RAID são controladas pelo sistema operacional ao invés de hardware dedicado. Estas funções são explicadas em detalhes no Seção 11.10.4, “Particionamento manual”.

8.8.3. USB Disks

Você pode conectar e configuar armazenamento de USB externo após a instalação. A maioria destes dispositivos são reconhecidos pelo kernel e disponível para uso naquele momento.
Alguns USB drive podem não ser reconhecidos pelo instalador. Se a configuração destes discos no momento da instalação não for vital, disconecte-os para evitar qualquer problemas futuros.

8.9. Escolher um método de inicialização de instalação

Você pode usar vários métodos para iniciar o instalador Red Hat Enterprise Linux 7. O método escolhido depende da sua mídia de instalação.
Instalação completa (DVD ou drive USB)
Você pode criar media de inicialização a partir da imagem ISO de DVD de instalação completa. Neste caso, uma única unidade de DVD ou USB pode ser usada para completar toda a instalação - a qual vai servir tanto como um dispositivo de inicialização e como fonte de instalação para a instalação de pacotes de software. Veja Capítulo 2, Criando Mídia para obter instruções sobre como fazer um DVD de instalação completa ou drive USB.
Inicialização mínima de CD, DVD ou USB Flash Drive
Um CD, DVD ou unidade flash USB de inicialização mínima, é criado usando uma imagem ISO pequena, que só contém dados necessários para inicializar o sistema e iniciar o instalador. Se você usar essa mídia de inicialização, você precisará de uma fonte de instalação adicional a partir do qual os pacotes serão instalados. Veja Capítulo 2, Criando Mídia para obter instruções sobre como fazer CDs de inicialização, DVDs e unidades flash USB.
Servidor PXE
Um ambiente de execução do servidor de pré-inicialização (PXE) permite que o programa de instalação inicialize através da rede. Depois de iniciar o sistema, você concluirá a instalação a partir de uma fonte de instalação diferente, como um disco rígido local ou um local em uma rede. Para mais informações sobre servidores PXE, consulte Capítulo 21, Preparando para uma instalação de Rede..

8.10. Automatizando a Instalação com o Kickstart

Red Hat Enterprise Linux 7 oferecem um meio de automatizar o processo de instalação, quer parcial ou totalmente utilizando Kickstart file. Arquivos de Kickstart contém respostas para todas as perguntas normalmente feitas pelo programa de instalação, como o fuso horário que você quer que o sistema use, como os drives devem ser particionados ou quais pacotes devem ser instalados. Fornecer um arquivo de Kickstart preparado para o instalador, portanto, permite que o instalador execute a instalação completa automaticamente (ou parte dela), sem a necessidade de qualquer intervenção do usuário. Isto é especialmente útil ao implantar o Red Hat Enterprise Linux em diversos sistemas de uma só vez.
Além de permitir que você automatize a instalação, arquivos de Kickstart também oferecerão mais opções em relação à seleção de software. Ao instalar Red Hat Enterprise Linux manualmente usando o instalador gráfico, sua seleção de software é limitada a ambientes e complementos pré-definido. Um arquivo de Kickstart permite que você também instale ou remova pacotes individuais.
Para obter instruções sobre a criação de um arquivo de Kickstart e usá-lo para automatizar a instalação, veja Capítulo 23, Instalações pelo Kickstart.


[1] Partes desta seção eram publicadas anteriormente no recurso de Informações do Linux para sistemas IBM da IBM em http://publib.boulder.ibm.com/infocenter/lnxinfo/v3r0m0/index.jsp?topic=%2Fliaay%2Ftools_overview.htm

Capítulo 9. Atualizando drivers durante a instalação em IBM Power Systems

Na maioria dos casos, o Red  Hat Enterprise  Linux já inclui os drivers para os dispositivos que constituem seu sistema. No entanto, se seu sistema contiver hardware que foi lançado recentemente, os drivers para este hardware talvez ainda não estejam incluídos. Às vezes, uma atualização de driver que fornece suporte para um novo dispositivo pode estar disponível na Red  Hat ou seu fornecedor de hardware em um disco de driver que contém pacotes RPM. Normalmente, o disco de driver está disponível para download como um arquivo de imagem ISO.

Importante

Atualizações de drivers devem ser executadas somente se um driver que estiver faltando o impedir de concluir a instalação com sucesso. Os drivers incluídos no kernel devem sempre ter preferência sobre drivers fornecidos por outros meios.
Geralmente, você não precisa de novo hardware durante o processo de instalação. Por exemplo, se você usar um DVD para instalar em um disco rígido local, a instalação será bem sucedida, mesmo se os drivers para sua placa de rede não estiverem disponíveis. Em situações como esta, conclua a instalação e adicione o suporte para o novo hardware depois — consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 System Administrator's Guide para detalhes sobre como adicionar este suporte.
Em outras situações, você pode querer adicionar drivers para um dispositivo durante o processo de instalação para suportar uma configuração em particular. Por exemplo, você pode querer instalar drivers para um dispositivo de rede ou uma placa de adaptador de armazenamento para dar acesso ao programa de instalação para os dispositivos de armazenamento que seu sistema utiliza. Você pode usar um disco de driver para atualizar este suporte durante a instalação em uma das seguintes duas formas:
  1. coloque o arquivo de imagem ISO do disco de driver em um local acessível para o programa de instalação, em um hard drive local, em um flash drive de USB ou em um CD ou DVD.
  2. crie um disco de driver extraindo o arquivo de imagem em um CD ou um DVD, ou uma unidade flash USB. Veja as instruções para fazer discos de instalação em Seção 2.1, “Criando um CD ou DVD de Instalação” para mais informações sobre como gravar arquivos de imagem ISO em um CD ou DVD e Seção 2.2, “Criando mídia USB de instalação” para mais instruções sobre como gravar imagens ISO em USB drives.
Se a Red Hat, seu fabricante de hardware, ou um terceiro de confiança lhe falar que você precisa de uma atualização de driver durante o processo de instalação, escolha o método para fornecer a atualização a partir dos métodos descritos neste capítulo e teste-o antes de iniciar a instalação. Não realize uma atualização de driver durante a instalação a menos que você esteja certo de que seu sistema necessite. A presença de um driver em um sistema para o qual não tenha sido necessário, pode complicar o suporte.

9.1. Limitações de atualizações de drivers durante a instalação

Você não pode usar uma atualização de driver para substituir aquela que o programa de instalação já carregou. Ao invés disso, conclua a instalação com os drivers que o programa de instalação carregou e atualize para os novos drivers após a instalação.

9.2. Preparando para uma atualização de driver durante a Instalação

Se uma atualização de driver for necessária e disponível em seu hardware, a Red Hat, seu fabricante de hardware, ou um fabricante terceirizado geralmente poderá fornecê-la em forma de um arquivo de imagem em formato ISO. Quando você obtiver a imagem ISO, você precisa decidir sobre o método que deseja utilizar para realizar a atualização do driver.
Os métodos disponiveis são:
Atualização de driver automática
Ao iniciar a instalação, o instalador tentará detectar todos os dispositivos de armazenamento conectados. Se houver um dispositivo de armazenamento rotulado OEMDRV presente quando a instalação começar, o Anaconda sempre irá tratá-lo como um disco de atualização de driver e tentará carregar os drivers presentes nele.
Atualização de driver assistida
Você pode especificar a opção de inicialização inst.dd quando iniciar a instalação. Se você usar esta opção, sem nenhum parâmetro, o Anaconda irá mostrar uma lista de todos os dispositivos de armazenamento conectados ao sistema, e ele irá pedir que você selecione um dispositivo que contém uma atualização de driver.
Atualização de driver manual
Você pode especificar a opção de inicialização inst.dd= location quando iniciar a instalação, onde location é o caminho para um disco de atualização de driver ou uma imagem ISO. Quando você especificar esta opção, o Anaconda tentará carregar as atualizações de drivers que se encontram no local especificado. Com atualizações de drivers manuais, você poderá especificar tanto os dispositivos disponíveis no local de armazenamento, quanto em um local de rede (um servidor HTTP, HTTPS or FTP).
Se você quiser usar o método de atualização de driver automático, você deve criar um dispositivo de armazenamento rotulado OEMDRV , e deve estar fisicamente ligado ao sistema de instalação. Para usar o método assistido, você pode usar qualquer dispositivo de armazenamento local qualquer rótulo que não seja OEMDRV . Para usar o método manual, você pode usar qualquer armazenamento local com uma etiqueta diferente, ou em um local acessível a partir do sistema de instalação de rede.

Importante

Certifique-se de inicializar a rede usando a opção ip = ao carregar uma atualização de driver a partir de um local de rede. Veja Seção 20.1, “Configurando o Sistema de Instalação no Menu de Inicialização” para mais detalhes.

9.2.1. Preparando para usar um arquivo de imagem de atualização de driver em um armazenamento local.

Se você utilizar um dispositivo de armazenamento local para fornecer o arquivo ISO, tal como um hard drive ou flash drive, você pode fazer com que o programa de instalação reconheça-o automaticamente rotulando adequadamente o dispositivo. Somente se não for possível, instale a atualização manualmente como descrito abaixo.
  • Para que o programa de instalação reconheça o disco de driver automaticamente, o rótulo do volume do dispositivo de armazenamento deve ser OEMDRV. Da mesma forma, você irá precisar extrair o conteúdo do arquivo de imagem ISO para o diretório root do dispositivo de armazenamento ao invés de copiar a própria imagem do ISO. Veja Seção 9.3.1, “Atualização de Driver Automática”. Note que a instalação de um driver de um dispositivo rotulado como OEMDRV é sempre recomendada e preferida ao invés da instalação manual.
  • Para instalações manuais, simplesmente copie a imagem ISO, como um arquivo único, para o dispositivo de armazenamento. Você pode renomear o arquivo se desejar, mas não pode mudar a extensão do nome de arquivo, a qual deve ficar como .iso, por exemplo dd.iso. Veja Seção 9.3.2, “Atualização de Driver Assistida” para aprender a selecionar a atualização do driver manualmente durante a instalação.

9.2.2. Preparando um disco de driver.

Você pode criar um disco de atualização de driver no CD ou DVD. Veja Seção 2.1, “Criando um CD ou DVD de Instalação” para saber mais sobre gravar discos a partir de arquivos de imagens.
Depois que você gravar um disco de CD ou DVD de atualização de driver, verifique se o disco foi criado com sucesso ao inserí-lo em seu sistema e navegar nele usando o gerente de arquivo. Deverá aparecer um arquivo único com o nome de rhdd3, que é um arquivo de assinatura que contém a descrição do disco do driver e um diretório rpms, que contém os pacotes RPM com os drivers para diversas arquiteturas.
Se você vir somente um arquivo finalizado em .iso, então você não criou o disco corretamente e deve tentar novamente. Certifique-se que escolheu uma opção semelhante à Copiar a partir da imagem se você usar um desktop Linux ao invés de um GNOME ou se você usar um sistema operacional diferente.

9.3. Executando uma atualização de driver durante a instalação

No início do processo da instalação, você pode realizar uma atualização de driver das seguinets formas:
  • deixe o programa de instalação encontrar e oferecer uma atualização de driver automaticamente para a instalação,
  • deixe que o programa de instalação solicite que você localize uma atualização de driver,
  • especifique manualmente um caminho para a imagem de atualização do driver ou um pacote de RPM.

Importante

Sempre certifique-se de colocar seus discos de atualização de driver em uma partição de disco padrão. Armazenamento avançado, como um RAID ou volumes LVM, podem não ser acessíveis durante o estágio inicial da instalação quando você realizar atualizações de driver.

9.3.1. Atualização de Driver Automática

Para que o programa de instalação reconheça automaticamente um disco de atualização de driver, conecte um dispositivo de bloco com rótulo de volume OEMDRV para o seu computador antes de iniciar o processo de instalação.
Quando a instalação for iniciada, ele detectará todos os armazenamento disponíveis ligados ao sistema. Se ele encontrar um dispositivo de armazenamento rotulado OEMDRV , ele irá tratá-lo como um disco de atualização de driver e tentará carregar atualizações de drivers deste dispositivo. Você será solicitado a selecionar quais drivers carregar:
Selecionando um Driver

Figura 9.1. Selecionando um Driver

Pressione teclas de número para alternar a seleção em drivers individuais. Quando estiver pronto, pressione c para instalar os drivers selecionados e proceder com a interface de usuário gráfico Anaconda.

9.3.2. Atualização de Driver Assistida

É sempre recomendável ter um dispositivo de bloco com o rótulo de volume OEMDRV disponível para instalar um driver durante a instalação. No entanto, se tal dispositivo for detectado e a opção inst.dd for especificada na linha de comando de boot, o programa de instalação permitirá que você encontre o disco de driver no modo interativo. Na primeira etapa, selecione uma partição de disco local a partir da lista para Anaconda verificar os arquivos ISO. Em seguida, selecione um dos arquivos ISO detectados. Finalmente, selecione um ou mais drivers disponíveis. A imagem abaixo demonstra o processo na interface do usuário de texto com etapas individuais destacadas.
Selecionando um Driver de forma Interativa

Figura 9.2. Selecionando um Driver de forma Interativa

Nota

Se você extraiu o arquivo de imagem ISO e o gravou em um CD ou DVD, mas a mídia não tem o rótulo de volume OEMDRV, use o inst.dd sem argumentos e use o menu para selecionar o dispositivo ou use a seguinte opção de inicialização para o programa de instalação para fazer a varredura da mídia para os drivers:
inst.dd=/dev/sr0
Pressione teclas de número para alternar a seleção em drivers individuais. Quando estiver pronto, pressione c para instalar os drivers selecionados e proceder com a interface de usuário gráfico Anaconda.

9.3.3. Atualização de Driver Manual

Para a instalação do driver manual, prepare um arquivo de imagem ISO contendo os seus drivers para um local acessível, como um flash drive de USB ou um servidor da Web, e o conecte ao seu computador. Na tela de boas-vindas, pressione Tab para exibir a linha de comando de inicialização e anexe a opção inst.dd= localização à ele, onde localização é um caminho para o disco de atualização do driver:
Especificando um Caminho para uma Atualização de Driver

Figura 9.3. Especificando um Caminho para uma Atualização de Driver

Geralmente, o arquivo de imagem é localizado em um servidor da Web (por exemplo, http://server.example.com/dd.iso) ou em um USB flash drive (por exemplo, /dev/sdb1). É também possível especificar um pacote RPM contendo uma atualização de driver (por exemplo, http://server.example.com/dd.rpm).
Quando estiver pronto, pressione Enter para executar o comando de inicialização. Depois, seus drivers selecionados serão carregados e o processo de instalação irá proceder normalmente.

9.3.4. Fazendo um blacklist em um Driver

Um driver com defeito pode impedir que um sistema inicialize normalmente durante a instalação. Quando isso acontece, você pode desativar o driver (ou fazer um blacklist), personalizando a linha de comando de inicialização. No menu de inicialização, exiba a linha de comando de inicialização pressionando a tecla Tab. Em seguida, acrescente a opção modprobe.blacklist=driver_name. Substitua driver_name por nomes de um driver ou drivers que você deseja desativar, por exemplo:
modprobe.blacklist=ahci
Observe que os drivers que foram colocados na lista negra durante a instalação usando a opção de inicialização modprobe.blacklist= permanecerão desativados no sistema instalado e aparecerão na /etc/modprobe.d/anaconda-blacklist.conf. Para mais informações sobre a lista negra de drivers e outras opções de inicialização, veja Capítulo 20, Opções de Inicialização.

Capítulo 10. Inicializando para Instalação no IBM Power Systems

A mídia de instalação utiliza o bootloader yaboot para iniciar servidores IBM Power Systems. Quando o processo de instalação estiver completo, o servidor irá inicializar usando GRUB2 (Grande Unified Bootloader versão 2). Para mais informações sobre GRUB2, veja Seção 11.10.1, “Instalação do Carregador de Inicialização”.
Para inicializar um sistema IBM Power Systems a partir de um DVD, você deve especificar o dispositivo de inicialização da instalação no menu Serviços de Administração do Sistema (SMS).
Para entrar nos Serviços de Administração do Sistema GUI (gráficos), pressione a tecla 1 durante o processo de inicialização quando você ouvir o som da campainha. Isto apresenta uma interface gráfica similar àquela descrita nesta seção.
Em um console de texto, pressione 1 quando o auto-teste exibir o banner juntamente aos componentes testados:
O Console SMS

Figura 10.1. O Console SMS

No menu SMS, selecione a opção Selecionar Opções de Inicialização. Neste menu, escolha Selecionar Instalar ou Iniciar um Dispositivo de Inicialização. Ali, escolha CD/DVD e então o tipo de canal (SCSI, na maioria dos casos). Se você não estiver certo, selecione visualizar todos os dispositivos, incluindo adaptadores de rede e discos rígidos.
Finalmente, selecione o dispositivo contendo o DVD de instalação. O Yaboot é carregado a partir deste dispositivo e lhe é apresentado um prompt boot:. Para iniciar uma instalação gráfica, passe a opção de inicialização inst.vnc agora. Pressione Enter ou espere até que o tempo limite expire para que a instalação comece.

Importante

Como os servidores do IBM Power Systems usam primeiramente consoles de texto, o Anaconda não iniciará automaticamente uma instalação gráfica. No entanto, o programa de instalação do gráfico oferece mais recursos e padronização e é recomendado se seu sistema possuir um display gráfico.
Para iniciar uma instalação gráfica, passe a opção de inicialização inst.vnc (veja Habilitando Acesso Remoto).
Use yaboot com vmlinuz e initrd.img para inicializar seu sistema sob a rede. Você não pode usar o arquivo ppc64.img para inicializar sob a rede, este arquivo é muito grande para o TFTP.

Importante

Em algumas máquinas o yaboot pode não inicializar, retornando as seguintes mensagem de erro:
Cannot load initrd.img: Claim failed for initrd memory at 02000000 rc=ffffffff
Para solucionar este problema, mude o real-base para c00000. Você pode obter o valor de real-base da seleção de OpenFirmware com o comando printenv e configurar o valor com o setenv

10.1. O menu de Inicialização

O programa de instalação exibe, a solicitação boot: prompt. Por exemplo:
IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM 
IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM 
IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM 
IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM IBM 
/
Elapsed time since release of system processors: 276 mins 49 secs

System has 128 Mbytes in RMA
Config file read, 227 bytes


Welcome to the 64-bit Red Hat Enterprise Linux 7.0 installer!
Hit <TAB> for boot options.


Welcome to yaboot version 1.3.17 (Red Hat 1.3.17-12.el7)
Enter "help" to get some basic usage information
boot:
Para continuar com a instalação, digite linux e pressione Enter.
Você também pode especificar opções de inicialização nesta solicitação, consulte o Capítulo 20, Opções de Inicialização para mais informações. Por exemplo, para usar o programa de instalação para recuperar um sistema instalado anteriormente, digite linux inst.rescue e pressione Enter.
O exemplo a seguir demonstra a opção de inicialização do inst.vnc sendo passada para iniciar uma instalação gráfica:
boot:
* linux                    
boot: linux inst.vnc  
Please wait, loading kernel...

10.2. Instalando a Partir de uma Fonte Diferente

Você poderá instalar o Red Hat Enterprise Linux a partir das imagens ISO guardadas no disco rígido ou a partir da rede, usando os métodos NFS, FTP, HTTPS ou HTTP. Os usuários mais experientes usam normalmente um destes métodos por ser mais rápido de ler os dados por meio de um disco rígido ou de um servidor de rede do que a partir um DVD.
A seguinte tabela resume os diferentes métodos de inicialização e os métodos de instalação recomendados para usar com cada um:

Tabela 10.1. Métodos de Inicialização e Fontes de Instalação

Método de InicializaçãoFonte de instalação
Mídia de Instalação completa (DVD ou USB)A própria mídia de inicialização
A mídia de inicialização mínima (CD ou USB)Instalação completa da imagem ISO de DVD ou árvore de instalação extraída desta imagem, colocada em um local de rede ou em um disco rígido.
Inicialização de Rede (PXE)Imagem ISO de DVD de instalação completa ou árvore de instalação extraída desta imagem, colocada em um local de rede.

10.3. Inicializando a partir da Rede utilizando o Servidor de instalação Yaboot

Para inicializar com um servidor de instalação yaboot, você precisa de um servidor configurado adequadamente, e uma interface de rede em seu computador que suporte um servidor de instalação. Para informações sobre como configurar um servidor de instalação, consulte o Capítulo 21, Preparando para uma instalação de Rede..
Configure o computador para inicializar a partir da interface de rede, selecionando as Selecionar as Opções de Inicialização no menu SMS, depois Selecionar Instalação/Instalar Dispositivo. Finalmente, selecione seu dispositivo de rede a partir da lista de dispositivos disponíveis.
Depois que você configurar a inicialização adequadamente a partir de um servidor de instalação, o computador pode inicializar o sistema de instalação do Red  Hat Enterprise  Linux sem qualquer outra mídia.
Para inicializar um computador a partir de um servidor de yaboot:

Procedimento 10.1. Como iniciar o programa de instalação a partir da rede usando PXE

  1. Certifique-se de que o cabo de rede esteja conectado. A luz indicadora de ligação no soquete de rede deve estar acesa, mesmo que o computador não esteja ligado.
  2. Ligue o computador.
  3. Dependendo do seu hardware, é bem provável que a configuração de rede e informações de diagnóstico aparecem antes que seu computador se conecte a um servidor PXE. Então você verá um menu com opções de acordo com a forma como o servidor PXE está configurado. Pressione a tecla do número que corresponde à opção desejada. No caso de você não tiver certeza de qual opção você deve selecionar, pergunte ao seu administrador do servidor.
Se seu PC não inicializar do servidor de rede, certifique-se que o SMS está configurado para iniciar primeiro a partir da interface de rede correta. Consulte sua documentação do hardware para mais informações.

Capítulo 11. Instalando Red Hat Enterprise Linux no IBM Power Systems

Este capítulo descreve o processo de instalação com o programa de instalação Anaconda . No Red Hat Enterprise Linux 7, o programa de instalação permite que você configure as etapas de instalação individuais na ordem que você escolher, ao contrário de uma instalação fixa tradicional passo-a-passo. Durante a configuração, antes de iniciar a instalação real, você pode inserir várias seções da interface do usuário a partir de um menu central. Nessas seções, você pode configurar o suporte ao idioma em seu sistema, configurar a rede e dispositivos de armazenamento, ou selecionar os pacotes para instalação. Mais tarde você poderá voltar a cada seção para revisar as configurações antes de prosseguir com a instalação.

11.1. Opções de Modo de Instalação

Você pode instalar o Red Hat Enterprise Linux 7 em modo gráfico ou em modo texto. Embora o modo gráfico seja recomendado e preferível para a instalação e contenha todas as opções para configurar, ambos os modos seguem o layout de um menu resumido com várias seções que podem ser inseridas e reinseridas de acordo com sua necessidade, como demonstrado nas imagens abaixo.
A tela Installation Summary

Figura 11.1. A tela Installation Summary

A tela Sumário de Instalação em Modo Texto

Figura 11.2. A tela Sumário de Instalação em Modo Texto

Embora as instalações de modo texto não sejam documentadas explicitamente, aquelas que utilizam o programa de instalação em modo texto podem seguir facilmente as instruções de instalação do GUI. Veja Seção 11.1.2, “Instalação em Modo Texto” também. Note que algumas opções de instalação, como o particionamento padronizado, não estão disponíveis no modo texto.

11.1.1. Modo Gráfico de Instalação

Se você já usou uma interface gráfica de usuário (GUI) antes, está familiarizado com este processo. Use seu mouse para navegar pelas telas, clicar em botões ou digite o texto nos campos apresentados.
Você pode navegar pela instalação utilizando seu teclado. Use as teclas Tab e Shift+Tab para passar pelos elementos de controle ativos na tela, as teclas de setas Upe Down para rolar pelas listas, e as chaves de seta Left e Right para rolar pela barra de ferramentas horizontal ou entradas de tabela. Use as teclas Space e Enter para selecionar ou remover um item da seleção, ou para expandir e diminuir as listas suspensas. Você também poderá usar a combinação de comando da tecla Alt+X como forma de clicar nos botões ou fazer outras seleções de tela, onde X é substituído por qualquer letra sublinhada dentro da tela depois que você pressionar Alt.
Se você quiser executar uma instalação gráfica com um sistema que não tem capacidade de visualização gráfica, como um sistema particionado, você pode usar o VNC. Para mais informações sobre como executar uma instalação gráfica usando o VNC, consulte Capítulo 22, Instalação com um VNC..

Nota

Se você não quiser usar o interface gráfica (GUI) do programa de instalação, o programa de instalação em modo texto também está disponível. Para iniciá-lo, use o seguinte comando no prompt boot::
linux inst.text
Consulte Seção 10.1, “O menu de Inicialização” para uma descrição do menu de instalação do Red Hat Enterprise Linux e para Seção 11.1.2, “Instalação em Modo Texto” para obter uma visão geral breve das instruções de instalação em modo texto.
No entanto, é altamente recomendado usar o modo gráfico para instalação, pois oferece a funcionalidade completa do programa de instalação do Red  Hat Enterprise  Linux, incluindo a configuração do LVM, que não é disponibilizada durante o modo texto de instalação.
Usuários que precisem usar o programa de instalação no modo texto podem seguir as instruções da instalação em modo gráfico para obter todas as informações necessárias.

11.1.1.1. Consoles Virtuais e tmux Windows

O programa de instalação do Red Hat Enterprise Linux oferece mais do que a interface de usuário gráfica. Há diversas mensagens de diagnóstico disponíveis, além de oferecer um meio de inserir comandos em uma janela do prompt. Estes recursos adicionais são fornecidos no chamado consoles virtuais e o multiplexer do terminal tmux .
Um console virtual é uma janela de comandos em um ambiente não-gráfico, acessado fisicamente pela máquina e não remotamente. Diversos consoles virtuais estão disponíveis simultaneamente.
Estes consoles virtuais são úteis caso você encontre um problema durante a instalação do Red Hat Enterprise Linux. As mensagens exibidas nos consoles de instalação ou do sistema podem ajudar a identificar um problema. Consulte a tabela abaixo para uma listagem dos consoles virtuais, sequências de teclas usadas pra alternar entre eles, assim como o seu conteúdo.

Nota

Em geral, não há nenhuma razão para deixar o ambiente de instalação gráfico padrão a menos que você precise diagnosticar um problema de instalação.

Tabela 11.1. Disponível Tmux Windows

WindowAtalho do TecladoConteúdo
1Ctrl+b 1janela do programa de instalação principal– contém informações de depuração a partir do programa de instalação.
2Ctrl+b 2solicitação de shell com acesso root
3Ctrl+b 3log de instalação – exibe mensagens armazenadas em /tmp/anaconda.log
4Ctrl+b 4log de armazenamento – exibe mensagens relacionadas ao dispositivos de armazenamento do kernel e serviços de sistema, armazenado no /tmp/storage.log
5Ctrl+b 5log de programa – exibe mensagens de outros utilitários de sistema, armazenados em /tmp/program.log
Para acessar as janelas do tmux, primeiro mude para o primeiro console virtual utilizando Ctrl+Alt+F1. Depois, use os atalhos de teclado listados acima para mudar entre a janela disponível no console. Você também pode usar o Ctrl+b p para mudar para a janela anterior e Ctrl+b n para mudar para a próxima janela.
Note que os atalhos de teclado usados para mudar entre as janelas do tmux são de duas partes. Não pressione todas as teclas listadas ao mesmo tempo. Primeiro pressione Ctrl+b, depois solte estas teclas e pressione o tecla de número para a janela que você quer utilizar.
Para retornar para a interface de instalação gráfica de outro console virtual, pressione primeiro Ctrl+b 1 para retornar para a primeira janela tmux e depois retornar para o console virtual 6 usando Ctrl+Alt+F6 ou Ctrl+F6.

11.1.1.2. Usando o HMC vterm

O HMC vterm é o console para quaisquer sistemas IBM Power System particionados. Abra o console clicando com o botão direito do mouse na partição no HMC, e então selecionando Open Terminal Window (Abrir Janela do Terminal). Apenas um único vterm pode estar conectado ao console em um determinado momento e não há acesso por console para sistemas particionados além do vterm. Isto é freqüentemente chamado de console virtual, mas é diferente dos consoles virtuais da Seção 11.1.1.1, “Consoles Virtuais e tmux Windows”.

11.1.2. Instalação em Modo Texto

Além do modo gráfico, Anaconda também inclui um instalador baseado em texto.
Se uma das seguintes situações ocorrer, a instalação usa o modo texto:
  • O sistema de instalação falha ao identificar o hardware de exibição em seu computador,
  • Você escolhe a instalação do modo texto, adicionando a opção inst.text na linha de comando de inicialização.
  • Você usava um arquivo do Kickstart para automatizar a instalação, e o arquivo que você forneceu contém o comando text.
A tela Sumário de Instalação em Modo Texto

Figura 11.3. A tela Sumário de Instalação em Modo Texto

Importante

A Red Hat recomenda que você instale o Red  Hat Enterprise Linux utilizando uma interface gráfica. Se você estiver instalando um Red Hat Enterprise Linux em um sistema que não possui uma exibição gráfica, considere realizar a instalação em uma conexão VNC – veja Capítulo 22, Instalação com um VNC.. O programa de instalação de modo texto solicitará que você confirme o uso do modo texto se ele detectar que é possível uma instalação baseada em VNC.
Se seu sistema possuir uma exibição gráfica, mas a instalação gráfica falhar, tente inicializar com a opção inst.xdriver=vesa – veja Capítulo 20, Opções de Inicialização.
Como forma alternativa, considere uma instalação do Kickstart. Veja Capítulo 23, Instalações pelo Kickstart para mais informações.
O modo texto apresenta um processo de instalação mais simples e certas opções que estão disponíveis no modo gráfico não estão também disponíveis no modo texto. Estas diferenças são anotadas na descrição do processo de instalação deste guia, e incluem:
  • configurando métodos de armazenamento avançados tais como LVM, RAID, FCoE, zFCP, e iSCSI.
  • padronizando o layout da partição,
  • padronizando o layout do carregador de inicialização,
  • selecionando os pacotes de complemento durante a instalação
  • configurando o sistema instalado com o utilitário Configuração Inicial
  • idioma e configuração de teclado

Nota

Quando as tarefas de segundo plano relacionadas estiverem sendo executadas, alguns itens podem ficar temporariamente indisponíveis ou exibir o rótulo Processing.... Para atualizar o estado atual dos itens de menu de texto, use a opção r no prompt do modo texto.
Se você escolher instalar Red Hat Enterprise Linux em modo texto, você pode ainda configurar seu sistema para usar uma interface gráfica após a instalação. Veja Red Hat Enterprise Linux 7 System Administrator's Guide para obter instruções.
Para configurar opções não disponíveis no modo texto, considere o uso de uma opção de inicialização. Por exemplo, a opção ip pode ser usada para configurar a rede. Consulte Seção 20.1, “Configurando o Sistema de Instalação no Menu de Inicialização” para obter instruções.

11.2. Tela de boas-vindas e seleção de idiomas

A primeira tela do programa de instalação é a Bem-vindo ao Red  Hat Enterprise  Linux  7.0 . Aqui você seleciona o idioma que o Anaconda irá usar para o resto da instalação. Esta seleção também se tornará o padrão para o sistema instalado, a não ser se alterado posteriormente. No painel esquerdo, selecione o idioma de escolha, por exemplo Inglês . Depois, você pode selecionar um local específico para sua região no painel direito, por exemplo Inglês (Estados Unidos) .

Nota

Uma língua é pré-selecionada por padrão no topo da lista. Se o acesso à rede estiver configurado neste momento (por exemplo, se você iniciou a partir de um servidor de rede, em vez de uma mídia local), o idioma pré-selecionado será determinado com base na detecção de localização automática, utilizando o módulo GeoIP.
Como forma alternativa, digite seu idioma preferido na caixa de seleção como exibido abaixo.
Depois que você fez sua seleção, clique em Continuar para continuar com a tela Sumário de Instalação
Configuração do Idioma

Figura 11.4. Configuração do Idioma

11.3. A Tela do Sumário de Instalação

A tela do menu de Sumário de Instalação é o local central para configurar uma instalação.
A tela Installation Summary

Figura 11.5. A tela Installation Summary

Ao invés de direcioná-lo através das telas consecutivas, o programa de instalação Red Hat Enterprise Linux permite que você configure sua instalação na ordem de sua escolha.
Use o mouse para selecionar um item de menu para configurar uma seção da instalação. Quando você tiver concluído a configuração de uma seção, ou se você quiser completar essa seção mais tarde, clique no botão Done localizado no canto superior esquerdo na tela.
Somente as seções marcadas com um símbolo de aviso são obrigatórias. Uma nota na parte inferior da tela avisa que estas seções devem ser concluídas antes da instalação começar. As seções restantes são opcionais. A configuração atual é resumida abaixo do título de cada seção. Usando isso, você poderá determinar se você precisa visitar a seção para configurá-lo depois.
Depois que todas as seções necessárias estiverem completas, clique em Iniciar Instalação. Também veja Seção 11.12, “Iniciar Instalação”.
Para cancelar a instalação, clique em Quit.

Nota

Quando as tarefas de segundo plano relacionadas estiverem sendo executadas, alguns itens podem ficar temporariamente indisponíveis.
Se você usou uma opção de Kickstart ou uma opção de linha de comando de inicialização para especificar um repositório de instalação em uma rede, mas nenhuma rede está disponível no início da instalação, o programa de instalação exibirá a tela de configuração para que você possa configurar uma conexão de rede antes de exibir a tela resumo da instalação.
Tela de Configuração de Rede Quando Não Há Rede Detectada

Figura 11.6. Tela de Configuração de Rede Quando Não Há Rede Detectada

Você pode pular esta etapa se você estiver instalando a partir de um DVD de instalação ou outra mídia local acessível, e você está certo que você não vai precisar de rede para concluir a instalação. No entanto, a conexão de rede é necessária para instalações da rede (veja Seção 6.7, “Fonte de Instalação” ) ou para a criação de dispositivos de armazenamento avançados (veja Seção 6.11, “Dispositivos de Armazenamento”). Para mais detalhes sobre como configurar uma rede no programa de instalação, consulte Seção 6.8, “Rede & Hostname”.

11.4. Data & Hora

Para configurar a área, data e configurações opcionais para o tempo de rede, selecione Date & Time no Sumário de Instalação
Existem três formas para você selecionar uma área:
  • Usando seu mouse no mapa interativo, você pode selecionar uma cidade específica Um ponto vermelho aparece indicando sua seleção.
  • Você também pode descer até os menus suspensos Região e Cidade no topo da tela para selecionar seu fuso horário.
  • Selecione Etc no final do menu suspenso Region e selecione seu fuso horário no próximo menu ajustado para GMT/UTC, por exemplo GMT+1.
Se sua cidade não estiver disponível no mapa ou no menu suspenso, selecione uma cidade grande mais próxima que esteja no mesmo fuso horário.

Nota

A lista de cidades e regiões disponíveis vem do domínio público Time Zone Database (tzdata), o qual é mantido pelo Internet Assigned Numbers Authority (IANA). A Red Hat não pode adicionar cidades e regiões neste banco de dados. Você pode encontrar mais informações no website oficial, disponível em http://www.iana.org/time-zones.
Especifique a zona de horário até mesmo se você planeja usar o NTP (Network Time Protocol) para manter a consistência do relógio do sistema.
Tela de configuração do fuso horário

Figura 11.7. Tela de configuração do fuso horário

Se você estiver conectado à rede, o interruptor Network Time será habilitado. Para definir a data e a hora com NTP, deixe o interruptor Network Time na posição ON e clique no ícone de configuração para selecionar quais servidores NTP o Red  Hat Enterprise  Linux deve usar . Para definir a data e a hora manualmente, mova o interruptor para a posição OFF . O relógio do sistema deverá usar sua seleção de fuso horário para exibir a data e hora correta na parte inferior da tela. Se ainda estiverem incorretos, ajuste-os manualmente.
Note que os servidores NTP devem ser indisponíveis durante a instalação. Neste caso, possibilitá-lo não definirá o tempo automaticamente. Quando os servidores estiverem disponíveis, a data e hora será atualizada.
Depois que você fez a seleção, clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

Nota

Para mudar sua configuração de fuso horário após ter concluído a instalação, visite a seção Fuso Horário da janela de diálogo do Settings.

11.5. Suporte de Idiomas

Para instalar suporte para locais e dialetos de idiomas adicionais, selecione o Language Support a partir do Installation Summary.
Use o mouse para selecionar o idioma para o qual você gostaria de instalar suporte. No painel esquerdo, selecione o idioma de escolha, por exemplo Español. Depois, você pode selecionar um local específico para sua região no painel direito, por exemplo Español (Costa Rica) . Você pode selecionar vários idiomas e várias localidades. Os idiomas selecionados são destacados em negrito no painel à esquerda.
Configurando Suporte de Idiomas

Figura 11.8. Configurando Suporte de Idiomas

Depois que você fez a seleção, clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

Nota

Para mudar sua configuração de suporte de idioma após ter concluído a instalação, visite a seção Idioma da janela de diálogo do Settings.

11.6. Configuração do Teclado

Para adicionar vários layouts de teclado para o seu sistema, selecione Keyboard a partir da tela Resumo da Instalação. Após salvar, os layouts de teclado estarão disponíveis imediatamente no programa de instalação e você poderá alternar entre eles usando o ícone do teclado localizado em todos os momentos, no canto superior direito da tela.
Inicialmente, apenas o idioma selecionado na tela de boas-vindas é listado como o layout do teclado no painel esquerdo. Você pode substituir o layout inicial ou adicionar mais layouts. No entanto, se o seu idioma não usa caracteres ASCII, pode precisar adicionar um layout de teclado que utilize, para ser capaz de definir corretamente uma senha para uma partição de disco criptografada ou o usuário root, entre outras coisas.
Configuração do Teclado

Figura 11.9. Configuração do Teclado

Para adicionar layout adicionais, clique no botão +, selecione-o na lista e clique em Adicionar. Para excluir um layout, selecione-o e clique no botão -. Use os botões de seta para organizar os layouts em ordem de preferência. Para uma visualização do layout do teclado, selecione-o e clique no botão do teclado.
Para testar um layout, use o mouse para clicar dentro da caixa de seleção à direita. Digite algum texto para confirmar que suas seleções funcionam corretamente.
Para testar layouts adicionais, você pode clicar no seletor de línguas no topo da tela para mudá-los. No entanto, recomenda-se a criação de uma combinação de teclado para alternar o layout. Clique em Opções à direita para abrir o layout Opções para Alternar o Layout e escolher uma combinação da lista, selecionando a caixa de seleção. A combinação será exibida acima das Opções. Esta combinação se aplica tanto durante o programa de instalação quanto no sistema instalado, então você deve configurar uma combinação aqui para usar uma após a instalação. Você também pode selecionar mais de uma combinação para alternar entre layouts.

Importante

Se você usar um layout que não pode aceitar caracteres latinos, como russo , aconselha-se adicionar também o layout do English (United States) e configurar uma combinação de teclado para alternar entre os dois layouts. Se você selecionar apenas um layout sem caracteres latinos, você pode não ser capaz de inserir credenciais de senha root e de usuário válidas no final do processo de instalação. Isso pode impedir a conclusão da instalação.
Depois que você fez a seleção, clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

Nota

Para mudar sua configuração de teclado após ter concluído a instalação, visite a seção Keyboard da janela de diálogo do Settings.

11.7. Fonte de Instalação

Para especificar um arquivo ou um local de onde instalar o Red Hat Enterprise Linux, selecione Fonte de Instalação a partir da tela Installation Summary. Nesta tela, você pode escolher entre os meios disponíveis no local de instalação, como um DVD ou arquivo ISO, ou um local de rede.
Tela de Fonte de Instalação

Figura 11.10. Tela de Fonte de Instalação

Selecione uma das seguintes opções:
Mídia de instalação auto-detectada.
Se você iniciou a instalação usando o DVD de instalação completa ou drive USB, o programa de instalação irá detectá-lo e exibir informações básicas nesta opção. Clique no botão Verifique para garantir que os meios de comunicação são adequado para a instalação. Este teste de integridade é o mesmo que o realizado se você selecionou Teste esta mídia & instale o Red Hat Enterprise Linux 7.0 no menu de boot, ou se você usou a opção de inicialização rd.live.check.
Arquivo ISO
Esta opção irá aparecer se o instalador detectou um disco rígido particionado com sistemas de arquivos montáveis. Selecione esta opção, clique no botão Escolha uma ISO , e navegue até a localização do arquivo ISO de instalação em seu sistema. Em seguida, clique Verifique para garantir que o arquivo é adequado para a instalação.
Na rede
Para especificar um local de rede, selecione esta opção e escolha a partir destas opções a seguir no menu suspenso:
  • http://
  • https://
  • ftp://
  • nfs
Usando sua seleção como início da URL do local, digite o restante na caixa de endereço. Se você escolher o NFS, outra caixa aparecerá para você especificar qualquer opção de montagem de NFS.

Importante

Ao selecionar uma fonte de instalação baseada em NFS, você deve especificar o endereço com dois pontos (:) caracteres que separam o nome do host do caminho. Por exemplo:
server.example.com:/path/to/directory
Para configurar um proxy para um servidor HTTP ou HTTPS fonte, clique na configuração de proxy. Verifique Ativar proxy HTTP e digite a URL para o Proxy URL . Se seu proxy requer autenticação, verifique Usar autenticação e digite um nome de usuário e senha. Clique Adicionar .
Se o seu servidor HTTP ou URL HTTP encaminhar para uma lista de espelhos de repositório, marque a caixa de seleção na área para inserir.
Você pode também especificar repositórios adicionais para ganhar acesso à mais ambientes de instalações e complementos de software. Veja Seção 11.9, “Seleção de Software” para obter mais informações.
Para adicionar um repositório, clique no botão + . Para excluir um repositório, clique no - . Clique no ícone de seta para reverter para a lista anterior de repositórios, ou seja, para substituir entradas atuais com os que estavam presentes no momento em que entrou na tela Fonte de Instalação. Para ativar ou desativar um repositório, clique na caixa de seleção na coluna Ativado em cada entrada na lista.
Na parte da direita do formulário, você pode nomear seu repositório adicional e configurá-lo da mesma forma que o repositório primário na rede.
Depois que você selecionou sua fonte de instalação, clique em Done para retornar para a tela Installation Summary.

11.8. Rede & Hostname

Para configurar recursos de rede essenciais para seu sistema, selecione Network & Hostname no Installation Summary.

Importante

Quando uma instalação do Red  Hat Enterprise  Linux 7 é concluída e o sistema inicializa pela primeira vez, qualquer interface de rede que você configurou durante a instalação será ativada. No entanto, a instalação não lhe solicita que configure as interfaces de rede em alguns caminhos de instalação comuns , por exemplo, quando você instalar o Red  Hat Enterprise  Linux a partir de um DVD para um disco rígido local.
Quando você instalar o Red  Hat Enterprise  Linux 7 de uma fonte de instalação local para um dispositivo de armazenamento local, certifique-se que há ao menos uma interface de rede manual se você precisar acessar a rede quando o sistema inicializar pela primeira vez. Você também precisará definir a conexão para se conectar automaticamente após a inicialização ao editar a configuração.
Interfaces acessíveis localmente são detectadas automaticamente pelo programa de instalação e não podem ser adicionadas manualmente ou excluídas. As interfaces detectadas são listadas no painel à esquerda. Clique numa interface na lista para exibir mais detalhes sobre ela à direita. Para ativar ou desativar uma interface de rede, mova o interruptor no canto superior direito da tela, para ON ou OFF.
Tela de Configuração do Network & Hostname

Figura 11.11. Tela de Configuração do Network & Hostname

Abaixo da lista de conexões, insira um nome de host para este computador no campo de entrada Hostname. O nome de host pode ser um fully-qualified domain name (FQDN), no formato hostname.domainname ou short host name no formato de hostname. Muitas redes possuem o serviço DHCP Dynamic Host Configuration Protocol que automaticamente fornece sistemas conectados com um nome de domínio. Para permitir que o DHCP atribua um nome de domínio à esta máquina, especifique somente o short host name.

Importante

Se você quiser atribuir manualmente o nome da máquina, certifique-se de não usar um nome de domínio que não seja delegado a você, pois isso pode resultar em recursos de rede indisponível. Para mais informações, consulte as práticas de nomeação recomendadas no Red Hat Enterprise Linux 7 Networking Guide.

Nota

Você pode usar a seção de Rede do sistema de diálogo Configurações para mudar a sua configuração de rede após completar a instalação.
Depois que você terminou a configuração de rede, clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

11.8.1. Editar as Conexões de Rede

Esta seção apenas detalha as configurações mais importantes para uma conexão com fio típica usada durante a instalação. Muitas das opções disponíveis não precisam ser mudadas na maioria dos cenários de instalação e não são transferidas para o sistema instalado. Configuração de outros tipos de rede é bastante semelhante, apesar de os parâmetros de configuração específicos serem necessariamente diferentes. Para saber mais sobre a configuração de rede após a instalação, consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 Networking Guide.
Para configurar uma conexão de rede manualmente, clique em Configurar no canto direito inferior da tela. Um diálogo aparecerá, que permitirá que você configure a conexão selecionada. As opções de configuração apresentadas dependem de se a conexão for com fio ou sem fio, rede de banda larga móvel, VPN ou DSL. Uma descrição completa de todas as configurações possíveis na seção do Network do diálogo do sistema Settings está além do escopo deste guia.
As opções de configuração mais úteis a se considerar durante a instalação são:
  • Marque a caixa de seleção Automaticamente conecta a essa rede quando ela estiver disponível se você quiser usar a conexão toda vez que o sistema é inicializado. Você pode usar mais de uma conexão que se conectará automaticamente. Esta configuração será transferida para o sistema instalado.
    Recurso de Auto Conexão de Rede

    Figura 11.12. Recurso de Auto Conexão de Rede

  • Por padrão, os parâmetros de IPv4 são configurados automaticamente pelo serviço DHCP na rede. Ao mesmo tempo, a configuração IPv6 é definida como o método automático . Esta combinação é adequada para a maioria dos cenários de instalação e, geralmente, não requer quaisquer alterações.
    Configurações de Protocolo IP

    Figura 11.13. Configurações de Protocolo IP

  • Selecione Use esta conexão somente para recursos em sua rede para restringir conexões somente à rede local. Esta configuração vai ser transferida para o sistema instalado e aplica-se a toda a conexão. Ela pode ser selecionada, mesmo se nenhuma rota adicional for configurada.
    Configuração de Rotas de IPv4

    Figura 11.14. Configuração de Rotas de IPv4

Depois que você terminar de editar as configurações de rede, clique em Salvar para salvar a nova configuração. Se você reconfigurar um dispositivo que já foi ativado antes durante a instalação, você precisa reiniciar para usar a nova configuração no ambiente de instalação. Use o interruptor ON/OFF na tela Network & Hostname para reiniciar o dispositivo.

11.8.2. Interfaces de Rede Avançada

Interfaces de rede avançadas também estão disponíveis para instalação. Isso inclui redes locais virtuais ( VLAN s) e dois métodos para usar links agregados. A descrição detalhada dessas interfaces está além do escopo deste documento; leia a Networking Guide para mais informações.
Para criar uma interface de rede avançada, clique no botão + no canto inferior esquerdo da tela Network & Hostname .
Tela de Configuração do Network & Hostname

Figura 11.15. Tela de Configuração do Network & Hostname

O diálogo aparece com um menu suspenso com as seguintes opções:
  • Bond – representa o NIC (Network Interface Controller) Bonding, um método de conexão de interfaces de rede múltiplas juntas em um único canal conectado.
  • Team – representa NIC Teaming, uma nova implementação para agregar links, criado para fornecer um driver pequeno de kernel para implementar o manuseio rápido de fluxo de pacotes e diversos aplicativos para fazer todo o restante no espaço do usuário.
  • VLAN – representa um método para criar domínios de broadcast distintos múltiplos, que são isolados mutuamente.
Diálogo de Interface de Rede Avançado

Figura 11.16. Diálogo de Interface de Rede Avançado

Nota

Note que as interfaces localmente acessíveis, com ou sem fio, são detectadas automaticamente pelo programa de instalação e não podem ser adicionadas ou excluídas manualmente usando esses controles.
Depois de ter selecionado uma opção e clicar no botão Adicionar, outra caixa de diálogo aparecerá para que você possa configurar a nova interface. Veja os respectivos capítulos do Guia de Networking para obter instruções detalhadas. Para editar a configuração de uma interface avançada existente, clique no botão Configurar, no canto inferior direito da tela. Você também pode remover uma interface manualmente adicionada clicando em - .

11.9. Seleção de Software

Para especificar quais pacotes serão instalados, selecione Seleção de Software no Resumo da Instalação . Os grupos de pacotes são organizados em Ambientes de Base . Estes ambientes são conjuntos pré-definidos de pacotes com uma finalidade específica; por exemplo, o ambiente Host de Virtualização contém um conjunto de pacotes de software necessários para a execução de máquinas virtuais no sistema. Somente um ambiente de software pode ser selecionado no momento da instalação.
Para cada ambiente, há pacotes adicionais disponíveis na forma de Add-ons . Complementos são apresentados na parte direita da tela e a lista deles é atualizada quando um novo ambiente é selecionado. Você pode selecionar vários add-ons para o seu ambiente de instalação.
Uma linha horizontal separa a lista de complementos em duas áreas:
  • Complementos listados acima da linha horizontal são específicos para o ambiente selecionado. Se você selecionar qualquer complemento (add-ons) nesta parte da lista e, em seguida, selecionar um ambiente diferente, a seleção será perdida.
  • Complementos listados abaixo da linha horizontal estão disponíveis para todos os ambientes. A seleção de um ambiente diferente não terá impacto sobre as seleções feitas nesta parte da lista.
Exemplo de Seleção de Software para uma Instalação de Servidor

Figura 11.17. Exemplo de Seleção de Software para uma Instalação de Servidor

A disponibilidade de ambientes de base e complementos depende da variante da Imagem ISO de Instalação Red Hat Enterprise Linux 7 que você está usando como fonte de instalação. Por exemplo, a variante do servidor fornece ambientes projetados para servidores, enquanto a variante da estação de trabalho tem várias opções para a implantação como uma estação de trabalho do desenvolvedor, etc
O instalador não mostra quais pacotes estão contidos nos ambientes disponíveis. Para ver quais os pacotes contidos em um ambiente específico ou complemento, consulte o arquivo repodata/*-comps-variant.architecture.xml no DVD de instalação do Red  Hat Enterprise  Linux  7, que você está usando como fonte de instalação. Este arquivo contém uma estrutura que descreve ambientes disponíveis (marcados por <environment> ) e complementos (marcação <group>).
Os ambientes pré-definidos e complementos permitem que você personalize o seu sistema, mas em uma instalação manual, não há nenhuma maneira de selecionar pacotes individuais a serem instalados. Para personalizar totalmente seu sistema instalado, você pode selecionar o ambiente Minimal Install, que só instala uma versão básica do Red Hat Enterprise Linux  7 com apenas uma quantidade mínima de software adicional. Então, depois de concluir a instalação do sistema e efetuar login pela primeira vez, você pode usar o gerenciador de pacotes Yum para instalar qualquer software adicional que você precisa.
Como forma alternativa, automatizar a instalação com um arquivo de Kickstart permite um grau muito maior de controle sobre os pacotes instalados. Você pode especificar ambientes, grupos e pacotes individuais na seção de %packages do arquivo Kickstart. Veja Seção 23.3.3, “Seleção de Pacotes” para obter instruções sobre como selecionar pacotes para instalar em um arquivo de Kickstart, e Capítulo 23, Instalações pelo Kickstart para obter informações gerais sobre como automatizar a instalação com Kickstart.
Depois que você selecionou um ambiente e complementos a serem instalados, clique em Done para retornar para a tela Installation Summary.

11.9.1. Serviços de Rede Central

Todas as instalações do Red Hat Enterprise Linux incluem os seguintes serviços de rede:
  • Autenticação centralizada através do utilitário do syslog
  • email através de SMTP (Simple Mail Transfer Protocol)
  • compartilhamento de arquivos em rede através de NFS (Network File System)
  • acesso remoto através de SSH (Secure Shell)
  • recursos através do mDNS (multicast DNS)
Alguns processos automatizados em seu sistema Red Hat Enterprise Linux usam o serviço de email para enviar relatórios e mensagens ao administrador de sistema. Por padrão, o email, login e serviços de impressão não aceitam as conexões de outros sistemas.
Você pode configurar seu Red Hat Enterprise Linux após instalar para oferecer email, compartilhamento de arquivos, loggin, impressão e serviços de acesso remoto de desktop. O serviço SSH é ativado por padrão. Você pode também usar o NFS para acessar arquivos em outros sistemas sem ativar o serviço de compartilhamento do NFS.

11.10. Destino da Instalação

Para selecionar os discos e particionar o espaço de armazenamento, no qual você irá instalar o Red Hat Enterprise Linux, selecione o Installation Destination na tela Sumário de Instalação. Se você não estiver familiarizado com as partições de disco, veja Apêndice A, Introdução às Partições de Disco para mais informações.

Atenção

A Red Hat recomenda fazer o backup de todos os dados contidos nos seus sistemas. Por exemplo, se você estiver atualizando ou criando um sistema de inicialização dupla, deverá fazer back up de todos os dados que queira guardar em seu(s) disco(s) rígido(s). Circunstâncias imprevisíveis podem resultar na perda de todos os seus dados.

Importante

Se você instalar o Red Hat Enterprise Linux em modo texto, você poderá usar somente os esquemas de particionamento padrão descritos nesta seção. Você não poderá adicionar ou remover partições ou sistemas de arquivo além daqueles que o programa de instalação adiciona ou remove automaticamente.

Importante

Se você tem uma placa RAID, esteja ciente de que alguns BIO tipos não suportam a inicialização a partir da placa RAID. Em casos como este, a partição/boot deve ser criada em uma partição fora do conjunto RAID, como em um dispositivo separado. É necessário o uso de um disco rígido interno para a criação de partições com placas RAID problemáticas. Uma partição /boot também é necessária para a configurações do software RAID.
Se você escolheu particionar seu sistema automaticamente, você precisa editar manualmente sua partição /boot; veja Seção 11.10.4, “Particionamento manual” para obter mais detalhes.
Visão Geral de Espaço de Armazenamento

Figura 11.18. Visão Geral de Espaço de Armazenamento

Nesta tela, você poderá ver os dispositivos disponíveis localmente em seu computador. Você poderá também adicionar dispositivos extras especializados ou redes, clicando em Adicionar um disco. Para aprender mais sobre estes dispositivos veja Seção 11.11, “Dispositivos de Armazenamento”.
Se você não se sentir confiante para fazer o particionamento de seu sistema, deixe a seleção padrão, no botão de opção Configurar automaticamente particionamento , fazer a partição do programa de instalação dos dispositivos de armazenamento para você.
Abaixo dos painéis para dispositivos de armazenamento se encontra um formulário de controles adicionais rotulados como Outras Opções de Armazenamento:
  • Na seção Partitioning , você pode selecionar como seus dispositivos de armazenamento serão particionados. Você pode configurar as partições manualmente ou permitir que o programa de instalação faça isso automaticamente.
    O particionamento automático é recomendado se você estiver fazendo uma instalação limpa no armazenamento anteriormente não utilizado ou se você não precisa manter qualquer dado que possa estar presente no armazenamento. Para continuar desta forma, deixe a seleção padrão do botão de seleção Configurar automaticamente o particionamento para permitir que o programa de instalação crie partições necessárias sobre o espaço de armazenamento para você.
    Para o particionamento automático, você também pode selecionar a caixa Eu gostaria de disponibilizar espaço adicional para escolher a forma de realocar o espaço de outros sistemas de arquivos para esta instalação. Se você selecionou o particionamento automático, mas não há espaço de armazenamento suficiente para concluir a instalação, ao clicar Concluído , irá aparecer uma janela:
    Diálogo de Opções com a Opção de Recuperar Espaço

    Figura 11.19. Diálogo de Opções com a Opção de Recuperar Espaço

    Clique em Cancel & adicionar mais discos para adicionar mais espaço de armazenamento. Clique em Reclaim space para liberar algum espaço de armazenamento das partições existentes. Veja Seção 11.10.3, “Recuperar Espaço de Disco” para obter detalhes.
    Se você selecionar o botão de opção Desejo configurar particionamento para configuração manual, você verá a tela Particionamento Manual após clicar em Concluído. Veja Seção 11.10.4, “Particionamento manual” para mais detalhes.
  • Na seção Encryption você pode selecionar a caixa de seleção Encrypt my data para criptografar todas as partições, exceto a partição /boot . Veja Red Hat Enterprise Linux 7 Security Guide para obter mais informações.
No final da tela se encontra o botão Sumário de disco completo e carregador de inicialização para que você configure um disco, no qual um carregador de inicialização será instalado.
Clique em Done depois que você fizer suas seleções para retornar a tela Installation Summary ou para continuar na tela Particionamento Manual .

Importante

Quando você instalar o Red  Hat Enterprise  Linux em um sistema com dispositivos de armazenamento multipath e não-multipath, o layout do particionamento automático no programa de instalação deve criar grupos de volume que contenham uma combinação de dispositivos. Isto invalida o propósito do armazenamento multipath.
Recomendamos que você selecione somente o multipath ou somente o não multipath como dispositivo na tela Installation Destination. Como forma alternativa, proceda com o particionamento manual.

11.10.1. Instalação do Carregador de Inicialização

Red  Hat  Enterprise  Linux 7 utiliza GRUB2 (Grand Unified Bootloader version 2) como seu gerenciador de inicialização. O gerenciador de inicialização é o primeiro programa que é executado quando o computador é iniciado e é responsável por carregar e transferir controle para um sistema operacional. O GRUB2 pode iniciar qualquer sistema operacional compatível e também pode usar carregamento em cadeia para transferir o controle para outros gerenciadores de inicialização para sistemas operacionais não suportados.

Atenção

Instalar o GRUB pode vir a sobrescrever o seu gerenciador de inicialização existente.
Se você tiver outro sistema operacional já instalado, O Red Hat Enterprise Linux tenta detectar automaticamente e configurar o GRUB para inicializá-lo. Você pode configurar manualmente qualquer outro sistema operacional se não forem detectados adequadamente.
Para especificar qual dispositivo o gerenciador de inicialização deve ser instalado, clique no link Resumo de disco completo e carregador de inicialização na parte inferior da tela Destino da Instalação. O diálogo Discos Selecionados aparecerá. Se você estiver dividindo a unidade manualmente, este diálogo pode ser acessado clicando em Dispositivo de Armazenamento(s) Selecionado(s) na tela Particionamento Manual .
Resumo dos Discos Selecionados

Figura 11.20. Resumo dos Discos Selecionados

Na coluna Boot , um ícone de marca verde marca um dos dispositivos como o dispositivo de inicialização desejado. Para alterar o dispositivo de inicialização, selecione um dispositivo na lista e clique no botão Definir como dispositivo de inicialização para instalar o gerenciador de inicialização.
Para recusar a instalação de um novo gerenciador de inicialização, selecione o dispositivo marcado e clique no Não instalar bootloader . Isto irá remover o tick e confirmará que o GRUB2 não está instalado em nenhum dispositivo.

Atenção

Se você optar por não instalar um carregador de inicialização por alguma razão, não será possível inicializar seu sistema diretamente e, portanto, você precisa de outro método de inicialização (tal como um carregador de inicialização comercial). Use esta opção somente se você tiver certeza que tem outra maneira de inicializar seu sistema!

11.10.2. Criptografar Partições

Se você selecionou a opção Encrypt my data, quando você clicar para continuar na próxima tela, o programa de instalação irá lhe solicitar uma frase-senha com a qual irá criptografar as partições no sistema.
As partições são criptografadas usando o Linux Unified Key Setup – consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 Security Guide para mais informações.
Inserir Frases-senha para Partição Criptografada

Figura 11.21. Inserir Frases-senha para Partição Criptografada

Escolha uma senha e digite-a em cada um dos dois campos na caixa de diálogo. Note que você irá precisa para usar o mesmo layout de teclado para configurar esta senha que você vai usar para desbloquear partições mais tarde. Use o ícone de esquema de idioma para garantir que o layout correto está selecionado. Você deve fornecer essa senha toda vez que o sistema é inicializado. Pressione Tab enquanto estiver no campo de entrada do Passphrase para digitá-lo novamente. Se a senha for muito fraca, um ícone de aviso aparecerá no campo e você não terá permissão para digitar o segundo campo. Passe o cursor do mouse sobre o ícone de aviso para aprender a melhorar a senha.

Atenção

Se você perder esta senha, qualquer partição criptografada e dados nelas serão totalmente bloqueados. Não existe uma forma de recuperar uma senha perdida.
Observe que se você realizar uma instalação do Kickstart do Red Hat Enterprise Linux, você pode salvar senhas criptografadas e criar senhas criptografadas de backup durante a instalação. Consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 Security Guide para mais informações sobre a criptografia do disco.

11.10.3. Recuperar Espaço de Disco

Se houver espaço suficiente para instalar Red Hat Enterprise Linux nos discos selecionados no Installation Destination e você selecionou Reclaim Space no diálogo Installation Options, o dialogo de Reclaim Disk Space aparecerá.

Atenção

A não ser que você selecione diminuir uma partição, recuperar espaço em uma partição envolve remover todos os dados e você deve sempre verificar se algum dado que você precise foi salvo.
Recuperar Espaço de Disco a partir dos Sistemas de Arquivos Existentes

Figura 11.22. Recuperar Espaço de Disco a partir dos Sistemas de Arquivos Existentes

Os sistemas de arquivos existentes Red Hat Enterprise Linux tem detectados são listados em uma tabela como parte de seus respectivos discos. A coluna Espaço Recuperável lista o espaço que poderia ser transferido para esta instalação. A coluna Ação lista que medidas serão tomadas com o sistema de arquivos para recuperar espaço.
Embaixo da tabela existem quatro botões:
  • Preserve – deixa seu sistema de arquivo intocado e nenhum dado é removido. Esta é a ação padrão.
  • Delete – remove o sistema de arquivos totalmente. Todo o espaço que ele ocupa no disco estará disponível para a instalação.
  • Shrink – recupera espaço livre no sistema de arquivos e torna disponível para esta instalação. Use o controle deslizante para definir um novo tamanho para a partição selecionada. Só pode ser usado em partições redimensionáveis ​​onde LVM ou RAID não é utilizado.
  • Delete all/Preserve all – este botão, localizado à direita, marca todos os sistemas de arquivos para exclusão por padrão. Ao clicá-lo, ele muda o rótulo e permite que você marque todos os sistemas de arquivos a serem preservados novamente.
Selecione um sistema de arquivos ou um disco inteiro na tabela com o mouse e clique em um dos botões. A etiqueta na coluna Ação será alterada para corresponder à sua seleção e a quantidade de Área total selecionada para recuperar exibida abaixo a tabela será ajustada de acordo com a necessidade. Abaixo deste valor é a quantidade de espaço que a instalação requer com base nos pacotes que você selecionou para instalar.
Quando houver recuperado espaço suficiente para que a instalação proceda, o botão Reclaim Space se tornará disponível. Clique neste botão para retornar à tela de Sumário de Instalação e proceda com a instalação.

11.10.4. Particionamento manual

A tela Particionamento Manual é exibida quando você clica em Concluído a partir da instalação de destino se você selecionou a opção Eu vou configurar o particionamento . Nesta tela você configura as suas partições de disco e pontos de montagem. Isso define o sistema de arquivos onde o Red Hat Enterprise Linux 7 será instalado.

Atenção

A Red Hat recomenda fazer o backup de todos os dados contidos nos seus sistemas. Por exemplo, se você estiver atualizando ou criando um sistema de inicialização dupla, deverá fazer back up de todos os dados que queira guardar em seu(s) disco(s) rígido(s). Circunstâncias imprevisíveis podem resultar na perda de todos os seus dados.
A tela do particionamento manual

Figura 11.23. A tela do particionamento manual

A tela Particionamento Manual inicialmente apresenta um único painel à esquerda para os pontos de montagem. O painel está vazio, exceto para obter informações sobre a criação de pontos de montagem, ou ele exibe existente pontos de montagem que o programa de instalação detectou. Estes pontos de montagem são organizados pelas instalações do sistema operacional detectadas. Portanto, alguns sistemas de arquivo podem ser exibidos diversas vezes se uma partição é compartilhada entre as diversas instalações. O espaço total e espaço disponível nos dispositivos de armazenamento selecionado são exibidos abaixo deste painel.
Se o seu sistema contém sistemas de arquivos existentes, garanta que o espaço suficiente estará disponível para a instalação. Use o - para remover partições desnecessárias.

Nota

Para recomendação e informações adicionais sobre o disco, partições, consulte o Apêndice A, Introdução às Partições de Disco e Seção 11.10.4.5, “Esquema de Particionamento Recomendado”. Você precisa de pelo menos uma partição root de tamanho adequado e uma partição swap com um tamanho duas vezes maior do que a quantidade de RAM disponível no sistema.

11.10.4.1. Adicionando Sistemas de Arquivo e Partições de Configuração

Uma instalação do Red Hat Enterprise Linux 7 requer uma partição de inicialização PReP e uma outra partição mas a Red Hat recomenda ao menos cinco: PReP, /, /home, /boot, e swap. Você também deve criar partições adicionais se necessário. Veja Seção 11.10.4.5, “Esquema de Particionamento Recomendado” para mais detalhes.
A adição de um sistema de arquivo é um processo de duas etapas. Primeiro você cria um ponto de montagem em um certo esquema de particionamento. O ponto de montagem é exibido no painel esquerdo. Em seguida, você pode personalizá-lo usando as opções no painel da direita, onde você pode escolher um nome, tipo de dispositivo, tipo de sistema de arquivo, rótulo, e se para criptografar ou reformatar a partição correspondente.
Se você não tem sistemas de arquivos existentes e deseja que o programa de instalação crie as partições necessárias e os seus pontos de montagem para você, escolha o seu esquema de particionamento preferido no menu suspenso no painel esquerdo (padrão para o Red  Hat Enterprise  Linux é LVM ) e clique no link do topo do painel para criar pontos de montagem automaticamente. Isso irá gerar uma partição / boot , uma / (root) da partição, e uma partição swap proporcional ao tamanho do armazenamento disponível. Estas são as partições recomendados para uma instalação típica, mas você pode adicionar partições adicionais, se você precisar.
Como alternativa, crie pontos de montagem individuais usando o botão de + localizado na parte inferior do painel. O diálogo Adicionar um Novo Ponto de Montagem , em seguida, se abrirá. Ou selecione um dos caminhos predefinidos do menu suspenso de Ponto de Montagem ou digite o seu próprio – por exemplo, selecione / para a partição raiz ou / boot para a partição de inicialização. Em seguida, digite o tamanho da partição, usando unidades de tamanho comuns, como megabytes, gigabytes, ou terabytes, ao campo de texto Capacidade Desejada – por exemplo, digite 2GB para criar uma partição de 2 gigabytes. Se você deixar o campo vazio ou se você especificar um tamanho maior do que o espaço disponível, todo espaço livre restante será utilizado em seu lugar. Depois de inserir essas informações, clique no botão Adicionar ponto de montagem para criar a partição.
Para cada novo ponto de montagem que você criar manualmente, você pode definir o seu esquema de particionamento a partir do menu suspenso localizado no painel esquerdo. As opções disponíveis são Standard Partition, BTRFS , LVM e LVM Thin Provisioning . Note que a partição /boot será sempre localizada em uma partição padrão, independentemente do valor selecionado neste menu.
Para alterar os dispositivos em que um único ponto de montagem sem LVM deve ser localizado, selecione o ponto de montagem e clique no botão de configuração na parte inferior do painel para abrir o dialogo Configure Ponto de Montagem . Selecione um ou mais dispositivos e clique Selecionar . Após o fechamento de diálogo, note que você também precisa confirmar essa configuração, clicando no botão Atualizar configurações , no lado direito da tela de Particionamento Manual.
Configurando Pontos de Montagem

Figura 11.24. Configurando Pontos de Montagem

Para atualizar informações sobre todos os discos locais e partições nos mesmos, clique no botão rescan (com o ícone de seta sobre ele) na barra de ferramentas. Você só precisa fazer esta ação após a realização de configuração da partição avançada fora do programa de instalação. Note que, se você clicar no botão Examinar discos novamente , todas as alterações de configuração feitas anteriormente no programa de instalação serão perdidas.
Re-escaneando Discos

Figura 11.25. Re-escaneando Discos

Na parte inferior da tela, um link mostra quantos dispositivos de armazenamento foram selecionados em Destino de Instalação (veja Seção 11.10, “Destino da Instalação”). Ao clicar nesse link se abrirá o diálogo Discos Selecionado, onde você revisará as informações sobre os discos. Veja Seção 11.10.1, “Instalação do Carregador de Inicialização” para mais informações.
Para padronizar uma partição ou um volume, selecione seu ponto de montagem no painel da esquerda e os recursos padronizáveis a seguir aparecerão à direita:
Padronizando Partições

Figura 11.26. Padronizando Partições

  • Name – atribui um nome ao LVM ou volume Btrfs. Note que as partições padrão são nomeadas automaticamente quando são criadas e seus nomes não podem ser editados, tal como /home sendo atribuído o nome sda1.
  • Mount point – insira o ponto de montagem da partição. Por exemplo, se a partição deve ser a partição root, insira /; insira /boot para a partição /boot e assim por diante. Para uma partição swap o ponto de montagem não deve ser definido – é suficiente definir o tipo de sistema de arquivo para swap.
  • Label – atribui um rótulo à partição. Rótulos sãoutilizados para que você reconheça facilmente partições individuais.
  • Desired capacity – insere um tamanho desejado de partições. Você pode utilizar unidades de tamanho em comum tal como kilobytes, megabytes, gigabytes, ou terabytes. Megabytes são opções padrão se você não especificar nenhuma unidade.
  • Device type – escolha entre Standard Partition, BTRFS, LVM, ou LVM Thin Provisioning. Se dois ou mais discos forem selecionados para particionamento, o RAID também estará disponível . Verifique a caixa adjacente Encrypt para criptografar a partição. Você receberá uma solicitação para definir uma senha mais tarde.
  • File system – no menu suspenso, seleicone o tipo de sistema de arquivo adequado para esta partição. Verifique a caixa adjacente Reformat para formatar uma partição existente ou deixe-a sem selecionar para manter seus dados.
See Seção 11.10.4.1.1, “Tipos de Sistema de Arquivos” para mais informações sobre o sistema de arquivo e tipos de dispositivos.
Clique no botão Configurações de Atualização para salvar as suas alterações e selecionar outra partição para personalizar. Note que as alterações não serão aplicadas até que você realmente comece a instalação a partir da página de resumo de instalação. Clique no botão Reset All para descartar todas as alterações em todas as partições e começar de novo.
Quando todos os sistemas de arquivos e pontos de montagem forem criados e personalizados, clique no Concluído . Se você optar por criptografar qualquer sistema de arquivos, você precisará criar uma senha. Em seguida, uma caixa de diálogo aparecerá mostrando um resumo de todas as ações relacionadas com o armazenamento que o programa de instalação irá tomar. Isso inclui a criação, redimensionamento ou excluir partições e sistemas de arquivos. Você pode rever todas as alterações e clicar em Cancelar& Retornar para Particionamento Personalizado para voltar. Para confirmar o resumo, clique Aceitar alterações para retornar à página Resumo da instalação. Para particionar quaisquer outros dispositivos, selecione-os Destino de Instalação , volte para a tela Manual Partitioning, e siga o mesmo processo descrito nesta seção.
11.10.4.1.1. Tipos de Sistema de Arquivos
O Red Hat Enterprise Linux permite que você crie tipos diferentes de dispositivos baseadas no sistema de arquivos que elas utilizarão. A seguir, veja uma breve descrição dos tipos diferentes de dispositivos e sistemas de arquivos disponíveis e como eles podem ser utilizados.

Tipos de Dispositivo

  • standard partition – Uma partição padrão pode conter um sistema de arquivo ou espaço swap, ou ele pode fornecer um container para RAID por software ou um volume físico LVM.
  • volume lógico (LVM) – Criar uma partição LVM gera automaticamente um volume lógico LVM. O LVM pode melhorar o desempenho de discos físicos. Para obter informações sobre como criar um volume lógico, veja Seção 11.10.4.3, “Criar Volume Lógico LVM”. Para mais informações sobre o LVM, consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 Logical Volume Manager Administration .
  • LVM thin provisioning – Ao utilizar o thin provisioning, você poderá gerenciar um pool de armazenamento de espaço livre, conhecido como um thin pool, o que pode ser atribuído a um número arbitrário de dispositivos quando necessário pelos aplicativos.O pool dinâmico (thin pool) pode ser expandido dinamicamente quando necessário para a alocação de custo-benefício de espaço de armazenamento.
  • BTRFS – Btrfs é um sistema de arquivos com vários recursos do dispositivo semelhantes. Ele é capaz de assistir e gerenciar mais arquivos, arquivos maiores, e volumes maiores do que os sistemas ext2, ext3 e ext4. Para criar um volume Btrfs e obter mais informações, consulte Seção 11.10.4.4, “Crie um Subvolume de Btrfs”.
  • software RAID – A criação de duas ou mais partições de RAID por software permite que você crie um dispositivo RAID. Uma partição RAID é atribuída a cada disco no sistema. Para criar um dispositivo RAID, veja Seção 11.10.4.2, “Criar RAID por Software”. Para mais informações sobre RAID, consulte o Red Hat Guia Enterprise Linux 7 Armazenamento Administração .

Sistemas de Arquivos

  • xfs – XFS é um sistema de arquivo altamente escalável e de alto desempenho que suporta os sistemas de arquivo até 16 exabytes (aproximadamente 16 milhões de terabytes), arquivos com até 8 exabytes (aproximadamente 8 milhões de terabytes) e estruturas de diretórios contendo dezenas de milhares de entradas. O XFS suporta o agendamento de metadados, o qual facilita a recuperação de travamento mais rapidamente. O sistema de arquivo XFS também pode ser desfragmentado e reajustado em tamanho enquanto montado e ativo. Este sistema de arquivo é selecionado por padrão e é altamente recomendado. Para mais informações sobre como traduzir comandos comuns de sistemas de arquivo ext4 utilizados anteriormente em XFS, veja Apêndice E, Tabela de Referência para ext4 e Comandos XFS.
    O tamanho máximo suportado de uma partição XFS é 500 TB.
  • ext4 – O sistema de arquivos ext4 é baseado no sistema de arquivos ext3 e tem inúmeras melhorias. Entre elas se encontra o suporte para sistema de arquivos maiores e alocação de espaço de disco de arquivos maiores, mais rápido e mais eficiente, sem limite no número de subdiretórios dentro de um diretório, verificação de sistema de arquivos mais rápida e um agendamento mais robusto.
    O tamanho máximo suportado de um sistema de arquivo ext4 no Red Hat Enterprise Linux 7é atualmente de 50 TB.
  • ext3 – O sistema de arquivos ext3 é baseado no sistema de arquivos ext2 e tem uma vantagem principal – o journaling. O uso de um sistema de arquivos com journaling reduz o tempo gasto com sua recuperação após ele travar, já que não é necessário usar para verificar o sistema de arquivo para consistência de metadados executando o utilitário fsck todas as vezes que ocorrer um travamento.
  • ext2 – Um sistema de arquivos ext2 suporta arquivos do tipo Unix, incluindo arquivos normais, diretórios ou links simbólicos. Possibilita a atribuição de nomes longos para arquivos, de até 255 caracteres.
  • vfat – O sistema de arquivos VFAT é um sistema de arquivos do Linux compatível com os nomes de arquivos longos do Microsoft Windows no sistema de arquivos FAT.
  • swap – Partições Swap são usadas para suportar a memória virtual. Em outras palavras, os dados são gravados numa partição swap quando não há memória RAM suficiente para armazenar os dados que seu sistema está porocessando.
  • PReP – esta pequena partição de inicialização está localizado na primeira partição do disco rígido. A partição de inicialização PReP contém o carregador de boot GRUB2, que permite que outros servidores IBM Power Systems para inicializar o Red  Hat Enterprise  Linux.
Cada sistema de arquivos possui diferentes limites de tamanho para o próprio sistema de arquivos, bem como arquivos individuais contidos. Para uma lista de tamanho máximo de arquivos e sistemas de arquivos suportados , consulte os recursos de tecnologia Red Hat Enterprise Linux e página de limites, disponível no Portal do Cliente em: https://access.redhat.com/site/articles/rhel-limits.

11.10.4.2. Criar RAID por Software

Conjunto redundante de discos independentes (RAIDs) são construídos de dispositivos de armazenamento múltiplo, arranjados para prover alto desempenho e, em algumas configurações, maior tolerância à falhas. Consulte abaixo para uma descrição de tipos diferentes de RAIDs.
Um dispositivo RAID é criado em uma única etapa e os discos são adicionados ou removidos, se necessário. Uma partição de RAID por disco é permitido para cada dispositivo, de modo que o número de discos disponíveis para o programa de instalação determina que níveis de dispositivo RAID estão disponíveis para você.
Criando um Software RAID Partition – O Menu Expandido do Tipo de Dispositivo

Figura 11.27. Criando um Software RAID Partition – O Menu Expandido do Tipo de Dispositivo

As opções de configuração do RAID estão disponíveis se você selecionou dois ou mais dispositivos de armazenamentos para instalação. Ao menos dois discos são necessários para criar um dispositivo RAID.
Para criar um dispositivo de RAID:
  1. Cria um ponto de montagem como descrito em Seção 11.10.4.1, “Adicionando Sistemas de Arquivo e Partições de Configuração”. Ao configurar este ponto de montagem, você configura o dispositivo RAID.
  2. Mantendo a partição selecionada no painel à esquerda, selecione o botão de configuração abaixo do painel para abrir o Configurar Ponto de Montagem . Selecione quais discos serão incluídos no dispositivo RAID e clique Selecione .
  3. Clique no menu suspenso Device Type e selecione RAID.
  4. Clique no menu suspenso File System e selecione seu tipo de sistema de arquivo preferido (veja Seção 6.10.4.1.1, “Tipos de Sistema de Arquivos”.
  5. Clique no menu suspenso RAID Level e selecione seu nível preferido do RAID.
    Os níveis de RAID disponíveis são:
    RAID0 – Optimized performance (stripe)
    Distribui dados para os dispositivos de armazenamento múltiplo. Os RAIDs de nível 0 oferecem alto desempenho para as partições padrão, e podem ser usados para unir o armazenamento de dispositivos múltiplos em um dipositivo virtual grande. Observe que os RAIDs de nível 0 não apresentam redundância e a falha de um dispositivo na matriz destruirá toda a matriz. O RAID 0 requer ao menos duas partições RAID.
    RAID1 – Redundancy (mirror)
    Espelha os dados em um dispositivo de armazenamento em um ou mais dispositivos de armazenamento. Dispositivos adicionais na matriz fornecem níveis altos de redundância. O RAID 1 requer ao menos duas partições RAID.
    RAID4 – Error detection (parity)
    Distribui dados pelos dispositivos de armazenamentos múltiplos, mas usa um dispositivo na matriz para armazenar informações de paridade que assegura a matriz no caso de qualquer dispositivo dentro da matriz, cair. Como todas as informações de paridade são armazenadas em um dispositivo, o acesso à este cria um obstáculo no desempenho da matriz. O RAID 4 requer ao menos três partições RAID.
    RAID5 – Detecção de erro distribuído
    Distribui dados e informações de paridade pelos dispositivos de armazenamento múltiplos. Os RAIDs de nível 5 portanto, oferecem vantagens de desempenho de distribuição de dados pelos dispositivos múltiplos, mas não compartilham o obstáculo de desempenho de RAIDs de nível 4 pois as informações de paridade também são distribuídas através da matriz. O RAID 5 requer ao menos três partições de RAID.
    RAID6 – Redundante
    Os RAIDs de nível 6 são semelhantes aos RAIDs de nível 5, mas ao invés de armazenar um conjunto de dados de paridade, eles armazenam dois conjuntos. O RAID 6 requer ao menos quatro partições de RAID.
    RAID10 – Redundancy (mirror) e Optimized performance (stripe)
    Os RAIDs de nível 10 são RAIDs agrupados ou RAIDs híbridos. Os RAIDs de nível 10 são construídos pela distribuição de dados em conjuntos espelhados de dispositivos de armazenamento. Por exemplo, um RAID de nível 10 construído a partir de partições de RAID consiste de dois pares de partições nos quais uma partição espelha a outra. Os dados são então distribuídos por ambos os pares de dispositivos de armazenamento, como em um RAID de nível 0. O RAID 10 requer ao menos quatro partições de RAID.
  6. Clique em Update Settings para salvar suas mudanças, e continue com outra partição ou clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.
Se menos discos estiverem incluídos do que requer o nível de RAID especificado, será exibida uma mensagem na parte inferior da janela, informando quantos discos são realmente necessários para a configuração selecionada.

11.10.4.3. Criar Volume Lógico LVM

Gerenciamento de Volume Lógico (LVM), apresenta uma visualização lógica simples de espaço de armazenamento físico adjacente, tal como discos rígidos ou LUNs. As partições em armazenamento físico são representadas como volume físico as quais podem ser agrupadas em grupo de volume. Cada grupo de volume pode ser dividido em volumes lógicos múltiplos, cada qual análogo à uma partição de disco padrão. Por isso, a função dos volumes lógicos LVM é de partição que pode gerar discos físicos múltiplos.
Para aprender mais sobre o LVM, consulte Apêndice C, Entender o LVM ou leia Red Hat Enterprise Linux 7 Logical Volume Manager Administration. Note que a configuração do LVM está disponível somente no programa de instalação gráfica.

Importante

Durante a instalação de modo texto, a configuração do LVM não está disponível. Se você precisar criar uma configuração de LVM desde o início, pressione Ctrl+Alt+F2 para usar o terminal e execute o comando lvm. Para retornar à instalação de modo texto, pressione Ctrl+Alt+F1.
Configurando um Volume Lógico

Figura 11.28. Configurando um Volume Lógico

Para criar um volume lógico e adicioná-lo à um grupo de volume novo ou existente:
  1. Cria um ponto de montagem para o volume LVM como descrito em Seção 11.10.4.1, “Adicionando Sistemas de Arquivo e Partições de Configuração”.
  2. Clique no menu suspenso Tipo de Dispositivo e selecione LVM . O menu suspenso de Grupo de Volume aparecerá e exibirá o nome do grupo de volume recém-criado.
  3. Como forma alternativa, tanto clique no menu e selecione Criar um novo grupo de volume ou clique em Modificar para configurar o grupo de volume recentemente criado, caso você necessite. Ambas opções Criar um novo grupo de volume e o botão Modificar levam ao diálogo Configurar Grupo de Volume, onde você pode renomear o grupo de volume lógico e selecionar quais discos devem ser incluídos.
    Padronizando um Grupo de Volume LVM

    Figura 11.29. Padronizando um Grupo de Volume LVM

    Os nívels do RAID são o mesmo que com os dispositivos RAID atuais. Veja Seção 11.10.4.2, “Criar RAID por Software” para mais informações. Você pode também marcar o grupo de volume para criptografia e definir a política de tamanho para ele. As opções de política disponíveis são:
    • Automatic – o tamanho do grupo de volume é ajustado automaticamente de modo que seja grande o suficiente para conter os volumes lógicos configurados. Isso é ótimo se você não precisa de espaço livre no interior do grupo de volume.
    • As large as possible – o grupo de volume é criado com o tamanho máximo, independentemente do tamanho dos volumes lógicos configurados que ele contém. Isso é ideal se você pretende manter a maioria de seus dados no LVM e mais tarde precise aumentar o tamanho de alguns volumes lógicos existentes, ou se você precisar criar volumes lógicos adicionais dentro deste grupo.
    • Fixed – Com esta opção, você poderá definir um tamanho exato do grupo de volume. Quaisquer volumes lógicos configurados devem então caber dentro deste tamanho fixo. Isto é útil se você sabe exatamente o tamanho você deseja que o grupo de volume seja.
    Clique em Save quando o grupo for configurado.
  4. Clique em Update Settings para salvar suas mudanças, e continue com outra partição ou clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

Atenção

Colocar a partição /boot em um volume LVM não é suportado.

11.10.4.4. Crie um Subvolume de Btrfs

Btrfs é um tipo de sistema de arquivos, mas possui vários recursos característicos de um dispositivo de armazenamento. Ele é projetado para tornar o sistema de arquivos tolerante a erros e facilitar a detecção e reparo de erros quando eles ocorrerem. Ele usa somas de verificação para garantir a validade dos dados e metadados, e mantém snapshots do sistema de arquivos que pode ser usado para backup ou reparos.
Durante o particionamento manual, você cria subvolumes Btrfs, em vez de volumes. O programa de instalação, em seguida, cria automaticamente um volume Btrfs para conter esses subvolumes. Os tamanhos reportados para cada Btrfs ponto de montagem no painel esquerdo da tela Particionamento Manual são idênticos porque refletem o tamanho total do volume, em vez de cada subvolume individual.
Configurando um Subvolume de Btrfs

Figura 11.30. Configurando um Subvolume de Btrfs

Para criar um subvolume de Btrfs:
  1. Cria um ponto de montagem como descrito em Seção 11.10.4.1, “Adicionando Sistemas de Arquivo e Partições de Configuração”. Ao configurar este ponto de montagem, você configura o volume Btrfs.
  2. Clique no menu suspenso Tipo de Dispositivo e selecione BTRFS . O menu suspenso de Sistema de Arquivo será acinzentado automaticamente para Btrfs . O menu suspenso do Volume aparece e exibe o nome do volume recém-criado.
  3. Como forma alternativa, tanto clique no menu e selecione Criar um novo volume ou clique em Modificar para configurar o volume recentemente criado, caso você necessite. Ambas opções Criar um novo volume e o botão Modificar levam ao diálogo Configurar Volume, onde você pode renomear o subvolume e adicionar um nível RAID à ele.
    Padronizando o Volume Btrfs.

    Figura 11.31. Padronizando o Volume Btrfs.

    Os níveis de RAID disponíveis são:
    RAID0 (Desempenho)
    Distribui dados para os dispositivos de armazenamento múltiplo. Os RAIDs de nível 0 oferecem alto desempenho para as partições padrão, e podem ser usados para unir o armazenamento de dispositivos múltiplos em um dipositivo virtual grande. Observe que os RAIDs de nível 0 não apresentam redundância e a falha de um dispositivo na matriz destruirá toda a matriz. O RAID 0 requer ao menos duas partições RAID.
    RAID1 (Redundância)
    Espelha os dados em um dispositivo de armazenamento em um ou mais dispositivos de armazenamento. Dispositivos adicionais na matriz fornecem níveis altos de redundância. O RAID 1 requer ao menos duas partições RAID.
    RAID10 (Desempenho, Redundância)
    Combina RAID0 e RAID1, e fornece maior desempenho e redundância ao mesmo tempo. Os dados são espalhados em matrizes RAID1 proporcionando redundância (espelhamento), e essas matrizes são depois distribuídas (RAID 0), proporcionando desempenho (distribuição). Requer pelo menos quatro partições de RAID.
    Você pode também marcar o volume para criptografia e definir a política de tamanho para ele. As opções de política disponíveis são:
    • Automatic – o tamanho do volume é ajustado automaticamente de modo que seja grande o suficiente para conter os subvolumes configurados. Isso é ótimo se você não precisa de espaço livre no interior do volume.
    • As large as possible – o volume é criado com o tamanho máximo, independentemente do tamanho das subvolumes configurados que ele contém. Isso é ótimo se você pretende manter a maioria de seus dados sobre o Btrfs e mais tarde precise aumentar o tamanho de alguns subvolumes existentes, ou se você precisar criar subvolumes adicionais dentro deste volume.
    • Fixed – Com esta opção, você poderá definir um tamanho exato do volume. Quaisquer subvolumes configurados devem então caber dentro deste tamanho fixo. Isto é útil se você sabe exatamente o tamanho você deseja que o volume seja.
    Clique em Save quando o volume for configurado.
  4. Clique em Update Settings para salvar suas mudanças, e continue com outra partição ou clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.
Se menos discos estiverem incluídos do que requer o nível de RAID especificado, será exibida uma mensagem na parte inferior da janela, informando quantos discos são realmente necessários para a configuração selecionada.

Atenção

Colocar a partição /boot em um volume Btrfs não é suportado.

11.11. Dispositivos de Armazenamento

Você pode instalar o Red Hat Enterprise Linux em uma grande variedade de dispositivos de armazenamento. Você pode ver os dispositivos básicos, localmente acessíveis, de armazenamento na página Destino de Instalação, como descrito em Seção 11.10, “Destino da Instalação”. Para adicionar um dispositivo de armazenamento especializado, clique no botão Adicione um disco na seção da tela Specialized & Network Disks.
Visão Geral de Espaço de Armazenamento

Figura 11.32. Visão Geral de Espaço de Armazenamento

11.11.1. A Tela de Seleção dos Dispositivos de Armazenamento

A tela de dispositivos de armazenamento exibe todos os dispositivos de armazenamento com o qual o programa de instalação Anaconda tem acesso.
Os dispositivos são agrupados sob as seguintes abas:
Dispositivos Multipath
Dispositivos de armazenamento acessíveis por mais de um caminho, tal como pelos controllers SCSI múltiplos ou portas de Canal de Fibra no mesmo sistema.
O programa de instalação detecta somente dispositivos de armazenamento de multipath com números em série com 16 ou 32 caracteres.
Outros Dispositivos SAN
Os dispositivos disponíveis em uma Rede de Área de Armazenamento (SAN).
Firmware RAID
Dispositivo de armazenamento anexado ao controller do firmware RAID
Visão Geral tabulada de dispositivos de armazenamento especializados

Figura 11.33. Visão Geral tabulada de dispositivos de armazenamento especializados

Para configurar um dispositivo iSCSI, clique em Add iSCSI Target. Para configurar um dispositivo FCoE (Fibre Channel over Ethernet), clique em Add FCoE SAN. Ambos botões estão localizados no canto inferior do lado direito da tela.
A página de visão geral também contém uma aba Search que permite que você filtre os dispositivos de armazenamento pelo seu World Wide Identifier (WWID) ou pela porta, alvo, ou logical unit number (LUN) no qual eles serão acessados.
Aba de Pesquisa de Dispositivo de Armazenamento

Figura 11.34. Aba de Pesquisa de Dispositivo de Armazenamento

A aba de pequisa contém um menu suspenso Search By para selecionar a procura por porta, alvo, WWID, ou LUN. A busca por WWID ou LUN requer valores adicionais nos campos de texto de entrada correspondente. Clique em Find para iniciar a busca.
Cada dispositivo é apresentado em uma linha separada, com a caixa de seleção à sua esquerda. Clique na caixa de seleção para tornar um dispositivo disponível durante o processo de instalação. Mais tarde, no processo de instalação, você pode escolher instalar o Red  Hat Enterprise  Linux em qualquer dispositivo selecionado aqui, e pode escolher montar automaticamente qualquer um dos outros dispositivos selecionados aqui como parte do sistema instalado.
Observe que os dispositivos que você seleciona aqui não são removidos automaticamente pelo processo de instalação. Selecionar um dispositivo nesta tela não colocará em risco os dados armazenados no dispositivo. Observe também que qualquer dispositivo que você não selecionar aqui fazer parte do sistema instalado, pode ser adicionado ao sistema após instalação, modificando o arquivo /etc/fstab.

Importante

Qualquer dispositivo de armazenamento que você não selecione nesta tela, é totalmente oculto para Anaconda. Para Carregar em cadeia o carregador de inicialização do Red Hat Enterprise Linux utilizando um carregador diferente, selecione todos os dispositivos apresentados nesta tela.
Depois que você selecionou os dispositivos de armazenamento para disponibilizar durante a instalação, clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

11.11.1.1. Opções Avançadas de Armazenamento

Para usar um dispositivo de armazenamento avançado, você pode configurar um alvo iSCSI (SCSI over TCP/IP) ou FCoE (Fibre Channel over Ethernet) SAN (Storage Area Network) clicando no botão apropriado no canto inferior da direita na tela de Destino de Instalação. Consulte Apêndice B, Discos iSCSI para uma apresentação do iSCSI
Opções Avançadas de Armazenamento

Figura 11.35. Opções Avançadas de Armazenamento

11.11.1.1.1. Configurar Parâmetros iSCSI
Depois que você clicou em Add iSCSI target... o diálogo Add iSCSI Storage Target aparecerá.
O Diálogo de Detalhes da Descoberta do iSCSI

Figura 11.36. O Diálogo de Detalhes da Descoberta do iSCSI

Para usar os dispositivos de armazenamento do iSCSI para a instalação, o Anaconda deve conseguir descoberta como os alvos em iSCSI e ser capaz de criar uma sessão iSCSI para acessá-los. Cada um destes passos pode precisar de um nome de usuário e senha para a autenticação CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol). Além disso, você pode configurar um alvo iSCSI para autenticar o iniciador do iSCSI no sistema para o qual o alvo é anexado (reverse CHAP), ambos para descoberta e para sessão. Utilizados em conjunto, o CHAP e o reverse CHAP são chamados de CHAP mútuo ou CHAP de duas vias. O CHAP mútuo fornece o maior nível de segurança para as conexões do iSCSI, especialmente se o nome de usuário e senha são diferentes para a autenticação do CHAP e autenticação do reverse CHAP.

Nota

Repita a descoberta do iSCSI e os passos de login do iSCSI quantas vezes for necessário para adicionar todo o armazenamento do iSCSI requerido. No entanto, você não pode mudar o nome do iniciador do iSCSI após tentar descobrir pela primeira vez. Para mudar o nome do iniciador do iSCSI, você precisa reiniciar a instalação.

Procedimento 11.1. iSCSI Discovery e início de uma sessão iSCSI

Use o diálogo Adicionar o Alvo de Armazenamento do iSCSI para fornecer ao Anaconda informações necessárias para a descoberta do alvo SCSI .
  1. Insira o endereço IP do alvo iSCSI no campo Target IP Address.
  2. Forneça um nome no campo iSCSI Initiator Name para o iniciador do iSCSI em formato iSCSI qualified name (IQN). Uma entrada IQN válida contém:
    • a faixa iqn. (note o período)
    • um código de dados que especifica o ano e mês no qual o domínio da Internet ou nome do subdomínio de sua empresa foi registrado, representado em quatro dígitos para o ano, um traço, e dois dígitos para o mês, seguido de um ponto. Por exemplo, Setembro, 2010 representa-se como 2010-09.
    • o nome de domínio ou subdomínio de internet de sua organização, apresentado em ordem contrária com o domínio de topo primeiro. Por exemplo, representa o subdomínio storage.example.com como com.example.storage
    • dois pontos, seguido de uma cadeia que identifica de forma única este iniciador iSCSI específico dentro de seu domínio ou subdomínio. Por exemplo, :diskarrays-sn-a8675309
    Um IQN completo pode portanto se parecer com: iqn.2010-09.storage.example.com:diskarrays-sn-a8675309. O Anaconda preenche previamente o campo iSCSI Initiator Name com um nome neste formato para ajudá-lo com a estrutura.
    Para mais informações sobre os IQNs, consulte o 3.2.6. iSCSI Names no RFC 3720 – Internet Small Computer Systems Interface (iSCSI) disponível em http://tools.ietf.org/html/rfc3720#section-3.2.6 e 1. iSCSI Names and Addresses em RFC 3721– Internet Small Computer Systems Interface (iSCSI) Naming and Discovery disponível em http://tools.ietf.org/html/rfc3721#section-1.
  3. Utilize o menu suspenso Discovery Authentication Type para especificar o tipo de autenticação que se deve usar para a descoberta da sessão iSCSI. As seguintes opções estão disponíveis:
    • sem credenciais
    • CHAP pair
    • CHAP pair e um reverse pair
    • Se você selecionou o CHAP pair como o tipo de autenticação, forneça o username e senha para o alvo iSCSI nos campos CHAP Username e CHAP Password.
    • Se você selecionou CHAP pair e um reverse pair como o tipo de autenticação, forneça o username e senha para o alvo iSCSI nos campos CHAP Username e CHAP Password e o username e senha para o iniciador do iSCSI nos campos Reverse CHAP Username e Reverse CHAP Password.
  4. Como forma alternativa, selecione a caixa com rótulo Bind targets to network interfaces.
  5. Clique em Start Discovery. O Anaconda tenta descobrir um alvo iSCSI baseado nas informações que você forneceu. Se o discovery for bem sucedido, o diálogo apresentará uma lista de todos os nós iSCSI descobertos no alvo.
  6. Cada nó é apresentado com uma caixa de seleção ao lado. Clique nesta caixa para selecionar os nós para serem utilizados para a instalação.
    O Diálogo de Nós iSCSI Descobertos

    Figura 11.37. O Diálogo de Nós iSCSI Descobertos

  7. O menu tipo de autenticação da conexão ao nó oferece as mesmas opções que o menu Tipo de autenticação do Discovery descrito no passo 3. No entanto, se você precisou de credenciais para autenticação do discovery, é comum usar as mesmas credenciais para fazer login em um nó descoberto. Para isso, use a opção adicional Use as credenciais a partir do Discovery no menu. Quando as credenciais adequadas forem fornecidas, o botão Log in (conectar-se) se tornará disponível.
  8. Clique em Log In para iniciar uma sessão do iSCSI.
11.11.1.1.2. Configure os Parâmetros FCoE
Depois que você clicou no botão Add FCoE SAN..., um diálogo aparecerá para que você configure as interfaces de rede para descobrir os dispositivos de armazenamento do FCoE.
Primeiro, selecione uma interface de rede que seja conectada ao interruptor FCoE no menu suspenso do NIC e clique em Add FCoE disk(s) para escanear a rede em busca de dispositivos SAN.
Configure os Parâmetros FCoE

Figura 11.38. Configure os Parâmetros FCoE

Existem caixas de seleção com opções adicionais para considerar:
Use DCB
Data Center Bridging (DCB) é um conjunto de melhorias aos protocolos de Ethernet criados para aumentar a eficiência de conexões de Ethernet na rede de armazenamento e clusters. Habilita ou desabilita o reconhecimento do programa de instalação quanto ao DCB com a caixa de seleção neste diálogo. Esta opção deveria ser habilitada somente para interfaces de rede que requerem um cliente baseado em host DCBX. As configurações em interfaces que implementam um cliente de hardware DCBX não devem selecionar esta opção.
Use auto vlan
Auto VLAN indica se a descoberta do VLAN deve ser realizada. Se esta caixa é selecionada, então o protocolo da descoberta do FIP (FCoE Initiation Protocol) VLAN será executada na Interface da Ethernet uma vez que a configuração do link tenha sido validada. Se já não estiverem configuradas, as interfaces de rede para qualquer FCoE VLANs descobertas serão criadas automaticamente e as instâncias do FCoE serão criadas nas interfaces do VLAN. Esta opção está habilitada por padrão.
Dispositivos FCoE descobertos serão exibidos sob a aba Other SAN Devices na tela de Destino de Instalação.

11.12. Iniciar Instalação

Quando todas as seções necessárias da tela Sumário de Instalação forem concluídas, a advertência na parte de baixo da tela de menu desaparece e o botão Iniciar Instalação se tornará disponível.
Pronto para Instalar

Figura 11.39. Pronto para Instalar

Atenção

Até este ponto do processo de instalação, nenhuma mudança foi realizada em seu computador. Quando você clicar em Iniciar Instalação, o programa de instalação irá alocar espaço em seu disco rígido e iniciar a transferências do Red  Hat Enterprise  Linux para este espaço. Dependendo da opção de particionamento que você tenha escolhido, este processo pode incluir remoção de dados que já existam em seu computador.
Para revisar qualquer uma das escolhas que você fez até este ponto, retorne para a seção relevante da tela do Installation Summary. Para cancelar a instalação completamente, clique em Quit ou desligue seu computador. Para desligar a maioria dos computadores neste estágio, pressione o botão de energia e segure-o por alguns segundos.
Se você terminou de padronizar sua instalação e está certo de que deseja continuar, clique em Iniciar Instalação.
Depois que você clicar em Iniciar Instalação, permita que o processo de instalação seja concluído. Se o processo for interrompido, por exemplo, porque você desligou ou redefiniu o computador, ou por causa de uma queda de energia, você provavelmente não conseguirá usar o seu computador até que você reinicie e conclua o processo de instalação do Red  Hat Enterprise  Linux, ou instale um sistema operacional diferente.

11.13. O menu de configuração e tela de progresso

Depois de clicar em Iniciar Instalação na tela do Sumário de Instalação, você será direcionado para a tela de progresso. Red Hat Enterprise Linux relata o progresso da instalação na tela enquanto grava os pacotes selecionados para o seu sistema.
Instalando Pacotes

Figura 11.40. Instalando Pacotes

Para sua referência, um log completo da sua instalação poderá ser encontrado em /var/log/anaconda/anaconda.packaging.log depois que você reiniciar seu sistema.
Enquanto os pacotes estiverem sendo instalados, será necessário realizar mais configuração. Acima da barra de progresso de instalação se encontram os itens de menu Root Password e User Creation
O item de menu Senha Root é usado para definir a senha para a conta root. A conta root é usada para executar tarefas críticas de gestão e administração do sistema. A senha pode ser configurada tanto enquanto os pacotes estão sendo instalados ou mais tarde, mas você não será capaz de completar o processo de instalação até que ele seja configurado.
Criar uma conta de usuário é opcional e pode ser feita após a instalação, mas recomenda-se a fazê-la nesta tela. Uma conta de usuário é usada para o trabalho normal e para acessar o sistema. As melhores práticas sugerem que você sempre acesse o sistema através de uma conta de usuário e não a conta root.

11.13.1. Configure a Senha Root

Definir uma conta e senha root é um passo importante durante a sua instalação. A conta root (também conhecido como o superusuário) é usada para instalar pacotes, atualizar pacotes RPM, e realizar mais manutenção do sistema. A conta de root lhe fornece total controle sobre seu sistema. Por esta razão, a conta root é melhor utilizada somente para executar manutenção ou administração do sistema. Consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 System Administrator's Guide para mais informações sobre como se tornar usuário root.
Tela da Senha root

Figura 11.41. Tela da Senha root

Clique no item do menu Senha de Root e insira sua nova senha no campo Senha de Root. Por motivos de segurança o Red Hat Enterprise  Linux mostra os caracteres como asteriscos. Insira a mesma senha no campo Confirmação para garantir que está definida corretamente. Depois de definir a senha de root, clique em Done para retornar à tela Configurações de Usuário.
Estes são os requerimentos e recomendações para criar uma senha root forte:
  • deve ter ao menos oito caracteres
  • deve conter números, letras (Maiúscula e Minúscula) e símbolos
  • é sensível ao tamanho da letra e deve conter uma combinação dos dois.
  • Algo que possa lembrar mas não pode ser adivinhado facilmente
  • deve ser uma palavra, abreviação ou número associado à você, à sua empresa ou encontrado em um dicionário (incluindo os idiomas estrangeiros)
  • Você não deve escrevê-la; caso precise escrever, mantenha-a segura

Nota

Para mudar sua senha root depois de concluir a instalação, use a Ferramenta de Senha Root.

11.13.2. Cria uma Conta de Usuário

Para criar uma conta de usuário comum (não-root) durante a instalação, clique em Configurações do usuário na tela de progresso. A tela Criar Usuário será exibida, permitindo que você configure a conta de usuário regular e configure seus parâmetros. Embora seja recomendado fazer durante a instalação, este passo é opcional e pode ser realizado após a conclusão da instalação.
Para deixar a tela de criação de usuário depois de ter entrado, sem a criação de um usuário, deixe todos os campos em branco e clique em Concluído .
Tela de Configuração de Conta de Usuário

Figura 11.42. Tela de Configuração de Conta de Usuário

Insira o nome completo e o nome do usuário em seus campos respectivos. Note que o nome de usuário do sistema deve ser mais curto do que 32 caracteres e não pode conter espaços. É altamente recomendável configurar uma senha para a nova conta.
Ao configurar uma senha forte, até para um usuário root, siga estas diretrizes descritas em Seção 11.13.1, “Configure a Senha Root ”.
Clique no botão Advanced para abrir um novo diálogo com configurações adicionais.
Configuração de Conta de Usuário Avançada

Figura 11.43. Configuração de Conta de Usuário Avançada

Por padrão, cada usuário obtém um diretório home correspondente aos seus nomes de usuários. Na maioria dos casos, não há necessidade de mudança desta configuração.
Você também pode definir manualmente um número de identificação do sistema para o novo usuário e seu grupo padrão, selecionando as caixas de seleção. O intervalo para IDs de usuário regular começa no número 1000 . Na parte inferior da caixa de diálogo, você pode entrar na lista de grupos adicionais, separados por vírgulas, ao qual o novo usuário deve pertencer. Os novos grupos serão criados no sistema. Para personalizar IDs de grupo, especifique os números entre parênteses.
Depois de padronizar a conta de usuário, clique em Save Changes para retornar à tela User Settings.

11.14. Instalação Concluída

Parabéns! Sua instalação do Red  Hat Enterprise Linux foi concluída!
Clique em Reinicializar para reinicializar seu sistema e começar a utilizar o Red Hat Enterprise Linux. Lembre-se de remover qualquer mídia de instalação caso não seja ejetada automaticamente na reinicialização.
Após a sequência de inicialização normal de seu computador for completada, o Red Hat Enterprise Linux será carregado e iniciará. Por padrão, o processo de inicialização é oculto atrás de uma tela gráfica que exibe uma barra de progresso. Eventualmente, aparecerá uma tela gráfica de autenticação (ou caso o Sistema X Window não estiver instalado, aparecerá um prompt de login:).
Se o seu sistema foi instalado com o X Window System durante este processo de instalação, a primeira vez que iniciar o seu sistema Red  Hat Enterprise  Linux, serão lançados aplicativos para configurar seu sistema. Estes aplicativos irão guiá-lo através da configuração inicial do Red  Hat Enterprise  Linux e permitirão que você defina a hora e a data do sistema, registre sua máquina na Red  Hat Network e muito mais.
See Capítulo 26, Configuração inicial e Firstboot para informações sobre o processo de configuração.

Capítulo 12. Troubleshooting Instalação no IBM Power Systems

Esse capítulo aborda alguns problemas comuns na instalação e suas soluções.
Para propósitos de depuração, o Anaconda registra ações de instalação em arquivos no diretório /tmp. Estes arquivos se encontram listados da seguinte tabela:

Tabela 12.1. Arquivos de Log gerados durante a Instalação

Arquivo LogConteúdo
/tmp/anaconda.logmensagens gerais do Anaconda
/tmp/program.logtodos os programas externos executados durante a instalação
/tmp/storage.loginformações de módulo de armazenamento extensivo
/tmp/packaging.logmensagens de instalação dos pacotes yum e rpm
/tmp/syslogmensagens de sistema relacionados ao hardware
Se a instalação falhar, as mensagens destes arquivos serão consolidadas no/tmp/anaconda-tb-identifier, onde identifier é uma cadeia aleatória.
Todos os arquivos listados acima se encontram no disco RAM do programa de instalação, o que siginifica que não são salvos permanentemente e serão perdidos depois que o sistema for fechado. Para armazená-los de forma permanente, copie estes arquivos para outros sistema na rede usando o scp no sistema executando o instalador, ou copie-os para um dispositivo de armazenamento montado (como um flash drive de USB). Detalhes sobre como transferir os arquivos log sob a rede estão abaixo.

Nota

O seguinte procedimento requer que o sistema de instalação possa acesar a rede e o sistema alvo para conseguir receber arquivos pelo protocolo ssh.

Procedimento 12.1. Transferindo Arquivos de Log utilizando a Rede

  1. No sistema que você está instalando, pressione Ctrl+Alt+F2 para acessar a janela de solicitação. Você será autenticado na conta root e terá acesso ao sistema de arquivo do programa de instalação.
  2. Mude para o diretório /tmp onde se encontram os arquivos de log:
    # cd /tmp
  3. Copie os arquivos de log para outro sistema na rede utilizando o comando scp:
    # scp *log user@address:path
    Substitua o user por um nome de usuário válido no sistema de alvo, address por um endereço do sistema ou nome de host, e path por um caminho para o diretório onde você deseja salvar os arquivos de log. Por exemplo, se você deseja autenticar como john em um sistema com um endereço IP de 192.168.0.122 e colocar os arquivos de log no diretório /home/john/logs/ neste sistema, o comando terá a seguinte forma:
    # scp *log john@192.168.0.122:/home/john/logs/
    Ao conectar o sistema de alvo pela primeira vez, você pode encontrar uma mensagem parecida com esta a seguir:
    A autenticidade do host '192.168.0.122 (192.168.0.122)' não pode ser publicada.
    ECDSA key fingerprint is a4:60:76:eb:b2:d0:aa:23:af:3d:59:5c:de:bb:c4:42.
    Você tem certeza de que deseja continuar a conexão (sim/não)?
    Digite yes e pressione Enter para continuar. Depois forneça uma senha válida ao ser solicitado. Os arquivos começarão a transferência para o diretório especificado no sistema alvo.
Os arquivos de log a partir da instalação são agora salvos de forma permanente no sistema alvo e disponivel para revisão.

12.1. Problemas no Início da Instalação

12.1.1. Problemas ao Inicializar a Instalação Gráfica

Sistemas com algumas placas de vídeo apresentam problemas ao iniciar o programa de instalação gráfico. Se o programa de instalação não roda usando sua configuração padrão, tenta rodar num modo de resolução mais baixo. Se isso também falhar, o programa de instalação tenta rodar no modo texto.
Existem diversas soluções possíveis para exibir problemas, a maioria deles involve especificar opções de inicialização de padronização. Para mais informações veja Seção 20.1, “Configurando o Sistema de Instalação no Menu de Inicialização”.
Use o modo gráficos básicos
Você pode tentar realizar a instalação utilizando o driver de gráficos básicos, Para fazer isto, edite as opções do programa de instalação na solicitação do boot: e adicione inst.xdriver=vesa ao final da linha de comando.
Especifique a resolução de exibição manualmente
Se o programa de instalação falhar na detecção de sua resolução de tela, você poderá sobrescrever a detecção automática e especificá-lo manualmente. Para fazer isto, adicione a opção inst.resolution=x no menu de inicialização, onde x é a resolução da exibição (por exemplo 1024x768).

12.1.2. Console em Série não Detectado

Em alguns casos, a tentativa de instalar em modo texto usando um console serial não resultará em uma saída no console. Isso acontece em sistemas que têm uma placa de vídeo, mas nenhum monitor ligado. Se Anaconda detectar uma placa de vídeo, ele tentará usá-la para uma exposição, mesmo que nenhum monitor esteja conectado.
Se você quiser executar uma instalação baseada em texto em um console serial, utilize as opções de inicialização do inst.text console=. Veja Capítulo 20, Opções de Inicialização para mais detalhes.

12.2. Problemas Durante a Instalação

12.2.1. Nenhum disco detectado

Quando a instalação se inicia, você pode receber a seguinte mensagem de erro:
Nenhum disco detectado. Por favor encerre o computador, conecte pelo menos um disco, e reinicie para completar a instalação.
A mensagem indica que Anaconda não encontrou nenhum dispositivo de armazenamento para ser instalado. Nesse caso, certifique-se de que seu sistema tem pelo menos um dispositivo de armazenamento conectado.
Se o seu sistema usa um controlador RAID de hardware, verifique se o controlador está configurado corretamente e funcionando. Consulte a documentação do controlador para obter instruções.
Se você estiver instalando um ou mais dispositivos iSCSI e não houver um armazenamento local presente no sistema, assegure-se de que todos os LUNs necessários (Logical Unit Numbers) estejam sendo apresentados ao HBA apropriado (Host Bus Adapter). Para informações adicionais sobre o iSCSI, veja Apêndice B, Discos iSCSI.
Se você tem certeza de que possui um dispositivo de armazenamento conectado e configurado adequadamente e a mensagem ainda aparece depois que você reinicia o sistema e começa a instalação novamente, isso significa que o instalador não conseguiu detectar o armazenamento. Na maioria dos casos essa mensagem aparece quando você tenta instalar em um dispositivo SCSI que não tenha sido reconhecido pelo programa de instalação.
Nesse caso, você terá que executar uma atualização de driver antes de iniciar a instalação. Verifique no site do seu fornecedor de hardware para determinar uma atualização de driver que conserte o problema. Para mais informações gerais sobre atualizações de drivers, consulte Capítulo 9, Atualizando drivers durante a instalação em IBM Power Systems.
Você também pode consultar o Red Hat Hardware Compatibility List, disponível online em https://hardware.redhat.com.

12.2.2. Reportando Mensagens Traceback

Se o programa de instalação gráfico encontrar um erro, ele apresentará uma caixa de diálogo relatando o problema. Você pode então optar por enviar informações sobre o problema que você encontrou à Red Hat. Para enviar um relatório de falha, você precisará inserir suas credenciais do Portal do Cliente. Se você não tem uma conta no Portal do Cliente, você pode se cadastrar no https://www.redhat.com/wapps/ugc/register.html. Relatórios de falhas automatizados também requerem uma conexão de rede.
A Caixa de Diálogos de Relatório de Travamentos

Figura 12.1. A Caixa de Diálogos de Relatório de Travamentos

Quando o diálogo aparecer, selecione Report Bug para reportar o problema, ou Quit para sair da instalação.
Opcionalmente, clique em Mais informações para exibir a saída detalhada que poderá ajudar a determinar a causa do erro. Se você estiver familiarizado com a depuração, clique em Debug . Isto irá levá-lo ao terminal virtual tty1 , onde você poderá solicitar informações mais precisas que irão reforçar o relatório de bug. Para voltar à interface gráfica de tty1 , use o comando continuar .
A caixa de diálogos de relatório de travamento expandido

Figura 12.2. A caixa de diálogos de relatório de travamento expandido

Se você quiser relatar o bug para o Portal do Cliente, siga o procedimento abaixo.

Procedimento 12.2. Relatando Erros para o Suporte da Red Hat

  1. No menu que aparecer, selecione Report a bug to Red Hat Customer Portal.
  2. Para relatar um erro para a Red Hat, você primeiro precisa fornecer suas credenciais do Portal do Cliente. Clique em Configure Red Hat Customer Support.
    Credenciais do Portal do Cliente

    Figura 12.3. Credenciais do Portal do Cliente

  3. Uma nova janela será agora aberta, solicitando que você digite o seu nome de usuário e senha do Portal do Cliente. Introduza as suas credenciais Portal do Cliente da Red Hat.
    Configure Red Hat Customer Support

    Figura 12.4. Configure Red Hat Customer Support

    Caso suas configurações de rede lhe solicitem que você use um proxy HTTP ou HTTPS você poderá configurá-lo expandindo o menu Advanced e inserindo o endereço do servidor proxy.
    Quando você insere todas as credenciais necessárias, clique em OK para continuar.
  4. Uma nova janela será exibida, contendo um campo de texto. Anote todas as informações úteis e comentários aqui. Descreva como o erro pode ser reproduzido, explicando cada passo que você tomou antes de aparecer o diálogo de relatórios de falhas. Forneça o máximo de detalhes relevantes possível, incluindo qualquer informação que você adquiriu durante a depuração. Esteja ciente de que as informações fornecidas aqui podem se tornar visíveis publicamente no Portal do Cliente.
    Se você não sabe o que causou o erro, selecione a caixa Eu não sei o que causou este problema na parte inferior da caixa de diálogo.
    Depois, clique em Forward.
    Descreva o Problema

    Figura 12.5. Descreva o Problema

  5. Em seguida, verifique as informações que serão enviadas para o Portal do Cliente. A explicação que forneceu se encontra no comentário . Outros guias incluem informações como o nome do host do seu sistema e outros detalhes sobre o ambiente de instalação. Você pode remover todos os itens que você não quer que sejam enviados para Red Hat, mas esteja ciente de que o fornecimento de menos detalhe pode afetar a investigação do problema.
    Clique no botão Forward quando houver terminado a revisão das informações a serem enviadas.
    Reveja os Dados a Serem Enviados

    Figura 12.6. Reveja os Dados a Serem Enviados

  6. Reveja a lista de arquivos que serão enviados e incluídos no relatório de bug como anexos individuais. Esses arquivos fornecem informações sobre o sistema que vai ajudar a investigação. Se você não deseja enviar determinados arquivos, desmarque a caixa ao lado de cada um. Para fornecer arquivos adicionais que podem ajudar a resolver o problema, clique em Anexar um arquivo .
    Depois de ter revisto os arquivos a serem enviados, marque a caixa Eu revi os dados e concordo em enviá-los . Em seguida, clique Forward para enviar o relatório e anexos para o Portal do Cliente.
    Reveja os Arquivos a serem Enviados

    Figura 12.7. Reveja os Arquivos a serem Enviados

  7. Quando o diálogo relatar que o processamento foi concluído, você pode clicar em Mostrar Log para ver os detalhes do processo de comunicação ou Fechar para voltar à caixa de diálogo de relatório de travamento inicial. Lá, clique em Sair para sair da instalação.

12.2.3. Outros Problemas de Particionamentos para os Usuários do IBM Power Systems

Se você criar partições manualmente, mas não conseguir prosseguir para a próxima tela, provavelmente você não criou todas as partições necessárias para concluir a instalação.
Você deve ter, no mínimo, as seguintes partições:
  • A / (root) partição
  • Uma partição PReP Boot
  • Uma partição /boot ( somente se a partição root for um volume lógico LVM ou subvolume Btrfs)

12.3. Problemas após a Instalação

12.3.1. Problemas com a Sequência de Inicialização Gráfica

Depois de concluir a instalação e reiniciar o sistema pela primeira vez, é possível que o sistema pare de responder durante a seqüência de inicialização gráfica, exigindo uma redefinição. Neste caso, o carregador de inicialização é exibido com sucesso, mas ao selecionar qualquer entrada e tentar inicializar o sistema resultará em uma interrupção. Isso geralmente significa um problema com a seqüência de inicialização gráfica; para resolver este problema, você deve desativar a inicialização gráfica. Para fazer isso, altere temporariamente a configuração durante a inicialização antes de mudá-la permanentemente.

Procedimento 12.3. Desabilitar Inicialização Gráfica Temporariamente

  1. Inicie seu computador e espere até que o menu do carregador de inicialização apareça. Se você definir o período do timeout do seu carregador de inicialização para 0, segure a tecla Esc para acessá-lo.
  2. Quando o menu do carregador de inicialização aparecer, use as teclas de cursor para realçar a entrada que você deseja inicializar e pressione a tecla e para editar as opções desta entrada.
  3. Na lista de opções, encontre a linha do kernel, ou seja, a linha que começa com a palavra-chave linux . Nesta linha, localize a opção rhgb e a exclua. A opção pode não ser imediatamente visível; use as teclas do cursor para se deslocar para cima e para baixo.
  4. Pressione F10 ou Ctrl+X para inicializar seu sistema com as opções editadas.
Se o sistema foi iniciado com êxito, você poderá se autenticar normalmente. Depois, você vai precisar desativar a inicialização gráfica permanentemente - caso contrário você terá que executar o procedimento anterior cada vez que o sistema for inicializado. Para alterar permanentemente as opções de inicialização, faça o seguinte:

Procedimento 12.4. Desabilite Inicialização Gráfica Permanentemente

  1. Autentique-se na conta de usuário root utilizando o comando su -:
    $ su -
  2. Abra o arquivo de configuração do /etc/default/grub utilizando um editor de texto simples como o vim.
  3. Dentro do arquivo grub, localize a linha iniciando com GRUB_CMDLINE_LINUX. A linha deve se parecer com esta:
    GRUB_CMDLINE_LINUX="rd.lvm.lv=rhel/root rd.md=0 rd.dm=0 vconsole.keymap=us $([ -x /usr/sbin/rhcrashkernel-param ] && /usr/sbin/rhcrashkernel-param || :) rd.luks=0 vconsole.font=latarcyrheb-sun16 rd.lvm.lv=vg_rhel/swap rhgb quiet"
    
    Nesta linha remova a opção rhgb.
  4. Salve o arquivo da configuração editado.
  5. Atualize a configuração do gerenciador de inicialização, executando o seguinte comando:
    # grub2-mkconfig --output=/boot/grub2/grub.cfg
Depois de concluir este procedimento, você poderá reiniciar o computador. Red Hat Enterprise Linux não irá mais usar a sequência de inicialização gráfica. Se você deseja habilitar a inicialização gráfica, siga o mesmo procedimento, adicione a opção rhgb à linha GRUB_CMDLINE_LINUX no arquivo /etc/default/grub e atualize a configuração do carregador de inicialização novamente usando o grub2-mkconfig .
Veja Red Hat Enterprise Linux 7 System Administrator's Guide para obter mais informações sobre o carregador de inicialização do GRUB2.

12.3.2. Inicializando em um Ambiente Gráfico

Se você houver instalado o X Window System , mas não estiver vendo um ambiente de desktop gráfico, uma vez que você entrar em seu sistema, você poderá iniciá-lo manualmente usando o startx . Note, entretanto, que esta é apenas uma correção e não altera o processo para autenticações futuras de registro.
Para configurar o sistema de modo que você possa entrar em uma tela de login gráfica, você deve alterar o alvo padrão systemd para graphical.target . Quando terminar, reinicie o computador. Você verá um prompt de login gráfico após a reinicialização do sistema.

Procedimento 12.5. Configurando um Login Gráfico como Padrão

  1. Abra uma janela de comandos. Se você estiver na sua conta de usuário, mude para root, digitando o comando su.
  2. Mude o alvo padrão para graphical.target. Para fazer isto, execute o seguinte comando:
    # systemctl set-default graphical.target
O login gráfico agora é ativado por padrão - você verá um prompt de login gráfico após a próxima reinicialização. Se você quiser reverter essa mudança e continuar usando o prompt de login baseada em texto, execute o seguinte comando como root :
# systemctl set-default multi-user.target
Para mais informações sobre os alvos em systemd, veja Red Hat Enterprise Linux 7 System Administrator's Guide.

12.3.3. Nenhuma Interface de Usuário Gráfica Presente

Se você estiver com problemas para que o X (o X Window System ) inicie, é possível que ele não tenha sido instalado. Alguns dos ambientes de base pré-definidos que podem ser selecionadas durante a instalação, como Minimal install ou Web Server, não incluem uma interface gráfica, é necessário que sejam instalados manualmente .
Se você quiser X, você pode instalar os pacotes necessários depois. Veja o artigo de Base de Conhecimento em https://access.redhat.com/site/solutions/5238 para obter informações sobre como instalar um ambiente de desktop gráfico.

12.3.4. Travamento do servidor x após o log in de usuário

Se você está tendo problemas com o servidor X travando quando um usuário fizer um login, um ou mais de seus sistemas de arquivos podem estar cheios (ou quase cheios). Para verificar se esse é o problema que você está enfrentando, execute o seguinte comando:
$ df -h
O resultado irá ajudar a diagnosticar qual partição está cheia, na maioria dos casos o problema será na partição /home . Um exemplo de resultado do df pode ser semelhante ao seguinte:
Filesystem                                  Size  Used Avail Use% Mounted on
/dev/mapper/vg_rhel-root                     20G  6.0G   13G  32% /
devtmpfs                                    1.8G     0  1.8G   0% /dev
tmpfs                                       1.8G  2.7M  1.8G   1% /dev/shm
tmpfs                                       1.8G 1012K  1.8G   1% /run
tmpfs                                       1.8G     0  1.8G   0% /sys/fs/cgroup
tmpfs                                       1.8G  2.6M  1.8G   1% /tmp
/dev/sda1                                   976M  150M  760M  17% /boot
/dev/dm-4                                    90G   90G     0 100% /home
No exemplo acima, você poderá ver que a partição /home está cheia, o que provoca o travamento. Você pode criar algum espaço na partição removendo arquivos desnecessários. Depois de liberar algum espaço em disco, inicie X usando o startx .
Para informações adicionais sobre df e uma explicação das opções disponíveis (como o -h usado neste exemplo ), consulte a página man df(1) .

12.3.5. O seu Sistema está Exibindo Erro de Sinal 11?

Um erro signal 11, normalmente chamado de falha de segmentação, significa que o programa acessou uma localidade de memória que não foi atribuída a ele. Um erro signal 11 pode ocorrer devido a um erro em um dos programas instalados, ou devido a hardware defeituoso.
Se você receber um erro fatal signal 11 durante a instalação, certifique-se de que você está usando as imagens de instalação mais recentes, e deixe Anaconda verificá-los para se certificar que não estão corrompidos. Mídia de instalação ruins (como um disco ótico indevidamente gravado ou riscado) são uma causa comum de erros signal 11. É recomendado verificar a integridade da mídia de instalação antes de cada instalação.
Para obter informações sobre como obter a mídia de instalação mais recente, veja Capítulo 1, Baixando o Red Hat Enterprise Linux. Para executar uma verificação de mídia antes de iniciar a instalação, anexe a opção de inicialização rd.live.check no menu de inicialização. Veja Seção 20.2.2, “Verificando a Mídia de Inicialização” para mais detalhes.
Outras possíveis causas são além do escopo deste documento. Consulte a documentação do fabricante do hardware para obter mais informações.

12.3.6. Não foi capaz de realizar um IPL a partir do Network Storage Space (*NWSSTG)

Se você estiver enfrentando dificuldades ao tentar realizar um IPL do espaço de armazenamento em rede (* NWSSTG), na maioria dos casos, o motivo é uma partição PReP que está faltando. Neste caso, será necessário reinstalar o sistema e certificar-se de criar a partição durante a fase de particionamento ou no arquivo de Kickstart.

Parte III. IBM System z Architecture — Instalação e Inicialização

Esta parte discute sobre a inicialização, ou carga inicial de programa , (IPL) do Red Hat Enterprise Linux no IBM System z.

Capítulo 13. Planejando para a Instalação em um Sistema IBM System z

13.1. Pré-instalação

Red Hat Enterprise Linux 7 executado em zEnterprise 196 ou sistemas de mainframe IBM posteriores.
O processo de instalação entende que você já conhece o IBM System z e pode configurar o logical partitions (LPARs) e máquinas virtuais convidadas z/VM. Para informações adicionais sobre o System z, consulte o http://www.ibm.com/systems/z.
Para instalação do Red Hat Enterprise Linux no System z, Red Hat suporta o DASD (Direct Access Storage Device) es dispositivos de armazenamento FCP (Fiber Channel Protocol).
Antes de instalar o Red Hat Enterprise Linux, você precisa decidir o sequinte:
  • Decida se deseja executar o sistema operacional numa LPAR ou como um sistema operacional convidado z/VM.
  • Determine se você precisa de espaço virtual (swap) e, se precisar, de quanto. Apesar de ser possível (e recomendado) atribuir memória suficiente para z/VM e deixar que esta crie o espaço virtual necessário, há alguns casos nos quais a quantidade de RAM necessária não é previsível. Estas situações devem ser examindas caso-a-caso. Consulte o Seção 15.10.3.5, “Esquema de Particionamento Recomendado”.
  • Decida sobre a configuração de rede. O Red  Hat Enterprise  Linux  pois o IBM System z suporta os seguintes dispositivos de rede:
    • Real e virtual Open Systems Adapter (OSA)
    • Real e virtual HiperSockets
    • LAN channel station (LCS) para OSA real
Você precisa dos seguintes hardwares:
  • Espaço de Disco. Calcular quanto de espaço de disco você precisa e Alocar Espaço de Disco suficiente em DASDs [2] ou SCSI[3]. Você precisa de ao menos 2 GB para as instalações de servidor, enquanto 5  GB para instalar todos os pacotes. Você também precisará de um espaço de disco para qualquer dado de aplicativo. Após a instalação, mais partições de disco do DASD ou SCSI podem ser adicionadas ou removidas como necessário.
    O espaço de disco utilizado pelo Red Hat Enterprise  Linux recentemente instalado (a instância do LInux), deve ser diferente do espaço de disco utilizado por quaisquer outros SOs que estejam instalados em seu sistema.
    Para mais informações sobre a configuração de discos e partições, consulte a Seção 15.10.3.5, “Esquema de Particionamento Recomendado”.
  • RAM. Adquira 1 GB (recomendado) para a instância do Linux. Com algum ajuste, uma instância pode rodar em um mínimo de 512 MB RAM.

13.2. Visão Geral do Procedimento de Instalação do System z

Você pode instalar o Red  Hat Enterprise  Linux on System z de forma interativa ou em modo desatendido. A instalação no System z difere das instalaçãoes em outras arquiteturas, ou seja é geralmente realizada sob uma rede e não de um DVD. A instalação pode ser resumida da seguinte forma:
  1. Iniciar a instalação

    Conecte-se com a mainframe, depois realize um initial program load (IPL), ou inicialização, do meio contendo o programa de instalação. Veja Capítulo 14, Inicializando a Instalação em um Sistema IBM System z para obter mais detalhes.
  2. Anaconda

    Use o programa de instalação Anaconda para configurar a rede, especifique o suporte de idioma, fonte de instalação, pacotes de software a serem instalados, e realize o restante da instalação. Veja Capítulo 15, Instalando Red Hat Enterprise Linux no IBM System z para obter mais informações.

13.2.1. Iniciar a instalação

Após estabelecer uma conexão com o mainframe, você precisará realizar um carregamento de programa inicial (IPL), ou inicialização, de um meio que contenha o programa de instalação. Este documento descreve os métodos mais comuns de instalação do Red  Hat Enterprise  Linux no System z. Em geral, você pode usar qualquer método para inicializar o sistema de instalação do Linux, o qual consiste em um kernel (kernel.img) e um disco RAM inicial (initrd.img) com ao menos os parâmetros no arquivo generic.prm. O sistema de instalação do Linux também é chamado de programa de instalação neste livro.
O ponto de controle de onde você pode iniciar o processo de IPL depende do ambiente onde seu Linux é executado. Se seu Linux for executado como um sistema operacional convidado z/VM, os pontos de controle são control program (CP) do hosting z/VM. Se seu Linux for executado em modo LPAR, o ponto de controle é um Support Element (SE) do mainframe ou um IBM System z anexado Hardware Management Console (HMC).
Você pode usar a seguinte mídia de inicialização, somente se o Linux for executado como um sistema operacional convidado sob o z/VM:
Você pode usar a seguinte mídia de inicialização somente se o Linux for executado no modo LPAR:
Você pode usar a seguinte mídia de inicialização para ambos z/VM e LPAR:
Se você usar o DASD e dispositivos FCP anexados (exceto o SCSI DVDs) como mídia de inicialização, você deve ter um carregador de inicialização zipl configurado zipl .

13.2.2. Instalação usando Anaconda

Na segunda fase da instalação, você verá o programa de instalação do Anaconda no modo gráfico, base de texto, ou linha de comando::
Modo Gráfico
Instalação gráfica é feita através de um cliente de VNC. Você pode usar o mouse e o teclado para navegar pelas telas, clicar em botões e digitar nos campos de texto. Para mais informações sobre como executar uma instalação gráfica usando VNC, veja Capítulo 22, Instalação com um VNC..
Modo em Texto
Esta interface não oferece todos os elementos de interface do GUI e não suporta todas as configurações. Use este para instalações interativas se você não puder usar um cliente VNC. Para mais informações sobre instalações de modo texto, veja Seção 15.1.3, “Instalação em Modo Texto”.
Modo Linha de Comando
Este destina-se a instalações automatizadas e não-interativas em System  z. Observe que, se o programa de instalação encontra um inválido de comando ausente kickstart, o sistema irá reiniciar. Para mais informações sobre a instalação automática, veja Capítulo 23, Instalações pelo Kickstart.
No Red Hat Enterprise Linux 7 a instalação com base em texto foi reduzida para minimizar a interação do usuário. Os recursos como a instalação em dispositivos de SCSI de FCP anexado, mudança de layout de partição, ou a seleção de pacote de complemento, estão disponíveis com a instalação de interface de usuário gráfica. Use a instalação gráfica sempre que possível. Consulte o Capítulo 15, Instalando Red Hat Enterprise Linux no IBM System z para mais detalhes.


[2] Direct Access Storage Devices (ou DASDs) são discos rígidos que permitem um máximo de três (3) partições por DASD. Por exemplo, as partições dasda possuem dasda1, dasda2, e dasda3.
[3] Using the SCSI-over-Fibre Channel device driver (o driver de dispositivo zfcp) e um interruptor dedicado, SCSI LUNs podem ser apresentados ao Linux em System z como se fossem anexados localmente aos drives SCSI.

Capítulo 14. Inicializando a Instalação em um Sistema IBM System z

Os passos para realizar a inicialização de programa inicial (IPL) do programa de instalação Anaconda depende do ambiente (tanto z/VM como LPAR) no qual será executado o Red Hat Enterprise Linux .

14.1. Padronizando generic.prm

Se você instalar através de z /VM ou LPAR, para personalizar o generic.prm arquivo baixado, adicione configuração nele para os seguintes itens:
repositório de instalação
Use o inst.repo= option. See Especificando a Fonte de Instalação para detalhes.
dispositivos de rede
Use as opções ip= e nameserver=. Veja Opções de Inicialização de Rede para obter detalhes.
Você também pode usar o rd.znet=, que leva um tipo de protocolo de rede, uma lista delimitada por vírgulas de sub-canais, e, opcionalmente, delimitado por vírgula sysfs e pares de valores, então ativa o dispositivo. Este parâmetro pode ser especificado várias vezes para ativar vários dispositivos de rede. Exemplo:
rd.znet=qeth,0.0.0600,0.0.0601,0.0.0602,layer2=1,portname=foo
rd.znet=ctc,0.0.0600,0.0.0601,protocol=bar
dispositivos de armazenamento
A opção rd.dasd= leva um identificador de bus de dispositivo do adaptador de Direct Access Storage Device (DASD) e separado por vírgulas (opcionalmente) sysfs em valores de pares, depois ativa o dispositivo. Este parâmetro pode ser especificado diversas vezes para ativar os múltiplos DASDs. Exemplo:
rd.dasd=0.0.0200,readonly=0
A opção rd.zfcp= leva um identificador de barramento do dispositivo adaptador SCSI sobre FCP (zFCP), um nome de porta mundial (WWPN), e um FCP LUN, depois ele ativa o dispositivo. Este parâmetro pode ser especificado diversas vezes para ativar múltiplos dispositivos zFCP Exemplo:
rd.zfcp=0.0.4000,0x5005076300C213e9,0x5022000000000000

14.2. Considerações para a Instalação do disco rígido no IBM System z

Se você deseja inicializar o programa de instalação de um disco rígido, você pode instalar como forma alternativa o carregador de inicialização zipl no mesmo disco (ou um diferente). Saiba que zipl suporta somente um histórico de inicialização por disco. Se você possuir diversas partições em um disco, eles todos "compartilham" o histórico de inicialização único do disco.
Para preparar um hard drive para inicializar o programa de instalação, instale o zipl boot loader no hard drive inserindo o seguinte comando:
# zipl -V -t /mnt/ -i /mnt/images/kernel.img -r /mnt/images/initrd.img -p /mnt/images/generic.prm
Veja Seção 14.1, “Padronizando generic.prm para detalhes sobre como padronizar parâmetros de inicialização do arquivo generic.prm.

14.3. Instalando sob z/VM (máquina virtual)

Ao instalar sob o z/VM, você pode inicializar a partir de:
  • z/VM leitor virtual
  • um DASD ou um dispositivo de SCSI de FCP anexado preparado com o carregador de inicialização do zipl.
  • um drive de DVD SCSI de FCP anexado
Faça o login em z/VM como a conta convidada Linux. Você poderá usar o x3270 ou o emulador de terminal c3270 disponível no pacote texto x3270 no Red  Hat Enterprise  Linux para se registrar no z/VM a partir de outros sistemas Linux. Como forma alternativa, use o emulador do terminal IBM 3270 no console de gerenciamento do IBM System  z. Se você estiver trabalhando em uma máquina com um Microsoft Windows, Jolly Giant ( http://www.jollygiant.com/) oferece um emulador 3270 com SSL ativado. Existe também uma porta livre nativa do c3270 chamada wc3270.

Nota

Se sua conexão 3270 for interrompida e você não conseguir se autenticar novamente por causa da sessão anterior ainda estar ativa, você pode substituir a sessão antiga por uma nova inserindo o seguinte comando na tela de logon do z/VM.
logon user here
Substitua o user pelo nome da máquina virtual convidada z/VM. Dependendo se o gerenciador de segurança externa, por exemplo o RACF, estiver em uso, o comando do logon pode variar.
Se você já não estiver executando o CMS (sistema operacional de usuário único distribuído com o z/VM) em seu convidado, inicialize-o agora inserindo o comando:
cp ipl cms
Tenha a certeza de usar os discos do CMS tal como um disco A (geralmente tendo o número do dispositivo 0191) como alvos de instalação. Para descobrir quais discos estão em uso pelo CMS use a seguinte pesquisa:
query disk
Você pode usar os seguintes comandos de pesquisa CP (Programa de Controle do z/VM, o qual é o hipervisor do z/VM) para descobrir sobre a configuração de sua máquina virtual convidado z/VM:
  • Pesquise a memória principal disponível, a qual é chamada de storage na terminologia do System z. Seu convidado deve possuir ao menos 1 GB de memória principal.
    cp query virtual storage
  • Pesquisar dispositivos de rede disponíveis no tipo:
    osa
    OSA – CHPID tipo OSD, real ou virtual (VSWITCH ou GuestLAN), ambos no modo QDIO
    hsi
    HiperSockets – CHPID tipo IQD, real ou virtual (GuestLAN tipo Hipers)
    lcs
    LCS – CHPID tipo OSE
    Por exemplo, para pesquisar todos os tipos de dispositivos de rede mencionados acima, execute:
    cp query virtual osa
  • Pesquisa disponível DASDs. Somente aqueles que são sinalizados com o RW para modo leitura-gravação pode ser utilizado como alvos de instalação:
    cp query virtual dasd
  • Pesquisar canais de FCP disponíveis:
    cp query virtual fcp

14.3.1. Usando o leitor z/VM

Realizar os seguintes passos para inicializar a partir do leitor z/VM:
  1. Se for necessário, adicione o dispositivo contendo as ferramentas TCP/IP da z/VM à lista de discos do seu CMS. Por exemplo:
    cp link tcpmaint 592 592
    acc 592 fm
    Substitua fm por qualquer letra do FILEMODE.
  2. Executar o comando:
    ftp host
    Onde host é o nome do host ou endereço IP do servidor FTP que acomoda as imagens de inicialização (kernel.img e initrd.img).
  3. Autentique-se e execute os seguintes comandos (use a opção repl se você estiver sobrescrevendo os arquivos kernel.img, initrd.img, generic.prm, ou redhat.exec existentes):
    cd /location/of/install-tree/images/ 
    ascii  
    get generic.prm (repl  
    get redhat.exec (repl  
    locsite fix 80  
    binary  
    get kernel.img (repl  
    get initrd.img (repl  
    quit
  4. Como forma opcional verifique se os arquivos foram transferidos corretamente usando o comando CMS filelist para mostrar os arquivos recebidos e seus formatos. É importante que o kernel.img e initrd.img possuam um formato de comprimento de gravação denotado pelo F na coluna Formato e um comprimento de gravação de 80 na coluna Lrecl. Por exemplo:
    VMUSER FILELIST A0 V 169 Trunc=169 Size=6 Line=1 Col=1 Alt=0
    Cmd Filename	Filetype	Fm	Format	Lrecl	Records	Blocks	Date	Time
        REDHAT	EXEC		B1	V	22	1 	1	4/15/10	9:30:40 
        GENERIC	PRM		B1	V	44	1	1	4/15/10	9:30:32 
        INITRD	IMG		B1	F	80	118545	2316	4/15/10	9:30:25 
        KERNEL	IMG		B1	F	80	74541	912	4/15/10	9:30:17
    
    Pressione a tecla PF3 para sair do filelist. e retorne à solicitação do CMS.
  5. Padronizar parâmetros de inicialização em generic.prm se necessário. Veja Seção 14.1, “Padronizando generic.prm para detalhes.
    Uma outra forma de configurar os dispositivos de armazenamento e rede é utilizando um arquivo de configuração CMS. Neste caso, adicione os parâmetros CMSDASD= e CMSCONFFILE= à generic.prm. Veja Seção 18.2, “O Arquivo de Configuração do z/VM.” para obter mais detalhes.
  6. Finalmente, execute o script do REXX redhat.exec para inicializar o programa de instalação:
    redhat

14.3.2. Usando um DASD preparado

Inicialize a partir de um DASD preparado e selecione a entrada do menu de inicialização zipl referenciando o programa de instalação do Red Hat Enterprise Linux. Use um comando da seguinte forma:
cp ipl DASD_device_number loadparm boot_entry_number
Substitua o DASD_device_number pelo número de dispositivo do dispositivo de inicialização, e boot_entry_number pelo menu de configuração do zipl para este dispositivo. Por exemplo:
cp ipl eb1c loadparm 0

14.3.3. Usando um Disco SCSI de FCP anexado preparado.

Realizar os seguintes passos para inicializar de um disco SCSI de FCP anexado preparado:
  1. Configure o carregardor de inicialização SCSI do z/VM para acessar o disco SCSI preparado na FCP Storage Area Network. Selecione o menu de inicialização zipl preparado, referindo-se ao instalador do Red Hat Enterprise Linux. Use o comando da seguinte forma:
    cp set loaddev portname WWPN lun LUN bootprog boot_entry_number
    Substitua o WWPN pelo Nome da Porta Mundial do sistema de armazenamento e LUN pelo Número de Unidade Lógica do disco. Os números hexadecimais de 16 digitos devem ser divididos em dois pares de oito digitos cada um. Por exemplo:
    cp set loaddev portname 50050763 050b073d lun 40204011 00000000 bootprog 0
  2. Opcionalmente, confirme suas configurações com o comando:
    query loaddev
  3. Inicialize o dispositivo FCP conectado com o sistema de armazenamento contendo o disco com o seguinte comando:
    cp ipl FCP_device 
    Por exemplo:
    cp ipl fc00

14.3.4. Usando o FCP-attached SCSI DVD Drive

Isto requer um drive de DVD SCSI anexado à uma ponte FCP para SCSI o qual está por sua vez conectado à um adaptador FCP em seu System z. O adaptador do FCP deve se configurado e disponível sob o z/VM.
  1. Insira seu Red Hat Enterprise Linux para o System z DVD no drive de DVD.
  2. Configure o carregador de inicialização do SCSI do z/VM para acessar o drive do DVD na FCP Storage Area Network e especifique 1 para a entrada de inicialização no Red  Hat Enterprise  Linux para System z DVD. Use um comando da seguinte forma:
    cp set loaddev portname WWPN lun FCP_LUN bootprog 1
    Substitua o WWPN pelo WWPN da ponte do FCP-para-SCSI e o FCP_LUN pelo LUN do drive de DVD. Os números hexadecimais de 16 digitos devem ser divididos em dois pares de oito caracteres cada um. Por exemplo:
    cp set loaddev portname 20010060 eb1c0103 lun 00010000 00000000 bootprog 1
  3. Opcionalmente, confirme suas configurações com o comando:
    cp query loaddev
  4. Realize um IPL no dispositivo FCP conectado à ponte FCP-to-SCSI.
    cp ipl FCP_device
    Por exemplo:
    cp ipl fc00

14.4. Instalando em uma LPAR

Ao instalar em um logical partition (LPAR), você pode inicializar de:
  • Servidor FTP
  • um DASD ou um drive de SCSI de FCP anexado preparado com o carregador de inicialização do zipl.
  • um drive de DVD SCSI de FCP anexado
Realize estes passos comuns primeiro:
  1. Autentique-se no IBM System z Hardware Management Console (HMC) ou Support Element como um usuário com privilégios suficientes para instalar um novo SO em uma LPAR. Recomendamos o usuário SYSPROG.
  2. Selecione Imagens, e então selecione a LPAR na qual você deseja instalar. Use as setas no lado direito da janela para navegar ao menu Recuperação do CPC.
  3. Clique duas vezes no Operating System Messages para exibir o console de texto no qual as mensagens de inicialização irão aparecer.
  4. Padronizar parâmetros de inicialização em generic.prm se necessário. Veja Seção 14.1, “Padronizando generic.prm para detalhes.
Continuar com o procedimento para a fonte de instalação.

14.4.1. Usando um Servidor FTP

  1. Clique duas vezes em Carregar do CD-ROM, DVD ou Servidor.
  2. Na caixa de diálogo seguinte, selecione FTP Source e insira as seguintes informações:
    • Host Computer – Nome da Máquina ou endereço IP do servidor FTP de onde você deseja instalar, por exemplo ftp.redhat.com
    • User ID – Seu nome de usuário no servidor FTP . Ou especifique anonymous.
    • Password – Sua senha. Use o endereço de email se você estiver se autenticando como anonymous.
    • Account (optional) – Deixe este campo vazio.
    • File location (optional) – Diretório no servidor FTP segurando o Red Hat Enterprise Linux para System z, por exemplo /rhel/s390x/.
  3. Click Continue.
  4. Na caixa de diálogo a seguir, mantenha a seleção padrão de generic.ins e então clique em Continuar.

14.4.2. Usando um DASD preparado

  1. Clique duas vezes em Carregar.
  2. Na caixa de diálogo seguinte, selecione Normal como o Load type.
  3. Como o Carregar Endereço, preencha o número do dispositivo do DASD.
  4. Como Carregar Parâmetro preencha o número correspondente da entrada do menu de inicialização do zipl que você preparou para inicializar o programa de instalação do Red  Hat Enterprise  Linux.
  5. Clique no botão OK.

14.4.3. Usando um Disco SCSI de FCP anexado preparado.

  1. Clique duas vezes em Carregar.
  2. Na caixa de diálogo seguinte, selecione SCSI como o Load type.
  3. Como o Carregar endereço preencha o número de dispositivo do canal FCP conectado com o disco SCSI.
  4. Como o Nome da porta mundial preencha o WWPN do sistema de armazenamento contendo o disco como número hexadecimal de 16 digitos.
  5. Como o Número de unidade lógica preencha o LUN do disco como um número hexadecimal de 16 digitos.
  6. Como Seletor de Programa de Instalação preencha o número correspondente da entrada do menu de inicialização do zipl que você preparou para inicializar o programa de instalação do Red  Hat Enterprise  Linux.
  7. Deixe o Inicialize o endereço de bloco lógico de gravação de inicialização como 0 e o Parâmetros de carregamento específicos do sistema Operacional vazio.
  8. Clique no botão OK.

14.4.4. Usando o FCP-attached SCSI DVD Drive

Este precisa de um drive de SCSI DVD anexado *a uma ponte FCP-to-SCSI que por sua vez, está conectado à um adaptador FCP em sua máquina do System z. Seu adaptador do FCP precisa ser configurada e disponível em seu LPAR.
  1. Insira seu Red Hat Enterprise Linux para o System z DVD no drive de DVD.
  2. Clique duas vezes em Carregar.
  3. Na caixa de diálogo seguinte, selecione SCSI como o Load type.
  4. Como Carregar endereço preencha o número do dispositivo do canal FCP conectado à ponte FCP-to-SCSI.
  5. Como nome de porta mundial preencha o WWPN da ponte FCP-to-SCSI como um número hexadecimal de 16 digitos.
  6. Como Número de unidade lógica preencha o LUN do drive de DVD como um número hexadecimal de 16 digitos.
  7. Como o Seletor de programa de inicialização preencha o número 1 para selecionar a entrada de inicialização no Red  Hat Enterprise  Linux para o DVD do System z.
  8. Deixe o Inicialize o endereço de bloco lógico de gravação de inicialização como 0 e o Parâmetros de carregamento específicos do sistema Operacional vazio.
  9. Clique no botão OK.

Capítulo 15. Instalando Red Hat Enterprise Linux no IBM System z

Este capítulo descreve o processo de instalação com o programa de instalação Anaconda . No Red Hat Enterprise Linux 7, o programa de instalação permite que você configure as etapas de instalação individuais na ordem que você escolher, ao contrário de uma instalação fixa tradicional passo-a-passo. Durante a configuração, antes de iniciar a instalação real, você pode inserir várias seções da interface do usuário a partir de um menu central. Nessas seções, você pode configurar o suporte ao idioma em seu sistema, configurar a rede e dispositivos de armazenamento, ou selecionar os pacotes para instalação. Mais tarde você poderá voltar a cada seção para revisar as configurações antes de prosseguir com a instalação.

15.1. Opções de Modo de Instalação

Você pode instalar o Red Hat Enterprise Linux 7 em modo gráfico ou em modo texto. Embora o modo gráfico seja recomendado e preferível para a instalação e contenha todas as opções para configurar, ambos os modos seguem o layout de um menu resumido com várias seções que podem ser inseridas e reinseridas de acordo com sua necessidade, como demonstrado nas imagens abaixo.
A tela Installation Summary

Figura 15.1. A tela Installation Summary

A tela Sumário de Instalação em Modo Texto

Figura 15.2. A tela Sumário de Instalação em Modo Texto

Embora as instalações de modo texto não sejam documentadas explicitamente, aquelas que utilizam o programa de instalação em modo texto podem seguir facilmente as instruções de instalação do GUI. Veja Seção 15.1.2, “Instalação em modo de linha não interativo” e Seção 15.1.3, “Instalação em Modo Texto”. também. Note que algumas opções de instalação, como o particionamento padronizado, não estão disponíveis no modo texto.

15.1.1. Modo Gráfico de Instalação

Se você já usou uma interface gráfica de usuário (GUI) antes, está familiarizado com este processo. Use seu mouse para navegar pelas telas, clicar em botões ou digite o texto nos campos apresentados.
Você pode navegar pela instalação utilizando seu teclado. Use as teclas Tab e Shift+Tab para passar pelos elementos de controle ativos na tela, as teclas de setas Upe Down para rolar pelas listas, e as chaves de seta Left e Right para rolar pela barra de ferramentas horizontal ou entradas de tabela. Use as teclas Space e Enter para selecionar ou remover um item da seleção, ou para expandir e diminuir as listas suspensas. Você também poderá usar a combinação de comando da tecla Alt+X como forma de clicar nos botões ou fazer outras seleções de tela, onde X é substituído por qualquer letra sublinhada dentro da tela depois que você pressionar Alt.

15.1.2. Instalação em modo de linha não interativo

Se a opção inst.cmdline foi especificada como uma opção de inicialização em seu arquivo de parâmetro (Veja Seção 18.4, “Parâmetros para Instalações do Kickstart”) ou a opção cmdline) foi especificada em seu arquivo Kickstart (veja Capítulo 23, Instalações pelo Kickstart), o Anaconda inicia com uma linha modo texto. Neste modo não interativa. Neste modo, todas as informações necessárias devem ser fornecidas no arquivo do kickstart. O programa de instalação não permitirá que interação do usuário e para se houver informação de instalação não especificada.

15.1.3. Instalação em Modo Texto

Além do modo gráfico, Anaconda também inclui um instalador baseado em texto.
Se uma das seguintes situações ocorrer, a instalação usa o modo texto:
  • O sistema de instalação falha ao identificar o hardware de exibição em seu computador,
  • Você escolhe a instalação do modo texto, adicionando a opção inst.text na linha de comando de inicialização.
  • Você usava um arquivo do Kickstart para automatizar a instalação, e o arquivo que você forneceu contém o comando text.
A tela Sumário de Instalação em Modo Texto

Figura 15.3. A tela Sumário de Instalação em Modo Texto

Importante

A Red Hat recomenda que você instale o Red  Hat Enterprise Linux utilizando uma interface gráfica. Se você estiver instalando um Red Hat Enterprise Linux em um sistema que não possui uma exibição gráfica, considere realizar a instalação em uma conexão VNC – veja Capítulo 22, Instalação com um VNC.. O programa de instalação de modo texto solicitará que você confirme o uso do modo texto se ele detectar que é possível uma instalação baseada em VNC.
Se seu sistema possuir uma exibição gráfica, mas a instalação gráfica falhar, tente inicializar com a opção inst.xdriver=vesa – veja Capítulo 20, Opções de Inicialização.
Como forma alternativa, considere uma instalação do Kickstart. Veja Capítulo 23, Instalações pelo Kickstart para mais informações.
O modo texto apresenta um processo de instalação mais simples e certas opções que estão disponíveis no modo gráfico não estão também disponíveis no modo texto. Estas diferenças são anotadas na descrição do processo de instalação deste guia, e incluem:
  • ativando interativamente o FCP LUNs,
  • configurando métodos de armazenamento avançados tais como LVM, RAID, FCoE, zFCP, e iSCSI.
  • padronizando o layout da partição,
  • padronizando o layout do carregador de inicialização,
  • selecionando os pacotes de complemento durante a instalação
  • configurando o sistema instalado com o utilitário Configuração Inicial
  • idioma e configuração de teclado

Nota

Quando as tarefas de segundo plano relacionadas estiverem sendo executadas, alguns itens podem ficar temporariamente indisponíveis ou exibir o rótulo Processing.... Para atualizar o estado atual dos itens de menu de texto, use a opção r no prompt do modo texto.
Se você escolher instalar Red Hat Enterprise Linux em modo texto, você pode ainda configurar seu sistema para usar uma interface gráfica após a instalação. Veja Red Hat Enterprise Linux 7 System Administrator's Guide para obter instruções.
Para configurar opções não disponíveis no modo texto, considere o uso de uma opção de inicialização. Por exemplo, a opção ip pode ser usada para configurar a rede. Consulte Seção 20.1, “Configurando o Sistema de Instalação no Menu de Inicialização” para obter instruções.

15.2. Tela de boas-vindas e seleção de idiomas

A primeira tela do programa de instalação é a Bem-vindo ao Red  Hat Enterprise  Linux  7.0 . Aqui você seleciona o idioma que o Anaconda irá usar para o resto da instalação. Esta seleção também se tornará o padrão para o sistema instalado, a não ser se alterado posteriormente. No painel esquerdo, selecione o idioma de escolha, por exemplo Inglês . Depois, você pode selecionar um local específico para sua região no painel direito, por exemplo Inglês (Estados Unidos) .

Nota

Uma língua é pré-selecionada por padrão no topo da lista. Se o acesso à rede estiver configurado neste momento (por exemplo, se você iniciou a partir de um servidor de rede, em vez de uma mídia local), o idioma pré-selecionado será determinado com base na detecção de localização automática, utilizando o módulo GeoIP.
Como forma alternativa, digite seu idioma preferido na caixa de seleção como exibido abaixo.
Depois que você fez sua seleção, clique em Continuar para continuar com a tela Sumário de Instalação
Configuração do Idioma

Figura 15.4. Configuração do Idioma

15.3. A Tela do Sumário de Instalação

A tela do menu de Sumário de Instalação é o local central para configurar uma instalação.
A tela Installation Summary

Figura 15.5. A tela Installation Summary

Ao invés de direcioná-lo através das telas consecutivas, o programa de instalação Red Hat Enterprise Linux permite que você configure sua instalação na ordem de sua escolha.
Use o mouse para selecionar um item de menu para configurar uma seção da instalação. Quando você tiver concluído a configuração de uma seção, ou se você quiser completar essa seção mais tarde, clique no botão Done localizado no canto superior esquerdo na tela.
Somente as seções marcadas com um símbolo de aviso são obrigatórias. Uma nota na parte inferior da tela avisa que estas seções devem ser concluídas antes da instalação começar. As seções restantes são opcionais. A configuração atual é resumida abaixo do título de cada seção. Usando isso, você poderá determinar se você precisa visitar a seção para configurá-lo depois.
Depois que todas as seções necessárias estiverem completas, clique em Iniciar Instalação. Também veja Seção 15.12, “Iniciar Instalação”.
Para cancelar a instalação, clique em Quit.

Nota

Quando as tarefas de segundo plano relacionadas estiverem sendo executadas, alguns itens podem ficar temporariamente indisponíveis.

15.4. Data & Hora

Para configurar a área, data e configurações opcionais para o tempo de rede, selecione Date & Time no Sumário de Instalação
Existem três formas para você selecionar uma área:
  • Usando seu mouse no mapa interativo, você pode selecionar uma cidade específica Um ponto vermelho aparece indicando sua seleção.
  • Você também pode descer até os menus suspensos Região e Cidade no topo da tela para selecionar seu fuso horário.
  • Selecione Etc no final do menu suspenso Region e selecione seu fuso horário no próximo menu ajustado para GMT/UTC, por exemplo GMT+1.
Se sua cidade não estiver disponível no mapa ou no menu suspenso, selecione uma cidade grande mais próxima que esteja no mesmo fuso horário.

Nota

A lista de cidades e regiões disponíveis vem do domínio público Time Zone Database (tzdata), o qual é mantido pelo Internet Assigned Numbers Authority (IANA). A Red Hat não pode adicionar cidades e regiões neste banco de dados. Você pode encontrar mais informações no website oficial, disponível em http://www.iana.org/time-zones.
Especifique a zona de horário até mesmo se você planeja usar o NTP (Network Time Protocol) para manter a consistência do relógio do sistema.
Tela de configuração do fuso horário

Figura 15.6. Tela de configuração do fuso horário

Se você estiver conectado à rede, o interruptor Network Time será habilitado. Para definir a data e a hora com NTP, deixe o interruptor Network Time na posição ON e clique no ícone de configuração para selecionar quais servidores NTP o Red  Hat Enterprise  Linux deve usar . Para definir a data e a hora manualmente, mova o interruptor para a posição OFF . O relógio do sistema deverá usar sua seleção de fuso horário para exibir a data e hora correta na parte inferior da tela. Se ainda estiverem incorretos, ajuste-os manualmente.
Note que os servidores NTP devem ser indisponíveis durante a instalação. Neste caso, possibilitá-lo não definirá o tempo automaticamente. Quando os servidores estiverem disponíveis, a data e hora será atualizada.
Depois que você fez a seleção, clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

Nota

Para mudar sua configuração de fuso horário após ter concluído a instalação, visite a seção Fuso Horário da janela de diálogo do Settings.

15.5. Suporte de Idiomas

Para instalar suporte para locais e dialetos de idiomas adicionais, selecione o Language Support a partir do Installation Summary.
Use o mouse para selecionar o idioma para o qual você gostaria de instalar suporte. No painel esquerdo, selecione o idioma de escolha, por exemplo Español. Depois, você pode selecionar um local específico para sua região no painel direito, por exemplo Español (Costa Rica) . Você pode selecionar vários idiomas e várias localidades. Os idiomas selecionados são destacados em negrito no painel à esquerda.
Configurando Suporte de Idiomas

Figura 15.7. Configurando Suporte de Idiomas

Depois que você fez a seleção, clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

Nota

Para mudar sua configuração de suporte de idioma após ter concluído a instalação, visite a seção Idioma da janela de diálogo do Settings.

15.6. Configuração do Teclado

Para adicionar vários layouts de teclado para o seu sistema, selecione Keyboard a partir da tela Resumo da Instalação. Após salvar, os layouts de teclado estarão disponíveis imediatamente no programa de instalação e você poderá alternar entre eles usando o ícone do teclado localizado em todos os momentos, no canto superior direito da tela.
Inicialmente, apenas o idioma selecionado na tela de boas-vindas é listado como o layout do teclado no painel esquerdo. Você pode substituir o layout inicial ou adicionar mais layouts. No entanto, se o seu idioma não usa caracteres ASCII, pode precisar adicionar um layout de teclado que utilize, para ser capaz de definir corretamente uma senha para uma partição de disco criptografada ou o usuário root, entre outras coisas.
Configuração do Teclado

Figura 15.8. Configuração do Teclado

Para adicionar layout adicionais, clique no botão +, selecione-o na lista e clique em Adicionar. Para excluir um layout, selecione-o e clique no botão -. Use os botões de seta para organizar os layouts em ordem de preferência. Para uma visualização do layout do teclado, selecione-o e clique no botão do teclado.
Para testar um layout, use o mouse para clicar dentro da caixa de seleção à direita. Digite algum texto para confirmar que suas seleções funcionam corretamente.
Para testar layouts adicionais, você pode clicar no seletor de línguas no topo da tela para mudá-los. No entanto, recomenda-se a criação de uma combinação de teclado para alternar o layout. Clique em Opções à direita para abrir o layout Opções para Alternar o Layout e escolher uma combinação da lista, selecionando a caixa de seleção. A combinação será exibida acima das Opções. Esta combinação se aplica tanto durante o programa de instalação quanto no sistema instalado, então você deve configurar uma combinação aqui para usar uma após a instalação. Você também pode selecionar mais de uma combinação para alternar entre layouts.

Importante

Se você usar um layout que não pode aceitar caracteres latinos, como russo , aconselha-se adicionar também o layout do English (United States) e configurar uma combinação de teclado para alternar entre os dois layouts. Se você selecionar apenas um layout sem caracteres latinos, você pode não ser capaz de inserir credenciais de senha root e de usuário válidas no final do processo de instalação. Isso pode impedir a conclusão da instalação.
Depois que você fez a seleção, clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

Nota

Para mudar sua configuração de teclado após ter concluído a instalação, visite a seção Keyboard da janela de diálogo do Settings.

15.7. Fonte de Instalação

Para especificar um arquivo ou um local de onde instalar o Red Hat Enterprise Linux, selecione Fonte de Instalação a partir da tela Installation Summary. Nesta tela, você pode escolher entre os meios disponíveis no local de instalação, como um arquivo ISO, ou um local de rede.
Tela de Fonte de Instalação

Figura 15.9. Tela de Fonte de Instalação

Selecione uma das seguintes opções:
arquivo ISO
Esta opção irá aparecer se o instalador detectou um disco rígido particionado com sistemas de arquivos montáveis. Selecione esta opção, clique no botão Escolha uma ISO , e navegue até a localização do arquivo ISO de instalação em seu sistema. Em seguida, clique Verifique para garantir que o arquivo é adequado para a instalação.
Na rede
Para especificar um local de rede, selecione esta opção e escolha a partir destas opções a seguir no menu suspenso:
  • http://
  • https://
  • ftp://
  • nfs
Usando sua seleção como início da URL do local, digite o restante na caixa de endereço. Se você escolher o NFS, outra caixa aparecerá para você especificar qualquer opção de montagem de NFS.

Importante

Ao selecionar uma fonte de instalação baseada em NFS, você deve especificar o endereço com dois pontos (:) caracteres que separam o nome do host do caminho. Por exemplo:
server.example.com:/path/to/directory
Para configurar um proxy para um servidor HTTP ou HTTPS fonte, clique na configuração de proxy. Verifique Ativar proxy HTTP e digite a URL para o Proxy URL . Se seu proxy requer autenticação, verifique Usar autenticação e digite um nome de usuário e senha. Clique Adicionar .
Se o seu servidor HTTP ou URL HTTP encaminhar para uma lista de espelhos de repositório, marque a caixa de seleção na área para inserir.
Você pode também especificar repositórios adicionais para ganhar acesso à mais ambientes de instalações e complementos de software. Veja Seção 15.9, “Seleção de Software” para obter mais informações.
Para adicionar um repositório, clique no botão + . Para excluir um repositório, clique no - . Clique no ícone de seta para reverter para a lista anterior de repositórios, ou seja, para substituir entradas atuais com os que estavam presentes no momento em que entrou na tela Fonte de Instalação. Para ativar ou desativar um repositório, clique na caixa de seleção na coluna Ativado em cada entrada na lista.
Na parte da direita do formulário, você pode nomear seu repositório adicional e configurá-lo da mesma forma que o repositório primário na rede.
Depois que você selecionou sua fonte de instalação, clique em Done para retornar para a tela Installation Summary.

15.8. Rede & Hostname

Para configurar recursos de rede essenciais para seu sistema, selecione Network & Hostname no Installation Summary.
Interfaces acessíveis localmente são detectadas automaticamente pelo programa de instalação e não podem ser adicionadas manualmente ou excluídas. As interfaces detectadas são listadas no painel à esquerda. Clique numa interface na lista para exibir mais detalhes sobre ela à direita. Para ativar ou desativar uma interface de rede, mova o interruptor no canto superior direito da tela, para ON ou OFF.
Tela de Configuração do Network & Hostname

Figura 15.10. Tela de Configuração do Network & Hostname

Abaixo da lista de conexões, insira um nome de host para este computador no campo de entrada Hostname. O nome de host pode ser um fully-qualified domain name (FQDN), no formato hostname.domainname ou short host name no formato de hostname. Muitas redes possuem o serviço DHCP Dynamic Host Configuration Protocol que automaticamente fornece sistemas conectados com um nome de domínio. Para permitir que o DHCP atribua um nome de domínio à esta máquina, especifique somente o short host name.

Importante

Se você quiser atribuir manualmente o nome da máquina, certifique-se de não usar um nome de domínio que não seja delegado a você, pois isso pode resultar em recursos de rede indisponível. Para mais informações, consulte as práticas de nomeação recomendadas no Red Hat Enterprise Linux 7 Networking Guide.
Mudar as configurações padrão localhost.localdomain para um hostname único para cada uma de suas instâncias Linux.
Depois que você terminou a configuração de rede, clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

15.8.1. Editar as Conexões de Rede

Todas as conexões de rede no System z são listadas na Rede & Hostname . Por padrão, a lista contém a conexão configurada no início da fase de inicialização e é ou OSA, LCS, ou HiperSockets. Todos esses tipos de interface usam nomes em forma de enccw device_id , por exemplo enccw0.0.0a00 . Note que no System z, você não pode adicionar uma nova conexão porque os subcanais de rede precisam ser agrupados e definir linha anteriormente, e isso é atualmente feito apenas na fase de inicialização. Veja Capítulo 14, Inicializando a Instalação em um Sistema IBM System z para mais detalhes.
Normalmente, a ligação de rede configurada no início da fase de inicialização não precisa de ser modificada durante o restante da instalação. No entanto, se você precisar modificar a conexão existente, clique em Configurar . Uma caixa de diálogo NetworkManager aparecerá com um conjunto de abas apropriadas para conexões com fio, como descrito abaixo. Aqui, você pode configurar conexões de rede para o sistema, alguns dos quais não são relevantes para System z.
Esta seção apenas detalha as configurações mais importantes para uma conexão com fio típica usada durante a instalação. Muitas das opções disponíveis não precisam ser mudadas na maioria dos cenários de instalação e não são transferidas para o sistema instalado. Configuração de outros tipos de rede é bastante semelhante, apesar de os parâmetros de configuração específicos serem necessariamente diferentes. Para saber mais sobre a configuração de rede após a instalação, consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 Networking Guide.
Para configurar uma conexão de rede manualmente, clique em Configurar no canto direito inferior da tela. Um diálogo aparecerá, que permitirá que você configure a conexão selecionada. Uma descrição completa de todas as configurações possíveis na seção do Network do diálogo do sistema Settings está além do escopo deste guia.
As opções de configuração mais úteis a se considerar durante a instalação são:
  • Marque a caixa de seleção Automaticamente conecta a essa rede quando ela estiver disponível se você quiser usar a conexão toda vez que o sistema é inicializado. Você pode usar mais de uma conexão que se conectará automaticamente. Esta configuração será transferida para o sistema instalado.
    Recurso de Auto Conexão de Rede

    Figura 15.11. Recurso de Auto Conexão de Rede

  • Por padrão, os parâmetros de IPv4 são configurados automaticamente pelo serviço DHCP na rede. Ao mesmo tempo, a configuração IPv6 é definida como o método automático . Esta combinação é adequada para a maioria dos cenários de instalação e, geralmente, não requer quaisquer alterações.
    Configurações de Protocolo IP

    Figura 15.12. Configurações de Protocolo IP

  • Selecione Use esta conexão somente para recursos em sua rede para restringir conexões somente à rede local. Esta configuração vai ser transferida para o sistema instalado e aplica-se a toda a conexão. Ela pode ser selecionada, mesmo se nenhuma rota adicional for configurada.
    Configuração de Rotas de IPv4

    Figura 15.13. Configuração de Rotas de IPv4

Depois que você terminar de editar as configurações de rede, clique em Salvar para salvar a nova configuração. Se você reconfigurar um dispositivo que já foi ativado antes durante a instalação, você precisa reiniciar para usar a nova configuração no ambiente de instalação. Use o interruptor ON/OFF na tela Network & Hostname para reiniciar o dispositivo.

15.9. Seleção de Software

Para especificar quais pacotes serão instalados, selecione Seleção de Software no Resumo da Instalação . Os grupos de pacotes são organizados em Ambientes de Base . Estes ambientes são conjuntos pré-definidos de pacotes com uma finalidade específica; por exemplo, o ambiente Host de Virtualização contém um conjunto de pacotes de software necessários para a execução de máquinas virtuais no sistema. Somente um ambiente de software pode ser selecionado no momento da instalação.
Para cada ambiente, há pacotes adicionais disponíveis na forma de Add-ons . Complementos são apresentados na parte direita da tela e a lista deles é atualizada quando um novo ambiente é selecionado. Você pode selecionar vários add-ons para o seu ambiente de instalação.
Uma linha horizontal separa a lista de complementos em duas áreas:
  • Complementos listados acima da linha horizontal são específicos para o ambiente selecionado. Se você selecionar qualquer complemento (add-ons) nesta parte da lista e, em seguida, selecionar um ambiente diferente, a seleção será perdida.
  • Complementos listados abaixo da linha horizontal estão disponíveis para todos os ambientes. A seleção de um ambiente diferente não terá impacto sobre as seleções feitas nesta parte da lista.
Exemplo de Seleção de Software para uma Instalação de Servidor

Figura 15.14. Exemplo de Seleção de Software para uma Instalação de Servidor

A disponibilidade de ambientes de base e complementos depende da variante da Imagem ISO de Instalação Red Hat Enterprise Linux 7 que você está usando como fonte de instalação. Por exemplo, a variante do servidor fornece ambientes projetados para servidores, enquanto a variante da estação de trabalho tem várias opções para a implantação como uma estação de trabalho do desenvolvedor, etc
O instalador não mostra quais pacotes estão contidos nos ambientes disponíveis. Para ver quais os pacotes contidos em um ambiente específico ou complemento, consulte o arquivo repodata/*-comps-variant.architecture.xml no DVD de instalação do Red  Hat Enterprise  Linux  7, que você está usando como fonte de instalação. Este arquivo contém uma estrutura que descreve ambientes disponíveis (marcados por <environment> ) e complementos (marcação <group>).
Os ambientes pré-definidos e complementos permitem que você personalize o seu sistema, mas em uma instalação manual, não há nenhuma maneira de selecionar pacotes individuais a serem instalados. Para personalizar totalmente seu sistema instalado, você pode selecionar o ambiente Minimal Install, que só instala uma versão básica do Red Hat Enterprise Linux  7 com apenas uma quantidade mínima de software adicional. Então, depois de concluir a instalação do sistema e efetuar login pela primeira vez, você pode usar o gerenciador de pacotes Yum para instalar qualquer software adicional que você precisa.
Como forma alternativa, automatizar a instalação com um arquivo de Kickstart permite um grau muito maior de controle sobre os pacotes instalados. Você pode especificar ambientes, grupos e pacotes individuais na seção de %packages do arquivo Kickstart. Veja Seção 23.3.3, “Seleção de Pacotes” para obter instruções sobre como selecionar pacotes para instalar em um arquivo de Kickstart, e Capítulo 23, Instalações pelo Kickstart para obter informações gerais sobre como automatizar a instalação com Kickstart.
Depois que você selecionou um ambiente e complementos a serem instalados, clique em Done para retornar para a tela Installation Summary.

15.9.1. Serviços de Rede Central

Todas as instalações do Red Hat Enterprise Linux incluem os seguintes serviços de rede:
  • Autenticação centralizada através do utilitário do syslog
  • email através de SMTP (Simple Mail Transfer Protocol)
  • compartilhamento de arquivos em rede através de NFS (Network File System)
  • acesso remoto através de SSH (Secure Shell)
  • recursos através do mDNS (multicast DNS)
Alguns processos automatizados em seu sistema Red Hat Enterprise Linux usam o serviço de email para enviar relatórios e mensagens ao administrador de sistema. Por padrão, o email, login e serviços de impressão não aceitam as conexões de outros sistemas.
Você pode configurar seu Red Hat Enterprise Linux após instalar para oferecer email, compartilhamento de arquivos, loggin, impressão e serviços de acesso remoto de desktop. O serviço SSH é ativado por padrão. Você pode também usar o NFS para acessar arquivos em outros sistemas sem ativar o serviço de compartilhamento do NFS.

15.10. Destino da Instalação

Para selecionar os discos e particionar o espaço de armazenamento, no qual você irá instalar o Red Hat Enterprise Linux, selecione o Installation Destination na tela Sumário de Instalação. Se você não estiver familiarizado com as partições de disco, veja Apêndice A, Introdução às Partições de Disco para mais informações.

Atenção

A Red Hat recomenda fazer o backup de todos os dados contidos nos seus sistemas. Por exemplo, se você estiver atualizando ou criando um sistema de inicialização dupla, deverá fazer back up de todos os dados que queira guardar em seu(s) disco(s) rígido(s). Circunstâncias imprevisíveis podem resultar na perda de todos os seus dados.

Importante

Se você instalar o Red Hat Enterprise Linux em modo texto, você poderá usar somente os esquemas de particionamento padrão descritos nesta seção. Você não poderá adicionar ou remover partições ou sistemas de arquivo além daqueles que o programa de instalação adiciona ou remove automaticamente.
Visão Geral de Espaço de Armazenamento

Figura 15.15. Visão Geral de Espaço de Armazenamento

Nesta tela, você poderá ver os dispositivos disponíveis localmente em seu computador. Você poderá também adicionar dispositivos extras especializados ou redes, clicando em Adicionar um disco. Para aprender mais sobre estes dispositivos veja Seção 15.11, “Dispositivos de Armazenamento”.
Se você não se sentir confiante para fazer o particionamento de seu sistema, deixe a seleção padrão, no botão de opção Configurar automaticamente particionamento , fazer a partição do programa de instalação dos dispositivos de armazenamento para você.
Abaixo dos painéis para dispositivos de armazenamento se encontra um formulário de controles adicionais rotulados como Outras Opções de Armazenamento:
  • Na seção Partitioning , você pode selecionar como seus dispositivos de armazenamento serão particionados. Você pode configurar as partições manualmente ou permitir que o programa de instalação faça isso automaticamente.
    O particionamento automático é recomendado se você estiver fazendo uma instalação limpa no armazenamento anteriormente não utilizado ou se você não precisa manter qualquer dado que possa estar presente no armazenamento. Para continuar desta forma, deixe a seleção padrão do botão de seleção Configurar automaticamente o particionamento para permitir que o programa de instalação crie partições necessárias sobre o espaço de armazenamento para você.
    Para o particionamento automático, você também pode selecionar a caixa Eu gostaria de disponibilizar espaço adicional para escolher a forma de realocar o espaço de outros sistemas de arquivos para esta instalação. Se você selecionou o particionamento automático, mas não há espaço de armazenamento suficiente para concluir a instalação, ao clicar Concluído , irá aparecer uma janela:
    Diálogo de Opções com a Opção de Recuperar Espaço

    Figura 15.16. Diálogo de Opções com a Opção de Recuperar Espaço

    Clique em Cancel & adicionar mais discos para adicionar mais espaço de armazenamento. Clique em Reclaim space para liberar algum espaço de armazenamento das partições existentes. Veja Seção 15.10.2, “Recuperar Espaço de Disco” para obter detalhes.
    Se você selecionar o botão de opção Desejo configurar particionamento para configuração manual, você verá a tela Particionamento Manual após clicar em Concluído. Veja Seção 15.10.3, “Particionamento manual” para mais detalhes.
  • Na seção Encryption você pode selecionar a caixa de seleção Encrypt my data para criptografar todas as partições, exceto a partição /boot . Veja Red Hat Enterprise Linux 7 Security Guide para obter mais informações.
No final da tela se encontra o botão Sumário de disco completo e carregador de inicialização para que você configure um disco, no qual um carregador de inicialização será instalado.
Clique em Done depois que você fizer suas seleções para retornar a tela Installation Summary ou para continuar na tela Particionamento Manual .

Importante

Quando você instalar o Red  Hat Enterprise  Linux em um sistema com dispositivos de armazenamento multipath e não-multipath, o layout do particionamento automático no programa de instalação deve criar grupos de volume que contenham uma combinação de dispositivos. Isto invalida o propósito do armazenamento multipath.
Recomendamos que você selecione somente o multipath ou somente o não multipath como dispositivo na tela Installation Destination. Como forma alternativa, proceda com o particionamento manual.

15.10.1. Criptografar Partições

Se você selecionou a opção Encrypt my data, quando você clicar para continuar na próxima tela, o programa de instalação irá lhe solicitar uma frase-senha com a qual irá criptografar as partições no sistema.
As partições são criptografadas usando o Linux Unified Key Setup – consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 Security Guide para mais informações.
Inserir Frases-senha para Partição Criptografada

Figura 15.17. Inserir Frases-senha para Partição Criptografada

Escolha uma senha e digite-a em cada um dos dois campos na caixa de diálogo. Note que você irá precisa para usar o mesmo layout de teclado para configurar esta senha que você vai usar para desbloquear partições mais tarde. Use o ícone de esquema de idioma para garantir que o layout correto está selecionado. Você deve fornecer essa senha toda vez que o sistema é inicializado. Pressione Tab enquanto estiver no campo de entrada do Passphrase para digitá-lo novamente. Se a senha for muito fraca, um ícone de aviso aparecerá no campo e você não terá permissão para digitar o segundo campo. Passe o cursor do mouse sobre o ícone de aviso para aprender a melhorar a senha.

Atenção

Se você perder esta senha, qualquer partição criptografada e dados nelas serão totalmente bloqueados. Não existe uma forma de recuperar uma senha perdida.
Observe que se você realizar uma instalação do Kickstart do Red Hat Enterprise Linux, você pode salvar senhas criptografadas e criar senhas criptografadas de backup durante a instalação. Consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 Security Guide para mais informações sobre a criptografia do disco.

15.10.2. Recuperar Espaço de Disco

Se houver espaço suficiente para instalar Red Hat Enterprise Linux nos discos selecionados no Installation Destination e você selecionou Reclaim Space no diálogo Installation Options, o dialogo de Reclaim Disk Space aparecerá.

Atenção

A não ser que você selecione diminuir uma partição, recuperar espaço em uma partição envolve remover todos os dados e você deve sempre verificar se algum dado que você precise foi salvo.
Recuperar Espaço de Disco a partir dos Sistemas de Arquivos Existentes

Figura 15.18. Recuperar Espaço de Disco a partir dos Sistemas de Arquivos Existentes

Os sistemas de arquivos existentes Red Hat Enterprise Linux tem detectados são listados em uma tabela como parte de seus respectivos discos. A coluna Espaço Recuperável lista o espaço que poderia ser transferido para esta instalação. A coluna Ação lista que medidas serão tomadas com o sistema de arquivos para recuperar espaço.
Embaixo da tabela existem quatro botões:
  • Preserve – deixa seu sistema de arquivo intocado e nenhum dado é removido. Esta é a ação padrão.
  • Delete – remove o sistema de arquivos totalmente. Todo o espaço que ele ocupa no disco estará disponível para a instalação.
  • Shrink – recupera espaço livre no sistema de arquivos e torna disponível para esta instalação. Use o controle deslizante para definir um novo tamanho para a partição selecionada. Só pode ser usado em partições redimensionáveis ​​onde LVM ou RAID não é utilizado.
  • Delete all/Preserve all – este botão, localizado à direita, marca todos os sistemas de arquivos para exclusão por padrão. Ao clicá-lo, ele muda o rótulo e permite que você marque todos os sistemas de arquivos a serem preservados novamente.
Selecione um sistema de arquivos ou um disco inteiro na tabela com o mouse e clique em um dos botões. A etiqueta na coluna Ação será alterada para corresponder à sua seleção e a quantidade de Área total selecionada para recuperar exibida abaixo a tabela será ajustada de acordo com a necessidade. Abaixo deste valor é a quantidade de espaço que a instalação requer com base nos pacotes que você selecionou para instalar.
Quando houver recuperado espaço suficiente para que a instalação proceda, o botão Reclaim Space se tornará disponível. Clique neste botão para retornar à tela de Sumário de Instalação e proceda com a instalação.

15.10.3. Particionamento manual

A tela Particionamento Manual é exibida quando você clica em Concluído a partir da instalação de destino se você selecionou a opção Eu vou configurar o particionamento . Nesta tela você configura as suas partições de disco e pontos de montagem. Isso define o sistema de arquivos onde o Red Hat Enterprise Linux 7 será instalado.

Atenção

A Red Hat recomenda fazer o backup de todos os dados contidos nos seus sistemas. Por exemplo, se você estiver atualizando ou criando um sistema de inicialização dupla, deverá fazer back up de todos os dados que queira guardar em seu(s) disco(s) rígido(s). Circunstâncias imprevisíveis podem resultar na perda de todos os seus dados.
A tela do particionamento manual

Figura 15.19. A tela do particionamento manual

A tela Particionamento Manual inicialmente apresenta um único painel à esquerda para os pontos de montagem. O painel está vazio, exceto para obter informações sobre a criação de pontos de montagem, ou ele exibe existente pontos de montagem que o programa de instalação detectou. Estes pontos de montagem são organizados pelas instalações do sistema operacional detectadas. Portanto, alguns sistemas de arquivo podem ser exibidos diversas vezes se uma partição é compartilhada entre as diversas instalações. O espaço total e espaço disponível nos dispositivos de armazenamento selecionado são exibidos abaixo deste painel.
Se o seu sistema contém sistemas de arquivos existentes, garanta que o espaço suficiente estará disponível para a instalação. Use o - para remover partições desnecessárias.

Nota

Para recomendação e informações adicionais sobre o disco, partições, consulte o Apêndice A, Introdução às Partições de Disco e Seção 15.10.3.5, “Esquema de Particionamento Recomendado”. Você precisa de pelo menos uma partição root de tamanho adequado e uma partição swap com um tamanho duas vezes maior do que a quantidade de RAM disponível no sistema.
Observe qual dispositivo está associada ao /boot. Os arquivos do kernel e setor de carregador de inicialização serão associados com este dispositivo. Para a maioria dos casos, o primeiro DASD ou SCSI LUN será usado, mas para alguns casos não comuns, este pode não ser o caso. O número do dispositivo será usado quando responder o sistema pós instalado IPLing.

15.10.3.1. Adicionando Sistemas de Arquivo e Partições de Configuração

Uma instalação do Red Hat Enterprise Linux 7 requer um mínimo de uma partição mas a Red Hat recomenda ao menos quatro: /, /home, /boot, e swap. Você também deve criar partições adicionais se necessário. Veja Seção 15.10.3.5, “Esquema de Particionamento Recomendado” para mais detalhes.
A adição de um sistema de arquivo é um processo de duas etapas. Primeiro você cria um ponto de montagem em um certo esquema de particionamento. O ponto de montagem é exibido no painel esquerdo. Em seguida, você pode personalizá-lo usando as opções no painel da direita, onde você pode escolher um nome, tipo de dispositivo, tipo de sistema de arquivo, rótulo, e se para criptografar ou reformatar a partição correspondente.
Se você não tem sistemas de arquivos existentes e deseja que o programa de instalação crie as partições necessárias e os seus pontos de montagem para você, escolha o seu esquema de particionamento preferido no menu suspenso no painel esquerdo (padrão para o Red  Hat Enterprise  Linux é LVM ) e clique no link do topo do painel para criar pontos de montagem automaticamente. Isso irá gerar uma partição / boot , uma / (root) da partição, e uma partição swap proporcional ao tamanho do armazenamento disponível. Estas são as partições recomendados para uma instalação típica, mas você pode adicionar partições adicionais, se você precisar.
Como alternativa, crie pontos de montagem individuais usando o botão de + localizado na parte inferior do painel. O diálogo Adicionar um Novo Ponto de Montagem , em seguida, se abrirá. Ou selecione um dos caminhos predefinidos do menu suspenso de Ponto de Montagem ou digite o seu próprio – por exemplo, selecione / para a partição raiz ou / boot para a partição de inicialização. Em seguida, digite o tamanho da partição, usando unidades de tamanho comuns, como megabytes, gigabytes, ou terabytes, ao campo de texto Capacidade Desejada – por exemplo, digite 2GB para criar uma partição de 2 gigabytes. Se você deixar o campo vazio ou se você especificar um tamanho maior do que o espaço disponível, todo espaço livre restante será utilizado em seu lugar. Depois de inserir essas informações, clique no botão Adicionar ponto de montagem para criar a partição.
Para cada novo ponto de montagem que você criar manualmente, você pode definir o seu esquema de particionamento a partir do menu suspenso localizado no painel esquerdo. As opções disponíveis são Standard Partition, BTRFS , LVM e LVM Thin Provisioning . Note que a partição /boot será sempre localizada em uma partição padrão, independentemente do valor selecionado neste menu.
Para alterar os dispositivos em que um único ponto de montagem sem LVM deve ser localizado, selecione o ponto de montagem e clique no botão de configuração na parte inferior do painel para abrir o dialogo Configure Ponto de Montagem . Selecione um ou mais dispositivos e clique Selecionar . Após o fechamento de diálogo, note que você também precisa confirmar essa configuração, clicando no botão Atualizar configurações , no lado direito da tela de Particionamento Manual.
Configurando Pontos de Montagem

Figura 15.20. Configurando Pontos de Montagem

Para atualizar informações sobre todos os discos locais e partições nos mesmos, clique no botão rescan (com o ícone de seta sobre ele) na barra de ferramentas. Você só precisa fazer esta ação após a realização de configuração da partição avançada fora do programa de instalação. Note que, se você clicar no botão Examinar discos novamente , todas as alterações de configuração feitas anteriormente no programa de instalação serão perdidas.
Examinando Discos novamente

Figura 15.21. Examinando Discos novamente

Na parte inferior da tela, um link mostra quantos dispositivos de armazenamento foram selecionados em Destino de Instalação (veja Seção 15.10, “Destino da Instalação”). Ao clicar nesse link se abrirá o diálogo Discos Selecionado, onde você revisará as informações sobre os discos.
Para padronizar uma partição ou um volume, selecione seu ponto de montagem no painel da esquerda e os recursos padronizáveis a seguir aparecerão à direita:
Padronizando Partições

Figura 15.22. Padronizando Partições

  • Name – atribui um nome ao LVM ou volume Btrfs. Note que as partições padrão são nomeadas automaticamente quando são criadas e seus nomes não podem ser editados, tal como /home sendo atribuído o nome sda1.
  • Mount point – insira o ponto de montagem da partição. Por exemplo, se a partição deve ser a partição root, insira /; insira /boot para a partição /boot e assim por diante. Para uma partição swap o ponto de montagem não deve ser definido – é suficiente definir o tipo de sistema de arquivo para swap.
  • Label – atribui um rótulo à partição. Rótulos sãoutilizados para que você reconheça facilmente partições individuais.
  • Desired capacity – insere um tamanho desejado de partições. Você pode utilizar unidades de tamanho em comum tal como kilobytes, megabytes, gigabytes, ou terabytes. Megabytes são opções padrão se você não especificar nenhuma unidade.
  • Device type – escolha entre Standard Partition, BTRFS, LVM, ou LVM Thin Provisioning. Se dois ou mais discos forem selecionados para particionamento, o RAID também estará disponível . Verifique a caixa adjacente Encrypt para criptografar a partição. Você receberá uma solicitação para definir uma senha mais tarde.
  • File system – no menu suspenso, seleicone o tipo de sistema de arquivo adequado para esta partição. Verifique a caixa adjacente Reformat para formatar uma partição existente ou deixe-a sem selecionar para manter seus dados.
See Seção 15.10.3.1.1, “Tipos de Sistema de Arquivos” para mais informações sobre o sistema de arquivo e tipos de dispositivos.
Clique no botão Configurações de Atualização para salvar as suas alterações e selecionar outra partição para personalizar. Note que as alterações não serão aplicadas até que você realmente comece a instalação a partir da página de resumo de instalação. Clique no botão Reset All para descartar todas as alterações em todas as partições e começar de novo.
Quando todos os sistemas de arquivos e pontos de montagem forem criados e personalizados, clique no Concluído . Se você optar por criptografar qualquer sistema de arquivos, você precisará criar uma senha. Em seguida, uma caixa de diálogo aparecerá mostrando um resumo de todas as ações relacionadas com o armazenamento que o programa de instalação irá tomar. Isso inclui a criação, redimensionamento ou excluir partições e sistemas de arquivos. Você pode rever todas as alterações e clicar em Cancelar& Retornar para Particionamento Personalizado para voltar. Para confirmar o resumo, clique Aceitar alterações para retornar à página Resumo da instalação. Para particionar quaisquer outros dispositivos, selecione-os Destino de Instalação , volte para a tela Manual Partitioning, e siga o mesmo processo descrito nesta seção.
15.10.3.1.1. Tipos de Sistema de Arquivos
O Red Hat Enterprise Linux permite que você crie tipos diferentes de dispositivos baseadas no sistema de arquivos que elas utilizarão. A seguir, veja uma breve descrição dos tipos diferentes de dispositivos e sistemas de arquivos disponíveis e como eles podem ser utilizados.

Tipos de Dispositivo

  • standard partition – Uma partição padrão pode conter um sistema de arquivo ou espaço swap, ou ele pode fornecer um container para RAID por software ou um volume físico LVM.
  • volume lógico (LVM) – Criar uma partição LVM gera automaticamente um volume lógico LVM. O LVM pode melhorar o desempenho de discos físicos. Para obter informações sobre como criar um volume lógico, veja Seção 15.10.3.3, “Criar Volume Lógico LVM”. Para mais informações sobre o LVM, consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 Logical Volume Manager Administration .
  • provisionamento dinâmico do LVM – Ao utilizar o provisionamento dinâmico, você poderá gerenciar um pool de armazenamento de espaço livre, conhecido como um pool dinâmico (thin pool), o que pode ser atribuído a um número arbitrário de dispositivos quando necessário pelos aplicativos.O pool dinâmico pode ser expandido dinamicamente quando necessário para a alocação de custo-benefício de espaço de armazenamento.
  • BTRFS – Btrfs é um sistema de arquivos com vários recursos do dispositivo semelhantes. Ele é capaz de assistir e gerenciar mais arquivos, arquivos maiores, e volumes maiores do que os sistemas ext2, ext3 e ext4. Para criar um volume Btrfs e obter mais informações, consulte Seção 15.10.3.4, “Crie um Subvolume de Btrfs”.
  • software RAID – A criação de duas ou mais partições de RAID por software permite que você crie um dispositivo RAID. Uma partição RAID é atribuída a cada disco no sistema. Para criar um dispositivo RAID, veja Seção 15.10.3.2, “Criar RAID por Software”. Para mais informações sobre RAID, consulte o Red Hat Guia Enterprise Linux 7 Armazenamento Administração .

Sistemas de Arquivos

  • xfs – XFS é um sistema de arquivo altamente escalável e de alto desempenho que suporta os sistemas de arquivo até 16 exabytes (aproximadamente 16 milhões de terabytes), arquivos com até 8 exabytes (aproximadamente 8 milhões de terabytes) e estruturas de diretórios contendo dezenas de milhares de entradas. O XFS suporta o agendamento de metadados, o qual facilita a recuperação de travamento mais rapidamente. O sistema de arquivo XFS também pode ser desfragmentado e reajustado em tamanho enquanto montado e ativo. Este sistema de arquivo é selecionado por padrão e é altamente recomendado. Para mais informações sobre como traduzir comandos comuns de sistemas de arquivo ext4 utilizados anteriormente em XFS, veja Apêndice E, Tabela de Referência para ext4 e Comandos XFS.
    O tamanho máximo suportado de uma partição XFS é 500 TB.
  • ext4 – O sistema de arquivos ext4 é baseado no sistema de arquivos ext3 e tem inúmeras melhorias. Entre elas se encontra o suporte para sistema de arquivos maiores e alocação de espaço de disco de arquivos maiores, mais rápido e mais eficiente, sem limite no número de subdiretórios dentro de um diretório, verificação de sistema de arquivos mais rápida e um agendamento mais robusto.
    O tamanho máximo suportado de um sistema de arquivo ext4 no Red Hat Enterprise Linux 7é atualmente de 50 TB.
  • ext3 – O sistema de arquivos ext3 é baseado no sistema de arquivos ext2 e tem uma vantagem principal – o journaling. O uso de um sistema de arquivos com journaling reduz o tempo gasto com sua recuperação após ele travar, já que não é necessário usar para verificar o sistema de arquivo para consistência de metadados executando o utilitário fsck todas as vezes que ocorrer um travamento.
  • ext2 – Um sistema de arquivos ext2 suporta arquivos do tipo Unix, incluindo arquivos normais, diretórios ou links simbólicos. Possibilita a atribuição de nomes longos para arquivos, de até 255 caracteres.
  • vfat – O sistema de arquivos VFAT é um sistema de arquivos do Linux compatível com os nomes de arquivos longos do Microsoft Windows no sistema de arquivos FAT.
  • swap – Partições Swap são usadas para suportar a memória virtual. Em outras palavras, os dados são gravados numa partição swap quando não há memória RAM suficiente para armazenar os dados que seu sistema está porocessando.
Cada sistema de arquivos possui diferentes limites de tamanho para o próprio sistema de arquivos, bem como arquivos individuais contidos. Para uma lista de tamanho máximo de arquivos e sistemas de arquivos suportados , consulte os recursos de tecnologia Red Hat Enterprise Linux e página de limites, disponível no Portal do Cliente em: https://access.redhat.com/site/articles/rhel-limits.

15.10.3.2. Criar RAID por Software

Nota

No System z os subsistemas do armazenamento usa o RAID de forma transparente. Não há necessidade para configurar um software RAID manualmente.
Conjunto redundante de discos independentes (RAIDs) são construídos de dispositivos de armazenamento múltiplo, arranjados para prover alto desempenho e, em algumas configurações, maior tolerância à falhas. Consulte abaixo para uma descrição de tipos diferentes de RAIDs.
Um dispositivo RAID é criado em uma única etapa e os discos são adicionados ou removidos, se necessário. Uma partição de RAID por disco é permitido para cada dispositivo, de modo que o número de discos disponíveis para o programa de instalação determina que níveis de dispositivo RAID estão disponíveis para você.
Criando um Software RAID Partition – O Menu Expandido do Tipo de Dispositivo

Figura 15.23. Criando um Software RAID Partition – O Menu Expandido do Tipo de Dispositivo

As opções de configuração do RAID estão disponíveis se você selecionou dois ou mais dispositivos de armazenamentos para instalação. Ao menos dois discos são necessários para criar um dispositivo RAID.
Para criar um dispositivo de RAID:
  1. Cria um ponto de montagem como descrito em Seção 15.10.3.1, “Adicionando Sistemas de Arquivo e Partições de Configuração”. Ao configurar este ponto de montagem, você configura o dispositivo RAID.
  2. Mantendo a partição selecionada no painel à esquerda, selecione o botão de configuração abaixo do painel para abrir o Configurar Ponto de Montagem . Selecione quais discos serão incluídos no dispositivo RAID e clique Selecione .
  3. Clique no menu suspenso Device Type e selecione RAID.
  4. Clique no menu suspenso File System e selecione seu tipo de sistema de arquivo preferido (veja Seção 6.10.4.1.1, “Tipos de Sistema de Arquivos”.
  5. Clique no menu suspenso RAID Level e selecione seu nível preferido do RAID.
    Os níveis de RAID disponíveis são:
    RAID0 – Optimized performance (stripe)
    Distribui dados para os dispositivos de armazenamento múltiplo. Os RAIDs de nível 0 oferecem alto desempenho para as partições padrão, e podem ser usados para unir o armazenamento de dispositivos múltiplos em um dipositivo virtual grande. Observe que os RAIDs de nível 0 não apresentam redundância e a falha de um dispositivo na matriz destruirá toda a matriz. O RAID 0 requer ao menos duas partições RAID.
    RAID1 – Redundancy (mirror)
    Espelha os dados em um dispositivo de armazenamento em um ou mais dispositivos de armazenamento. Dispositivos adicionais na matriz fornecem níveis altos de redundância. O RAID 1 requer ao menos duas partições RAID.
    RAID4 – Error detection (parity)
    Distribui dados pelos dispositivos de armazenamentos múltiplos, mas usa um dispositivo na matriz para armazenar informações de paridade que assegura a matriz no caso de qualquer dispositivo dentro da matriz, cair. Como todas as informações de paridade são armazenadas em um dispositivo, o acesso à este cria um obstáculo no desempenho da matriz. O RAID 4 requer ao menos três partições RAID.
    RAID5 – Detecção de erro distribuído
    Distribui dados e informações de paridade pelos dispositivos de armazenamento múltiplos. Os RAIDs de nível 5 portanto, oferecem vantagens de desempenho de distribuição de dados pelos dispositivos múltiplos, mas não compartilham o obstáculo de desempenho de RAIDs de nível 4 pois as informações de paridade também são distribuídas através da matriz. O RAID 5 requer ao menos três partições de RAID.
    RAID6 – Redundante
    Os RAIDs de nível 6 são semelhantes aos RAIDs de nível 5, mas ao invés de armazenar um conjunto de dados de paridade, eles armazenam dois conjuntos. O RAID 6 requer ao menos quatro partições de RAID.
    RAID10 – Redundancy (mirror) e Optimized performance (stripe)
    Os RAIDs de nível 10 são RAIDs agrupados ou RAIDs híbridos. Os RAIDs de nível 10 são construídos pela distribuição de dados em conjuntos espelhados de dispositivos de armazenamento. Por exemplo, um RAID de nível 10 construído a partir de partições de RAID consiste de dois pares de partições nos quais uma partição espelha a outra. Os dados são então distribuídos por ambos os pares de dispositivos de armazenamento, como em um RAID de nível 0. O RAID 10 requer ao menos quatro partições de RAID.
  6. Clique em Update Settings para salvar suas mudanças, e continue com outra partição ou clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.
Se menos discos estiverem incluídos do que requer o nível de RAID especificado, será exibida uma mensagem na parte inferior da janela, informando quantos discos são realmente necessários para a configuração selecionada.

15.10.3.3. Criar Volume Lógico LVM

Gerenciamento de Volume Lógico (LVM), apresenta uma visualização lógica simples de espaço de armazenamento físico adjacente, tal como discos rígidos ou LUNs. As partições em armazenamento físico são representadas como volume físico as quais podem ser agrupadas em grupo de volume. Cada grupo de volume pode ser dividido em volumes lógicos múltiplos, cada qual análogo à uma partição de disco padrão. Por isso, a função dos volumes lógicos LVM é de partição que pode gerar discos físicos múltiplos.
Para aprender mais sobre o LVM, consulte Apêndice C, Entender o LVM ou leia Red Hat Enterprise Linux 7 Logical Volume Manager Administration. Note que a configuração do LVM está disponível somente no programa de instalação gráfica.

Importante

Durante a instalação de modo texto, a configuração do LVM não está disponível. Se você precisar criar uma configuração de LVM desde o início, pressione Ctrl+Alt+F2 para usar o terminal e execute o comando lvm. Para retornar à instalação de modo texto, pressione Ctrl+Alt+F1.
Configurando um Volume Lógico

Figura 15.24. Configurando um Volume Lógico

Para criar um volume lógico e adicioná-lo à um grupo de volume novo ou existente:
  1. Cria um ponto de montagem para o volume LVM como descrito em Seção 15.10.3.1, “Adicionando Sistemas de Arquivo e Partições de Configuração”.
  2. Clique no menu suspenso Tipo de Dispositivo e selecione LVM . O menu suspenso de Grupo de Volume aparecerá e exibirá o nome do grupo de volume recém-criado.
  3. Como forma alternativa, tanto clique no menu e selecione Criar um novo grupo de volume ou clique em Modificar para configurar o grupo de volume recentemente criado, caso você necessite. Ambas opções Criar um novo grupo de volume e o botão Modificar levam ao diálogo Configurar Grupo de Volume, onde você pode renomear o grupo de volume lógico e selecionar quais discos devem ser incluídos.
    Padronizando um Grupo de Volume LVM

    Figura 15.25. Padronizando um Grupo de Volume LVM

    Os nívels do RAID são o mesmo que com os dispositivos RAID atuais. Veja Seção 15.10.3.2, “Criar RAID por Software” para mais informações. Você pode também marcar o grupo de volume para criptografia e definir a política de tamanho para ele. As opções de política disponíveis são:
    • Automatic – o tamanho do grupo de volume é ajustado automaticamente de modo que seja grande o suficiente para conter os volumes lógicos configurados. Isso é ótimo se você não precisa de espaço livre no interior do grupo de volume.
    • As large as possible – o grupo de volume é criado com o tamanho máximo, independentemente do tamanho dos volumes lógicos configurados que ele contém. Isso é ideal se você pretende manter a maioria de seus dados no LVM e mais tarde precise aumentar o tamanho de alguns volumes lógicos existentes, ou se você precisar criar volumes lógicos adicionais dentro deste grupo.
    • Fixed – Com esta opção, você poderá definir um tamanho exato do grupo de volume. Quaisquer volumes lógicos configurados devem então caber dentro deste tamanho fixo. Isto é útil se você sabe exatamente o tamanho você deseja que o grupo de volume seja.
    Clique em Save quando o grupo for configurado.
  4. Clique em Update Settings para salvar suas mudanças, e continue com outra partição ou clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

Atenção

Colocar a partição /boot em um volume LVM não é suportado.

15.10.3.4. Crie um Subvolume de Btrfs

Btrfs é um tipo de sistema de arquivos, mas possui vários recursos característicos de um dispositivo de armazenamento. Ele é projetado para tornar o sistema de arquivos tolerante a erros e facilitar a detecção e reparo de erros quando eles ocorrerem. Ele usa somas de verificação para garantir a validade dos dados e metadados, e mantém snapshots do sistema de arquivos que pode ser usado para backup ou reparos.
Durante o particionamento manual, você cria subvolumes Btrfs, em vez de volumes. O programa de instalação, em seguida, cria automaticamente um volume Btrfs para conter esses subvolumes. Os tamanhos reportados para cada Btrfs ponto de montagem no painel esquerdo da tela Particionamento Manual são idênticos porque refletem o tamanho total do volume, em vez de cada subvolume individual.
Configurando um Subvolume de Btrfs

Figura 15.26. Configurando um Subvolume de Btrfs

Para criar um subvolume de Btrfs:
  1. Cria um ponto de montagem como descrito em Seção 15.10.3.1, “Adicionando Sistemas de Arquivo e Partições de Configuração”. Ao configurar este ponto de montagem, você configura o volume Btrfs.
  2. Clique no menu suspenso Tipo de Dispositivo e selecione BTRFS . O menu suspenso de Sistema de Arquivo será acinzentado automaticamente para Btrfs . O menu suspenso do Volume aparece e exibe o nome do volume recém-criado.
  3. Como forma alternativa, tanto clique no menu e selecione Criar um novo volume ou clique em Modificar para configurar o volume recentemente criado, caso você necessite. Ambas opções Criar um novo volume e o botão Modificar levam ao diálogo Configurar Volume, onde você pode renomear o subvolume e adicionar um nível RAID à ele.
    Padronizando o Volume Btrfs.

    Figura 15.27. Padronizando o Volume Btrfs.

    Os níveis de RAID disponíveis são:
    RAID0 (Desempenho)
    Distribui dados para os dispositivos de armazenamento múltiplo. Os RAIDs de nível 0 oferecem alto desempenho para as partições padrão, e podem ser usados para unir o armazenamento de dispositivos múltiplos em um dipositivo virtual grande. Observe que os RAIDs de nível 0 não apresentam redundância e a falha de um dispositivo na matriz destruirá toda a matriz. O RAID 0 requer ao menos duas partições RAID.
    RAID1 (Redundância)
    Espelha os dados em um dispositivo de armazenamento em um ou mais dispositivos de armazenamento. Dispositivos adicionais na matriz fornecem níveis altos de redundância. O RAID 1 requer ao menos duas partições RAID.
    RAID10 (Desempenho, Redundância)
    Combina RAID0 e RAID1, e fornece maior desempenho e redundância ao mesmo tempo. Os dados são espalhados em matrizes RAID1 proporcionando redundância (espelhamento), e essas matrizes são depois distribuídas (RAID 0), proporcionando desempenho (distribuição). Requer pelo menos quatro partições de RAID.
    Você pode também marcar o volume para criptografia e definir a política de tamanho para ele. As opções de política disponíveis são:
    • Automatic – o tamanho do volume é ajustado automaticamente de modo que seja grande o suficiente para conter os subvolumes configurados. Isso é ótimo se você não precisa de espaço livre no interior do volume.
    • As large as possible – o volume é criado com o tamanho máximo, independentemente do tamanho das subvolumes configurados que ele contém. Isso é ótimo se você pretende manter a maioria de seus dados sobre o Btrfs e mais tarde precise aumentar o tamanho de alguns subvolumes existentes, ou se você precisar criar subvolumes adicionais dentro deste volume.
    • Fixed – Com esta opção, você poderá definir um tamanho exato do volume. Quaisquer subvolumes configurados devem então caber dentro deste tamanho fixo. Isto é útil se você sabe exatamente o tamanho você deseja que o volume seja.
    Clique em Save quando o volume for configurado.
  4. Clique em Update Settings para salvar suas mudanças, e continue com outra partição ou clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.
Se menos discos estiverem incluídos do que requer o nível de RAID especificado, será exibida uma mensagem na parte inferior da janela, informando quantos discos são realmente necessários para a configuração selecionada.

Atenção

Colocar a partição /boot em um volume Btrfs não é suportado.

15.11. Dispositivos de Armazenamento

Você pode instalar o Red Hat Enterprise Linux em uma grande variedade de dispositivos de armazenamento. Você pode ver os dispositivos básicos, localmente acessíveis, de armazenamento na página Destino de Instalação, como descrito em Seção 15.10, “Destino da Instalação”. Para adicionar um dispositivo de armazenamento especializado, clique no botão Adicione um disco na seção da tela Specialized & Network Disks.
Dispositivos de armazenamento básico diretamente conectado ao sistema local, tal como drives de discos rígidos e drives de estado sólido, são vistos na seção Local Standard Disks da tela. Em sistemas System z, ele contém Direct Access Storage Devices (DASDs) ativados.
Visão Geral de Espaço de Armazenamento

Figura 15.28. Visão Geral de Espaço de Armazenamento

15.11.1. A Tela de Seleção dos Dispositivos de Armazenamento

A tela de dispositivos de armazenamento exibe todos os dispositivos de armazenamento com o qual o programa de instalação Anaconda tem acesso.
Os dispositivos são agrupados sob as seguintes abas:
Dispositivos Multipath
Dispositivos de armazenamento acessíveis por mais de um caminho, tal como pelos controllers SCSI múltiplos ou portas de Canal de Fibra no mesmo sistema.

Importante

O programa de instalação detecta somente dispositivos de armazenamento multipath com números em série com 16 ou 32 caracteres.
Outros Dispositivos SAN
Qualquer outro dispositivo disponível em uma Rede de Área de Armazenamento (SAN) tal como o FCP LUns anexado em um caminho único.
Firmware RAID
Dispositivo de armazenamento anexado ao controller do firmware RAID. Ista aba não se aplica ao System z.
Dispositivos System z
Esta aba contém dispositivos de armazenamento, ou Unidades Lógicas (LUNs), anexadas pelo driver zSeries Linux FCP (Fiber Channel Protocol).
Visão Geral tabulada de dispositivos de armazenamento especializados

Figura 15.29. Visão Geral tabulada de dispositivos de armazenamento especializados

Para configurar um dispositivo de armazenamento zFCP,, clique em Add ZFCP LUN. Para configurar um dispositivo iSCSI, clique em Add iSCSI Target. Para configurar um dispositivo FCoE (Fibre Channel over Ethernet), clique em Add FCoE SAN. Todos estes botões estão localizados no canto inferior do lado direito da tela.
A página de visão geral também contém uma aba Search que permite que você filtre os dispositivos de armazenamento pelo seu World Wide Identifier (WWID) ou pela porta, alvo, ou logical unit number (LUN) no qual eles serão acessados.
Aba de Pesquisa de Dispositivo de Armazenamento

Figura 15.30. Aba de Pesquisa de Dispositivo de Armazenamento

A aba de pequisa contém um menu suspenso Search By para selecionar a procura por porta, alvo, WWID, ou LUN. A busca por WWID ou LUN requer valores adicionais nos campos de texto de entrada correspondente. Clique em Find para iniciar a busca.
Cada dispositivo é apresentado em uma linha separada, com a caixa de seleção à sua esquerda. Clique na caixa de seleção para tornar um dispositivo disponível durante o processo de instalação. Mais tarde, no processo de instalação, você pode escolher instalar o Red  Hat Enterprise  Linux em qualquer dispositivo selecionado aqui, e pode escolher montar automaticamente qualquer um dos outros dispositivos selecionados aqui como parte do sistema instalado.
Observe que os dispositivos que você seleciona aqui não são removidos automaticamente pelo processo de instalação. Selecionar um dispositivo nesta tela não colocará em risco os dados armazenados no dispositivo. Observe também que qualquer dispositivo que você não selecionar aqui fazer parte do sistema instalado, pode ser adicionado ao sistema após instalação, modificando o arquivo /etc/fstab.
Depois que você selecionou os dispositivos de armazenamento para disponibilizar durante a instalação, clique em Done para retornar para a tela Sumário de Instalação.

15.11.1.1. Formatação de Baixo Nível do DASD

Qualquer DASD utilizado para a instalação deve ser formatado em baixo nível. Quando você selecionar DASDs na tela Installation Destination e clicar em Done, o programa de instalação detectará qualquer disco não formatado e o seguinte diálogo aparecerá:
Diálogo para Formatar dispositivos do DASD

Figura 15.31. Diálogo para Formatar dispositivos do DASD

No diálogo, você pode clicar em Cancel para retornar para a tela Installation Destination e editar a seleção de disco. Se a seleção estiver correta, clique em Format with dasdfmt para lançar o utilitário dasdfmt em todos os DASDs não formatados.
Quando o processo de formatação estiver concluído, se você clicar em OK, retornará à tela Installation Destination onde a lista dos DASDs será atualizada. Você então precisará selecionar novamente seus discos para a instalação proceder.
Para permitir formatação de baixo nível de DASDs online não formatados, especifique comando do Kickstart zerombr. Consulte o zerombr (optional) para mais detalhes.

15.11.1.2. Opções Avançadas de Armazenamento

Para usar um dispositivo de armazenamento avançado, você pode configurar um alvo iSCSI (SCSI over TCP/IP) ou zFCP(zSeries Fibre Channel Protocol) LUN (logical unit) clicando no botão apropriado no canto inferior da direita na tela de Destino de Instalação. Consulte Apêndice B, Discos iSCSI para uma apresentação do iSCSI
Opções Avançadas de Armazenamento

Figura 15.32. Opções Avançadas de Armazenamento

15.11.1.2.1. Configurando Parâmetros de iSCSI
Depois que você clicou em Add iSCSI target... o diálogo Add iSCSI Storage Target aparecerá.
O Diálogo de Detalhes da Descoberta do iSCSI

Figura 15.33. O Diálogo de Detalhes da Descoberta do iSCSI

Para usar os dispositivos de armazenamento do iSCSI para a instalação, o Anaconda deve conseguir descoberta como os alvos em iSCSI e ser capaz de criar uma sessão iSCSI para acessá-los. Cada um destes passos pode precisar de um nome de usuário e senha para a autenticação CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol). Além disso, você pode configurar um alvo iSCSI para autenticar o iniciador do iSCSI no sistema para o qual o alvo é anexado (reverse CHAP), ambos para descoberta e para sessão. Utilizados em conjunto, o CHAP e o reverse CHAP são chamados de CHAP mútuo ou CHAP de duas vias. O CHAP mútuo fornece o maior nível de segurança para as conexões do iSCSI, especialmente se o nome de usuário e senha são diferentes para a autenticação do CHAP e autenticação do reverse CHAP.

Nota

Repita a descoberta do iSCSI e os passos de login do iSCSI quantas vezes for necessário para adicionar todo o armazenamento do iSCSI requerido. No entanto, você não pode mudar o nome do iniciador do iSCSI após tentar descobrir pela primeira vez. Para mudar o nome do iniciador do iSCSI, você precisa reiniciar a instalação.

Procedimento 15.1. iSCSI Discovery e início de uma sessão iSCSI

Use o diálogo Adicionar o Alvo de Armazenamento do iSCSI para fornecer ao Anaconda informações necessárias para a descoberta do alvo SCSI .
  1. Insira o endereço IP do alvo iSCSI no campo Target IP Address.
  2. Forneça um nome no campo iSCSI Initiator Name para o iniciador do iSCSI em formato iSCSI qualified name (IQN). Uma entrada IQN válida contém:
    • a faixa iqn. (note o período)
    • um código de dados que especifica o ano e mês no qual o domínio da Internet ou nome do subdomínio de sua empresa foi registrado, representado em quatro dígitos para o ano, um traço, e dois dígitos para o mês, seguido de um ponto. Por exemplo, Setembro, 2010 representa-se como 2010-09.
    • o nome de domínio ou subdomínio de internet de sua organização, apresentado em ordem contrária com o domínio de topo primeiro. Por exemplo, representa o subdomínio storage.example.com como com.example.storage
    • dois pontos, seguido de uma cadeia que identifica de forma única este iniciador iSCSI específico dentro de seu domínio ou subdomínio. Por exemplo, :diskarrays-sn-a8675309
    Um IQN completo pode portanto se parecer com: iqn.2010-09.storage.example.com:diskarrays-sn-a8675309. O Anaconda preenche previamente o campo iSCSI Initiator Name com um nome neste formato para ajudá-lo com a estrutura.
    Para mais informações sobre os IQNs, consulte o 3.2.6. iSCSI Names no RFC 3720 – Internet Small Computer Systems Interface (iSCSI) disponível em http://tools.ietf.org/html/rfc3720#section-3.2.6 e 1. iSCSI Names and Addresses em RFC 3721– Internet Small Computer Systems Interface (iSCSI) Naming and Discovery disponível em http://tools.ietf.org/html/rfc3721#section-1.
  3. Utilize o menu suspenso Discovery Authentication Type para especificar o tipo de autenticação que se deve usar para a descoberta da sessão iSCSI. As seguintes opções estão disponíveis:
    • sem credenciais
    • CHAP pair
    • CHAP pair e um reverse pair
    • Se você selecionou o CHAP pair como o tipo de autenticação, forneça o username e senha para o alvo iSCSI nos campos CHAP Username e CHAP Password.
    • Se você selecionou CHAP pair e um reverse pair como o tipo de autenticação, forneça o username e senha para o alvo iSCSI nos campos CHAP Username e CHAP Password e o username e senha para o iniciador do iSCSI nos campos Reverse CHAP Username e Reverse CHAP Password.
  4. Como forma alternativa, selecione a caixa com rótulo Bind targets to network interfaces.
  5. Clique em Start Discovery. O Anaconda tenta descobrir um alvo iSCSI baseado nas informações que você forneceu. Se o discovery for bem sucedido, o diálogo apresentará uma lista de todos os nós iSCSI descobertos no alvo.
  6. Cada nó é apresentado com uma caixa de seleção ao lado. Clique nesta caixa para selecionar os nós para serem utilizados para a instalação.
    O Diálogo de Nós iSCSI Descobertos

    Figura 15.34. O Diálogo de Nós iSCSI Descobertos

  7. O menu tipo de autenticação da conexão ao nó oferece as mesmas opções que o menu Tipo de autenticação do Discovery descrito no passo 3. No entanto, se você precisou de credenciais para autenticação do discovery, é comum usar as mesmas credenciais para fazer login em um nó descoberto. Para isso, use a opção adicional Use as credenciais a partir do Discovery no menu. Quando as credenciais adequadas forem fornecidas, o botão Log in (conectar-se) se tornará disponível.
  8. Clique em Log In para iniciar uma sessão do iSCSI.
15.11.1.2.2. Dispositivos FCP
Quando você clicar no Addr ZFCP LUN ... , irá aparecer uma janela para você adicionar um FCP (Fibre Channel Protocol) dispositivo de armazenamento.
Dispositivos FCP permitem que o IBM System z use dispositivos SCSI ao invés ou além dos dispositivos Direct Access Storage Device ( DASD). Dispositivos FCP oferecem uma topologia de malha de comutação que permite que sistemas System z usem LUNs SCSI como dispositivos de disco além de dispositivos DASD tradicionais.
IBM System z requer que qualquer dispositivo FCP seja introduzido manualmente ao programa de instalação para ativar o FCP LUNs. Isso pode ser feito tanto em Anaconda interativamente, ou especificado como um parâmetro de entrada única no parâmetro ou arquivo de configuração CMS. Os valores indicados aqui são únicos para cada site em que eles são criados.

Notas

  • A criação interativa de um dispositivo zFCP é possível apenas no instalador gráfico. Não é possível configurar interativamente um dispositivo FCP em uma instalação em modo texto.
  • Use apenas letras minúsculas em valores hexadecimais. Se você digitar um valor incorreto e bateu o Começar descoberta, o programa de instalação exibirá um aviso e permitir que você edite as informações de configuração e tente novamente a tentativa de descoberta.
  • Para mais informações sobre estes valores, consulte a documentação que acompanha o hardware do seu sistema e verifique com o administrador de sistemas que configurou a rede para este sistema.
Para configurar um dispositivo Fiber Channel Protocol SCSI, preencha o número do dispositivo de 16 bits, World Wide Port Number (WWPN) de 64 bits e identificador de 64-bit FCP LUN. Clique no botão Iniciar Descoberta para se conectar ao dispositivo FCP usar esta informação.
Adicionar dispositivo FCP

Figura 15.35. Adicionar dispositivo FCP

Os dispositivos recentemente adicionados estão exibidos na aba System z Devices da tela do Destino de Instalação.

Importante

Para uma instalação simples do SCSI remova o DASD= do parâmetro ou do arquivo de configuração CMS para indicar que o DASD está presente.

15.12. Iniciar Instalação

Quando todas as seções necessárias da tela Sumário de Instalação forem concluídas, a advertência na parte de baixo da tela de menu desaparece e o botão Iniciar Instalação se tornará disponível.
Pronto para Instalar

Figura 15.36. Pronto para Instalar

Atenção

Até este ponto do processo de instalação, nenhuma mudança foi realizada em seu computador. Quando você clicar em Iniciar Instalação, o programa de instalação irá alocar espaço em seu disco rígido e iniciar a transferências do Red  Hat Enterprise  Linux para este espaço. Dependendo da opção de particionamento que você tenha escolhido, este processo pode incluir remoção de dados que já existam em seu computador.
Para revisar qualquer uma das escolhas que você fez até este ponto, retorne para a seção relevante da tela do Installation Summary. Para cancelar a instalação completamente, clique em Quit ou desligue seu computador. Para desligar a maioria dos computadores neste estágio, pressione o botão de energia e segure-o por alguns segundos.
Se você terminou de padronizar sua instalação e está certo de que deseja continuar, clique em Iniciar Instalação.
Depois que você clicar em Iniciar Instalação, permita que o processo de instalação seja concluído. Se o processo for interrompido, por exemplo, porque você desligou ou redefiniu o computador, ou por causa de uma queda de energia, você provavelmente não conseguirá usar o seu computador até que você reinicie e conclua o processo de instalação do Red  Hat Enterprise  Linux, ou instale um sistema operacional diferente.

15.13. O menu de configuração e tela de progresso

Depois de clicar em Iniciar Instalação na tela do Sumário de Instalação, você será direcionado para a tela de progresso. Red Hat Enterprise Linux relata o progresso da instalação na tela enquanto grava os pacotes selecionados para o seu sistema.
Instalando Pacotes

Figura 15.37. Instalando Pacotes

Para sua referência, um log completo da sua instalação poderá ser encontrado em /var/log/anaconda/anaconda.packaging.log depois que você reiniciar seu sistema.
Enquanto os pacotes estiverem sendo instalados, será necessário realizar mais configuração. Acima da barra de progresso de instalação se encontram os itens de menu Root Password e User Creation
O item de menu Senha Root é usado para definir a senha para a conta root. A conta root é usada para executar tarefas críticas de gestão e administração do sistema. A senha pode ser configurada tanto enquanto os pacotes estão sendo instalados ou mais tarde, mas você não será capaz de completar o processo de instalação até que ele seja configurado.
Criar uma conta de usuário é opcional e pode ser feita após a instalação, mas recomenda-se a fazê-la nesta tela. Uma conta de usuário é usada para o trabalho normal e para acessar o sistema. As melhores práticas sugerem que você sempre acesse o sistema através de uma conta de usuário e não a conta root.

15.13.1. Configure a Senha Root

Definir uma conta e senha root é um passo importante durante a sua instalação. A conta root (também conhecido como o superusuário) é usada para instalar pacotes, atualizar pacotes RPM, e realizar mais manutenção do sistema. A conta de root lhe fornece total controle sobre seu sistema. Por esta razão, a conta root é melhor utilizada somente para executar manutenção ou administração do sistema. Consulte o Red Hat Enterprise Linux 7 System Administrator's Guide para mais informações sobre como se tornar usuário root.
Tela da Senha root

Figura 15.38. Tela da Senha root

Clique no item do menu Senha de Root e insira sua nova senha no campo Senha de Root. Por motivos de segurança o Red Hat Enterprise  Linux mostra os caracteres como asteriscos. Insira a mesma senha no campo Confirmação para garantir que está definida corretamente. Depois de definir a senha de root, clique em Done para retornar à tela Configurações de Usuário.
Estes são os requerimentos e recomendações para criar uma senha root forte:
  • deve ter ao menos oito caracteres
  • deve conter números, letras (Maiúscula e Minúscula) e símbolos
  • é sensível ao tamanho da letra e deve conter uma combinação dos dois.
  • Algo que possa lembrar mas não pode ser adivinhado facilmente
  • deve ser uma palavra, abreviação ou número associado à você, à sua empresa ou encontrado em um dicionário (incluindo os idiomas estrangeiros)
  • Você não deve escrevê-la; caso precise escrever, mantenha-a segura

Nota

Para mudar sua senha root depois de concluir a instalação, use a Ferramenta de Senha Root.

15.13.2. Cria uma Conta de Usuário

Para criar uma conta de usuário comum (não-root) durante a instalação, clique em Configurações do usuário na tela de progresso. A tela Criar Usuário será exibida, permitindo que você configure a conta de usuário regular e configure seus parâmetros. Embora seja recomendado fazer durante a instalação, este passo é opcional e pode ser realizado após a conclusão da instalação.
Para deixar a tela de criação de usuário depois de ter entrado, sem a criação de um usuário, deixe todos os campos em branco e clique em Concluído .
Tela de Configuração de Conta de Usuário

Figura 15.39. Tela de Configuração de Conta de Usuário

Insira o nome completo e o nome do usuário em seus campos respectivos. Note que o nome de usuário do sistema deve ser mais curto do que 32 caracteres e não pode conter espaços. É altamente recomendável configurar uma senha para a nova conta.
Ao configurar uma senha forte, até para um usuário root, siga estas diretrizes descritas em Seção 15.13.1, “Configure a Senha Root ”.
Clique no botão Advanced para abrir um novo diálogo com configurações adicionais.
Configuração de Conta de Usuário Avançada

Figura 15.40. Configuração de Conta de Usuário Avançada

Por padrão, cada usuário obtém um diretório home correspondente aos seus nomes de usuários. Na maioria dos casos, não há necessidade de mudança desta configuração.
Você também pode definir manualmente um número de identificação do sistema para o novo usuário e seu grupo padrão, selecionando as caixas de seleção. O intervalo para IDs de usuário regular começa no número 1000 . Na parte inferior da caixa de diálogo, você pode entrar na lista de grupos adicionais, separados por vírgulas, ao qual o novo usuário deve pertencer. Os novos grupos serão criados no sistema. Para personalizar IDs de grupo, especifique os números entre parênteses.
Depois de padronizar a conta de usuário, clique em Save Changes para retornar à tela User Settings.

15.14. Instalação Concluída

Parabéns! Sua instalação do Red  Hat Enterprise Linux foi concluída!
O programa de instalação pede que você prepare o seu sistema para uma reinicialização.
O programa de instalação reinicializa automaticamente no sistema instalado.
Se a instalação não reinicializar, o programa de instalação mostrará informações da qual o dispositivo fará um IPL (inicialização). Aceite o fechamento e depois disso você precisa realizar o IPL (boot) de um DASD ou SCSI LUN, onde a partição /boot para o Red  Hat Enterprise  Linux tenha sido instalada.

15.14.1. IPL sob z/VM

Para realizar um IPL de um DASD, por exemplo usando o dispositivo DASD 200 em no console 3270, emita o comando:
#cp i 200
No DASD somente ambientes onde o particionamento automático (limpando dados de todas as partições) foi usado, o primeiro DASD ativado é onde a partição /boot é geralmente localizada.
Ao usar o /boot em um FCP LUN, você precisa fornecer o WWPN e LUN para o dispositivo FCP anexado do qual irá realizar o IPL.
Para IPL de um dispositivo FCP anexado:
  1. Forneça informações de roteamento do FCP para um dispositivo FCP anexado, por exemplo, onde 0x50050763050B073D é o WWPN, e 0x4020400100000000 é o FCP LUN:
    #cp set loaddev portname 50050763 050B073D lun 40204001 00000000
  2. Realize o IPL no adaptador do FCP, por exemplo FC00:
    #cp ipl FC00

Nota

Para disconectar do terminal 3270 sem parar o Linux em sua máquina virtual, use o #cp disconnect, ao invés do #cp logoff. Quando sua máquina for reconectada usando o procedimento de logon normal, ele pode ser colocado no modo de função do console CP (CP READ). Caso isto aconteça, para finalizar a execução em sua máquina virtual, insira o comando BEGIN.

15.14.2. IPL em um LPAR

Para instalações baseadas em LPAR, o console HMC pode ser usado para executar um comando de carregamento para o LPAR, especificando o DASD ou o adaptador FCP, WWPN e FCP LUN onde encontra-se a partição /boot.

15.14.3. Continuando após reinicialização (re-IPL)

Após a execução do IPL no SO Red  Hat Enterprise  Linux instalado, você pode se autenticar no sistema através dom ssh. É importante lembrar que o único lugar que você pode se autenticar como root é pelo 3270 ou por outros dispositivos, conforme listados em /etc/securetty.
A primeira vez que você iniciar seu sistema Red  Hat Enterprise  Linux em um ambiente gráfico, você pode usar o Configuração Inicial para guiá-lo através da configuração do Red  Hat Enterprise  Linux. Usando esta ferramenta, você pode definir seu tempo e data de sistema, instalar software, registrar sua máquina com o Red  Hat Network, entre outros. O Configuração Inicial deixa que você configure seu ambiente no início, assim você pode inicar usando o sistema Red  Hat Enterprise  Linux rapidamente.
See Capítulo 26, Configuração inicial e Firstboot para informações sobre o processo de configuração.

Capítulo 16. Resolvendo Problemas de Instalação em um Sistema IBM System z

Esse capítulo aborda alguns problemas comuns na instalação e suas soluções.
Para propósitos de depuração, o Anaconda registra ações de instalação em arquivos no diretório /tmp. Estes arquivos se encontram listados da seguinte tabela:

Tabela 16.1. Arquivos de Log gerados durante a Instalação

Arquivos LogConteúdo
/tmp/anaconda.logmensagens gerais do Anaconda
/tmp/program.logtodos os programas externos executados durante a instalação
/tmp/storage.loginformações de módulo de armazenamento extensivo
/tmp/packaging.logmensagens de instalação dos pacotes yum e rpm
/tmp/syslogmensagens de sistema relacionados ao hardware
Se a instalação falhar, as mensagens destes arquivos serão consolidadas no/tmp/anaconda-tb-identifier, onde identifier é uma cadeia aleatória.
Todos os arquivos listados acima se encontram no disco RAM do programa de instalação, o que siginifica que não são salvos permanentemente e serão perdidos depois que o sistema for fechado. Para armazená-los de forma permanente, copie estes arquivos para outros sistema na rede usando o scp no sistema executando o instalador, ou copie-os para um dispositivo de armazenamento montado. Detalhes sobre como transferir os arquivos log sob a rede estão abaixo.

Nota

O seguinte procedimento requer que o sistema de instalação possa acesar a rede e o sistema alvo para conseguir receber arquivos pelo protocolo ssh.

Procedimento 16.1. Transferindo Arquivos de Log utilizando a Rede

  1. Acessar a solicitação de terminal no sistema de instalação. Isto pode ser feito das seguintes formas:
    • Em uma sessão que esteja executando o tmux no sistema de instalação, pressione Ctrl+b p e Ctrl+b n para mudar para o terminal anterior ou próximo terminal, e encontre o terminal com um shell de root.
    • Conectar ao sistema de instalação sob ssh.
    Em ambos os casos, você poderá utilizar o shell do sistema de instalação como root.
  2. Mude para o diretório /tmp onde se encontram os arquivos de log:
    # cd /tmp
  3. Copie os arquivos de log para outro sistema na rede utilizando o comando scp:
    # scp *log user@address:path
    Substitua o user por um nome de usuário válido no sistema de alvo, address por um endereço do sistema ou nome de host, e path por um caminho para o diretório onde você deseja salvar os arquivos de log. Por exemplo, se você deseja autenticar como john em um sistema com um endereço IP de 192.168.0.122 e colocar os arquivos de log no diretório /home/john/logs/ neste sistema, o comando terá a seguinte forma:
    # scp *log john@192.168.0.122:/home/john/logs/
    Ao conectar o sistema de alvo pela primeira vez, você pode encontrar uma mensagem parecida com esta a seguir:
    The authenticity of host '192.168.0.122 (192.168.0.122)' can't be established.
    ECDSA key fingerprint is a4:60:76:eb:b2:d0:aa:23:af:3d:59:5c:de:bb:c4:42.
    Are you sure you want to continue connecting (yes/no)?
    Digite yes e pressione Enter para continuar. Depois forneça uma senha válida ao ser solicitado. Os arquivos começarão a transferência para o diretório especificado no sistema alvo.
Os arquivos de log a partir da instalação são agora salvos de forma permanente no sistema alvo e disponivel para revisão.

16.1. Problemas durante a Instalação

16.1.1. Nenhum disco detectado

Quando a instalação se inicia, você pode receber a seguinte mensagem de erro:
Nenhum disco detectado. Por favor encerre o computador, conecte pelo menos um disco, e reinicie para completar a instalação.
Esta mensagem geralmente indica que existe um problema com seus dispositivos do DASD (Direct Access Storage Device) . Se você encontrar este erro, adicione o parâmetro DASD=<discos> ao seu arquivo de parâmetro ou arquivo de configuração CMS (onde discos é o intervalo DASD reservado para a instalação) e inicie a instalação novamente.
Além disso, certifique-se de que os DASDs sejam formatados usando o comando dasdfmt a partir de uma janela de comandos do Linux, ao invés de formatar os DASDs usando CMS. Anaconda detecta automaticamente qualquer dispositivo DASD que não seja formatado ainda e lhe peça para formatar os dispositivos.
Se você estiver instalando um ou mais dispositivos iSCSI e não houver um armazenamento local presente no sistema, assegure-se de que todos os LUNs necessários (Logical Unit Numbers) estejam sendo apresentados ao HBA apropriado (Host Bus Adapter). Para informações adicionais sobre o iSCSI, veja Apêndice B, Discos iSCSI.

16.1.2. Reportando Mensagens Traceback

Se o programa de instalação gráfico encontrar um erro, ele apresentará uma caixa de diálogo relatando o problema. Você pode então optar por enviar informações sobre o problema que você encontrou à Red Hat. Para enviar um relatório de falha, você precisará inserir suas credenciais do Portal do Cliente. Se você não tem uma conta no Portal do Cliente, você pode se cadastrar no https://www.redhat.com/wapps/ugc/register.html. Relatórios de falhas automatizados também requerem uma conexão de rede.
A Caixa de Diálogos de Relatório de Travamentos

Figura 16.1. A Caixa de Diálogos de Relatório de Travamentos

Quando o diálogo aparecer, selecione Report Bug para reportar o problema, ou Quit para sair da instalação.
Opcionalmente, clique em Mais informações para exibir a saída detalhada que poderá ajudar a determinar a causa do erro. Se você estiver familiarizado com a depuração, clique em Debug . Isto irá levá-lo ao terminal virtual tty1 , onde você poderá solicitar informações mais precisas que irão reforçar o relatório de bug. Para voltar à interface gráfica de tty1 , use o comando continuar .
A caixa de diálogos de relatório de travamento expandido

Figura 16.2. A caixa de diálogos de relatório de travamento expandido

Se você quiser relatar o bug para o Portal do Cliente, siga o procedimento abaixo.

Procedimento 16.2. Relatando Erros para o Suporte da Red Hat

  1. No menu que aparecer, selecione Report a bug to Red Hat Customer Portal.
  2. Para relatar um erro para a Red Hat, você primeiro precisa fornecer suas credenciais do Portal do Cliente. Clique em Configure Red Hat Customer Support.
    Credenciais do Portal do Cliente

    Figura 16.3. Credenciais do Portal do Cliente

  3. Uma nova janela será agora aberta, solicitando que você digite o seu nome de usuário e senha do Portal do Cliente. Introduza as suas credenciais Portal do Cliente da Red Hat.
    Configure Red Hat Customer Support

    Figura 16.4. Configure Red Hat Customer Support

    Caso suas configurações de rede lhe solicitem que você use um proxy HTTP ou HTTPS você poderá configurá-lo expandindo o menu Advanced e inserindo o endereço do servidor proxy.
    Quando você insere todas as credenciais necessárias, clique em OK para continuar.
  4. Uma nova janela será exibida, contendo um campo de texto. Anote todas as informações úteis e comentários aqui. Descreva como o erro pode ser reproduzido, explicando cada passo que você tomou antes de aparecer o diálogo de relatórios de falhas. Forneça o máximo de detalhes relevantes possível, incluindo qualquer informação que você adquiriu durante a depuração. Esteja ciente de que as informações fornecidas aqui podem se tornar visíveis publicamente no Portal do Cliente.
    Se você não sabe o que causou o erro, selecione a caixa Eu não sei o que causou este problema na parte inferior da caixa de diálogo.
    Depois, clique em Forward.
    Descreva o Problema

    Figura 16.5. Descreva o Problema

  5. Em seguida, verifique as informações que serão enviadas para o Portal do Cliente. A explicação que forneceu se encontra no comentário . Outros guias incluem informações como o nome do host do seu sistema e outros detalhes sobre o ambiente de instalação. Você pode remover todos os itens que você não quer que sejam enviados para Red Hat, mas esteja ciente de que o fornecimento de menos detalhe pode afetar a investigação do problema.
    Clique no botão Forward quando houver terminado a revisão das informações a serem enviadas.
    Reveja os Dados a Serem Enviados

    Figura 16.6. Reveja os Dados a Serem Enviados

  6. Reveja a lista de arquivos que serão enviados e incluídos no relatório de bug como anexos individuais. Esses arquivos fornecem informações sobre o sistema que vai ajudar a investigação. Se você não deseja enviar determinados arquivos, desmarque a caixa ao lado de cada um. Para fornecer arquivos adicionais que podem ajudar a resolver o problema, clique em Anexar um arquivo .
    Depois de ter revisto os arquivos a serem enviados, marque a caixa Eu revi os dados e concordo em enviá-los . Em seguida, clique Forward para enviar o relatório e anexos para o Portal do Cliente.
    Reveja os Arquivos a serem Enviados

    Figura 16.7. Reveja os Arquivos a serem Enviados

  7. Quando o diálogo relatar que o processamento foi concluído, você pode clicar em Mostrar Log para ver os detalhes do processo de comunicação ou Fechar para voltar à caixa de diálogo de relatório de travamento inicial. Lá, clique em Sair para sair da instalação.

16.2. Problemas após a Instalação

16.2.1. Áreas de Trabalho Gráficas Remotas e o XDMCP

Se você instalou o Sistema X Window System e gostaria de se autenticar ao seu sistema Red Hat Enterprise Linux usando um gerenciador de login gráfico, habilite o X Display Manager Control Protocol (XDMCP). Este protocolo permite que usuários remotos autentiquem-se a um ambiente de área de trabalho a partir de qualquer cliente que seja compatível com o X (como por exemplo uma estação de trabalho ou terminal X11 conectado à rede). O procedimento abaixo explica como habilitar o XDMCP.

Procedimento 16.3. Enabling XDMCP no IBM System z

  1. Abra o arquivo de configuração do /etc/gdm/custom.conf em um editor de texto simples como o vi ou nano.
  2. No arquivo custom.conf, localize a seção iniciando com [xdmcp]. Nesta seção, adicione a seguinte linha:
    Enable=true
  3. Salve o arquivo e saia do editor de texto.
  4. Reinicie o X Window System. Para fazer isto, reinicialize todo o sistema, ou reinicie o GNOME Display Manager usando o seguinte comando como root:
    # systemctl restart gdm.service
    Espere pela solicitação do login e autentique-se usando seu nome de usuário normal e senha.
O servidor System z é agora configurado para XDMCP. Você pode conectá-lo a partir de outra estação de trabalho (cliente) iniciando uma sessão X remota com o comando X na estação de trabalho cliente. Por exemplo:
$ X :1 -query address
Substitua endereço pelo nome de host do servidor X11 remoto. O comando conecta ao servidor remoto X11 usando o XDMCP e exibe a tela de login gráfica remota na tela :1 do sistema servidor X11 (normalmente acessível pressionando a combinação de teclas Ctrl-Alt-F8).
Você também pode acessar sessões de áreas de trabalho remotas usando um servidor X11 aninhado (nested), o qual abre a área de trabalho remota como uma janela na sua sessão X11 atual. O Xnest permite que usuários abram uma área de trabalho remota dentro das suas sessões X11 locais. Por exemplo, rode o comando Xnest usando o seguinte comando, substituindo endereço pelo nome de host do servidor X11 remoto.:
$ Xnest :1 -query address
Para mais informações sobre o XDMCP, veja a documentação X Window System em http://www.x.org/releases/X11R7.6/doc/libXdmcp/xdmcp.html.

16.2.2. Seu sistema está exibindo erros 'Signal 11'?

Um erro signal 11, normalmente chamado de falha de segmentação, significa que o programa acessou uma localidade de memória que não foi atribuída a ele. Um erro signal 11 pode ocorrer devido a um erro em um dos programas instalados, ou devido a hardware defeituoso.
Se você receber um erro fatal signal 11 durante a instalação, certifique-se de que você está usando as imagens de instalação mais recentes, e deixe Anaconda verificá-los para se certificar que não estão corrompidos. Mídia de instalação ruins (como um disco ótico indevidamente gravado ou riscado) são uma causa comum de erros signal 11. É recomendado verificar a integridade da mídia de instalação antes de cada instalação.
Para obter informações sobre como obter a mídia de instalação mais recente, veja Capítulo 1, Baixando o Red Hat Enterprise Linux. Para executar uma verificação de mídia antes de iniciar a instalação, anexe a opção de inicialização rd.live.check no menu de inicialização. Veja Seção 20.2.2, “Verificando a Mídia de Inicialização” para mais detalhes.
Outras possíveis causas são além do escopo deste documento. Consulte a documentação do fabricante do hardware para obter mais informações.

Capítulo 17. Configurando um sistema Linux instalado em uma instância IBM System z

Para mais informações sobre o Linux em System z, veja as publicações listadas em Capítulo 19, Referências do IBM System z. Algumas das tarefas mais comuns estão descritas aqui.

17.1. Adicionando DASDs

Veja a seguir um exemplo de como adicionar um volume DASD online, formatá-lo e tornar a mudança persistente:

Nota

Garanta que o dispositivo esteja conectado ou ligado ao sistema Linux se estiver rodando sob a z/VM.
CP ATTACH EB1C TO *
Para ligar um mini disco àquele que você possui acesso, emita, por exemplo:
CP LINK RHEL7X 4B2E 4B2E MR 
DASD 4B2E LINKED R/W
Veja o z/VM: Comandos CP e Referências de Utilitários, SC24-6175 para detalhes sobre os comandos.

17.1.1. Configurando DASDs de forma dinâmica online

Para definir o DASD online, siga estes passos:
  1. Use o recurso cio_ignore para remover o DASD da lista dos dispositivos ignorados e fazê-los visíveis ao Linux:
    # cio_ignore -r device_number
    substitua o número_dispositivo pelo número do dispositivo do DASD. Por exemplo:
    # cio_ignore -r 4b2e
  2. Defina o dispositivo online. Use um comando da seguinte forma:
    # chccwdev -e device_number
    substitua o número_dispositivo pelo número do dispositivo do DASD. Por exemplo:
    # chccwdev -e 4b2e
    Como forma alternativa, você pode definir o dispositivo online usando os atributos de sysfs:
    1. Use o comando cd para mudar o diretório /sys/ que representa aquele volume:
      # cd /sys/bus/ccw/drivers/dasd-eckd/0.0.4b2e/
      # ls -l
      total 0
      -r--r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 availability
      -rw-r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 cmb_enable
      -r--r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 cutype
      -rw-r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 detach_state
      -r--r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 devtype
      -r--r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 discipline
      -rw-r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 online
      -rw-r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 readonly
      -rw-r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 use_diag
    2. Em seguida, verifique se este já está online:
      # cat online
      0
    3. Se não estiver online, submeta o seguinte comando para trazê-lo online:
      # echo 1 > online
      # cat online
      1
  3. Verifique qual nódulo do dispositivo de bloco está sendo acessado:
    # ls -l
    total 0
    -r--r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 availability
    lrwxrwxrwx  1 root root    0 Aug 25 17:07 block -> ../../../../block/dasdb
    -rw-r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 cmb_enable
    -r--r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 cutype
    -rw-r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 detach_state
    -r--r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 devtype
    -r--r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 discipline
    -rw-r--r--  1 root root    0 Aug 25 17:04 online
    -rw-r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 readonly
    -rw-r--r--  1 root root 4096 Aug 25 17:04 use_diag
    Conforme exibido neste exemplo, o dispositivo 4B2E está sendo acessado como /dev/dasdb.
Estas instruções definem um DASd online para a sessão atual, mas ela não é persistente nas reinicializações. Para instruções sobre como definir o DASD online de forma persistente, consulte o Seção 17.1.3, “Configurando DASDs de forma persistente online.”. Quando você trabalhar com DASDs, use os links simbólicos do dispositivo persistente sob /dev/disk/by-path/.

17.1.2. Preparando um Novo DASD com Formatação de Baixo Nível

Depois que o disco estiver online, mude para o diretório /root e formate o dispositivo em baixo nível. Isto é necessário somente uma vez para um DASD durante seu tempo inteiro de vida:
# cd
# dasdfmt -b 4096 -d cdl -p /dev/disk/by-path/ccw-0.0.4b2e 
Drive Geometry: 10017 Cylinders * 15 Heads =  150255 Tracks 

I am going to format the device /dev/disk/by-path/ccw-0.0.4b2e in the following way: 
   Device number of device : 0x4b2e 
   Labelling device        : yes 
   Disk label              : VOL1 
   Disk identifier         : 0X4B2E
   Extent start (trk no)   : 0 
   Extent end (trk no)     : 150254 
   Compatible Disk Layout  : yes 
   Blocksize               : 4096 

--->> ATTENTION! <<--- 
All data of that device will be lost. 
Type "yes" to continue, no will leave the disk untouched: yes
cyl    97 of  3338 |#----------------------------------------------|   2%
Quando a barra de progresso atingir o final e a formatação estiver completa, use dasdfmt para imprimir o seguinte resultado:
Rereading the partition table... 
Exiting...
Agora use o fdasd para particionar o DASD. Você pode criar até três partições no DASD. Em nosso exemplo aqui, criamos uma geração de partição no disco todo:
# fdasd -a /dev/disk/by-path/ccw-0.0.4b2e
auto-creating one partition for the whole disk...
writing volume label...
writing VTOC...
checking !
wrote NATIVE!
rereading partition table...
Após um DASD estar online (formatado em baixo nível), ele pode ser usado como qualquer outro disco sob o Linux. Por exemplo, você pode criar os sistemas de arquivo, os volumes físicos do LVM, ou espaço de swap em suas partições, por exemplo /dev/disk/by-path/ccw-0.0.4b2e-part1. Nunca use o dispositivo DASD cheio (dev/dasdb) para qualquer coisa a não ser para comandos dasdfmt e fdasd. Se você desejar usar o DASD todo, crie uma partição gerando todo o drive como no exemplo fdasd acima.
Para adicionar outros discos mais tarde sem quebrar entradas existentes em, por exemplo /etc/fstab, use os links simbólicos de dispositivo persistente sob o /dev/disk/by-path/.

17.1.3. Configurando DASDs de forma persistente online.

As instruções acima descritas como ativar o DASDs de forma dinâmica em um sistema em execução. No entanto, tais mudanças não são persistentes e não sobrevivem à uma reinicialização. Fazer mudanças à configuração do DASD persistente em seu sistema Linux, depende se o DASD pertence ao sistema de arquivo root. Aqueles DASDs necessários para o sistema de arquivo root, precisam ser ativados muito antes durante o processo de inicialização pelo initramfs para ser capaz de montar o sistema de arquivo root.
Os comandos Cio_ignore são manuseados de forma transparente para configurações de dispositivo persistentes e você não precisa liberar os dispositivos de ignorar a lista manualmente.

17.1.3.1. Os DASDs que fazem parte do sistema de arquivo root.

O único arquivo que você precisa modificar para adicionar os DASDs que fazem parte do sistema de arquivo root é o /etc/zipl.conf. Depois execute a ferramenta de carregador de inicialização zipl. Não há necessidade de recriar o initramfs.
Existe uma opção de inicialização para ativar o DASDs antes no processo de inicialização: rd_dasd=. Esta opção leva uma lista com separação de vírgulas como entrada. A lista contém um ID de barra de dispositivo e parâmetros adicionais opcionais, consistindo de pares de valor de chave que correspondem aos atributos do DASD sysfs
Abaixo, segue um exemplo zipl.conf para um sistema que usa volumes físicos em partições de dois DASDs para um grupo de volume LVM vg_devel1 que contém um volume lógico lv_root para o sistema de arquivo root.
[defaultboot]
default=linux
target=/boot/
[linux]
        image=/boot/vmlinuz-2.6.32-19.el7.s390x
        ramdisk=/boot/initramfs-2.6.32-19.el7.s390x.img
        parameters="root=/dev/mapper/vg_devel1-lv_root rd.dasd=0.0.0200,use_diag=0,readonly=0,erplog=0,failfast=0 rd.dasd=0.0.0207,use_diag=0,readonly=0,erplog=0,failfast=0  rd_LVM_LV=vg_devel1/lv_root rd_NO_LUKS rd_NO_MD rd_NO_DM LANG=en_US.UTF-8 SYSFONT=latarcyrheb-sun16 KEYTABLE=us cio_ignore=all,!condev"
Suponhamos que você deseja adicionar outro volume físico em uma partição de um terço do DASD com o ID da barra de dispositivo 0.0.202b. Para fazer isto, adicione o rd_dasd=0.0.202b para a linha dos parâmetros de seu kernel de inicialização em zipl.conf:
[defaultboot]
default=linux
target=/boot/
[linux]
        image=/boot/vmlinuz-2.6.32-19.el7.s390x
        ramdisk=/boot/initramfs-2.6.32-19.el7.s390x.img
        parameters="root=/dev/mapper/vg_devel1-lv_root rd.dasd=0.0.0200,use_diag=0,readonly=0,erplog=0,failfast=0 rd.dasd=0.0.0207,use_diag=0,readonly=0,erplog=0,failfast=0 rd.dasd=0.0.202b  rd_LVM_LV=vg_devel1/lv_root rd_NO_LUKS rd_NO_MD rd_NO_DM LANG=en_US.UTF-8 SYSFONT=latarcyrheb-sun16 KEYTABLE=us cio_ignore=all,!condev"
Execute zipl para salvar as alteracões do /etc/zipl.conf para a próxima IPL:
# zipl -V
Using config file '/etc/zipl.conf'
Target device information
  Device..........................: 5e:00
  Partition.......................: 5e:01
  Device name.....................: dasda
  DASD device number..............: 0201
  Type............................: disk partition
  Disk layout.....................: ECKD/compatible disk layout
  Geometry - heads................: 15
  Geometry - sectors..............: 12
  Geometry - cylinders............: 3308
  Geometry - start................: 24
  File system block size..........: 4096
  Physical block size.............: 4096
  Device size in physical blocks..: 595416
Building bootmap in '/boot/'
Building menu 'rh-automatic-menu'
Adding #1: IPL section 'linux' (default)
  kernel image......: /boot/vmlinuz-2.6.32-19.el7.s390x
  kernel parmline...: 'root=/dev/mapper/vg_devel1-lv_root rd.dasd=0.0.0200,use_diag=0,readonly=0,erplog=0,failfast=0 rd.dasd=0.0.0207,use_diag=0,readonly=0,erplog=0,failfast=0 rd.dasd=0.0.202b rd_LVM_LV=vg_devel1/lv_root rd_NO_LUKS rd_NO_MD rd_NO_DM LANG=en_US.UTF-8 SYSFONT=latarcyrheb-sun16 KEYTABLE=us cio_ignore=all,!condev'
  initial ramdisk...: /boot/initramfs-2.6.32-19.el7.s390x.img
  component address: 
    kernel image....: 0x00010000-0x00a70fff 
    parmline........: 0x00001000-0x00001fff 
    initial ramdisk.: 0x02000000-0x022d2fff 
    internal loader.: 0x0000a000-0x0000afff 
Preparing boot device: dasda (0201).
Preparing boot menu
  Interactive prompt......: enabled 
  Menu timeout............: 15 seconds
  Default configuration...: 'linux' 
Syncing disks...
Done.

17.1.3.2. Os DASDs que não fazem parte do sistema de arquivo root.

O DASD que não faz parte do sistema de arquivo root, ou seja, data disks, são configurados de forma persistente no arquivo /etc/dasd.conf. Ele contém um DASD por linha. Cada linha começa com a barra de dispositivo de um DASD. Alternativamente, cada linha pode continuar com opções separadas por espaço ou caracteres de aba. Opções consistem em pares de valor de chave onde a chave e valor são separados por um sinal igual.
A chave corresponde à qualquer atributo sysfs válido, um DASD pode ter. O valor será gravado no atributo do sysfs de chave. Entradas em /etc/dasd.conf são ativadas e configuradas por udev quando um DASD é adicionado ao sistema. Durante a inicialização, todos os DASDs visíveis ao sistema são adicionados e disparam o udev.
Exemplo de conteúdo do /etc/dasd.conf:
0.0.0207
0.0.0200 use_diag=1 readonly=1
As modificações do /etc/dasd.conf se tornam efetivos somente após a reinicialização do sistema ou após a adição da dinâmica de um novo DASD por mudar a configuraçãod e E/S do sistema (ou seja, o DASD é anexado sob o z/VM). Como forma alternativa, você pode disparar a ativação de uma nova entrada em /etc/dasd.conf para um DASD que não estava ativa anteriormente, executando os seguintes comandos:
  1. Use o recurso cio_ignore para remover o DASD da lista dos dispositivos ignorados e fazê-los visíveis ao Linux:
    # cio_ignore -r device_number
    Por exemplo:
    # cio_ignore -r 021a
  2. Dispara a ativação gravando no atributo uevent do dispositivo:
    echo add > /sys/bus/ccw/devices/device-bus-ID/uevent
    Por exemplo:
    echo add > /sys/bus/ccw/devices/0.0.021a/uevent

17.2. Adicionando FCP-attached Logical Units (LUNs)

Veja a seguir um exemplo de como adicionar um FCP LUN.

Nota

Se estiver sendo executado no z/VM, certifique-se que o adaptador do FCP está anexado à máquina virtual do convidado do z/VM. Para realizar um multipath em ambientes de produção, teriam ao menos dois dispostivos FCP em dois adaptadores físicos diferentes (CHPIDs). Por exemplo:
CP ATTACH FC00 TO * 
CP ATTACH FCD0 TO *

17.2.1. Ativando dinamicamente FCP LUN

Siga estes passos para ativar um LUN:
  1. Use o utilitário cio_ignore para remover o adaptador de FCP da lista dos dispositivos ignorados e torne-os visíveis ao Linux:
    # cio_ignore -r device_number
    Substitua device pelo número de dispositivo do adaptador FCP. Por exemplo:
  2. Para colocar o dispositivo de adaptador do FCP online, use o seguinte comando:
    # chccwdev -e fc00
  3. Verifique se o WWPN necessário foi encontrado pela porta automática de escaneamen to do driver de dispositivo zfcp:
    # ls -l /sys/bus/ccw/drivers/zfcp/0.0.fc00/
    drwxr-xr-x.  3 root root    0 Apr 28 18:19 0x500507630040710b
    drwxr-xr-x.  3 root root    0 Apr 28 18:19 0x50050763050b073d
    drwxr-xr-x.  3 root root    0 Apr 28 18:19 0x500507630e060521
    drwxr-xr-x.  3 root root    0 Apr 28 18:19 0x500507630e860521
    -r--r--r--.  1 root root 4096 Apr 28 18:17 availability
    -r--r--r--.  1 root root 4096 Apr 28 18:19 card_version
    -rw-r--r--.  1 root root 4096 Apr 28 18:17 cmb_enable
    -r--r--r--.  1 root root 4096 Apr 28 18:17 cutype
    -r--r--r--.  1 root root 4096 Apr 28 18:17 devtype
    lrwxrwxrwx.  1 root root    0 Apr 28 18:17 driver ->  ../../../../bus/ccw/drivers/zfcp
    -rw-r--r--.  1 root root 4096 Apr 28 18:17 failed
    -r--r--r--.  1 root root 4096 Apr 28 18:19 hardware_version
    drwxr-xr-x. 35 root root    0 Apr 28 18:17 host0
    -r--r--r--.  1 root root 4096 Apr 28 18:17 in_recovery
    -r--r--r--.  1 root root 4096 Apr 28 18:19 lic_version
    -r--r--r--.  1 root root 4096 Apr 28 18:17 modalias
    -rw-r--r--.  1 root root 4096 Apr 28 18:17 online
    -r--r--r--.  1 root root 4096 Apr 28 18:19 peer_d_id
    -r--r--r--.  1 root root 4096 Apr 28 18:19 peer_wwnn
    -r--r--r--.  1 root root 4096 Apr 28 18:19 peer_wwpn
    --w-------.  1 root root 4096 Apr 28 18:19 port_remove
    --w-------.  1 root root 4096 Apr 28 18:19 port_rescan
    drwxr-xr-x.  2 root root    0 Apr 28 18:19 power
    -r--r--r--.  1 root root 4096 Apr 28 18:19 status
    lrwxrwxrwx.  1 root root    0 Apr 28 18:17 subsystem ->  ../../../../bus/ccw
    -rw-r--r--.  1 root root 4096 Apr 28 18:17 uevent
  4. Ativar o FCP LUN adicionando-o à porta (WWPN) através do qual você gostaria de acessar ao LUN:
    # echo 0x4020400100000000 > /sys/bus/ccw/drivers/zfcp/0.0.fc00/0x50050763050b073d/unit_add
  5. Descubra o nome de dispositivo SCSI atribuído:
    # lszfcp -DV
    /sys/devices/css0/0.0.0015/0.0.fc00/0x50050763050b073d/0x4020400100000000
    /sys/bus/ccw/drivers/zfcp/0.0.fc00/host0/rport-0:0-21/target0:0:21/0:0:21:1089355792

17.2.2. Ativando FCP LUNs de forma persistente

As instruções acima descritas sobre como ativar um FCP LUNs de forma dinâmica em um sistema em execução. No entanto, tais mudanças não são persistentes e não sobrevivem uma reinicialização. Como realizar mudanças na configuração do FCP persistentes no seu sistema Linux, depende se o FCP LUNs pertence ao sistema de arquivo root. Aqueles necessários ao sistema de arquivo root precisam ser ativados durante o início do processo de inicialização pelo initramfs para ser capaz de montar o sistema de arquivo root. Os comandos cio_ignore são manuseados transparentemente para configurações de dispositivos persistentes e você não precisa liberar dispositivos a partir da lista de ignorar manualmente.

17.2.2.1. O FCP LUNs que faz parte do sistema de arquivo root

O único arquivo que você modificou para adicionar o FCP LUNs que fazem parte do sistema de arquivo root é /etc/zipl.conf seguido por uma execução da ferramenta de carregador de inicialização do zipl. Não há mais necessidade de recriar o initramfs.
O Red  Hat Enterprise  Linux fornece um parâmetro para ativar o FCP LUNs no início do processo de inicialização: rd.zfcp=. O valor é uma lista separada por vírgula, contendo um ID de barramento de dispositivo, o WWPN como número hexadecimal de 16 dígitos, préfixados com o 0x, e o FCP LUN préfixado com o 0x, e incluindo zeros à direita para ter 16 dígitos hexadecimais.
O exemplo a seguir zipl.conf +e para um sistema que usa volumes físicos em partições de dois FCP LUNs para um grupo de volume LVM vg_devel1 que contém um volume lógico lv_root para o sistema de arquivo root. Para simplicidade, o exemplo mostra uma configuração sem multipath.
[defaultboot]
default=linux
target=/boot/
[linux]
image=/boot/vmlinuz-2.6.32-19.el7.s390x
ramdisk=/boot/initramfs-2.6.32-19.el7.s390x.img
parameters="root=/dev/mapper/vg_devel1-lv_root 
rd.zfcp=0.0.fc00,0x5105074308c212e9,0x401040a000000000 
rd.zfcp=0.0.fc00,0x5105074308c212e9,0x401040a100000000 
rd_LVM_LV=vg_devel1/lv_root rd_NO_LUKS rd_NO_MD rd_NO_DM LANG=en_US.UTF-8 
SYSFONT=latarcyrheb-sun16 KEYTABLE=us cio_ignore=all,!condev"
Para adicionar outro volume físico em uma partição de um terço de FCP LUN com o ID 0.0.fc00, WWPN 0x5105074308c212e9 and FCP LUN 0x401040a300000000 de barramento de dispositivo, adicione rd_ZFCP=0.0.fc00,0x5105074308c212e9,0x401040a300000000 para a linha de parâmetros de seu kernel de inicialização em zipl.conf, por exemplo:
[defaultboot]
default=linux
target=/boot/
[linux]
image=/boot/vmlinuz-2.6.32-19.el7.s390x
ramdisk=/boot/initramfs-2.6.32-19.el7.s390x.img
parameters="root=/dev/mapper/vg_devel1-lv_root 
rd.zfcp=0.0.fc00,0x5105074308c212e9,0x401040a000000000 
rd.zfcp=0.0.fc00,0x5105074308c212e9,0x401040a100000000 
rd.zfcp=0.0.fc00,0x5105074308c212e9,0x401040a300000000
rd_LVM_LV=vg_devel1/lv_root rd_NO_LUKS rd_NO_MD rd_NO_DM LANG=en_US.UTF-8 
SYSFONT=latarcyrheb-sun16 KEYTABLE=us cio_ignore=all,!condev"
Execute zipl para salvar as alteracões do etc/zipl.conf para a próxima IPL:
# zipl -V
Using config file '/etc/zipl.conf'
Target device information
Device..........................: 08:00
Partition.......................: 08:01
Device name.....................: sda
Device driver name..............: sd
Type............................: disk partition
Disk layout.....................: SCSI disk layout
Geometry - start................: 2048
File system block size..........: 4096
Physical block size.............: 512
Device size in physical blocks..: 10074112
Building bootmap in '/boot/'
Building menu 'rh-automatic-menu'
Adding #1: IPL section 'linux' (default)
kernel image......: /boot/vmlinuz-2.6.32-19.el7.s390x
kernel parmline...: 'root=/dev/mapper/vg_devel1-lv_root rd.zfcp=0.0.fc00,0x5105074308c212e9,0x401040a000000000 rd.zfcp=0.0.fc00,0x5105074308c212e9,0x401040a100000000 rd.zfcp=0.0.fc00,0x5105074308c212e9,0x401040a300000000 rd_LVM_LV=vg_devel1/lv_root rd_NO_LUKS rd_NO_MD rd_NO_DM LANG=en_US.UTF-8 SYSFONT=latarcyrheb-sun16 KEYTABLE=us cio_ignore=all,!condev'
initial ramdisk...: /boot/initramfs-2.6.32-19.el7.s390x.img
component address:
kernel image....: 0x00010000-0x007a21ff
parmline........: 0x00001000-0x000011ff
initial ramdisk.: 0x02000000-0x028f63ff
internal loader.: 0x0000a000-0x0000a3ff
Preparing boot device: sda.
Detected SCSI PCBIOS disk layout.
Writing SCSI master boot record.
Syncing disks...
Done.

17.2.2.2. O FCP LUNs que não faz parte do sistema de arquivo root

FCP LUNs que não faça parte do sistema de arquivo root, tal como discos de dados, são configurados de forma persistentes no arquivo /etc/zfcp.conf. Ele contém um FCP LUN por linha. Cada linha contém o ID de barramento de dispositivo do adapatador de FCP, o WWPN como número de 16 dígitos hexadecimais préfixados com o 0x, e o FCP LUN préfixado com o 0x, incluindo zeros à direita para ter 16 dígitos hexadecimais, separados por um espaço ou aba. Entradas no /etc/zfcp.conf são ativados e configurados pelo udev quando um adaptador do FCP é adicionado ao sistema. Durante a inicialização, todos os adaptadores FCP visíveis ao sistema são adicionados e disparam o udev.
Exemplo de conteúdo de /etc/zfcp.conf:
0.0.fc00 0x5105074308c212e9 0x401040a000000000
0.0.fc00 0x5105074308c212e9 0x401040a100000000
0.0.fc00 0x5105074308c212e9 0x401040a300000000
0.0.fcd0 0x5105074308c2aee9 0x401040a000000000
0.0.fcd0 0x5105074308c2aee9 0x401040a100000000
0.0.fcd0 0x5105074308c2aee9 0x401040a300000000
Modificações de /etc/zfcp.conf tornam-se efetivas somente após uma reinicialização do sistema ou após a adição dinâmica de um novo canal FCP ao alterar o sistema de configuração E/S (por exemplo, um canal esta anexado sob z/VM). Como alternativa, você pode iniciar a ativação de uma nova entrada em /etc/zfcp.conf para um adaptador FCP que foi ativado previamente, ao executar os seguintes comandos:
  1. Use o utilitário cio_ignore para remover o adaptador de FCP da lista dos dispositivos ignorados e torne-os visíveis ao Linux:
    # cio_ignore -r device_number
    Substitua device pelo número de dispositivo do adaptador FCP. Por exemplo:
    # cio_ignore -r fcfc
  2. Para disparar o evento que ativa a mudança, emita:
    echo add > /sys/bus/ccw/devices/device-bus-ID/uevent
    Por exemplo:
    echo add > /sys/bus/ccw/devices/0.0.fcfc/uevent

17.3. Adicionando um Dispositivo de Rede

Os módulos de driver de dispositivos de rede são carregados automaticamente por udev.
Você pode adicionar uma interface de rede no IBM System z de forma dinâmica ou de forma persistente.
  • Dinamicamente
    1. Carregar o driver do dispositivo
    2. Remova os dispositivos de rede da lista dos dispositivos ignorados.
    3. Criar o dispositivo de grupo.
    4. Configurar o dispositivo
    5. Trazer o dispositivo online.
  • Persistentemente
    1. Criar um script de configuração
    2. Ativar a interface
As seções a seguir fornecem informações básicas para cada tarefa de cada driver de dispositivo de rede do IBM System z. Seção 17.3.1, “Adicionando um Dispositivo qeth descreve como adicionar o dispositivo qeth para uma instância existente do Red Hat Enterprise Linux. Seção 17.3.2, “Adicionando um Dispositivo de LCS” descreve como adicionar um dispositivo lcs à uma instância existente do Red Hat Enterprise Linux.

17.3.1. Adicionando um Dispositivo qeth

O driver de dispositivo de rede qeth , suporta os recursos System z OSA-Express no modo QDIO, HiperSockets, convidado z/VM LAN, e z/VM VSWITCH.
O driver do dispositivo qeth atribui o mesmo nome de interface para os dispositivos Ethernet e Hipersockets: enccwbus_ID. O ID de barra é composto pelo ID do subsistema do canal, ID do conjunto de subcanal, e número de dispositivo, por exemplo enccw0.0.0a00.

17.3.1.1. Adicionando um Dispositivo qeth Dinamicamente

Para adicionar um dispositivo qeth de forma dinâmica, siga estes passos:
  1. Determine se os módulos de driver de dispositivo de qeth são carregados. O exemplo a seguir mostra os módulos de qeth carregados:
    # lsmod | grep qeth
    qeth_l3                  127056  9
    qeth_l2                   73008  3
    ipv6                  492872  155ip6t_REJECT,nf_conntrack_ipv6,qeth_l3
    qeth                  115808  2 qeth_l3,qeth_l2
    qdio                   68240  1 qeth
    ccwgroup               12112  2 qeth
    Se o output do comando lsmod mostra que os módulos qeth não foram carregados, você deve executar o comando modprobe para carregá-los:
    # modprobe qeth
  2. Use o recurso cio_ignore para remover os canais de rede da lista de dispositivos ignorados e torná-los visíveis ao Linux:
    # cio_ignore -r read_device_bus_id,write_device_bus_id,data_device_bus_id
    Substitua read_device_bus_id,write_device_bus_id,data_device_bus_id pelos três IDs de barramento de dispositivo, representando um dispositivo de rede. Por exemplo, se o read_device_bus_id é 0.0.f500, o write_device_bus_id é 0.0.f501, e o data_device_bus_id é 0.0.f502:
    # cio_ignore -r 0.0.f500,0.0.f501,0.0.f502
  3. Use o znetconf para tocar e listar as configurações de candidato para os dispositivos de rede:
    # znetconf -u
    Scanning for network devices...
    Device IDs                 Type    Card Type      CHPID Drv. 
    ------------------------------------------------------------
    0.0.f500,0.0.f501,0.0.f502 1731/01 OSA (QDIO)        00 qeth 
    0.0.f503,0.0.f504,0.0.f505 1731/01 OSA (QDIO)        01 qeth 
    0.0.0400,0.0.0401,0.0.0402 1731/05 HiperSockets      02 qeth
  4. Selecione a configuração que você deseja trabalhar e usar o znetconf para aplicar a configuração e para colocar o dispositivo de grupo configurado online como o dispositivo de rede.
    # znetconf -a f500
    Scanning for network devices...
    Successfully configured device 0.0.f500 (enccw0.0.f500)
  5. Como forma alternativa, você também pode passar argumentos que são configurados no dispositivo de grupo antes que seja definido online:
    # znetconf -a f500 -o portname=myname
    Scanning for network devices...
    Successfully configured device 0.0.f500 (enccw0.0.f500)
    Agora você pode continuar a configurar a interface de rede enccw0.0.f500.
Como forma alternativa, você pode usar os atributos sysfs para definir o dispositivo online como se segue:
  1. Crie um dispositivo de grupo qeth:
    # echo read_device_bus_id,write_device_bus_id,data_device_bus_id > /sys/bus/ccwgroup/drivers/qeth/group
    Por exemplo:
    # echo 0.0.f500,0.0.f501,0.0.f502 > /sys/bus/ccwgroup/drivers/qeth/group
  2. Em seguida, verifique se o dispositivo de grupo qeth foi criado apropriadamente procurando pelo canal de leitura:
    # ls /sys/bus/ccwgroup/drivers/qeth/0.0.f500
    Você também pode configurar parâmetros e funcionalidades adicionais, dependendo da maneira como configurar seu sistema e das funcionalidades que precisar, tais como:
    • portno
    • layer2
    • portname
  3. Coloque o dispositivo online ao gravar 1 para o atributo sysfs online:
    # echo 1 > /sys/bus/ccwgroup/drivers/qeth/0.0.f500/online
  4. Então verifique o estado do dispositivo:
    # cat /sys/bus/ccwgroup/drivers/qeth/0.0.f500/online
    1
    O valor retornado 1 indica que o dispositivo está online, enquanto o valor 0 indica que o dispositivo está offline.
  5. Encontre o nome da interface que foi atribuído ao dispositivo:
    # cat /sys/bus/ccwgroup/drivers/qeth/0.0.f500/if_name
    enccw0.0.f500
    Agora você pode continuar a configurar a interface de rede enccw0.0.f500.
    O comando a seguir do pacote s390utils demonstra as configurações mais importantes de seu dispositivo sysfs:
    # lsqeth enccw0.0.f500
    Device name                     : enccw0.0.f500                
    -------------------------------------------------
            card_type               : OSD_1000
            cdev0                   : 0.0.f500
            cdev1                   : 0.0.f501
            cdev2                   : 0.0.f502
            chpid                   : 76
            online                  : 1
            portname                : OSAPORT
            portno                  : 0
            state                   : UP (LAN ONLINE)
            priority_queueing       : always queue 0
            buffer_count            : 16
            layer2                  : 1
            isolation               : none

17.3.1.2. Removendo um Dispositivo qeth Dinamicamente

Para remover um dispositivo qeth use o utilitário znetconf. Por exemplo:
  1. Use o utilitário znetconf para apresentar-lhe todos os dispositivos de rede configurados:
    znetconf -c
    Device IDs                 Type    Card Type      CHPID Drv. Name        	State  
    --------------------------------------------------------------------------------------
    0.0.8036,0.0.8037,0.0.8038 1731/05 HiperSockets      FB qeth hsi1        	online 
    0.0.f5f0,0.0.f5f1,0.0.f5f2 1731/01 OSD_1000          76 qeth enccw0.0.09a0      online 
    0.0.f500,0.0.f501,0.0.f502 1731/01 GuestLAN QDIO     00 qeth enccw0.0.f500      online
  2. Selecione o dispositivo de rede para ser removido e execute o znetconf para definir o dispositivo offline e desagrupar o dispositivo de grupo ccw> group device.
    # znetconf -r f500
    Remove network device 0.0.f500 (0.0.f500,0.0.f501,0.0.f502)?
    Warning: this may affect network connectivity!
    Do you want to continue (y/n)?y
    Successfully removed device 0.0.f500 (enccw0.0.f500)
  3. Verifique o sucesso da remoção:
    znetconf -c
    Device IDs                 Type    Card Type      CHPID Drv. Name        	State  
    --------------------------------------------------------------------------------------
    0.0.8036,0.0.8037,0.0.8038 1731/05 HiperSockets      FB qeth hsi1        	online 
    0.0.f5f0,0.0.f5f1,0.0.f5f2 1731/01 OSD_1000          76 qeth enccw0.0.09a0      online

17.3.1.3. Adicionando um dispositivo qeth de forma persistente

Para realizar um novo dispositivo de qeth persistente você precisar criar um arquivo de configuração para sua nova interface Os arquivos de configuração das interfaces de rede estão localizados no diretório /etc/sysconfig/network-scripts/.
Os arquivos de configuração de rede usam o esquema de nomes ifcfg-dispositivo, onde dispositivo é o valor encontrado no arquivo if_name no dispositivo de grupo qeth que foi criado anteriormente, por exemplo, é enccw0.0.09a0. O comandos cio_ignore são manuseados de forma transparente para configurações de dispositivo persistentes e você não precisa liberar dispositivos da lista ignorar manualmente.
Se já houver um arquivo de configuração definido para outro dispositivo do mesmo tipo, é mais fácil copiá-lo com o novo nome e depois editá-lo:
# cd /etc/sysconfig/network-scripts
# cp ifcfg-enccw0.0.09a0 ifcfg-enccw0.0.0600
Para conhecer as IDs de seus dispositivos de rede, use o utilitário lsqeth:
# lsqeth -p
devices                    CHPID interface        cardtype       port chksum prio-q'ing rtr4 rtr6 lay'2 cnt
-------------------------- ----- ---------------- -------------- ---- ------ ---------- ---- ---- ----- -----
0.0.09a0/0.0.09a1/0.0.09a2 x00   enccw0.0.09a0    Virt.NIC QDIO  0    sw     always_q_2 n/a  n/a  1     64  
0.0.0600/0.0.0601/0.0.0602 x00   enccw0.0.0600    Virt.NIC QDIO  0    sw     always_q_2 n/a  n/a  1     64
Se você não tem um dispositivo similar definido, deve criar um novo arquivo. Use este exemplo do /etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-0.0.09a0 como uma template.
# IBM QETH
DEVICE=enccw0.0.09a0
BOOTPROTO=static
IPADDR=10.12.20.136
NETMASK=255.255.255.0
ONBOOT=yes
NETTYPE=qeth
SUBCHANNELS=0.0.09a0,0.0.09a1,0.0.09a2
PORTNAME=OSAPORT
OPTIONS='layer2=1 portno=0'
MACADDR=02:00:00:23:65:1a
TYPE=Ethernet
Edite o novo arquivo ifcfg-0.0.0600 como se segue:
  1. Modifique as instruções de DEVICE (dispositivo) para refletirem o conteúdo do arquivo if_name de seu grupo ccw .
  2. Modifique as instruções de IPADDR para refletirem o endereço IP da sua nova interface.
  3. Modifique as instruções do NETMASK conforme necessário.
  4. Se você deseja que sua nova interface seja ativada no momento da inicialização (boot time), garanta que o ONBOOT esteja definido como yes.
  5. Garanta que as instruções de SUBCHANNELS coincidam com os endereços do hardware de seu dispositivo qeth.
  6. Modifique a instrução PORTNAME ou deixe-o fora se não for necessário em seu ambiente.
  7. Você pode adicionar qualquer atributo sysfs válido e seu valor ao parâmetro OPTIONS. O programa de instalação do Red  Hat Enterprise  Linux atualmente usa isto para configurar o modo de camada (layer2) e o número de porta relativa (portno) dos dispositivos do qeth.
    O driver do dispositivo qeth default para dispositivo ISA é agora o modo layer 2. Para continuar o uso de definições ifcfg antigo que conta com o default anterior do modo de layer 3, adicione o layer2=0ao parâmetro OPTIONS.
/etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-0.0.0600
# IBM QETH
DEVICE=enccw0.0.0600
BOOTPROTO=static
IPADDR=192.168.70.87
NETMASK=255.255.255.0
ONBOOT=yes
NETTYPE=qeth
SUBCHANNELS=0.0.0600,0.0.0601,0.0.0602
PORTNAME=OSAPORT
OPTIONS='layer2=1 portno=0'
MACADDR=02:00:00:b3:84:ef
TYPE=Ethernet
Mudanças ao arquivo ifcfg se tornam efetiva somente após a reinicialização do sistema ou após a adição dinâmica dos novos canais de dispositivo de rede novo, mudando a configuração de E/S do sistema (por exemplo, ao anexar sob o z/VM). Como forma alternativa, você pode disparar a ativação de um arquivo ifcfg para canais de rede que não estavam ativos ainda, executando os seguintes comandos:
  1. Use o recurso cio_ignore para remover os canais de rede da lista de dispositivos ignorados e torná-los visíveis ao Linux:
    # cio_ignore -r read_device_bus_id,write_device_bus_id,data_device_bus_id
    Substitua read_device_bus_id,write_device_bus_id,data_device_bus_idpelos três IDs de barramento de dispositivo, representando um dispositivo de rede. Por exemplo, se o read_device_bus_id é 0.0.0600, o write_device_bus_id é 0.0.0601, e o data_device_bus_id é 0.0.0602:
    # cio_ignore -r 0.0.0600,0.0.0601,0.0.0602
  2. Para disparar o evento que ativa a mudança, emita:
    echo add > /sys/bus/ccw/devices/read-channel/uevent
    Por exemplo:
    echo add > /sys/bus/ccw/devices/0.0.0600/uevent
  3. Verifique o status do dispositivo de rede:
    # lsqeth
  4. Agora você pode iniciar a nova interface:
    # ifup enccw0.0.0600
  5. Verifique o status da interface:
    # ifconfig enccw0.0.0600
    enccw0.0.0600     Link encap:Ethernet  HWaddr 02:00:00:00:00:01
    	          inet addr:192.168.70.87  Bcast:192.168.70.255 Mask:255.255.255.0
    	          inet6 addr: fe80::ff:fe00:1/64 Scope:Link
            	  UP BROADCAST RUNNING NOARP MULTICAST  MTU:1492  Metric:1
    	          RX packets:23 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
            	  TX packets:3 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
     	          collisions:0 txqueuelen:1000
            	  RX bytes:644 (644.0 b)  TX bytes:264 (264.0 b)
  6. Verifique o roteamento para a nova interface:
    # route
    Kernel IP routing table
    Destination     Gateway         Genmask        Flags Metric Ref  Use Iface
    192.168.70.0    *               255.255.255.0  U     0      0      0 enccw0.0.0600
    10.1.20.0       *               255.255.255.0  U     0      0      0 enccw0.0.09a0
    default         10.1.20.1       0.0.0.0        UG    0      0      0 enccw0.0.09a0
  7. Verifique suas alterações usando o comando ping na porta de comunicação (gateway) ou outro host na subrede do novo dipositivo:
    # ping -c 1 192.168.70.8
    PING 192.168.70.8 (192.168.70.8) 56(84) bytes of data.
    64 bytes from 192.168.70.8: icmp_seq=0 ttl=63 time=8.07 ms
  8. Se as informações de roteamento default foram alteradas, você também deve atualizar o /etc/sysconfig/network de acordo.

17.3.2. Adicionando um Dispositivo de LCS

O driver de dispositivo LAN channel station (LCS) suporta os recursos de 1000Base-T Ethernet no OSA-Express2 e OSA-Express 3
O driver do dispositivo LCS atribui o seguinte nome de interface para os dispositivos OSA-Express Fast Ethernet e Gigabit Ethernet: enccwbus_ID. O ID de barra é composto pelo ID do subsistema do canal, ID do conjunto de subcanal, e número de dispositivo, por exemplo enccw0.0.0a00.

17.3.2.1. Adicionando o Dispositivo LCS de forma Dinâmica

  1. Carregue o driver do dispositivo:
    # modprobe lcs
  2. Use o recurso cio_ignore para remover os canais de rede da lista de dispositivos ignorados e torná-los visíveis ao Linux:
    # cio_ignore -r read_device_bus_id,write_device_bus_id
    Replace read_device_bus_id and write_device_bus_id with the two device bus IDs representing a network device. For example:
    # cio_ignore -r 0.0.09a0,0.0.09a1
  3. Crie o dispositivo de grupo:
    # echo read_device_bus_id,write_device_bus_id > /sys/bus/ccwgroup/drivers/lcs/group
  4. Configure o dispositivo. Placas OSA podem oferecer até 16 portas para um único CHPID. Por default, o dispositivo de grupo LCS usa a porta 0. Para usar uma porta diferente, use um comando similar ao seguinte:
    # echo portno > /sys/bus/ccwgroup/drivers/lcs/device_bus_id/portno
    Substitua portno pelo número de porta que você deseja usar.
  5. Traga o dispositivo online:
    # echo 1 > /sys/bus/ccwgroup/drivers/lcs/read_device_bus_id/online
  6. Para descobrir qual o nome do dispostivo de rede que foi atribuído, insira o comando:
    # ls -l /sys/bus/ccwgroup/drivers/lcs/read_device_bus_ID/net/
    drwxr-xr-x 4 root root 0 2010-04-22 16:54 enccw0.0.0600

17.3.2.2. Adicionando um Dispositivo LCS de forma Persistente.

Os comandos Cio_ignore são manuseados de forma transparente para configurações de dispositivo persistentes e você não precisa liberar os dispositivos de ignorar a lista manualmente.
Para adicionar um dispositivo LCS de forma persistente, siga estes passos:
  1. Crie um script de configuração como arquivo em /etc/sysconfig/network-scripts/ com um nome como o ifcfg-device, onde device é o valor encontrado no arquivo if_name no dispositivo de grupo qeth que foi criado anteriormente, por exemplo enccw0.0.09a0. O arquivo deve se parecer com o seguinte:
    /etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-enccw0.0.09a0
    # IBM LCS
    DEVICE=enccw0.0.09a0
    BOOTPROTO=static
    IPADDR=10.12.20.136
    NETMASK=255.255.255.0
    ONBOOT=yes
    NETTYPE=lcs
    SUBCHANNELS=0.0.09a0,0.0.09a1
    PORTNAME=0
    OPTIONS=''
    TYPE=Ethernet
  2. Modifique o valor de PORTNAME para refletir o número da porta do LCS (portno) que você deseja usar. Você pode adicionar qualquer atributo do sysfs do lcs válido e seu valor ao parâmetro OPTIONS opcional. Consulte o Seção 17.3.1.3, “Adicionando um dispositivo qeth de forma persistente”.
  3. Defina o parâmetro DEVICE como se segue:
    DEVICE=enccwbus_ID
  4. Emita um comando ifup para ativar o dispostivo:
    # ifup enccwbus_ID
Muda para um arquivo ifcfg se torna efetivo somente após a reinicialização do sistema. Você pode disparar a ativação de um arquivo ifcfg para canais de rede, executando os seguintes comandos:
  1. Use o comando cio_ignore para remover o adaptador do dispositivo LCS da lista dos dispositivos ignorados e torná-los visíveis ao Linux.
    # cio_ignore -r read_device_bus_id,write_device_bus_id
    Substitua read_device_bus_id e write_device_bus_id pelos IDs de barramento de dispositivo do dispositivo LCS. Por exemplo:
    # cio_ignore -r 0.0.09a0,0.0.09a1
  2. Para disparar o evento que ativa a mudança, emita:
    echo add > /sys/bus/ccw/devices/read-channel/uevent
    Por exemplo:
    echo add > /sys/bus/ccw/devices/0.0.09a0/uevent 

17.3.3. Configurando um dispositivo de rede System z para um sistema de arquivos root de rede

Para adicionar um dispositivo de rede que é necessário para acessar o sistema de arquivo do root, você precisa mudar somente as opções de inicialização. As opções do boot podem estar em um arquivo de parâmetro (consulte o Capítulo 18, Arquivos de Parâmetro e Configuração no IBM System z) ou parte de um zipl.conf em um DASD ou FCP-anexado SCSI LUN preparado com o carregador de inciialização do zipl. Não há necessidade de recriar o initramfs.
Dracut, o sucessor do mkinitrd que fornece a funcionalidade no initramfs que por sua vez substitui initrd, fornece um parâmetro de inicialização para ativar os dispositivos de rede em System z no início do processo de inicialização: rd_znet=.
Como entrada, este parâmetro leva uma lista separado por vírgula, do NETTYPE (qeth, lcs, ctc), dois (lcs, ctc) ou três (qeth) IDs de barramento de dispositivo, e parâmetros opcionais adicionais consistindo de pares de valor de chave, correspondendo aos atributos do sysfs do dispositivo de rede. Este parâmetro configura e ativa o hardware de rede do System z. Os endereços de IP da configuração e outras redes específicas funcionam como outras plataformas. Consulte a documentação do dracut para mais detalhes.
Os comandos cio_ignore para canais de rede são manuseados de forma transparente na inicialização.
Exemplo de opções de boot para um sistema de arquivo do root acessado pela rede através do NFS:
root=10.16.105.196:/nfs/nfs_root cio_ignore=all,!condev rd.znet=qeth,0.0.0a00,0.0.0a01,0.0.0a02,layer2=1,portno=0,portname=OSAPORT ip=10.16.105.197:10.16.105.196:10.16.111.254:255.255.248.0:nfs‑server.subdomain.domain:enccw0.0.09a0:none rd_NO_LUKS rd_NO_LVM rd_NO_MD rd_NO_DM LANG=en_US.UTF-8 SYSFONT=latarcyrheb-sun16 KEYTABLE=us

Capítulo 18. Arquivos de Parâmetro e Configuração no IBM System z

As arquiteturas IBM System z usam um arquivo de parâmetros especial para configurar a rede antes do programa de instalação ser iniciado. Esta seção descreve o conteúdo do arquivo de parâmetros.
Você precisa ler somente esta seção se você pretende mudar o arquivo do parâmetro distribuído. Você precisa mudar o arquivo do parâmetro se você quiser:
  • Instalação desatendida com o Kickstart
  • escolha as configurações de instalações não padrão que não são acessíveis através da interface de usuário interativa do programa de instalação, tal como o modo de recuperação.
As arquiteturas IBM System z usam um arquivo de parâmetros especial para configurar a rede antes do programa de instalação (Anaconda) ser iniciado.
O arquivo do parâmetro do kernel é limitado a 895 caracteres mais um caractere de final de linha. O arquivo de parâmetro pode ser variável ou de formato de gravação fixado. O formato de gravação fixado aumenta o tamanho do arquivo, tocando cada linha até o comprimento de gravação. Caso você encontre problemas com o programa de instalação não reconhecendo todos os parâmetros especificados em ambientes LPAR, você pode tentar colocar todos os parâmetros em uma unica linha ou inicie e finalize cada linha com um caractere de espaço.
O arquivo de parâmetro contém parâmetros do kernel, tal como o ro, e os parâmetros para o processo de instalação, tal como vncpassword=test ou vnc.

18.1. Parâmetros necessários

Os parâmetros a seguir são necessários e devem incluir no arquivo de parâmetro. Eles também são fornecidos no arquivo generic.prm no diretório images/ do DVD de instalação:
ro
monta o sistema de arquivo root, o qual é um disco RAM, somente leitura.
ramdisk_size=size
modifica o tamanho de memória reservada pelo disco RAM para certificar-se que o programa de instalação Red  Hat Enterprise  Linux se adequa à ele. Por exemplo: ramdisk_size=40000.
O arquivo generic.prm também contém o parâmetro adicional cio_ignore=all,!condev. Esta configuração acelera a inicialização e detecção do dispositivo em sistemas com muitos dispositivos. O instalador manuseia de forma transparente a ativação de dispositivos ignorados.

Importante

Para evitar problemas de instalação com o cio_ignore não estando implementado através de todo a pilha, adapte o parâmetro de valor cio_ignore= ao seu sistema ou remova o parâmetro inteiramente de seu arquivo de parâmetro usado para inicializar (IPL) o programa de instalação.

18.2. O Arquivo de Configuração do z/VM.

Isto se aplica somente se instalar sob o z/VM. Sob o z/VM, você pode usar um arquivo de configuração em um disco formatado de CMS. O propósito do arquivo de configuração CMS é economizar espaço no arquivo de parâmetro, movendo os parâmetros que configuram a rede inicial, o DASD, e a especificação do FCP fora do arquivo do parâmetro (consulte o Seção 18.3, “Parâmetros de Rede de Instalação”).
Cada linha do arquivo de configuração do CMS contém uma variante única e seu valor associado, no seguinte sintaxe de estilo de shell: variable=value .
Você também deve adicionar os parâmetros CMSDASD e CMSCONFFILE para o arquivo de parâmetro. Estes parâmetros apontam o programa de instalação ao arquivo de configuração:
CMSDASD=cmsdasd_address
Onde endereço_cmsdasd representa o número de dispositivo de um disco formatado CMS que contém o arquivo de configuração. Este geralmente é o disco A do usuário do CMS.
Por exemplo: CMSDASD=191
CMSCONFFILE=configuration_file
Onde arquivo_configuração representa o nome do arquivo de configuração. Este valor deve ser especificado em letras minúsculas. É especificado em um formato de nome de arquivo Linux: CMS_file_name.CMS_file_type.
O arquivo CMS REDHAT CONF é especificado como redhat.conf. O nome do arquivo CMS e o tipo de arquivo pode conter entre um e oito caractgeres que seguem as convenções do CMS.
Por exemplo: CMSCONFFILE=redhat.conf

18.3. Parâmetros de Rede de Instalação

Os seguintes parâmetros podem ser usados para definir a rede preliminar automaticamente e pode ser definida em arquivo de parâmetro ou arquivo de configuração de CMS. Os parâmetros nesta seção são somente parâmetros que podem ser usados em um arquivo de configuração CMS. Todos os outros parâmetros em outras seções devem ser especificados no arquivo de parâmetro.
NETTYPE='type'
Onde type deve ser um dos seguintes qeth, lcs, or ctc. O padrão é qeth.
Escolha lcs para:
  • OSA-2 Ethernet/Token Ring
  • OSA-Express Fast Ethernet in non-QDIO mode
  • OSA-Express High Speed Token Ring in non-QDIO mode
  • Gigabit Ethernet in non-QDIO mode
Escolha o qeth para:
  • OSA-Express Fast Ethernet
  • Gigabit Ethernet (including 1000Base-T)
  • High Speed Token Ring
  • HiperSockets
  • ATM (running Ethernet LAN emulation)
SUBCHANNELS='device_bus_IDs'
Onde device_bus_IDs é uma lista separada por vírgula de dois ou três IDs de bus de dispositivo. Os IDs devem ser especificados em caixa baixa.
Provém os IDs necessários do canal do dispositivo para as diversas interfaces de rede:
qeth: SUBCHANNELS='read_device_bus_id,write_device_bus_id,data_device_bus_id'
lcs or ctc: SUBCHANNELS='read_device_bus_id,write_device_bus_id'
Por exemplo (uma amostra das instruções de SUBCHANNEL do qeth):
SUBCHANNELS='0.0.f5f0,0.0.f5f1,0.0.f5f2'
PORTNAME='osa_portname' , PORTNAME='lcs_portnumber'
Essa variável suporta dispositivos OSA operando nos modos qdio ou não-qdio.
Quando estiver utilizando modo qdio (NETTYPE=qeth), osa_portname é o portname especificado no dispositivo de OSA ao operar o modo de qeth.
Quando em modo não-qdio (NETTYPE=lcs), lcs_portnumber é usado para passar o número relativo da porta como um número inteiro entre 0 e 15.
PORTNO='portnumber'
Você pode adicionar o PORTNO='0' (para usar a porta 0) ou PORTNO='1' (para usar a porta 1 dos recursos OSA sem duas portas por CHPID) para o arquivo de configuração do CMS para evitar que solicite o modo.
LAYER2='value'
Onde value pode ser 0 ou1.
Use o LAYER2='0' para operar um OSA ou HiperSockets, no modo de camada 3 ( (NETTYPE='qeth'). Use LAYER2='1' para o modo de camada 2. Para dispositivos de rede virtuais sob o z/VM esta configuração deve coincidir a definição do GuestLAN ou VSWITCH para o qual o dispositivo é par.
Para usar os serviços de rede que operam em camada 2 (o Data Link Layer ou sua subcamada MAC) tal como DHCP, modo de camada 2 é uma boa escolha.
O driver de dispositivo qeth , padrão para os dispositivos OSA, é agora modo de camada 2. Para continuar usando o padrão anterior do modo de camada 3, defina LAYER2='0' explicitamente.
VSWITCH='value'
Onde value pode ser 0 ou1.
Especifique VSWITCH='1' quando se conectar ao z/VM VSWITCH or GuestLAN, ou VSWITCH='0' (ou nada) ao conectar diretamente à um OSA diretametne anexado ao HiperSockets real.
MACADDR='MAC_address'
Quando você especifica o LAYER2='1' e VSWITCH='0', opcionalmente use este parâmetro para especificar o endereço MAC. O Linux precisa de seis octetos separados por vírgulas e dígitos em minúsculas hex. Observe que este é diferente da anotação de z/VM, portanto tenha cuidado se você copiar e colar informações do z/VM.
Se você especificar o LAYER2='1' and VSWITCH='1', você não deve especificar o MACADDR, pois o z/VM atribui um endereço MAC único ao dispositivo de rede virtual no modo de camada 2.
CTCPROT=value
Onde value pode sre 0, 1, ou 3.
Especifica o protocolo CTC para NETTYPE='ctc'. O default é 0.
HOSTNAME='string'
Onde string é o nome de host do convidado Linux recém instalado.
IPADDR=IP
Onde IP é o endereço IP da nova instância Linux.
NETMASK=netmask
Onde máscara-de-rede é a máscara de rede.
A netmask suporta a sintaxe de um préfixo inteiro (de 1 a 32) como especificado em IPv4 classless interdomain routing (CIDR). Por exemplo, você pode especificar 24 instead of 255.255.255.0, or 20 ao invés de 255.255.240.0.
GATEWAY='gw'
Onde gw é o IP da gateway para este dispositivo de rede.
MTU='mtu'
Onde mtu é a Unidade de Transmissão Máxima (Maximum Transmission Unit,( MTU) para esta conexão.
DNS='server1:server2:additional_server_terms:serverN'
Onde 'servidor1:servidor2:termos-de-servidores-adicionais:servidorN' é uma lista de servidores DNS, separados por dois-pontos. Por exemplo:
DNS='10.1.2.3:10.3.2.1'
SEA